O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou que a utilização dos recursos do FGTS para quitar as despesas do seguro-desemprego de quem for demitido por justa causa “não deve prosseguir” neste momento. Segundo ele, a medida estava em estudo pelo corpo técnico da equipe econômica e não havia chegado em nível ministerial.
— O ponto concreto é que esse estudo nunca chegou a ser apresentado a nível ministerial. Eu não tinha ainda visto essa ideia. Não tinha chegado a mim ainda, esse estudo estava nas áreas técnicas de alguns ministérios e isso, na medida em que chegou a nosso conhecimento, certamente olhamos isso com maior atenção. Tive reunião hoje com o ministro Dyogo (Oliveira, do Planejamento) a respeito. À primeira vista, a avaliação preliminar é que não se justifica de fato esta medida nesse momento.
O ministro se reuniu com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Raimundo Carreiro, nesta segunda-feira. O encontro acontece dois dias antes de o tribunal julgar as contas de 2016. Meirelles respondeu ainda ao comentário feito por Carreiro na última semana, quando o ministro afirmou que havia um problema de gestão na Previdência Social. Segundo o ministro da Fazenda, ouviu com atenção as recomendações do TCU e repassará isso ao responsável pela área.
— Ele enfatizou isso, no sentido de que ele acha que tem uma necessidade na melhora da gestão da previdência, nas normas de governança. Combinamos uma estrutura de trabalho comum. Ouvimos com atenção, achamos muito útil essa questão. Vamos levar ao ministro da área, porque compete a ele encaminhar essas recomendações.
Questionado sobre a proximidade da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) envolvendo o presidente Michel Temer, o ministro repetiu o discurso de que a equipe econômica continua trabalhando normalmente.
— O trabalho continua intenso, no sentido de fazer com que a economia se recupere de forma sustentável e dinâmica. A reforma trabalhista continua sendo discutida no Senado, nossa expectativa é de que será aprovada na CCJ. Continuamos trabalhando nas demais reformas.