Mais de três mil dirigentes sindicais de diferentes categorias de todo o País participam do 8º Congresso da Força Sindical aberto hoje, dia 12, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. No evento serão debatidos temas importantes, como as reformas trabalhista e previdenciária, medidas para impulsionar o desenvolvimento do País para reduzir drasticamente o desemprego e as ações que serão desenvolvidas pela Central nos próximos quatro anos. “Os Congressos são importantes para debatermos as diferentes posições dos companheiros e as nossas. As diferenças existentes só enriquecem as posições que vamos tomar”, disse Paulo Pereira da Silva, Paulinho, presidente da Força Sindical.
Paulinho defendeu o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira , presente ao Congresso, considerando-o “um aliado dos trabalhadores que está ajudando a escrever a Medida Provisória para restituir os direitos dos trabalhadores que serão retirados com a reforma trabalhista”.
Ronaldo Nogueira disse compreender a indignação dos trabalhadores e garantiu que o grito dos trabalhadores será ouvido.
João Carlos Gonçalves, Juruna, secretário-geral da Força, lembra que os ataques feitos aos trabalhadores pelos defensores das reformas foram debatidos desde fevereiro. “Vamos continuar a nossa trajetória de defender os trabalhadores desenvolvendo um trabalho conjunto com as demais centrais”, observou.
Miguel Torres, presidente da CNTM e vice da Força, destacou a força da unidade nas lutas de resistência contra as reformas que tiram direitos da classe trabalhadora e defendeu a retomada do desenvolvimento.
Também estiveram presentes Sergio Nobre, secretário-geral da CUT; Canindé Pegado, secretário-geral da UGT, e Adilson Araújo, presidente da CTB.
Maria Auxiliadora dos Santos, secretária nacional das Mulheres da Força, criticou as reformas e destacou que “as mulheres serão as mais prejudicadas”.
João Batista Inocentini, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, declarou que “nesse momento difícil pelo qual o País atravessa, é importante os trabalhadores olharem quais caminhos devem seguir”. E que “Nós, da Força, devemos definir nossos rumos para manter os direitos dos trabalhadores”, disse.