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No dia de São Nunca: paridade salarial entre homens e mulheres levará 170 anos, diz ONU Mulheres
O especialista da ONU Mulheres Julien Pellaux alertou que se nada for feito, a paridade salarial entre homens e mulheres vai levar 170 anos para ser alcançada. Em entrevista à ONU News, em Nova York, nesta quarta-feira (8), Dia Internacional da Mulher. Pellaux disse que as Nações Unidas estão “dando início a várias campanhas para promover esse assunto, que na verdade é um assunto político”. “Tem que ter vontade política, uma resolução política de querer mudar isso. As disparidades salariais entre os sexos não vão se fechar naturalmente. É preciso ter um impulso importante dos governos do mundo todo para (reduzir) essas disparidades," falou. Pellaux disse que as leis trabalhistas em muitos países prejudicam as mulheres. "É difícil acreditar: em mais de 155 países existem leis discriminatórias contra as mulheres em assuntos econômicos. Podem ser leis que tentam proteger as mulheres de certos trabalhos que podem ter consequências de saúde, mas que na verdade impedem as mulheres de encontrar os mesmos trabalhos que os homens. Ou podem ser leis, por exemplo, que impedem as mulheres de trabalhar na agricultura." Para o especialista da ONU, essas leis discriminatórias têm um papel muito grande na criação de disparidades entre homens e mulheres. Ele deixou claro que a disparidade salarial não discrimina e acontece em países ricos ou pobres e disse que, apesar das dificuldades, a expectativa da ONU Mulheres é alcançar a paridade salarial entre os sexos até 2030. Para atingir esse objetivo, a organização lançou uma campanha para acabar com as leis discriminatórias até 2021. A iniciativa conta com o apoio de diversos países e parceiros. A ONU Mulheres também quer impulsionar o empreendedorismo feminino e trabalhar com os governos para que as mulheres tenham maior participação nos contratos públicos.
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Machismo, violência e covardia: 503 mulheres agredidas por hora no Brasil em 2016
A cada hora, 503 mulheres sofreram algum tipo de agressão física em 2016, segundo pesquisa do instituto Datafolha encomendada pelo Fórum de Segurança Pública. O estudo, divulgado hoje (8), foi feito com entrevistas presenciais em 130 municípios brasileiros. No total, foram 4,4 milhões de mulheres, 9% da população acima de 16 anos, que relataram ter sido vítimas de socos, chutes, empurrões ou outra forma de violência. As agressões verbais e morais, como xingamentos e humilhações, atingiram 22% da população feminina. Ao longo do ano passado, 29% das mulheres passaram por algum tipo de violência, física ou moral. Entre as pretas (expressão usada pelo IBGE), o índice sobe para 32,5% e chega a 45% entre as jovens (de 16 a 24 anos). Foram vítimas de ameaças com armas de fogo ou com facas 4% - 1,9 milhão de mulheres. Espancamentos e estrangulamentos vitimaram 3%, o que representa 1,4 milhão de mulheres, enquanto 257 mil, 1% do total, chegaram a ser baleadas. A cada três brasileiros, incluídos homens e mulheres, dois presenciaram algum tipo de agressão a mulheres em 2016, desde violência física direta, a assédio, ameaças e humilhações. O percentual é de 73% entre as pessoas pretas e 60% entre as brancas. Companheiros e conhecidos A maior parte dos agressores, segundo os relatos das mulheres, era conhecida (61%). Os cônjugues, namorados e companheiros aparecem como responsáveis em 19% dos casos. Os ex-companheiros representam 16% dos agressores. A própria casa das vítimas recebeu o maior percentual de citações como local da violência (43%). Entre as mulheres entre 35 e 44 anos, 38% das agressões partiram dos namorados ou cônjugues. Sobre as reações após a violência, 52% disseram não ter feito nada após a agressão, 13% procuraram ajuda da família, 12% buscaram apoio de amigos e 11% foram a uma delegacia da mulher. Entre as mais jovens (16 a 24 anos), o índice das que não fizeram nada após a agressão é de 59%. O assédio atingiu 40% das mulheres no último ano. Entre as mais jovens (16 a 24 anos), o percentual chega a 70%, sendo que 68% ouviram comentários desrespeitosos quando estavam na rua. O índice é de 52% entre a população feminina entre 25 e 34 anos. Nesse grupo, 47% foram assediados na rua, 19% no ambiente de trabalho e 15% no transporte público.
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8 de março: Dia Internacional da Mulher terá paralisações femininas em 30 países
O Dia Internacional da Mulher, lembrado hoje (8), deverá ser marcado por paralisações de mulheres em pelo menos 30 países. A ideia é fazer uma greve geral, para reforçar a importância do papel das mulheres no mercado de trabalho e na sociedade. A ideia do protesto veio do movimento de mulheres argentinas Ni Una Menos. Em 19 de outubro do ano passado, elas foram às ruas e paralisaram as atividades para protestar contra os 200 assassinatos anuais no país em decorrência de violência de gênero. No Brasil, movimentos feministas programaram protestos para hoje em todos os estados, mas a greve prevista para outros países deve ser mais difícil de se concretizar por aqui, por causa das difíceis condições de trabalho enfrentadas pelas brasileiras. “Uma coisa é organizar uma greve em um país que tem quase pleno emprego, outra coisa são as mulheres aqui no Brasil, completamente precarizadas – a maior parte empregada no serviço doméstico, autônomas, completamente sem proteção – dizerem que vão parar”, admite Maria Fernanda Marcelino, integrante da Sempreviva Organização Feminista e militante da Marcha Mundial das Mulheres. Para as que não puderem parar suas atividades, as organizações feministas incentivam o protesto de outras maneiras – usando uma roupa roxa ou fazendo manifestações no próprio local de trabalho. “O importante é identificar que estamos em luta, independentemente de podermos parar ou fazer greve. Sabemos que nem todo mundo pode parar, ainda mais diante de um cenário de desemprego no Brasil”, diz Fernanda Sabóia, da Articulação de Mulheres Brasileiras. A ideia é que as intervenções sejam postadas em redes sociais, com as hashtags #8MBR, #EuParo e #ParadaBrasileiraDeMulheres. Para a assessora técnica do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), Joluzia Batista, as manifestações mais simbólicas também devem ser valorizadas. “É uma forma de as mulheres que estão mais impossibilitadas, com horários mais rígidos, poderem se manifestar também”. Reforma da Previdência No Brasil, a principal pauta das manifestações é a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo federal. A avaliação é de que as mulheres serão as mais prejudicadas com a mudança. “Se essa reforma da Previdência passar, as mais atingidas, que padecerão com o empobrecimento rapidamente serão as mulheres, pela equiparação do tempo de aposentadoria com os homens, desconsiderando a dupla jornada de trabalho, toda a precariedade que as mulheres enfrentam no mercado de trabalho formal”, diz Maria Fernanda. As mulheres também querem chamar a atenção para temas como racismo, aborto e violência contra as mulheres. Apesar dos temas em comum que serão abordados em todo o país, cada estado se organizou de acordo com as suas prioridades. “Acreditamos na força do movimento feminista de construir as pautas em cada estado, em cada cidade, as mulheres tem organização própria e sabem muito bem o que está afetando as suas vidas”, explica Fernanda Sabóia. Mulheres devem protestar em pelo menos 30 países durante o Dia Internacional da Mulher. Elas querem mostrar a importância do papel das mulheres no mercado de trabalho e na sociedade. Na foto, a manifestação Ni Una Menos ocorrida no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), em outubro de 2016 Rovena Rosa/Arquivo Agência Brasil “O 8 de março não é dia de flor, é um dia de luta”, ressalta Maria Fernanda. “Ainda continuamos trabalhando muito mais que os homens e sendo completamente desvalorizadas, sofrendo violência, e tantas questões que precisamos inverter.” Além de chamar a atenção para a importância da mulher no mercado de trabalho, o movimento quer conscientizar a sociedade para todos os problemas enfrentados pelas mulheres. “As mulheres estão sobrecarregadas, seja do trabalho remunerado, como o não remunerado, porque nós somos donas de casa, mães, trabalhamos fora. Somos 52% da população brasileira, então a nossa situação ainda é à margem da sociedade, vítimas de tanta violência”, diz Fernanda Sabóia. Brasil Uma das organizadoras do protesto no Rio de Janeiro, Tatianny Araújo, teme que a proposta de reforma da Previdência sobrecarregue mais as mulheres, que se ressentem da falta de uma série de serviços públicos no país. “Não temos lavanderias públicas, restaurantes públicos, sequer temos creches. O nosso trabalho dentro de casa não é reconhecido, não é remunerado, mas é trabalho”, afirmou Tatianny, que é servidora federal e representante do Fórum de Saúde Pública do Rio. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), mulheres ganham menos que os homens, na mesma função e mesmo que tenham mais anos de estudo. Maysa Carvalhal, da Marcha Mundial de Mulheres, destaca que elas têm os piores salários, ou são subremuneradas, e que muitas trabalham sem carteira assinada. “E [estão] fora dos espaços de decisão." As feministas rebatem o argumento de que, nos países mais desenvolvidos, a contribuição para a Previdência é a mesma para homens e mulheres, dizendo que, lá, as desigualdades de gênero são menores e que há bônus para compensar o serviço doméstico, o que não ocorre no Brasil. Estão previstas manifestações também em São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Fortaleza e Curitiba. História A historiadora Tania Navarro Swain compara a mobilização desta quarta-feira com um fato ocorrido em 1975 na Islândia, quando mais de 90% das mulheres paralisaram suas atividades para exigir o reconhecimento de seu trabalho. “E deu resultado, com a equiparação dos salários logo em seguida e a Presidência do país assumida por uma mulher nas eleições posteriores. Não se pode esperar que, em todos os países, a mobilização seja tão poderosa, mas espero que seja espetacular, trazendo milhões de mulheres às ruas para mostrar e exigir uma cidadania que até agora tem sido esgarçada em uma pluralidade de aspectos”, diz a professora aposentada da Universidade de Brasília (UnB) e editora da revista digital de estudos feministas Labrys. O movimento no Brasil vai se unir a grupos internacionais como Ni Una Menos, da Argentina, a Marcha das Mulheres de Washington, nos Estados Unidos e as Marchas contra a criminalização do Aborto, na Polônia. A ideia do protesto surgiu com o movimento de mulheres argentinas, em outubro do ano passado, e a organização de mulheres polonesas que, no mesmo mês, foram às ruas contra uma lei que proibia o aborto e que foi rejeitada após a pressão popular.
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GÊNERO II: A histórica luta das mulheres
O Dia Internacional da Mulher remonta ao século XVIII, em um período de grandes transformações no processo produtivo que culminaram na Revolução Industrial. A Revolução Industrial promoveu mudanças radicais nas relações de trabalho e, desta forma, levou à intensificação da luta dos trabalhadores por seus direitos. Naquela época as operárias exerciam jornadas de trabalho tão longas que chegavam a 17 horas diárias. E as condições eram de insalubridade, ameaças sexuais e de espancamentos. O descontentamento das trabalhadoras era grande e fazia pipocar manifestações. Em uma destas manifestações, ocorrida no dia oito de março de 1857, cento e vinte e nove operárias da fábrica de tecidos Cotton, em Nova Iorque, paralisaram os trabalhos pelo direito a uma jornada de 10 horas. A violência com a qual elas foram reprimidas foi tão grande que ficou marcada em nossa história. Acuadas pela polícia, as operárias se refugiaram nas dependências da fábrica, e foram trancadas pelos patrões e pela polícia que, depois de trancar atearam fogo à fábrica, matando carbonizadas todas as tecelãs. Sessenta anos depois, em março de 1917, tecelãs russas, utilizando o simbolismo da data, entraram em greve contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial. A força daquelas mulheres precipitou movimentos que marcaram o início da Revolução Socialista na Rússia, há cem anos. O 8 de março passou a ser celebrado como o Dia da Mulher até a década de 1920. Depois a data caiu em esquecimento. Na década de 1960 o movimento feminista recuperou este dia como o Dia Internacional da Mulher, e em dezembro de 1977 a Organização Nações Unidas reconheceu oficialmente a data. A evolução da luta das mulheres Dois anos antes do reconhecimento pela ONU do Dia Internacional da Mulher, uma Conferência Mundial na Cidade do México, patrocinada pela ONU e assistida por oito mil mulheres representantes de 113 países, definiu o ano de 1975 como o Ano Internacional da Mulher. Este grande acontecimento na luta pelos direitos da mulher fomentou o surgimento de novas organizações e instituições voltadas à igualdade de gênero. No Brasil, em 1979 ocorreu o Primeiro Congresso da Mulher Metalúrgica de São Paulo. Em 1985 muitas mulheres participaram da campanha pela redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais. No ano seguinte aconteceu o Primeiro Congresso da Mulher Trabalhadora, como desdobramento da Primeira Conclat, de 1981. Desde então a luta só cresceu. A campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, por exemplo, iniciada em 25 de novembro de 1991, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, mobiliza anualmente diversos atores da sociedade civil e poder público a fim de alertar a sociedade sobre diversas formas de violência contra mulheres. No Brasil a campanha acontece desde 2003, com a participação de diversas entidades do movimento social e do movimento sindical. A Secretaria da Mulher da Força Sindical abraça esta campanha. Outra iniciativa que se soma a esta luta foi a criação Comissão de Mulheres da Coordenadoria das Centrais Sindicais do Cone Sul, em 1997, com o objetivo de analisar os impactos das mudanças econômicas, políticas e sociais sobre o trabalho das mulheres. Em 2000 foi iniciada a primeira Marcha Mundial das Mulheres (MMM). Sob o lema “2000 razões para marchar contra a pobreza e a violência sexista” o movimento se iniciou no Dia Internacional da Mulher, oito de março e terminou em 17 de outubro, com a adesão de seis mil grupos de 159 países e territórios. No Brasil O Brasil sempre esteve presente nestas manifestações internacionais e as mulheres trabalhadoras da Força Sindical, através de sua Secretaria, se somam a estas lutas. No Março Mulher de 2012, por exemplo, as manifestações começaram com uma grande passeata pelas ruas da região central da cidade de São Paulo, com as centrais sindicais – Força Sindical, CTB, CGTB, CUT, NCST e UGT – diversas entidades de movimentos sociais, movimentos estudantis, movimentos feministas e de moradia. Naquela manifestação as mulheres, gritaram palavras de ordem como: “Mulheres na luta contra a opressão. Abaixo o machismo e a exploração” e “Eu não sou miss, nem avião, minha beleza não tem padrão”, reivindicaram a obrigatoriedade da licença-maternidade de 180 dias, a aprovação do PL da Igualdade – Projeto de Lei que prevê a igualdade no mundo do trabalho, a ratificação da convenção 189 da OIT que trata dos direitos das trabalhadoras domésticas, o fim da violência contra a mulher com a implementação da Lei Maria da Penha e o fim do tráfico de pessoas. Em 2014 outra ação muito importante marcou a luta das mulheres. Como parte de ações mundiais no combate ao câncer de mama o Sindicato da Saúde promoveu a 1ª Caminhada Outubro Rosa. Claro que a Secretaria da Mulher se fez presente. O movimento Outubro Rosa, que começou em 1997 nos Estados Unidos, é uma campanha global de conscientização para alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, o mais comum entre as mulheres em todo o mundo. Em 2016 o fechamento do Março Mulher foi marcado pela caminhada contra a reforma da previdência e a favor da igualdade de oportunidades. A secretária nacional de políticas para mulheres da Força Sindical, Maria Auxiliadora, junto com representantes do Sindicato Nacional dos Aposentados entregou, no INSS em São Paulo, um documento endereçado ao então ministro do Trabalho e da Previdência Social, contra a reforma da Previdência. No documento, a Central se posicionou sobre os sete pontos indicados pelo governo para a reforma da Previdência: Demografia e idade média das aposentadorias; Financiamento da Previdência Social: receitas, renúncia e recuperação; Diferença de regras entre homens e mulheres; Pensões por morte; Previdência Rural; Financiamento e regras de acesso; Regimes próprios de Previdência e, Convergência dos sistemas previdenciários. O foco da luta neste momento é aumentar a participação das mulheres em suas entidades. Fortalecer as discussões sobre temas que também são de interesse das mulheres, como “Violência Contra a Mulher”, “Reforma da Previdência”, “Empoderamento das Mulheres”, “Mulher e o mercado de Trabalho” e “Ratificação da Convenção 156 da OIT”.
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A águia voou mais alto: Portela campeã!
A Portela é a escola de samba campeã do carnaval de 2017 no Rio de Janeiro. Em uma disputa apertada, o título de campeã foi decidido na apuração do último quesito (enredo). A Portela terminou a apuração com 269,9 pontos, apenas um décimo a mais do que a escola que ficou em segundo lugar, Mocidade Independente de Padre Miguel, com 269,8. A Salgueiro ficou em terceiro, com 269,7 pontos. A Portela levou ao Sambódromo um enredo que contou a relação histórica entre a humanidade e os rios, passando também por lendas e religiões. O último título conquistado pela escola tinha sido em 1984. As escolas de samba são avaliadas em nove quesitos: alegorias e adereços, bateria, fantasia, samba-enredo, comissão de frente, evolução, harmonia, mestre-sala e porta-bandeira e enredo. As seis primeiras colocadas se apresentam novamente no Desfile das Campeãs, no próximo sábado (4). Rebaixamento Este ano, nenhuma escola foi rebaixada para o grupo de acesso por decisão da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), motivada por acidentes que deixaram feridos durante a passagem da Paraíso do Tuiuti e da Unidos da Tijuca. No ano passado, a grande vencedora do carnaval do Rio de Janeiro foi a Mangueira. O segundo e o terceiro lugares ficaram com a Unidos da Tijuca e a Portela, respectivamente.
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Gigantismo de carros alegóricos provoca novo acidente no Sambódromo: 12 feridos
O segundo dia de desfiles (27) na Marquês de Sapucaí também foi marcado por acidentes e problemas em carros alegóricos. Na Unidos da Tijuca, 12 pessoas se feriram com o afundamento de parte de uma alegoria, no mesmo trecho em que ontem (26) um carro da Paraíso do Tuiuti machucou 20 pessoas ao colidir com as laterais da avenida. O acidente no carro tijucano levou 20 pessoas aos postos médicos do sambódromo. Oito delas foram atendidas apenas por estresse, e, entre as que se feriram fisicamente, nove foram transferidas para três hospitais: Souza Aguiar, Miguel Couto, Lourenço Jorge. A secretária executiva Viviane Pereira, 37 anos, estava no carro, mas não se feriu e continuou na alegoria até a dispersão. "Escutamos um barulho e sentimos um tremor muito forte, mas achei que fosse algum efeito do carro. Depois, as pessoas começaram a gritar desesperadas para parar o carro." Com o acidente, o veículo teve que ser parado para que os bombeiros pudessem socorrer os feridos. A escola continuou o desfile enquanto isso, orientando suas alas a contornarem as laterais do carro alegórico. A narrativa proposta pelo enredo, entretanto, acabou desfigurada pela mudança de ordem. A escola prestou homenagem a Pixinguinha e Louis Armstrong, imaginando uma aproximação dos dois gênios a partir de um encontro que aconteceu na década de 50. O presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, prometeu que a escola dará assistência às vítimas do acidente, caso seja necessário. "Não foi excesso de peso, porque as pessoas ensaiam dentro do carro", disse Horta, destacando que não acredita que o problema tenha sido estrutural. Outras duas escolas tiveram problemas com suas alegorias durante esta madrugada. A União da Ilha teve dificuldade em manobrar sua penúltima alegoria na entrada do sambódromo, o que obrigou a escola a segurar o desfile para que o buraco formado pelo problema não crescesse. Na saída, o carro voltou a apresentar problemas para sair da dispersão e houve correria para empurrá-lo. Quando a São Clemente entrou na avenida, a União da Ilha ainda tentava retirar o carro da dispersão e só conseguiu quando a escola da zona sul já tinha avançado cerca de metade do percurso. A Mocidade de Padre Miguel foi outra escola que teve dificuldade em retirar uma de suas alegorias do sambódromo. O problema foi parecido com o da União da Ilha, mas foi mais facilmente resolvido. O presidente da Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial (Liesa), Jorge Castanheira, disse que vai haver uma reavaliação dessas questões a partir dos problemas que forem identificados nos desfiles. Ele afirmou que a possibilidade de interromper o desfile diante de um acidente como o da Unidos da Tijuca não existe no regulamento. "Quando cheguei lá, os bombeiros já estavam atuando e entendi que estava sob controle a situação. E a escola prosseguiu com seu desfile", disse Castanheira, que considerou o ano atípico. "Vamos analisar caso a caso". Segundo ele, a Polícia Civil fará na manhã da próxima quarta-feira uma reconstituição do acidente envolvendo o carro alegórico da Paraíso do Tuiuti.
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Com motorista foragido, carro alegórico que atropelou 20 na Sapucaí é periciado
A Polícia Civil abriu hoje (27) uma investigação para apurar as circunstâncias do atropelamento de 20 pessoas por um carro alegórico na Marques de Sapucaí. O incidente ocorreu nesse domingo (26), na concentração do desfile da Paraíso do Tuiuti, e alguns feridos chegaram a ser espremidos contra uma grade. Após o atropelamento, o carro seguiu até o fim do desfile, e agentes impediram que o veículo fosse retirado do Sambódromo. A alegoria passou por uma primeira perícia na dispersão e deve ser vistoriada novamente ao longo do dia. Os policiais também vistoriaram o trecho do Sambódromo onde houve a colisão contra a grade e as cabines de transmissão. Oito pessoas foram levadas a hospitais municipais, sendo os três casos mais graves para o Hospital Souza Aguiar e os outros cinco para o Miguel Couto. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde informou por volta de 3h, as vítimas estavam acordadas e estáveis, e os quadros cirúrgicos ainda estavam sendo avaliados. Mais 12 pessoas se feriram e foram liberadas após atendimento nos postos médicos do Sambódromo. Investigação O delegado da 6ª Delegacia de Polícia, da Cidade Nova, William Lourenço, disse que ainda é cedo para falar em responsáveis pelo ocorrido. Segundo ele, as vítimas começarão a ser ouvidas depois da perícia. Poucas horas depois do acidente, o motorista do carro alegórico não havia sido identificado. O caso foi registrado como lesão corporal culposa. Em nota, a escola Paraíso do Tuiuti disse lamentar profundamente o ocorrido. “A diretoria da escola manifesta o seu pesar e prontifica-se a prestar esclarecimentos assim que todas as causas do acidente forem apuradas. Esclarecemos que ofereceremos toda a assistência necessária às vítimas deste irreparável episódio. Informamos que a alegoria envolvida no acidente será periciada pela Polícia Civil.”
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Enchentes em SP eram culpa de Haddad, mas agora não são de Doria
Cinco subprefeituras da capital paulista estão em estado de alerta para alagamentos devido ao transbordamento de rios e córregos na tarde de hoje (24): na Penha, o Córrego Franquinho transbordou; em São Mateus, o Rio Aricanduva; no Ipiranga, houve transbordamento do Córrego Ipiranga e no Córrego Moinho Velho; em Aricanduva/Formosa, o estado de alerta também é por causa também do Rio Aricanduva; e na Vila Prudente, o transbordamento foi no Córrego da Mooca. A cidade registra 18 pontos de alagamento intransitáveis, espalhados por todas as regiões da cidade. As informações são do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). O restante da cidade de São Paulo está em estado de atenção para enchentes desde as 16h05. O estado de atenção é decretado quando se considera que as chuvas têm potencial para a formação de alagamentos. Imagens do radar meteorológico do CGE mostraram precipitação forte com potencial para queda de granizo em toda a zona leste. O mesmo quadro é observado na zona sul, nos bairros Jardim Ângela, Capão Redondo, Jardim São Luís, Capela do Socorro e Parelheiros. Na zona norte também chove forte nos bairros Vila Maria, Vila Maria Guilherme, Vila Medeiros, Santana e Tucuruvi. Segundo o CGE, houve queda de granizo em Itaquera, na zona leste, às 16h50. Os meteorologistas também registraram rajadas de vento de 72 quilômetros por hora (km/h) no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, às 16h38 e às 16h45, e de 35 km/h no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital, às 17h14. Previsão Segundo o CGE, o sistema de alta pressão atmosférica que dominou o tempo por aproximadamente duas semanas em todo o Brasil começou a perder força, dando espaço para a formação de áreas de instabilidade que provocam chuva forte, principalmente a partir das tardes. Além disso, uma frente fria se desloca pelo Oceano Atlântico na altura do litoral de Santa Catarina e deve provocar maior variação de nuvens e intensificar as precipitações nos próximos dias. As temperaturas diminuem um pouco, mas ainda deve fazer calor durante o período de carnaval. Amanhã (25), a propagação do sistema frontal pelo oceano causa maior variação de nuvens, mas o sol aparece e deixa o tempo abafado no decorrer do dia. As temperaturas variam entre mínima de 21 graus Celsius (°C) e máxima de 30°C. Para a madrugada estão previstas pancadas isoladas de chuva, porém com menor potencial para formação de alagamentos. As chuvas devem voltar a ocorrer com forte intensidade e na forma de pancadas a partir da tarde. O domingo (26) deve ser de sol entre muitas nuvens e sensação de tempo abafado. Mínima de 20ºC durante a madrugada e máxima em torno dos 29ºC. As taxas de umidade do ar se manterão elevadas com os menores valores acima dos 55%. O calor e a chegada da brisa marítima a partir do meio da tarde devem favorecer a formação de nuvens carregadas que provocam chuva forte. O potencial para formação de alagamentos continuará alto.
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Ó, Deus! ‘Pastor’ Malafaia e mais 48 indiciados por corrupção
A Polícia Federal (PF) indiciou 49 pessoas, entre as quais, o pastor Silas Malafaia no inquérito decorrente da Operação Timóteo. Deflagrada em dezembro do ano passado, a operação investiga um esquema de corrupção na cobrança de royalties da exploração mineral. A informação foi publicada ontem (23) pela revista IstoÉ e confirmada pela Pelas redes sociais, Malafaia atacou a revista e disse que se tratava de “notícia requentada”. Segundo o pastor, o indiciamento ocorreu no dia 16 de dezembro. Na ocasião, Malafaia foi conduzido coercitivamente pela PF para explicar a existência de um depósito, na conta dele, de um cheque do escritório de advocacia de Jader Pazinato, um dos alvos da operação, no valor de R$ 100 mil. Para a PF, Malafaia foi beneficiado com recursos ilícitos do esquema de corrupção. O pastor afirma que recebeu uma doação. À época, também por meio das redes sociais, Malafaia disse que recebe ofertas de inúmeras pessoas e que declara todos os valores no Imposto de Renda. “Quer dizer que, se alguém for bandido e me der uma oferta, sem eu saber a origem [do dinheiro], sou bandido?”, questionou o pastor em post publicado em dezembro no Twitter. De acordo com as investigações, a organização criminosa usava contratos firmados com prefeituras para desviar recursos de arrecadação da mineração. Responsável pelo inquérito, o delegado Leo Garrido de Salles Meira, indiciou Malafaia pelo crime de lavagem de dinheiro. Por envolver pessoas com foro privilegiado, o inquérito foi remetido ao Superior Tribunal de Justiça. De acordo com a revista IstoÉ, os autos chegaram no dia 17 de janeiro e foram distribuídos ao ministro Raul Araújo. As investigações estão sob a responsabilidade do vice-procurador geral da República, Bonifácio de Andrada.
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Entra e sai de goleiros nas cadeias: Bruno fora e Edinho, filho do rei Pelé, dentro
No mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) expediu liminar autorizando a libertação do goleiro Bruno Fernandes, preso pelo assassinato de Eliza Samudio, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a condenação e pediu a prisão do ex-goleiro Edison Cholbi do Nascimento, o Edinho, nesta quinta-feira, por lavagem de dinheiro e associação com o tráfico de drogas. O tribunal também reduziu a pena do ex-jogador do Santos Futebol Clube, que é filho de Pelé, de 33 anos para 12 anos e dez meses. Edinho esperava o julgamento da apelação em liberdade, por força de uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado de Edinho, Eugênio Malavasi, explicou que o TJ-SP decidiu manter a condenação e recomendou a prisão do goleiro. Malavasi negou que o cliente responda por associação com o tráfico de drogas e aguarda agora a expedição do pedido de prisão por lavagem de dinheiro. A publicação cabe à 1ª Vara Criminal da Praia Grande, na qual tramitou a ação penal. Edinho deve ser preso quando o mandado por publicado. O advogado, no entanto, vai recorrer da decisão.