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Ex-futebolistas Raí, Alex e até Djalminha pedem renúncia da diretoria da CBF, em ato na porta da entidade,...
Os ex- jogadores de futebol Raí, Djalminha e Alex; e o técnico Paulo Autuori fizeram uma manifestação na porta da sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, para pedir modificações na estrutura da entidade, no sistema de eleições e a renúncia da atual diretoria. Sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na Barra da Tijuca, local onde ocorreu a manifestação desta terça-feira (15)Arquivo/Agência Brasil No início da manifestação, que incluiu ainda um grupo de torcedores, Raí leu um manifesto assinado por 130 personalidades de diversos setores do país, incluindo artistas, acadêmicos e jornalistas. Para o tetracampeão mundial Raí, as reivindicações são consequências do amadurecimento democrático do país para superar sistemas eleitorais viciados, como ocorrem no futebol. "Acho que tudo o que aconteceu nos últimos tempos  na CBF, na parte ética e moral, é o mínimo que a gente pode questionar. O sistema que existe aí é o que está no poder há vários anos", disse à Agência Brasil. De acordo com o ex-jogador, o mais urgente, neste momento, é modificar o sistema que existe na CBF e partir do zero para repensar a estrutura do futebol, esporte que representa uma das expressões mais importantes da cultura do brasileiro e que está no seu dia a dia. Raí afastou a possibilidade de se candidatar a um cargo na entidade, mas demonstrou vontade de participar de movimentos para construir um futuro diferente do que existe atualmente. "A gente está vendo o que está nos envergonhando, não só no aspecto de resultados, mas, principalmente, no campo ético e moral. Obviamente, um país que quer viver uma realidade democrática, não pode aceitar uma instituição que tem a representação, mas não é soberana", afirmou. De acordo com ele, as discussões vão enriquecer o debate que será amplo e com diversas propostas interessantes. Para o ex-jogador Alex, a estrutura de eleição atual da CBF é para perpetuar quem está no poder. "Juridicamente pode até existir alguma brecha, mas são brechas bem pequenas. O ideal, não sei se isso vai acontecer, e aí é um sentimento de criancinha, é de que a coisa caminhe por um lado bom. O primeiro passo para se resolver um problema é reconhecer que este problema existe e, ao que parece, a gente não reconhece", disse. Segundo Alex, se a diretoria da CBF não aceitar que existe a necessidade de modificar a estrutura da entidade, a briga será longa e talvez interminável. "Existe a situação de 14 federações se juntarem e tentar a mudança de estatuto, mas passa por uma boa vontade de quem está no comando do futebol neste momento e a consciência de que nós temos problemas estruturais", afirmou. O ex-jogador disse ainda sentir tristeza com a atual situação do futebol brasileiro por notar muito sonho deixado de lado e torcedores desacreditados e desanimados com os seus clubes. "A minha visão para o meu filho de 4 anos é que ele possa ver um futebol melhor do que eu vejo hoje".
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Infância escravizada: 3 milhões de crianças trabalham no Brasil, 61% sem renda fixa
Idades variam entre 5 e 7 de anos; 12 mil acidentes de trabalho registrados nos últimos 5 anos; 61% das crianças não têm rendimento fixo, enquanto 91% sofrem prejuízos na escola; crise deve agravar dados vergonhosos; qual a chance dessa infância? /// Trabalho Infantil – você não vê, mas existe. Este é o tema da campanha nacional lançada nesta segunda-feira (14), pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), para combater a exploração de meninos e meninas. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que mais de 3 milhões de crianças, entre 5 e 7 anos de idade, trabalham no Brasil. Outros 70 mil têm, no máximo, 9 anos. Além de receberem baixos salários, uma em cada quatro crianças deixa a escola e muitas trabalham em condições degradantes. Em cinco anos, foram registrados mais de 12 mil acidentes de trabalho envolvendo menores. Entre os motivos para a ocorrência do trabalho infantil estão a pobreza, a desigualdade social, a baixa escolaridade e a cultura da exploração. O presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Rodrigo Torres, afirma que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) trouxe avanços, mas reconhece que ainda há muito o que melhorar. De acordo com o Tribunal, apesar da proteção dedicada às crianças pela Constituição Federal e pelo ECA, ainda existem muitas autorizações judiciais de trabalho concedidas a meninos e meninas, a partir dos 9 anos de idade. Entre 2005 e 2010, foram 30 mil. As principais formas de trabalho infantil são o trabalho escravo; a exploração sexual; a destinação para atividades ilícitas, como tráfico de drogas, e trabalhos que oferecem risco à saúde – no lixo, nas pedreiras, no carvão e nas indústrias do tabaco. Do total de crianças exploradas, pouco mais da metade está na zona urbana. Dessas, 61% não recebem salário fixo e 90% sofrem prejuízos escolares. (Agência Brasil)
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IDH melhora sobre 2014, mas Brasil cai uma posição no ranking mundial: 75º entre 188 países
O Brasil registrou melhora no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2014. Os dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) mostram que o IDH passou de 0,752 em 2013 para 0,755 em 2014. Apesar do aumento, o Brasil caiu uma posição no ranking mundial de desenvolvimento humano e passa a ocupar o 75º lugar entre 188 países. De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano 2015, lançado hoje (14), o país perdeu uma posição porque foi ultrapassado pelo Sri Lanka, que teve crescimento acelerado no último ano. O IDH mede o desenvolvimento humano por meio de três componentes: a expectativa de vida, educação e renda. A coordenadora do Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional, Andréa Bolzon, explicou que a diferença no ritmo de crescimento dos países causou a queda do Brasil. “Apesar de o Brasil ter crescido no IDH, outro país cresceu em ritmo um pouco mais acelerado que o nosso. A isso se deve nossa queda”. Saiba Mais Mulheres ganham em média 24% menos que os homens, mostra relatório Com a 75° posição, o Brasil fica atrás de países latino-americanos como a Argentina (40°), o Chile (42°), Uruguai (52°), Cuba (67°) e a Venezuela (71°). O primeiro lugar no ranking mundial é da Noruega, seguido pela Austrália e a Suíça. Em último está o Niger. O relatório mostra que, no Brasil, indicadores que representam melhorias sociais tiveram avanço, como a esperança de vida ao nascer, que aumentou de 74.2 em 2013 para 74.5 em 2014, e a média de anos de estudo que passou de 7,4 para 7,7 nesse período. Houve queda na Renda Nacional Bruta (RNB) per capita de 2014 (15.175), quando comparada a 2013 (15.288). Desde 1990, a RNB do Brasil não havia sofrido retração. “O relatório mostrou que do ponto de vista da renda per capita, houve pequena retração e é claro que isso afeta também nosso índice de desenvolvimento humano. Agora, daqui para a frente, precisamos aguardar para ver como as coisas vão se refletir no relatório”, disse Andréa Bolzon. Questionada se a queda no Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil poderá ter impacto negativo no IDH, ela respondeu que existe essa possibilidade, já que um dos indicadores é a renda que está relacionada ao PIB. O Brasil acumula trajetória constante de crescimento do IDH. De 1990 a 2014, o crescimento foi 24,2%, o maior no período entre os países da América do Sul. Em relação à posição no ranking mundial, de 2009 a 2014 o país avançou três posições. As políticas públicas brasileiras têm responsabilidade direta sobre esses avanços, segundo a coordenadora do Pnud. “O relatório reconhece esses programas de proteção social e de transferência de renda como importantes para aumentar o desenvolvimento humano. O desenvolvimento dos países tem acidentes de percurso e, se você tem uma rede de proteção social forte, obviamente as coisas ficam mais seguras para todo mundo”, afirmou Andréa. O relatório do Pnud, intitulado O Trabalho como Motor do Desenvolvimento Humano, traz também dados de 188 países e sugere estratégias para criar oportunidades e assegurar o bem-estar dos trabalhadores.
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ONU: mulheres ganham 24% menos que homens e já fazem 52% do trabalho no mundo
Desigualdade de remuneração é alta globalmente; Relatório de Desenvolvimento Humano lançado nesta segunda-feira 14 mostra que disparidade entre salários de mulheres e homens na América Latina e Caribe é menor do que no resto do mundo, hoje em 19%; na região, representação parlamentar feminina é de 27%, superior à média mundial de 21,8% /// Atualmente, as mulheres fazem 52% de todo o trabalho no mundo, mas quando estão em uma atividade remunerada ganham, em média, 24% menos do que os homens. Na América Latina e Caribe, elas ganham 19% menos e são frequentemente excluídas dos cargos superiores de gestão. Os dados sobre o desequilíbrio de gênero no mercado de trabalho estão no Relatório de Desenvolvimento Humano 2015, lançado hoje (14) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Saiba Mais Brasil melhora IDH em 2014, mas cai uma posição no ranking mundial A América Latina e Caribe é também a região com o maior percentual de trabalhadores domésticos, a maioria mulheres, somando quase 20 milhões de pessoas, ou 37% do total mundial, de acordo com o documento. O texto registra que essa é uma ocupação em que “as condições de trabalho frequentemente não são ideais”. “O relatório mostra que é preciso começar a focar nessa questão da desigualdade de remuneração. É inaceitável que um homem e uma mulher façam a mesma coisa e a mulher ganhe menos. Tem aí um trabalho mais profundo, mais cultural, de transformar as normas sociais que excluem as mulheres do trabalho”, disse a coordenadora do Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional do Pnud, Andréa Bolzon. O documento traz ainda dados positivos da região, que registra a menor disparidade de gênero na média de anos de escolaridade de adultos. Além disso, o índice de assentos parlamentares ocupados por mulheres (27%) é superior à média mundial (21,8%). O relatório sugere que sejam tomadas medidas para garantir a igualdade de remuneração, combater o assédio e as normas sociais que excluem mulheres do trabalho remunerado. “Só então poderá a sobrecarga do trabalho de prestação de cuidados não remunerado ser partilhada, dando assim às mulheres a possibilidade de integrar o mercado de trabalho”, diz o texto. O documento informa que dos 204 milhões de desempregados no mundo, 74 milhões são jovens.
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Secundaristas já desocupam 105 escolas em SP após fim da ameaça de fechamento
número de escolas desocupadas em São Paulo aumentou para 105 no início da manhã de hoje (14), segundo a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Estudantes ainda mantém ocupações em 84 unidades, em defesa de um debate mais amplo sobre a educação, envolvendo todas as partes, no próximo ano. Os dados do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) são diferentes e estimam que 118 escolas foram desocupadas e 95 unidades seguem ocupadas. Saiba Mais Estudantes desocupam mais de 50 escolas e as duas diretorias de ensino "Não há razão para ter escola hoje invadida em São Paulo", diz Alckmin A Secretaria informou que registrou Boletim de Ocorrência nos casos em que as escolas foram devolvidas com depredação ou objetos furtados. Informou ainda que, conforme as escolas estão sendo desocupadas, as aulas de reposição estão sendo organizadas. A desocupação de parte das escolas ocorre depois de o governo do estado suspender a reorganização do ensino. O projeto da Secretaria previa o fechamento de 94 escolas e a transferência de cerca de 311 mil estudantes para instituições de ensino na região onde moram. O objetivo da reorganização, segundo o governo, era segmentar as unidades em três grupos, conforme a idade e o ano escolar. De acordo com o órgão, a segmentação melhora o rendimento dos alunos.
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Estudantes secundaristas, um dia após recuo do governador Geraldo Alckmin do plano de reorganização que pretendia fechar 94...
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Microcefalia por virar epidemia; contágio por vírus Zika é inédito no mundo
Perto de ser considerado oficialmente uma epidemia, o surto de microcefalia provocado, suspeitam as autoridades sanitárias, por vírus Zika, já se verifica na maior parte da região nordestina; um caso foi confirmado em Goiás; neuropediatra Vanessa Van de Linden acredita que está em desenvolvimento uma nova doença, fora de todos os padrões conhecidos; Brasil ainda não se mostra preparado para contê-la: casos sobem para 739 desde maio/// Sem estudos em toda a literatura médica que relacionem a infecção de gestantes pelo vírus Zika com o nascimento de crianças com microcefalia, a neuropediatra Vanessa Van der Linden defende que os novos casos dessa deformidade no cérebro revelam uma nova doença, já que fogem do padrão conhecido. "Se é provocada pelo Zika ou por outro vírus, ou outro agente, não sabemos. O que posso dizer é que os casos não seguem o padrão que a gente vê nas outras pacientes que têm infecção congênita e filhos com microcefalia", explicou Vanessa, do Hospital Barão de Lucena, presidente da Associação de Assistência à Criança Deficiente do Recife. Ela foi a primeira médica a buscar a Secretaria de Saúde de Pernambuco para alertar sobre o aumento do número de casos de crianças com o crânio menor que o normal. "Um dia, cheguei à UTI [Unidade de Terapia Intensiva] e tinha três casos de crianças com a cabecinha assim, isso me deixou intrigada, normalmente a gente via uma a cada mês ou a cada dois meses", relatou. Segundo dados do Ministério da Saúde, o número de casos de microcefalia saltou de 147, em 2014, para 739 neste ano, a maioria (487) em Pernambuco. Oito estados do Nordeste e Goiás têm 739 casos suspeitos de microcefaliaA microcefalia é uma má-formação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. A neuropediatra esclarece que essa condição pode ter diversas causas, como agentes químicos e infecções por toxoplasmose ou pelo citomegalovírus. Cada causador provoca um quadro típico, como alteração na visão, na audição ou em outros órgãos. Segundo a médica, em muitos desses novos casos os recém-nascidos têm comprometimento do coração, "mas a amostra ainda é muito pequena para dizer que está relacionado à nova doença". À medida que os casos foram chegando, a neuropediatra pedia exames para toxoplasmose e para citomegalovírus, e todos deram negativo. A especialista diz que recebeu informações de casos parecidos fora do Nordeste e que tudo deve ser bem investigado. Vanessa participou nessa terça-feira (24) de um seminário para profissionais de saúde do Distrito Federal, em Brasília. Segundo ela, há casos de crianças com microcefalia que se desenvolvem, têm filhos, mas que em outros casos o bebê tem muitas convulsões e por isso pode não ter o desenvolvimento adequado. A relação entre o aumento de casos de microcefalia e a presença do vírus Zika em gestantes foi cogitada mais fortemente há pouco mais de uma semana, quando o Laboratório de Flavivírus, do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio, constatou a presença do vírus em amostras de duas gestantes da Paraíba, cujos fetos foram confirmados com microcefalia. Segundo o Ministério da Saúde, apesar de ser um resultado importante, os dados atuais não permitem confirmar a relação da infecção pelo Zika com a microcefalia. Essa correlação está sendo investigada em parceria pelo governo federal e os estaduais. Os primeiros casos de Zica no Brasil foram registrados em maio de 2015.
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Operação Brasil Integrado, comandada por secretária Regina Miki, cumpre 884 mandados de prisão em 10 Estados e no...
O Ministério da Justiça divulgou hoje (9) os números da sétima edição da Operação Brasil Integrado, nos dias 7 e 8 de outubro, que resultou na prisão de 884 adultos,  dos quais 86 por assassinato, além da apreensão de 130 armas de fogo e 854 munições. A operação foi realizada nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e no Distrito Federal, com a realização de bloqueios da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e cumprimento de mandados de prisão. A secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, explicou que o foco foi a prisão de homicidas. “Temos mandados de prisão abertos no Brasil todo. E como temos alguns crimes que, por força de lei, admitem uma pena alternativa à prisão, priorizamos mandados de pessoas que cometeram mais de um homicídio e não teriam direito a uma pena alternativa”. Apesar de ter foco em casos de homicídio, a operação foi considerada bem-sucedida também na prisão de pessoas por outros crimes, como furtos, posse de drogas ou armas. Foram efetuadas 712 prisões em flagrante por esses crimes. A polícia apreendeu ainda 103 menores por diversos atos infracionais, sendo cinco por homicídio. “Não considero o número [de menores apreendidos por homicídio] alto ou baixo, é a realidade que se apresenta no momento. Não me satisfaço quando vejo esse número sobre os adolescentes, porque eles deveriam estar na escola e não na cadeia. Isso nos faz refletir que devemos ter o foco voltado à juventude para que ela não caia no crime”, disse a secretária. Nos dez estados e no DF, foram feitos nesses dois dias 690 bloqueios e 1.728 patrulhamentos terrestres, com 5,6 mil agentes mobilizados. Foram abordados 27.247 pessoas e 15.584 veículos, com as polícias Militar, Civil, Rodoviária Federal e Técnica (perícia) trabalhando em conjunto. “Isso não seria possível sem a iniciativa dos governos estaduais, polícias dos estados e municípios. Há que se comemorar essa metodologia de trabalho integrada. Temos como um hábito agora a integração entre as forças de segurança”, comemorou a secretária nacional de Segurança Pública.
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Lula: ‘Brasil vive momento delicadíssimo, de irracionalidade emocional’
Ex-presidente fala durante inaguração de página eletrônica 'Memorial da Democracia', para plateia que lotou auditório do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo; sobre provocações contra o PT, ele foi claro: "Nós não podemos reclamar. Aqui nesse salão, todo mundo já carregou uma faixa contra alguém e já xingou alguém" O auditório do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC ficou lotado para ouvir, na noite da terça-feira 1, o ex-presidente Lula, durante lançamento da página eletrônica Memorial da Democracia, criada pelo Instituto Lula. E o histórico ex-presidente da entidade não decepcionou, fazendo um discurso claro e sem meias palavras. Para ele, o momento é delicado, com altas doses de irracionalidade. A respeito de provocações feitas pelos adversários do PT, que vive o período de maior crise de credibilidade e prestígio desde a sua fundação, em 1980, Lula passou uma ordem unida: "A gente não pode reclamar", demarcou ele. "Aqui nesse salão, todo mundo já carregou faixa contra alguém, todo mundo já xingou alguém", no que foi entendido como uma referência velada até mesmo ao boneco que ridiculariza o ex-presidente, inflado pelo grupo Revoltados On Line, que tanto tem dado dores de cabeça aos petistas. Abaixo, notícia sobre a página eletrônica Memorial da Democracia publicada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC: “A nossa democracia ainda é uma criança. Nós temos de ver o risco que a democracia corre sempre, permanentemente em todo lugar”, afirma Clara Ant, diretora do instituto. Ela defende que é preciso abraçar a democracia “como vital, como algo que realmente deve pautar a vida em sociedade, algo que deve realmente ser um norte que ninguém pode abandonar. Isso é, inclusive, o que garante vitalidade dentro da sociedade”, diz. Na primeira fase, o visitante encontrará no site dois módulos, que se referem aos períodos mais recentes da luta política e social no país: o período da ditadura civil-militar – “1964-1985: 21 anos de resistência e luta” – e a redemocratização – “1985-2002: construindo a democracia”. Outros períodos serão abordados paulatinamente com o desenvolvimento do site. A diretora do instituto considera que o trabalho será importante fonte de informação para pessoas de diferentes gerações. “Com a democracia sendo naturalizada, as pessoas vão nascendo, olhando para o país e achando que sempre foi assim. Os mais velhos podem até esquecer que foi muita luta para conseguir, e os mais jovens podem pensar que não é preciso lutar para manter”, afirma. Clara acredita que a ideia de fazer o memorial ajudará a enxergar melhor a atualidade e o passado. “É um trabalho de resgate e valorização do que as outras gerações fizeram, é também um trabalho de alerta para o futuro, essa é a questão mais importante do projeto.” A diretora conta que o memorial nasceu de um debate quando Lula terminou o segundo mandato, em 2010, e foi criado o Instituto Lula como continuação do Instituto Cidadania. “Nós fizemos uma seleção de iniciativas para as quais dedicaríamos mais tempo e mais pessoas. Foi uma discussão que levou algum tempo e depois fomos surpreendidos lamentavelmente pelo câncer que atacou o Lula, e então, somente depois que ele se recuperou é que na verdade começou o trabalho firme para a construção do memorial.” Além do memorial virtual, o instituto tem um projeto para um memorial físico, que seria construído no bairro da Luz, em área próxima à Sala São Paulo e ao Museu da Resistência. A Justiça, no entanto, embargou a cessão do terreno feita em fevereiro de 2012 pelo então prefeito Gilberto Kassab. Clara diz que não há novidade sobre isso, e que o projeto físico só será retomado depois de resolvido esse impasse. Na última segunda-feira (24), o convite para o lançamento do memorial virtual foi postado na página de Lula no Facebook com uma receita de bolo, como ocorria quando os jornais eram censurados pela ditadura civil-militar e no lugar de reportagens eram publicadas receitas. Entre os colaboradores do projeto do memorial, está a historiadora Heloísa Starling, que lançou com a antropóloga Lilia Moritz Schwarz, em maio, o livro Brasil: uma Biografia, que põe em questão as lutas políticas e democráticas para a construção do país.
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Reinaldo Tabosa Azevedo caça Laerte
Plantonista do atraso, como foi Lenildo Tabosa Pessoa durante a ditadura militar, Reinaldo Azevedo ataca cartunista Laerte; "Ele é uma fraude", vociferou colunista do jornal Folha de S. Paulo e da rádio Jovem Pan; hidrofobia foi  motivada, por charge publicada,  na terça-feira 18, por Laerte, também na Folha; com sua angulação política, o artista procurou ressaltar risco golpista das manifestações a favor do impeachment; "Laerte é um homem que se veste  de mulher, uma fraude moral", baixou de nível o porta-voz do reacionarismo; de que lado você fica?