O governo economizaria ao menos R$ 50 bilhões ao ano com despesas da Previdência se todos os benefícios fossem limitados ao teto, destaca hoje o jornal Folha de S. Paulo. O cálculo está no estudo de dois pesquisadores do Ipea, Rogerio Nagamine Constanzi e Graziela Ansiliero. Eles usaram microdados da Pnad/IBGE, de 2015, para seus cálculos.

Hoje, o teto da Previdência, de R$ 5.531,31, vale para trabalhadores do setor privado e servidores que ingressaram a partir de 2013, desde que tenham acesso a previdência complementar. A parcela que excede o teto, porém, representa 2% de toda a renda disponível no país e 4% da desigualdade total.

Em 2016, por exemplo, o país gastou em média cerca de R$ 29 mil com cada aposentadoria do Legislativo, R$ 22 mil no Judiciário, R$ 9,7 mil com militares e R$ 7,6 mil com servidores civis. O benefício médio do aposentado do setor privado ficou em torno de R$ 1,3 mil.

“Nenhuma outra fonte de renda contribui tanto, propocionalmente, para a desigualdade quanto as aposentadorias e pensões dos servidores”, diz o sociólogo Marcelo Medeiros, pesquisador do Ipea e a Universidade de Yale.