O senador Tasso Jereissati, presidente em exercício do PSDB, culpou a desarticulação política do governo e o presidente Temer pela derrota. “Como num dia como hoje Temer leva todo mundo para Moscou? O erro foi do governo, que levou o articulador político e o líder no Senado”, afirmou.

Já o líder do PT, Lindbergh Farias, comemorou. “Aqui não foi só um voto contra a reforma trabalhista. Foi quase uma moção de censura contra o governo Temer”, disse ele.

Por um voto de diferença, a reforma trabalhista foi rejeitada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS): dez senadores foram contrários ao parecer do relator, Ricardo Ferraço, e nove votaram a favor, destaca o Globo (19). Foi o primeiro tropeço desde o recrudescimento da crise política.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), garantiu que o resultado não muda o cronograma do governo e que a base conseguirá se mobilizar para aprovar o texto no plenário. O projeto segue o trâmite normal. Hoje, o relatório será lido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o próprio líder do governo é relator. A intenção é votar o texto na CCJ próxima quarta-feira, 28 de junho. Assim, a matéria ficaria livre para ir a plenário.

“Nós vamos ter na CCJ também um relatório, e os três irão para o plenário. E será votado aquele que o plenário entender que tem prioridade”, afirmou Jucá. O relatório da CAS será o do senador Paulo Paim (PT-RS). Esse parecer foi aprovado simbolicamente ontem, após a derrota do governo na comissão.