Arquivos Defesa dos direitos de forma coletiva - por João Carlos Gonçalves – Juruna - Página 2 de 3 - BR2pontos
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Para colocar o País nos eixos! – por João Carlos Gonçalves, (Juruna)
No dia 28 de abril a Força Sindical e as demais Centrais promoverão o “Dia Nacional de Paralisações, Atos e Greves”. Os atos representarão o protesto dos trabalhadores, por todo o País, contra as propostas de reformas da Previdência e a Trabalhista, e a Terceirização, formalizadas pelo governo, que penalizam a classe trabalhadora com a retirada de direitos. Entre os pontos negativos das propostas do governo, destacamos o aumento da idade mínima para homens e mulheres se aposentarem; tempo maior de contribuição para a concessão da aposentadoria – 49 anos de contribuição e 65 de idade para ter direito ao benefício integral; fim das aposentadorias especiais; fim do acúmulo de benefícios; ameaças às férias, à jornada de trabalho e à PLR; e uma terceirização que precariza o trabalho. Não podemos ficar apenas aguardando as coisas melhorarem enquanto os trabalhadores são escandalosamente ameaçados com a supressão de suas maiores garantias trabalhistas, previdenciárias, sociais, seus salários, saúde e segurança, e seus próprios empregos. Estamos convocando todos os trabalhadores a engrossarem nossas fileiras no dia 28 em suas cidades e seus Estados para mostrarmos ao governo que não aceitamos regredir em nossas conquistas. Trabalhamos duro almejando dias melhores e não será uma “canetada” que vai fazer ruir nossos ideais de uma vida melhor e uma aposentadoria digna. Nossa união e mobilização, e o brado da nossa voz em um NÃO gigantesco às propostas do governo, são o que temos para demovê-lo de seu intuito de jogar nas nossas costas todo o ônus de anos seguidos de equívocos na condução da nossa economia, de juros altos, queda de investimentos, produção e consumo reduzidos, desemprego e insegurança. No dia 28, precisamos que todos participem ativamente dos atos das Centrais e de suas entidades filiadas por todo o País. São os nossos direitos que estão em jogo, e não podemos ficar “assistindo de camarote” o final da história, pois, como diria Geraldo Vandré, “... Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!”. E a hora é esta! João Carlos Gonçalves – Juruna Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente dos Metalúrgicos de São Paulo
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Não à proposta de Terceirização! – por João Carlos Gonçalves, (Juruna)
O presidente Michel Temer, após sinalizar com um processo de Terceirização mais brando, voltou atrás e, após ser pressionado por empresários e “costurar” um acordo com sua base, declarou que vai sancionar a proposta aprovada pela Câmara no último dia 22, que permite que uma empresa terceirize até sua atividade-fim e traz apenas três “salvaguardas”, bastante genéricas, para os trabalhadores. O presidente declarou, ainda, que mais garantias aos trabalhadores virão de propostas formuladas na reforma trabalhista. Ou seja: uma verdadeira “colcha de retalhos” da Terceirização, com o resguardo das garantias dos trabalhadores vindo de uma reforma trabalhista que, mesmo não tendo saído do papel, já se mostra prejudicial a quem trabalha. A Força Sindical e as demais centrais estão empenhadas na manutenção dos direitos trabalhistas e previdenciários dos trabalhadores. Tanto que definiram o dia 28 de abril como o “Dia Nacional de Atos e Paralisações”, em protesto contra os textos originais das propostas de reformas da Previdência e na legislação trabalhista, e contra a Terceirização que o governo garantiu sancionar. Nesse dia, manifestações e paralisações acontecerão de Norte a Sul do País, e estamos trabalhando para que os atos contem com a participação de centenas de milhares de trabalhadores e representantes de outros segmentos sociais. São os direitos de todo um povo que estão em jogo, e nossa união e mobilização serão fundamentais para demover o governo dessas suas pretensões mesquinhas e inviáveis. A Previdência não pode ser simplesmente desmontada para atingir objetivos outros. E a reforma trabalhista e a Terceirização, se aprovadas, não podem suprimir, pura e simplesmente, garantias resguardadas pela Constituição brasileira. Entendemos ser mais um “tiro no pé” que o governo, confusamente, desfere contra os trabalhadores do País. Vamos nos mobilizar para defender nossos direitos, pois eles são legítimos e têm de ser salvaguardados! Não às reformas que penalizam e à proposta de Terceirização! João Carlos Gonçalves – Juruna Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente dos Metalúrgicos de S.Paulo
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É preciso fortalecer os sindicatos – por João Carlos Gonçalves, (Juruna)
A Matéria da capa da Folha “Por mais verba, centrais podem apoiar Temer em reformas”, de sábado, 25, distorce fatos e induz o leitor a julgar que as centrais sindicais envolvidas nas negociações das reformas da previdência e trabalhista estão dispostas a aliviar a forte pressão exercida sobre o governo em troca de mais verba sindical. Isso não é verdade. Eu estive na reunião noticiada na matéria, com o presidente Michel Temer, junto com os deputados federais Paulinho da Força SD-SP e Bebeto PSB-BA. Em nenhum momento falamos em troca com o governo. Inclusive a conversa entre as centrais  Força Sindical, CSB, Nova Central, e UGT, sobre o financiamento das entidades sindicais, na qual concluímos que seria melhor se este debate ocorresse junto com o debate sobre as reformas Previdenciária e Trabalhista, ocorreu antes desta reunião com o presidente da República. Levantamos, entre as centrais sindicais citadas, a importância de abordar a questão do financiamento sindical devido a uma decisão do STF que retira a contribuição dos não associados, o que levará uma brutal diminuição do orçamento das entidades de classe. Em nossa opinião  isso é uma contradição, uma vez que, no Brasil, todos os trabalhadores, sócios e não sócios, se beneficiam dos acordos e convenções coletivas firmados pelos sindicatos. Propor mudanças na legislação, fortalecendo o negociado sobre o legislado e, ao mesmo tempo, diminuir a verba para as entidades de classe, nos leva a uma única conclusão: quem se beneficia é o patronato. João Carlos Gonçalves, Juruna Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente Sindicato Metalúrgicos SP
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E o desemprego segue assustador! – João Carlos Gonçalves, (Juruna)
O desemprego é, sem dúvida, o pior entre todos os males que podem se abater sobre a população de qualquer País do mundo. O trabalhador, ou a trabalhadora, que de repente se vê impossibilitado(a) de arcar com suas responsabilidades, como o pagamento de suas contas mais básicas ou o sustento de sua família, por exemplo, fica à mercê de uma série de consequências devastadoras, de cunho social ou psicológico, que podem, inclusive, levar à desagregação familiar. O nível assustador a que chegou a taxa de desemprego em nosso País, com, segundo o IBGE, 12,6 milhões de desempregados(as) no trimestre encerrado em janeiro – o equivalente à população total da cidade de São Paulo –, demonstra com total clareza que temos motivos de sobra para estar preocupados. Dados recentes fornecidos pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged, mostram que o País abriu 35,6 mil vagas formais em fevereiro deste ano, com a contribuição do setor de serviços, o que não deixa de ser um dado animador após uma penumbra de 22 meses consecutivos de perda de postos de trabalho. Em contrapartida, setores como o comércio e a construção civil mantiveram o desempenho negativo que vêm apresentando há dois anos, com uma perda total de 35.051 vagas no mesmo mês. Como já dissemos, apesar de pequena ante o quadro atual de recessão, a criação de vagas formais foi animadora, mas totalmente insuficiente para suprir uma demanda de desempregados que cresceu de forma acelerada e não enxerga, no curto prazo, uma solução definitiva. O desemprego é, hoje, o mal a ser contido! O que o governo precisa entender é que, para combater com eficácia o desemprego e a desigualdade social por ele trazida, vai ter de reavaliar seus conceitos, elaborar políticas que baixem os juros, baratear o crédito, intensificar os investimentos no setor industrial, fomentar a produção e o consumo. E que todo e qualquer esforço para defender o emprego ainda representará pouco diante do potencial negativo que sua ausência traz para os trabalhadores brasileiros. João Carlos Gonçalves – Juruna Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente dos Metalúrgicos de São Paulo
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Previdência: pressão dos trabalhadores! – por João Carlos Gonçalves (Juruna)
A Força Sindical e as demais centrais prepararam, para esta 4ª feira, 15, uma série de manifestações que acontecerão em vários Estados do País contra o texto da proposta de reforma da Previdência elaborada pelo governo. O teor é altamente prejudicial ao conjunto dos trabalhadores porque, entre outros pontos, dificulta o acesso à aposentadoria ao estipular uma idade mínima de 65 anos para que homens e mulheres possam aposentar-se, somando-se a isto um mínimo de 25 anos de contribuição. É inadmissível que uma mulher inserida no mercado de trabalho, e que cumpre dupla jornada, ou até tripla, de trabalho, tenha de ter, no mínimo, 65 anos para poder aposentar-se. Uma injustiça que não podemos permitir que aconteça. Queremos, conforme Emenda de autoria do deputado Paulinho da Força e de um grupo de deputados, que os homens adquiram seu direito à aposentadoria aos 60 anos e as mulheres aos 58. Em suma a proposta do governo penaliza justamente quem começou a trabalhar mais cedo, e também os mais jovens, que estão adentrando agora no mercado de trabalho. É muito importante que as manifestações contrárias à proposta do governo tenham o apoio de todos os segmentos da sociedade, sindicatos, federações, confederações, centrais sindicais, trabalhadores, aposentados, estudantes e demais setores sociais, pois precisamos mostrar ao governo e aos parlamentares todo o nosso descontentamento com mais este duro golpe que o governo quer nos impingir. A pressão tem de ser total. Se aprovada como está, a reforma significará, isto sim, uma verdadeira demolição, e os danos que os trabalhadores sofrerão serão irreparáveis. Outros atos estão agendados para outras datas, mas todos no mesmo intuito: mostrar ao governo, a deputados e senadores, que estamos unidos e prontos para defender nossos direitos e preservar nossa dignidade. Todos(as) os(as) brasileiro(as) têm de encampar esta luta contra a arbitrariedade que o governo quer nos empurrar “goela abaixo”. Afinal, é o nosso futuro, e o de nossos filhos e netos, que estão em jogo. João Carlos Gonçalves – Juruna Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente dos Metalúrgicos de São Paulo
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A Luta das Mulheres – por João Carlos Gonçalves (Juruna)
Neste 8 de março comemora-se 40 anos do Dia Internacional da Mulher. Mas, reconhecida oficialmente pela ONU – Organização das Nações Unidas – apenas em 1977, a data remonta a tempos muito mais distantes. Em 1857 as mulheres cumpriam, no trabalho fora do lar, jornadas exaustivas sob as condições mais precárias, sujeitas a ambientes danosos à saúde e a ameaças dos mais variados matizes. A contrariedade das mulheres com aquela situação fez com que manifestações estourassem por toda parte, e, num dia 8 de março daquele ano, numa tecelagem norte-americana, 129 tecelãs decidiram paralisar o trabalho reivindicando uma jornada de 10 horas. A repressão que se seguiu foi brutal, entrando para a história na forma de um massacre. Encurraladas pela polícia, as mulheres refugiaram-se no interior da fábrica que, em seguida, teve suas portas fechadas e foi incendiada, matando carbonizadas todas as operárias. Apesar de as mulheres, historicamente discriminadas em quase todas as sociedades do mundo, virem, há anos, conquistando cada vez mais seu espaço na sociedade, nos bancos escolares, no mundo do trabalho e no âmbito político, a realidade ainda está longe de dar-lhes o reconhecimento merecido. As mulheres, hoje, têm mais estudo do que os homens, exercem as mesmas funções que os homens, mas recebem salários menores. E isto apesar de cumprirem jornada dupla, ou até tripla, de trabalho. A violência contra as mulheres é outro agravante na luta pela igualdade de gêneros. E mesmo entre as mulheres, umas sofrem mais desigualdades do que outras, como por exemplo as mulheres negras, mais discriminadas, com menos instrução e recebendo salários ainda menores do que as mulheres brancas. As mulheres da Força Sindical estão, desde ontem, dia 7, realizando uma Plenária Nacional em Praia Grande, que termina no dia 9, para discutir, entre outros temas, “Violência Contra a Mulher”, “Reforma da Previdência”, “Empoderamento das Mulheres”, “Mulher e o Mercado de Trabalho” e “Ratificação da Convenção 156 da OIT”. A estas guerreiras as nossas homenagens! João Carlos Gonçalves – Juruna Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente dos Metalúrgicos de São Paulo
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Jovens: os mais penalizados pelo desemprego
 João Carlos Gonçalves, (Juruna) O desemprego no Brasil alcançou índices alarmantes. São mais de 12,3 milhões de desempregados no País , conforme estudo do IBGE. Número que não para de crescer. E pior: sem qualquer perspectiva de melhora no curto prazo. Outro dado significativo nos dá conta de que o desemprego é maior nas camadas formadas por negros, pardos, mulheres e jovens. Estes últimos os mais afetados com a falta de trabalho. O estudo investigou, ainda, a chamada subutilização da força de trabalho. Ou seja, a soma de três fatores que mostram a deterioração do mercado. Primeiro: formado pelos desocupados, desempregados em busca de novas oportunidades; segundo: a força potencial de trabalho: desempregados que querem trabalhar mas não estão procurando trabalho ou estão disponíveis; e, finalmente, as pessoas que, trabalhando, não cumprem sequer 40 horas semanais (subocupação). Frisamos que, em média, o tempo de procura por uma nova ocupação pode ultrapassar os dois anos, e que os mais jovens são os mais afetados. Em suma: o desemprego é, hoje, o mal que mais aflige a todos. Mas o que esperar de diferente num País onde os juros são proibitivos e afastam os investimentos no setor produtivo, o recuo da produção, do consumo, o crédito caro? Onde o jovem em início de carreira é sempre o mais penalizado (longos períodos de desemprego causam desânimo, podendo, no longo prazo, prejudicar suas expectativas, pois suas habilidades profissionais e sociais, além da prática, ainda não estão construídas). Para que este mal seja debelado e as contratações ressurjam faz-se necessário muito esforço para conter tudo aquilo que alimenta e fortalece a recessão. Faltam políticas voltadas à geração de emprego e renda. O Brasil precisa de novas perspectivas! A juventude precisa de novas perspectivas! A Força Sindical está empenhada no combate ao desemprego. Mas o governo precisa rever seus conceitos, elaborar políticas que fomentem a produção e o consumo, gerando mais emprego e renda, e parar de privilegiar o setor especulativo em detrimento dos trabalhadores. João Carlos Gonçalves – Juruna Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente dos Metalúrgicos de São Paulo Ver comentários (0)
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Baixar juros para gerar empregos – João Carlos Gonçalves (Juruna)
Dados recém-divulgados pela Organização Internacional do Trabalho, OIT, nos dão conta de que o Brasil, em 2017, deverá alcançar o maior índice de desemprego entre as vinte maiores economias do mundo, com uma previsão 1,2 milhão de novos desempregados engrossando as atuais 12,3 milhões de pessoas sem trabalho. Ainda segundo a OIT, de cada três desempregados no mundo, um será brasileiro. O Brasil só perde para a China e a Índia em termos de desempregados, países com população cinco vezes maior do que a nossa. E como fazer para que este mal que assola o País e milhões de lares brasileiros seja revertido? Será preciso muito empenho por parte de todos os setores de atividade, e firmeza, bom senso e objetividade da parte do governo na condução da política econômica nacional – sem que se penalize ainda mais a classe trabalhadora com a retirada de direitos. Precisamos de um projeto de desenvolvimento para o País, priorizando o setor produtivo. Reduzir drasticamente a taxa básica de juros (Selic) já seria um bom primeiro passo para nossa retomada econômica. Mas que esta redução seja efetiva, e não na forma de conta-gotas como o governo vem fazendo nas três últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), após uma longa série de altas e manutenções. Juros altos são um dos grandes responsáveis pela recessão econômica que o Brasil atravessa. Com juros baixos, os investimentos vão ressurgir, o real ficará mais estável, a produção e o consumo serão reaquecidos, a massa salarial será elevada e novos postos de trabalho serão criados. Nos próximos dias 21 e 22 e Copom estará reunido para decidir como ficará a taxa de juros. A Força Sindical lá estará pressionando os tecnocratas do governo para que deixem seu excesso de conservadorismo de lado e promovam uma redução na Selic como a que o Brasil e os brasileiros almejam. Uma redução vigorosa, capaz de fazer com que a economia nacional volte aos trilhos do crescimento econômico e os trabalhadores tenham trabalho e dignidade num País com justiça social plena. João Carlos Gonçalves – Juruna Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente dos Metalúrgicos de São Paulo
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Unir para mudar a proposta de reforma da Previdência – por João Carlos Gonçalves, (Juruna)
A Força Sindical está empenhada em alterar alguns pontos na proposta de reforma da Previdência do governo, que retiram direitos dos trabalhadores, dificultando, inclusive, o acesso de homens e mulheres à aposentadoria graças ao estabelecimento de uma idade mínima de 65 anos para que ambos os gêneros possam se aposentar, somada, ainda, a um tempo mínimo de 25 anos de contribuição. Não podemos aceitar a penalização dos trabalhadores e o sucateamento da própria Instituição. A Previdência é um patrimônio dos trabalhadores, e como tal tem de ser tratada. Mas que ninguém pense que será uma batalha fácil de ser vencida, pois enfrentaremos interesses poderosos que destoam daqueles dos trabalhadores. Por isto a união e a capacidade de mobilização de todos, aposentados, trabalhadores, sindicatos, federações, confederações, centrais sindicais e demais setores é de vital importância neste momento. Se aprovada com o texto proposto pelo governo, a reforma previdenciária vai punir com mais tempo de trabalho e de contribuição justamente aqueles que começaram a trabalhar mais cedo. É o futuro de milhões de trabalhadores e trabalhadoras que está em jogo. No dia 25 de janeiro trinta mil aposentados e trabalhadores aglomeraram-se na rua do Carmo, em São Paulo, pedindo mudanças na proposta de reforma do governo. Outras grandes manifestações acontecerão por todo o País neste mês, e um corpo a corpo sobre os parlamentares será realizado, em Brasília e em suas bases, para pressioná-los e sensibilizá-los para que abracem a causa dos trabalhadores. Os trabalhadores e seus representantes querem apenas uma Previdência justa, sem privilégios e que possa cumprir o papel que lhe compete, que é o de oferecer um mínimo de dignidade e de sustento para quem, com o peso da idade e dos anos trabalhados a fio, possa desfrutar da companhia de seus familiares, seus filhos e netos, sem que o relógio precise despertá-lo para ir à labuta. Esta luta é de todos os brasileiros, e a nossa união é a ferramenta de que dispomos para vencê-la! João Carlos Gonçalves – Juruna Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente do Sind. Metalúrgicos de São Paulo
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Previdência: esta luta é de todos nós! – por João Carlos (Juruna) e João Inocentini
  Todas as nossas vitórias, conquistadas ao longo dos anos, tiveram como pano de fundo a união e o poder de mobilização das entidades sindicais e dos trabalhadores por elas representados. Jamais algo caiu do céu. Sem muito esforço e determinação nada teríamos conseguido. Agora, com o anúncio da pretensão do governo em promover uma reforma na Previdência que vai penalizar tanto trabalhadores da ativa quanto aposentados, além da própria Instituição, suprimindo direitos e dificultando o acesso às aposentadorias, esta nossa capacidade de unidade e organização torna-se a principal defesa de que dispomos contra a retirada de direitos contida na proposta governamental. O ato que a Força Sindical e o Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi) realizaram nesta 4ª feira, dia 25, das 9 às 13 horas, em frente à sede do Sindnapi (Rua do Carmo, 171), foi a forma de demonstrarmos todo o nosso repúdio ante a perversa proposta de reforma apresentada. E nossa força para revertermos este quadro ficou demonstrada com a participação de mais de trinta mil pessoas no ato. Vamos pressionar para que o governo reveja seus conceitos e olhe com bons olhos para os nossos anseios. Os anseios daqueles que construíram e constroem nosso País. Entendemos que o atual sistema previdenciário necessita de ajustes para que possa cumprir seu real papel, e temos propostas para a solução dos problemas que não representam mais sacrifícios para a classe trabalhadora. Queremos uma reforma justa e sem privilégios. Sucatear a Instituição, um patrimônio dos trabalhadores, é algo inaceitável, assim como também o é criar uma idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem (mais um mínimo de 25 anos de contribuição), e prejudicar, no momento de se aposentar, quem começou a trabalhar mais cedo. Esta luta é de todos! Teremos, ao longo desse semestre, várias atividades unitárias organizadas pelas centrais sindicais. Não deixem de participar! João Carlos Gonçalves – Juruna Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente do Sind. Metalúrgicos de São Paulo João Batista Inocentini Presidente licenciado do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos