Arquivos Sociedade - Página 32 de 32 - BR2pontos
Menu
Sociedade
Sociedade
Lula: ‘Brasil vive momento delicadíssimo, de irracionalidade emocional’
Ex-presidente fala durante inaguração de página eletrônica 'Memorial da Democracia', para plateia que lotou auditório do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo; sobre provocações contra o PT, ele foi claro: "Nós não podemos reclamar. Aqui nesse salão, todo mundo já carregou uma faixa contra alguém e já xingou alguém" O auditório do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC ficou lotado para ouvir, na noite da terça-feira 1, o ex-presidente Lula, durante lançamento da página eletrônica Memorial da Democracia, criada pelo Instituto Lula. E o histórico ex-presidente da entidade não decepcionou, fazendo um discurso claro e sem meias palavras. Para ele, o momento é delicado, com altas doses de irracionalidade. A respeito de provocações feitas pelos adversários do PT, que vive o período de maior crise de credibilidade e prestígio desde a sua fundação, em 1980, Lula passou uma ordem unida: "A gente não pode reclamar", demarcou ele. "Aqui nesse salão, todo mundo já carregou faixa contra alguém, todo mundo já xingou alguém", no que foi entendido como uma referência velada até mesmo ao boneco que ridiculariza o ex-presidente, inflado pelo grupo Revoltados On Line, que tanto tem dado dores de cabeça aos petistas. Abaixo, notícia sobre a página eletrônica Memorial da Democracia publicada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC: “A nossa democracia ainda é uma criança. Nós temos de ver o risco que a democracia corre sempre, permanentemente em todo lugar”, afirma Clara Ant, diretora do instituto. Ela defende que é preciso abraçar a democracia “como vital, como algo que realmente deve pautar a vida em sociedade, algo que deve realmente ser um norte que ninguém pode abandonar. Isso é, inclusive, o que garante vitalidade dentro da sociedade”, diz. Na primeira fase, o visitante encontrará no site dois módulos, que se referem aos períodos mais recentes da luta política e social no país: o período da ditadura civil-militar – “1964-1985: 21 anos de resistência e luta” – e a redemocratização – “1985-2002: construindo a democracia”. Outros períodos serão abordados paulatinamente com o desenvolvimento do site. A diretora do instituto considera que o trabalho será importante fonte de informação para pessoas de diferentes gerações. “Com a democracia sendo naturalizada, as pessoas vão nascendo, olhando para o país e achando que sempre foi assim. Os mais velhos podem até esquecer que foi muita luta para conseguir, e os mais jovens podem pensar que não é preciso lutar para manter”, afirma. Clara acredita que a ideia de fazer o memorial ajudará a enxergar melhor a atualidade e o passado. “É um trabalho de resgate e valorização do que as outras gerações fizeram, é também um trabalho de alerta para o futuro, essa é a questão mais importante do projeto.” A diretora conta que o memorial nasceu de um debate quando Lula terminou o segundo mandato, em 2010, e foi criado o Instituto Lula como continuação do Instituto Cidadania. “Nós fizemos uma seleção de iniciativas para as quais dedicaríamos mais tempo e mais pessoas. Foi uma discussão que levou algum tempo e depois fomos surpreendidos lamentavelmente pelo câncer que atacou o Lula, e então, somente depois que ele se recuperou é que na verdade começou o trabalho firme para a construção do memorial.” Além do memorial virtual, o instituto tem um projeto para um memorial físico, que seria construído no bairro da Luz, em área próxima à Sala São Paulo e ao Museu da Resistência. A Justiça, no entanto, embargou a cessão do terreno feita em fevereiro de 2012 pelo então prefeito Gilberto Kassab. Clara diz que não há novidade sobre isso, e que o projeto físico só será retomado depois de resolvido esse impasse. Na última segunda-feira (24), o convite para o lançamento do memorial virtual foi postado na página de Lula no Facebook com uma receita de bolo, como ocorria quando os jornais eram censurados pela ditadura civil-militar e no lugar de reportagens eram publicadas receitas. Entre os colaboradores do projeto do memorial, está a historiadora Heloísa Starling, que lançou com a antropóloga Lilia Moritz Schwarz, em maio, o livro Brasil: uma Biografia, que põe em questão as lutas políticas e democráticas para a construção do país.
Sociedade
Reinaldo Tabosa Azevedo caça Laerte
Plantonista do atraso, como foi Lenildo Tabosa Pessoa durante a ditadura militar, Reinaldo Azevedo ataca cartunista Laerte; "Ele é uma fraude", vociferou colunista do jornal Folha de S. Paulo e da rádio Jovem Pan; hidrofobia foi  motivada, por charge publicada,  na terça-feira 18, por Laerte, também na Folha; com sua angulação política, o artista procurou ressaltar risco golpista das manifestações a favor do impeachment; "Laerte é um homem que se veste  de mulher, uma fraude moral", baixou de nível o porta-voz do reacionarismo; de que lado você fica?