No dia 28 de abril, trabalhadores, sindicalistas e movimentos sociais de todo o País saíram às ruas para, em uníssono, clamar por justiça e pela manutenção dos direitos trabalhistas e previdenciários que o governo quer a todo custo reduzir.

Em seguida, no feriado de 1º de Maio, Dia do Trabalhador, 700 mil pessoas compareceram às comemorações da Força Sindical e entidades filiadas em São Paulo para assistir aos shows musicais, concorrer aos 19 carros 0km sorteados e protestar contra as propostas absurdas de reformas da Previdência e trabalhista que o governo quer nos empurrar goela abaixo.

A reforma trabalhista já foi aprovada na Câmara por parlamentares aliados do governo e contrários aos trabalhadores. Falta o Senado, e temos de centrar esforços para que a proposta não seja aceita. A reforma previdenciária está prestes a ser votada, e temos de impedir que seja aprovada. Estamos atuando em ambas as frentes, mas a luta é árdua e o adversário é poderoso.

As centrais sindicais estarão, nesta 4ª feira, 3, reunidas em Brasília para definir um calendário de lutas pela manutenção dos direitos. Queremos negociar, mas para isto é preciso que o governo abra um canal de diálogo conosco para que possamos, de forma transparente e democrática, debater os temas em questão. Nada de canetada impositiva na calada da noite. Caso isto não aconteça, e o governo insista em sua intenção arbitrária, estamos preparando outro(s) dia(s) 28 de abril para parar, novamente, o País.

São os direitos de milhões de trabalhadores brasileiros que estão em jogo. É o futuro de todo um povo que está sendo descartado, é o começo do fim dos empregos, das aposentadorias e pensões, do respeito e da dignidade.

Teremos muita luta ainda pela frente se quisermos colocar o País nos eixos. Por isto é importante que todos, sem exceção, estejamos preparados para defender nossos direitos e o sustento de nossas famílias. O povo brasileiro já superou muitas adversidades, e esta é mais uma. Só unidos e mobilizados teremos força para reverter este quadro.

João Carlos Gonçalves – Juruna
Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente dos Metalúrgicos de S.Paulo