O sindicalista Sergio Luiz Leite, 1º secretário da central Força Sindical e presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar), tornou-se o primeiro dirigente sindical a se manifestar formalmente sobre a aprovação, na quarta-feira 12, no plenário do Senado, por 50 votos a 26, do projeto de reforma trabalhista formulado pelo governo Michel Temer. Em tom de indignação, Serginho, como o dirigente é conhecido, ressaltou as recentes mobilizações de trabalhadores contra a reforma, elogiou o papel das centrais sindicais no processo de oposição e negociação em torno do texto, mas classificou como “vergonha” a posição final do Senado.

Abaixo, o artigo com o posicionamento:

VERGONHA! Senado aprova texto da reforma trabalhista

Por Sergio Luiz Leite

O Senado aprovou nesta terça-feira, dia 11 de julho de 2017, com 50 votos a favor, 26 contrários e uma abstenção, o texto da reforma trabalhista, sendo que agora, para virar lei, as novas regras dependem da sanção da presidência da república.
Reiteramos que frente a todo esse processo, de questionamento e enfrentamento a proposta do governo de reforma trabalhista, nossa entidade e todos os seus Sindicatos filiados, sempre com o apoio da Força Sindical e da CNTQ, lutaram sempre para que ela não fosse aprovada, tanto na Câmara como no Senado.
Nossas ações políticas e sociais, culminaram com uma série de manifestações, realizadas junto com a base, e em conjunto com a sociedade, com destaque para as mobilizações, greves e marchas dos dias 15 de março, 28 de abril, 24 de maio e 30 de junho.
Muito nos revolta todo esse retrocesso! E dizer que essa reforma trabalhista privilegia a negociação coletiva, não passa de uma grande mentira, pois prejudica a classe trabalhadora, enfraquecendo o movimento sindical, com a retirada de suas receitas.
Uma reforma vergonhosa, que oficializa a terceirização ampla e sem direitos, que somente resulta na pejotização de trabalhadores.
Esperamos que o governo ainda possa editar uma Medida Provisória com novas alterações, que resguardem um mínimo de diretos trabalhistas.
Mas não vamos abaixar a cabeça! Nossa resistência continua! As empresas que realmente quiserem valorizar a negociação irão encontrar uma categoria séria, organizada e preparada a negociar.
Já, em relação aquele que tentarem escravizar os trabalhadores e trabalhadoras, esses não vão perder por esperar, pois irão encontrar toda a nossa gama de resistência e luta!
Sergio Luiz Leite, Serginho, Presidente da FEQUIMFAR e 1º Secretário da Força Sindical