Depois de reduzir à metade as exigências de compras no país para os próximos leilões de petróleo, o governo propõe alterar o conteúdo local dos contratos já vigentes. As mudanças atendem a pleitos das petroleiras estrangeiras.

Segundo o governo, a iniciativa visa destravar os investimentos no setor. A proposta foi pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) e recebeu duras críticas de fabricantes de equipamentos. Para os estaleiros, representa uma “quebra de contrato” e vai levar à uma judicialização do setor.

A ANP abriu na terça-feira 18 consulta pública para receber sugestões à proposta, que traz para contratos de licitações antigas modelo de conteúdo local semelhante ao que será adotado em leilões futuros.

“Nós vamos continuar judicializando até onde for possível para fazer com que o governo entenda que essa medida vai gerar mais desemprego”, disse Sergio Bacci, vice-presidente da Sindicato da Indústria da Construção e Reparo Naval (Sinaval).