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Polí­tica
Com medo de delação de Loures, Temer diz que ele tem “boa índole”: carregou mala com R$ 500...
O deputado afastado Rodrigo Rocha Loures, do PMDB-PR, está no centro do escândalo que envolve a JBS e o presidente Michel Temer. Rocha Loures aparece nas delações dos executivos da JBS como a pessoa indicada por Temer para resolver assuntos de interesse da empresa. Além disso, o político foi filmado recebendo uma mala da JBS com R$ 500 mil em vantagens indevidas. O valor correspondia, segundo o Ministério Público, à primeira parcela de uma propina que seria paga mensalmente por 20 anos, totalizando R$ 480 milhões. Rocha Loures ainda não se manifestou publicamente desde que as acusações vieram à tona, na semana passada. Ele disse que só vai se pronunciar em momento oportuno. O papel do deputado afastado no esquema seria de mensageiro do presidente Temer, segundo Ricardo Saud, diretor da J&F, a holding que controla a JBS. Saud também é delator. Foi ele quem entregou a mala para Rocha Loures com os R$ 500 mil. A entrega foi monitorada pela Polícia Federal numa ‘ação controlada’, uma estratégia de investigação usada para conseguir provas e flagrantes. Mas, segundo Ricardo Saud, Rocha Loures agia apenas como intermediário de Temer. Tocador de áudio https://cbncuritiba.com/wp-content/uploads/2017/05/Sonora-Rochinha-intermediario-1-TV.mp3 00:00 00:19 Use as setas para cima ou para baixo para aumentar ou diminuir o volume. O executivo afirmou ainda que a JBS nunca negociou propina com Rocha Loures. Os valores eram acertados diretamente com Temer. Por isso, Ricardo Saud acredita que os R$ 500 mil foram parar nas mãos do presidente. A Polícia Federal ainda está rastreando os destinatários finais do dinheiro. Tocador de áudio https://cbncuritiba.com/wp-content/uploads/2017/05/Sonora-Rochinha-intermediario-2-TV.mp3 00:00 00:26 Use as setas para cima ou para baixo para aumentar ou diminuir o volume. O presidente Temer negou todas as acusações e disse que nunca recebeu propina da JBS. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Temer também falou sobre a gravação de Rocha Loures recebendo a mala de dinheiro e disse que ele foi induzido e seduzido por ofertas irreais e mirabolantes feitas pela JBS, no caso, os R$ 480 milhões em propina por 20 anos. Temer, no entanto, admitiu que o deputado afastado errou ao receber o dinheiro. Apesar disso, o presidente disse que Rocha Loures é um homem de boa índole que cometeu um gesto reprovável. Ele disse que não conversou com o paranaense desde a divulgação das delações premiadas da JBS. Rocha Loures trabalhou com Temer entre 2011 e março deste ano, passando pelos gabinetes do vice e da presidência. O deputado está afastado do cargo por decisão do STF.
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Defesa dos direitos de forma coletiva – por João Carlos Gonçalves – Juruna
Nosso País está mergulhado numa crise que parece não mais ter fim. Além do alto nível de desemprego, que já ceifou mais de 14 milhões de postos de trabalho formais, e da taxa básica de juros (Selic) que, apesar das recentes reduções a conta-gotas, permanece na casa dos dois dígitos, além de outras situações nocivas para o povo brasileiro, ainda vem o governo com suas propostas arbitrárias de promover as reformas da Previdência e trabalhista, que suprimem direitos históricos dos trabalhadores. Inaceitáveis as pretensões governamentais de dificultar ao máximo o acesso da classe trabalhadora à aposentadoria, de diminuir o valor dos benefícios, de precarizar o trabalho formal e tentar enfraquecer a luta dos trabalhadores. Obstruir o acesso a direitos históricos dos trabalhadores é caminhar na contramão da história e retroceder no processo democrático do País. A luta é árdua, mas não podemos esmorecer. Temos de sair às ruas e demonstrar ao governo, e a parlamentares aliados da base governista, que unidos somos fortes, e que sabemos, como ninguém, defender nossos direitos. Isolados nada somos, mas juntos, organizados e mobilizados, somos capazes de barrar qualquer injustiça à qual queiram nos submeter. Mesmo dentro de uma empresa um trabalhador sozinho torna-se presa fácil dos maus patrões. Mas o conjunto de trabalhadores dessa empresa, imbuído de um único ideal e disposto a fazer com que a justiça seja feita, é um osso duríssimo de roer, e tem grandes possibilidades de alcançar suas metas. Todas as conquistas dos trabalhadores ao longo dos anos foram frutos de muita união e luta. Nada caiu do céu. E não será uma “canetada” que vai fazer desmoronar tudo o que foi construído até aqui. Depende única e exclusivamente de nós e da nossa atuação. Nossa mensagem está dada. Uma andorinha apenas não faz verão. Precisamos ser parte integrante de um coletivo que luta incansavelmente para fazer valer nossos direitos.  Não podemos esquecer jamais que o que está em jogo é o nosso futuro e o futuro dos nossos filhos e netos. João Carlos Gonçalves – Juruna Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente dos Metalúrgicos de São Paulo
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Nossa luta por direitos continua! – por João Carlos Gonçalves, (Juruna)
No dia 28 de abril, trabalhadores, sindicalistas e movimentos sociais de todo o País saíram às ruas para, em uníssono, clamar por justiça e pela manutenção dos direitos trabalhistas e previdenciários que o governo quer a todo custo reduzir. Em seguida, no feriado de 1º de Maio, Dia do Trabalhador, 700 mil pessoas compareceram às comemorações da Força Sindical e entidades filiadas em São Paulo para assistir aos shows musicais, concorrer aos 19 carros 0km sorteados e protestar contra as propostas absurdas de reformas da Previdência e trabalhista que o governo quer nos empurrar goela abaixo. A reforma trabalhista já foi aprovada na Câmara por parlamentares aliados do governo e contrários aos trabalhadores. Falta o Senado, e temos de centrar esforços para que a proposta não seja aceita. A reforma previdenciária está prestes a ser votada, e temos de impedir que seja aprovada. Estamos atuando em ambas as frentes, mas a luta é árdua e o adversário é poderoso. As centrais sindicais estarão, nesta 4ª feira, 3, reunidas em Brasília para definir um calendário de lutas pela manutenção dos direitos. Queremos negociar, mas para isto é preciso que o governo abra um canal de diálogo conosco para que possamos, de forma transparente e democrática, debater os temas em questão. Nada de canetada impositiva na calada da noite. Caso isto não aconteça, e o governo insista em sua intenção arbitrária, estamos preparando outro(s) dia(s) 28 de abril para parar, novamente, o País. São os direitos de milhões de trabalhadores brasileiros que estão em jogo. É o futuro de todo um povo que está sendo descartado, é o começo do fim dos empregos, das aposentadorias e pensões, do respeito e da dignidade. Teremos muita luta ainda pela frente se quisermos colocar o País nos eixos. Por isto é importante que todos, sem exceção, estejamos preparados para defender nossos direitos e o sustento de nossas famílias. O povo brasileiro já superou muitas adversidades, e esta é mais uma. Só unidos e mobilizados teremos força para reverter este quadro. João Carlos Gonçalves – Juruna Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente dos Metalúrgicos de S.Paulo
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A importância da contribuição sindical e da unicidade para as conquistas dos trabalhadores – por João Carlos Gonçalves,...
O projeto da reforma trabalhista levantou o debate sobre o fim da unicidade e da contribuição sindical. A Força Sindical sempre se pautou contra essas propostas por entender que elas enfraquecem a representatividade dos trabalhadores. As grandes mobilizações que deram relevância ao movimento sindical e resultaram em grandes conquistas, só ocorreram graças à estruturação dos Sindicatos como entidades únicas por categoria. A Greve dos 300 mil (1953)**, a de Contagem (68), dos Metalúrgicos de Osasco (68) e do ABC (78, 79 e 80) são exemplos de como a estrutura sindical, com a unicidade, viabilizou grandes greves e conquistas por categorias. Quando a Constituição de 88 reconheceu os Sindicatos como representantes dos trabalhadores, assegurando a unicidade e o custeio das entidades, ela consolidou-as como fundamentais na defesa dos trabalhadores. Em 2007, com o reconhecimento das Centrais, ficaram garantidas suas ações comuns e unitárias em torno de decisões em comum acordo. Em toda entidade existem pessoas com diferentes visões, mas todos se unem pelos interesses da categoria. A pluralidade sindical se faz em nome de uma liberdade teórica, pois, neste caso, é um sintoma do individualismo que ofusca o comunitário. Direitos como férias e 13º, entre outros, não são individuais, são conquistas coletivas. O financiamento sindical seguiria uma lógica semelhante, mas tal visão é ilusória pois, no direito coletivo, negociação e conquistas são coletivas. A defesa e a manutenção dos Sindicatos é uma tarefa dos trabalhadores. Já o enfraquecimento das entidades é base para o acirramento da exploração dos trabalhadores, a precarização de direitos, a progressão de doenças e mortes nos locais de trabalho. O debate sobre a reforma trabalhista deve ser esmiuçado para democratizar as entidades para que o pluralismo político da sociedade possa se manifestar em cada Sindicato, mas sempre assegurando o bem-estar e a valorização do trabalhador. Trabalhador valorizado é peça-chave para o avanço nos aspectos econômicos, políticos e culturais. João Carlos Gonçalves (Juruna) Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo ** (grifo nosso) A unicidade sindical foi responsável pelo sucesso da greve dos 300 mil, em 1953, que paralisou a Pauliceia por 29 dias. O evento mobilizou cerca de um milhão de pessoas nas franjas da capital. A união dos diversos setores sindicais foi possível depois que a direção do Partido Comunista Brasileiro, sob pressão da militância sindical, reformulou sua tese do pluralismo e abandonou a luta pelo sindicalismo paralelo que havia sido adotado como forma de repúdio ao sindicalismo getulista. Além de vitoriosa na reivindicação salarial, a greve dos 300 mil rompeu com a proibição e o direito de greve passou a ser exercido em nosso país.
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Dia 28 de abril de 2017 – por João Carlos Gonçalves (Juruna)
As grandes conquistas da classe trabalhadora foram, ao longo dos anos, resultados da forte mobilização da classe trabalhadora, da luta coletiva em defesa dos salários, dos empregos, por melhores condições nos locais de trabalho, por direitos e, acima de tudo, por respeito e dignidade. A intenção arbitrária do governo, de mascarar os erros cometidos na condução da política econômica do País à custa da retirada de direitos, fomentando, por meio das propostas de reformas previdenciária e trabalhista, a explosão do desemprego, a insolvência de empresas, a queda do comércio, o declínio da produção, do consumo e o sucateamento gradual da Previdência, não pode avançar, sob a pena do desamparo total da classe trabalhadora. A Força Sindical e as demais centrais, ante o quadro caótico que se avizinha caso as propostas sejam aprovadas originalmente, decidiram, em unidade de ação, que o dia 28 de abril de 2017 será o “Dia Nacional de Paralisações, Atos e Greves”, que cobrirá todo o País com atos pacíficos e democráticos de protesto, paralisações e greves contra a arbitrariedade do governo e a complacência de parlamentares da base governista. Nesse dia, vamos escrever a história, e você, trabalhador(a), é peça-chave para o sucesso da nossa obra. Nesse dia trens, ônibus e metrô vão parar, indústrias e comércio vão baixar portas, escolas não funcionarão e bancos, entre outros serviços, estarão fechados. Sair de casa, só para externar o nosso repúdio com mais esta tentativa de punhalada nas nossas costas. Chega de ser coadjuvantes! No dia 28, temos de ser protagonistas deste drama e mostrar que unidos somos fortes, e que não será uma “canetada articulada” que vai botar tudo a perder. Queremos emprego decente, salários e aposentadorias dignas. Queremos continuar construindo o Brasil que almejamos para os nossos filhos e netos, e só nossa união e mobilização vão fazer com que alcancemos nossos objetivos. No dia 28, um NÃO estrondoso às propostas de reformas do governo. Todos às ruas por um Brasil melhor, mais justo e igualitário! João Carlos Gonçalves – Juruna Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente dos Metalúrgicos de São Paulo
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Contribuição sindical: força e conquistas! – por João Carlos Gonçalves, (Juruna)
O projeto da reforma trabalhista levantou o debate sobre o fim da unicidade e da contribuição sindical. A Força Sindical sempre se pautou contra essas propostas por entender que elas enfraquecem a representatividade dos trabalhadores. As grandes mobilizações que deram relevância ao movimento sindical e resultaram em grandes conquistas, só ocorreram graças à estruturação dos sindicatos como entidades únicas por categoria. A Greve dos 300 mil (1953), a de Contagem (68), dos Metalúrgicos de Osasco (68) e do ABC (78, 79 e 80) são exemplos de como a estrutura sindical, com a unicidade, viabilizou grandes greves e conquistas por categorias. Quando a Constituição de 88 reconheceu os sindicatos como representantes dos trabalhadores, assegurando a unicidade e o custeio das entidades, ela consolidou-as como fundamentais na defesa dos trabalhadores. Em 2007, com o reconhecimento das centrais, ficaram garantidas suas ações comuns e unitárias em torno de decisões em comum acordo. Em toda entidade existem pessoas com diferentes visões, mas todos se unem pelos interesses da categoria. A pluralidade sindical se faz em nome de uma liberdade teórica, pois, neste caso, é um sintoma do individualismo que ofusca o comunitário. Direitos como férias e 13º, entre outros, não são individuais, são conquistas coletivas. O financiamento sindical seguiria uma lógica semelhante, mas tal visão é ilusória pois, no direito coletivo, negociação e conquistas são coletivas. A defesa e a manutenção dos sindicatos é uma tarefa dos trabalhadores. Já o enfraquecimento das entidades é base para o acirramento da exploração dos trabalhadores, a precarização de direitos, a progressão de doenças e mortes nos locais de trabalho. O debate sobre a reforma trabalhista deve ser esmiuçado para democratizar as entidades para que o pluralismo político da sociedade possa se manifestar em cada sindicato, mas sempre assegurando o bem-estar e a valorização do trabalhador. Trabalhador valorizado é peça-chave para o avanço nos aspectos econômicos, políticos e culturais. João Carlos Gonçalves – Juruna Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente dos Metalúrgicos de São Paulo
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Contribuição sindical garante entidades fortes e conquistas coletivas – por João Carlos Gonçalves (Juruna)
TRABALHADORES UNIDOS, SINDICATOS FORTES E CENTRAIS PLURAIS O projeto em discussão da reforma trabalhista (PL 6787/16), que tramita no Congresso Nacional, levantou um complexo e polêmico debate sobre o fim da unicidade e da contribuição sindical. Neste debate a Força Sindical se posiciona historicamente contrária a essas propostas, por considerar que ambas têm um caráter liberal e socialmente nefasto, apontando para a destruição da representatividade dos trabalhadores no Brasil. A história nos mostra que as grandes mobilizações de trabalhadores, que deram visibilidade ao movimento sindical, lançaram novas lideranças e resultaram em importantes conquistas, foram possíveis devido à sustentação dos sindicatos e à sua estruturação, com entidades únicas por categoria no município, é isso que possibilita unir os trabalhadores e torna o sindicato um poderoso instrumento da classe, seja frente ao patronato ou ao poder público. A Greve “dos 300 mil”, iniciada em março de 1953, com uma assembleia geral dos tecelões, que em seguida tomou proporções de greve geral; a Greve de Contagem, desdobrada na primeira grande greve operária pós-1964, em abril de 1968, idem a Greve dos Metalúrgicos de Osasco, de julho de 1968, as greves por reposição salarial, que começaram no ABC paulista e deram visibilidade à ação sindical no País, em 1978, 1979 e 1980, são exemplos reais de como a estrutura sindical, sob o prisma da unicidade viabilizou a realização de grandes movimentos grevistas e grandes conquistas por categorias. É verdade que a legislação, no passado, submetia os trabalhadores e suas organizações ao controle do Estado. Desde a década de 1930 os sindicatos, para serem reconhecidos, eram obrigados a obter as famigeradas “cartas sindicais”, emitidas pelo Ministério do Trabalho. Mas este quadro de subordinação mudou radicalmente com a Constituição Cidadã de 1988, que está em vigor e reconhece os sindicatos como representantes soberanos dos trabalhadores. Ao assegurar a unicidade e indicar as formas de custeio da atividade sindical, a Constituição proporcionou o fortalecimento da ação e os sindicatos consolidaram-se como elemento fundamental no arcabouço institucional do Brasil. Outro passo importante foi dado em 2007, com o reconhecimento pelo governo federal, das centrais sindicais como legítimas representantes dos trabalhadores, o que assegurou o repasse de recursos para seu melhor funcionamento. As centrais sindicais, com suas orientações programáticas, aceitam a filiação de sindicatos simpáticos a uma ou outra forma de pensar –eis aí a pluralidade que se manifesta no âmbito das entidades gerais–, mas garantem sua ação comum, unitária e no nível mais elevado, em torno de programas decididos de comum acordo entre elas. Da mesma forma, dentro de cada sindicato existem pessoas com as mais diversas visões políticas e religiosas. Mas todos se unem pelos interesses maiores da categoria e na luta por seus legítimos direitos. Aqueles que defendem a pluralidade sindical, o fazem em nome de uma liberdade teórica, cara aos encantos do liberalismo, que permitiria ao trabalhador “escolher” seu sindicato de acordo com sua orientação político-ideológica. A ação sindical, vista assim, enfatiza a relação contratual e transforma-se numa simples prestação de serviços, no qual o trabalhador veste a fantasia do consumidor, eliminando a contradição de classe, que permeia a luta entre patrão e empregado. A questão do financiamento sindical seguiria uma lógica semelhante e complementar. O trabalhador ficaria “livre” para pagar o sindicato, como é livre para pagar mensalidades de um clube ou uma associação de bairro, subordinando sua decisão à “qualidade dos serviços prestados”. Tal avaliação (de qualidade), analisada individualmente, é ilusória uma vez que, no direito coletivo, a negociação é coletiva, as conquistas são coletivas, a mobilização é coletiva. Ou seja, não cabe ao trabalhador escolher uma entre tantas entidades exógenas que competem entre si. Cabe a ele lutar para aprimorar e qualificar sempre melhor a sua entidade representativa. Avaliações equivocadas, sob forte influência das visões liberais do empresariado e determinados setores acadêmicas, são sintomas do exacerbado individualismo que assola nosso tempo e ofusca o caráter comunitário, intrínseco à vida social. Os direitos maiores dos trabalhadores, conquistados ao longo da história, como férias, décimo terceiro, licença maternidade, piso salarial, etc, não são compreendidos em uma visão individualista. Essas foram conquistas coletivas. E, se o trabalhador tem estas conquistas, é porque ele teve também o compromisso de contribuir para manter as estruturas organizativas que as viabilizaram. A defesa e manutenção dos sindicatos é uma tarefa da classe trabalhadora. Por outro lado, a fragmentação e o enfraquecimento, dos sindicatos é base para o acirramento da desigualdade social, da exploração insana dos trabalhadores, da proliferação dos vários tipos de assédios, da precarização das nossas conquistas, da progressão das doenças e mortes nos locais de trabalho. O debate sobre a reforma trabalhista deve ser esmiuçado visando democratizar sempre as entidades, para que o pluralismo político da sociedade possa se manifestar dentro de cada sindicato, mas sempre, em primeiro lugar, assegurando o bem-estar e a valorização do trabalhador. Um trabalhador valorizado é fundamental para o avanço social, em seus aspectos econômicos, políticas e culturais. João Carlos Gonçalves, Juruna, 64, é secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo Artigo publicado no site Poder360. Confira o link da publicação
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Juros e Fundo de Garantia – João Carlos Gonçalves, (Juruna)
Hoje, dia 12, o Copom, dando sequência à reunião iniciada ontem, decidirá se a taxa de juros (Selic) será reduzida e de quanto será esta redução, caso ela realmente aconteça. Nossa expectativa, assim como a de todos os brasileiros – menos a dos banqueiros e dos grandes especuladores – é que seja uma redução drástica, e não ao estilo “conta-gotas” como vem acontecendo. Para tanto, às 10 horas, a Força Sindical estará realizando uma manifestação em frente à sede do Banco Central, em São Paulo, contra os juros altos e por uma redução forte nos juros. O ato terá, inclusive, uma “Malhação de Judas”, dada a proximidade do Sábado de Aleluia, quando este tipo de manifestação popular acontece. Baixar fortemente os juros significa reaquecer da economia, abrir as portas para que os investimentos no setor produtivo ressurjam, ressuscitar o crédito, distribuir renda, fomentar a produção e o consumo, e fazer com que o desemprego recue. Juros baixos são um alento para milhões de brasileiros que, ultimamente, vêm convivendo com constantes incertezas e com a falta de perspectivas de como será o amanhã. Um adendo: muito boa a decisão do presidente Temer de liberar o saque das contas inativas do Fundo de Garantia (FGTS), que deverá dinamizar a economia, permitir o retorno do consumo e auxiliar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, ajudando o País a sair da recessão. Melhor seria se, além da decisão do governo de autorizar o saque das contas inativas, os juros caíssem a níveis aceitáveis, permitindo aos menos favorecidos que, além de voltar a consumir e sanar suas dívidas, pudessem realmente sonhar com dias melhores, com a volta dos empregos e com suas esperanças por dias melhores renovadas. No próximo dia 28 estaremos nas ruas de todo o País contra as propostas do governo de reformas da Previdência e a trabalhista, e a terceirização. São várias frentes de atuação para as quais temos de estar atentos, unidos e mobilizados. Juros altos, perda de direitos e falta de respeito são coisas que jamais aceitaremos. João Carlos Gonçalves – Juruna Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente dos Metalúrgicos de São Paulo
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Para colocar o País nos eixos! – por João Carlos Gonçalves, (Juruna)
No dia 28 de abril a Força Sindical e as demais Centrais promoverão o “Dia Nacional de Paralisações, Atos e Greves”. Os atos representarão o protesto dos trabalhadores, por todo o País, contra as propostas de reformas da Previdência e a Trabalhista, e a Terceirização, formalizadas pelo governo, que penalizam a classe trabalhadora com a retirada de direitos. Entre os pontos negativos das propostas do governo, destacamos o aumento da idade mínima para homens e mulheres se aposentarem; tempo maior de contribuição para a concessão da aposentadoria – 49 anos de contribuição e 65 de idade para ter direito ao benefício integral; fim das aposentadorias especiais; fim do acúmulo de benefícios; ameaças às férias, à jornada de trabalho e à PLR; e uma terceirização que precariza o trabalho. Não podemos ficar apenas aguardando as coisas melhorarem enquanto os trabalhadores são escandalosamente ameaçados com a supressão de suas maiores garantias trabalhistas, previdenciárias, sociais, seus salários, saúde e segurança, e seus próprios empregos. Estamos convocando todos os trabalhadores a engrossarem nossas fileiras no dia 28 em suas cidades e seus Estados para mostrarmos ao governo que não aceitamos regredir em nossas conquistas. Trabalhamos duro almejando dias melhores e não será uma “canetada” que vai fazer ruir nossos ideais de uma vida melhor e uma aposentadoria digna. Nossa união e mobilização, e o brado da nossa voz em um NÃO gigantesco às propostas do governo, são o que temos para demovê-lo de seu intuito de jogar nas nossas costas todo o ônus de anos seguidos de equívocos na condução da nossa economia, de juros altos, queda de investimentos, produção e consumo reduzidos, desemprego e insegurança. No dia 28, precisamos que todos participem ativamente dos atos das Centrais e de suas entidades filiadas por todo o País. São os nossos direitos que estão em jogo, e não podemos ficar “assistindo de camarote” o final da história, pois, como diria Geraldo Vandré, “... Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!”. E a hora é esta! João Carlos Gonçalves – Juruna Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente dos Metalúrgicos de São Paulo
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Não à proposta de Terceirização! – por João Carlos Gonçalves, (Juruna)
O presidente Michel Temer, após sinalizar com um processo de Terceirização mais brando, voltou atrás e, após ser pressionado por empresários e “costurar” um acordo com sua base, declarou que vai sancionar a proposta aprovada pela Câmara no último dia 22, que permite que uma empresa terceirize até sua atividade-fim e traz apenas três “salvaguardas”, bastante genéricas, para os trabalhadores. O presidente declarou, ainda, que mais garantias aos trabalhadores virão de propostas formuladas na reforma trabalhista. Ou seja: uma verdadeira “colcha de retalhos” da Terceirização, com o resguardo das garantias dos trabalhadores vindo de uma reforma trabalhista que, mesmo não tendo saído do papel, já se mostra prejudicial a quem trabalha. A Força Sindical e as demais centrais estão empenhadas na manutenção dos direitos trabalhistas e previdenciários dos trabalhadores. Tanto que definiram o dia 28 de abril como o “Dia Nacional de Atos e Paralisações”, em protesto contra os textos originais das propostas de reformas da Previdência e na legislação trabalhista, e contra a Terceirização que o governo garantiu sancionar. Nesse dia, manifestações e paralisações acontecerão de Norte a Sul do País, e estamos trabalhando para que os atos contem com a participação de centenas de milhares de trabalhadores e representantes de outros segmentos sociais. São os direitos de todo um povo que estão em jogo, e nossa união e mobilização serão fundamentais para demover o governo dessas suas pretensões mesquinhas e inviáveis. A Previdência não pode ser simplesmente desmontada para atingir objetivos outros. E a reforma trabalhista e a Terceirização, se aprovadas, não podem suprimir, pura e simplesmente, garantias resguardadas pela Constituição brasileira. Entendemos ser mais um “tiro no pé” que o governo, confusamente, desfere contra os trabalhadores do País. Vamos nos mobilizar para defender nossos direitos, pois eles são legítimos e têm de ser salvaguardados! Não às reformas que penalizam e à proposta de Terceirização! João Carlos Gonçalves – Juruna Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente dos Metalúrgicos de S.Paulo