Hoje, dia 12, o Copom, dando sequência à reunião iniciada ontem, decidirá se a taxa de juros (Selic) será reduzida e de quanto será esta redução, caso ela realmente aconteça. Nossa expectativa, assim como a de todos os brasileiros – menos a dos banqueiros e dos grandes especuladores – é que seja uma redução drástica, e não ao estilo “conta-gotas” como vem acontecendo.

Para tanto, às 10 horas, a Força Sindical estará realizando uma manifestação em frente à sede do Banco Central, em São Paulo, contra os juros altos e por uma redução forte nos juros. O ato terá, inclusive, uma “Malhação de Judas”, dada a proximidade do Sábado de Aleluia, quando este tipo de manifestação popular acontece.

Baixar fortemente os juros significa reaquecer da economia, abrir as portas para que os investimentos no setor produtivo ressurjam, ressuscitar o crédito, distribuir renda, fomentar a produção e o consumo, e fazer com que o desemprego recue. Juros baixos são um alento para milhões de brasileiros que, ultimamente, vêm convivendo com constantes incertezas e com a falta de perspectivas de como será o amanhã.

Um adendo: muito boa a decisão do presidente Temer de liberar o saque das contas inativas do Fundo de Garantia (FGTS), que deverá dinamizar a economia, permitir o retorno do consumo e auxiliar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, ajudando o País a sair da recessão.

Melhor seria se, além da decisão do governo de autorizar o saque das contas inativas, os juros caíssem a níveis aceitáveis, permitindo aos menos favorecidos que, além de voltar a consumir e sanar suas dívidas, pudessem realmente sonhar com dias melhores, com a volta dos empregos e com suas esperanças por dias melhores renovadas.

No próximo dia 28 estaremos nas ruas de todo o País contra as propostas do governo de reformas da Previdência e a trabalhista, e a terceirização. São várias frentes de atuação para as quais temos de estar atentos, unidos e mobilizados. Juros altos, perda de direitos e falta de respeito são coisas que jamais aceitaremos.

João Carlos Gonçalves – Juruna
Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente dos Metalúrgicos de São Paulo