O governo do presidente Michel Temer envia nesta sexta-feira 18 ao Congresso o projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A peça embute um aumento no déficit fiscal de 2017 e 2018 para R$ 159 bilhões em cada um deles, projetando contas negativas até 2020. Um verdadeiro desastre, no qual  nosso cartunista Gilmar, sempre atento, sabe exatamente para quem vai sobrar a conta: o trabalhador e a trabalhadora.

O adiamento do ajuste fiscal, com a alteração das metas de déficit primário, fará a dívida bruta do governo encerrar o próximo ano em 78,7% do PIB e atingir 81,1% em 2020. As projeções estão no texto do projeto de lei que foi enviado ontem pelo governo ao Congresso. O país só voltará a ter resultado positivo das contas públicas em 2021, segundo os cálculos da equipe econômica.

Nas contas do Itaú Unibanco, diz o jornal, o superávit só ocorrerá em 2022, mas de apenas 0,1%. Por outro lado, as estimativas do banco para a dívida frente ao PIB são menores: 78,7% em 2020. “A dívida deve se estabilizar em 80%, se houver ajuste fiscal, com a economia crescendo mais e os juros caindo”, prevê Pedro Scheneider, economista-chefe da instituição.

Além do aumento na projeção do déficit público para 2017 e 2018, em R$ 159 bilhões para cada ano, para 2019 a projeção subiu de um rombo de R$ 65 bilhões para um de R$ 139 bilhões. Em 2020, o projetado superávit de R$ 10 bilhões tornou-se um déficit de R$ 65 bilhões no texto do projeto de lei. O texto começa a tramitar na Comissão Mista de Orçamento (CMO), sob relatoria do deputado Marcus Pestana (PSDB-MG).