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‘Mostramos para Dilma como superar a estagnação da economia’, diz Miguel Torres
Ao lado de representantes das seis centrais sindicais e de entidades patronais, sindicalista Miguel Torres entrega documento Compromisso pelo Desenvolvimento à presidente Dilma Rousseff; reunião no Palácio do Planalto, na tarde desta terça-feira 15, se deu em meio à agudização da crise política; "Nós conseguimos, entre trabalhadores e empresários, um consenso mínimo para apresentarmos uma proposta conjunta pelo desenvolvimento à presidente", disse o presidente da Força Sindical ao BR:; "Da crise política, outras pessoas estão cuidando. Nosso assunto é a recuperação do emprego e o crescimento da economia. Não podemos deixar que 2016 venha a ser um ano perdido", completou; boa notícia: Dilma chamou novo encontro para a sexta-feira 18, às 10h00, no Palácio do Planalto; economia do Brasil pode voltar a andar para a frente /// Trabalhadores e empresários abrem janela de oportunidade para presidente Dilma Rousseff em dia de caos político. Em reunião no Palácio do Planalto, nesta terça-feira 15, às 15h30, centrais sindicais e entidades patronais entregaram à presidente o documento consensual Compromisso pelo Desenvolvimento, com propostas para a retomada do desenvolvimento econômico em 2016 . A respeito dessa proposta, BR: ouviu o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, que foi um dos líderes da articulação do Compromisso pelo Desenvolvimento. Acompanhe: BR: Em meio a um dia de tanta efervescência política., o Compromisso pelo Desenvolvimento pode vingar? MIGUEL TORRES: Sim, pode vingar sim. Como representantes dos trabalhadores, nós estamos fazendo a nossa parte em propor saídas para a estagnação econômica. Atraímos para essa proposta entidades empresariais comprometidas com o desenvolvimento. Chegamos a um consenso mínimo, com as propostas reunidas no nosso Compromisso pelo Desenvolvimento. Ele representa a nossa alternativa à perspectiva de perda também do ano de 2016. Não aceitamos essa projeção. É possível mudar isso, tanto que trabalhadores e empresários estão convencidos de que essa possibilidade existe. Falta o governo entender. BR: Mesmo com a crise política, dá para levar o Compromisso adiante? MIGUEL TORRES: Há muitas pessoas, de todos os partidos políticos, há muita atenção sendo dada à crise política. Ela pode ser resolvida, toda essa gente está nisso. Da nossa parte, a preocupação é com a recuperação do emprego, com o resgate do crescimento econômico, que foi perdido, com a melhora das expectativas para 2016. Esse é o nosso assunto e o nosso foco: a economia e seu resgate o quanto antes. O Brasil não pode seguir ceifando empregos e matando a atividade econômica como aconteceu neste ano. Queremos superar essa etapa o mais rápido possível e voltar aos trilhos do crescimento. BR: Como foi a reunião com a presidente Dilma? MIGUEL TORRES: A presidente foi atenciosa. O ponto positivo foi o de ela ter chamado nova reunião conosco - repito, todas as centrais sindicais e as entidades patronais que compartilham dessa proposta - já para a próxima sexta-feira, outra vez no Palácio do Planalto. Isso mostra que ela irá considerar nossas sugestões. BR: E o ponto negativo, qual foi? MIGUEL TORRES: A presidente bateu na tecla de que precisa da aprovação da CPMF. Não estamos de acordo. Antes de impor mais esse tributo, o governo deveria estabelecer, finalmente, o imposto sobre grandes fortunas. Não há sentido em fazer o povo pagar pela crise quando os ricos ficam protegidos dessa mesma crise. BR: O que contém o Compromisso pelo Desenvolvimento? MIGUEL TORRES: Há um consenso mínimo entre trabalhadores e empresários, nesse momento, a favor da reativação de setores econômicos que têm grande potencial de emprego e de ativação de outras áreas. Achamos que os investimentos públicos precisam voltar a acontecer nas áreas da construção civil, que emprega milhares de trabalhadores, no setor de óleo e gás, que movimenta muitas outras áreas da economia, e no setor de infraestrutura, que abre gargalos no desenvolvimento. As propostas foram formuladas em diferentes reuniões a partir das centrais sindicais. Os empresários entenderam a importância e colaboraram com a proposta. A bola está no campo do governo. O que queremos é não deixar que 2016 seja igual a 2015, onde perdemos milhares de empregos e o País andou para trás. Precisamos seguir em frente.      
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Infância escravizada: 3 milhões de crianças trabalham no Brasil, 61% sem renda fixa
Idades variam entre 5 e 7 de anos; 12 mil acidentes de trabalho registrados nos últimos 5 anos; 61% das crianças não têm rendimento fixo, enquanto 91% sofrem prejuízos na escola; crise deve agravar dados vergonhosos; qual a chance dessa infância? /// Trabalho Infantil – você não vê, mas existe. Este é o tema da campanha nacional lançada nesta segunda-feira (14), pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), para combater a exploração de meninos e meninas. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que mais de 3 milhões de crianças, entre 5 e 7 anos de idade, trabalham no Brasil. Outros 70 mil têm, no máximo, 9 anos. Além de receberem baixos salários, uma em cada quatro crianças deixa a escola e muitas trabalham em condições degradantes. Em cinco anos, foram registrados mais de 12 mil acidentes de trabalho envolvendo menores. Entre os motivos para a ocorrência do trabalho infantil estão a pobreza, a desigualdade social, a baixa escolaridade e a cultura da exploração. O presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Rodrigo Torres, afirma que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) trouxe avanços, mas reconhece que ainda há muito o que melhorar. De acordo com o Tribunal, apesar da proteção dedicada às crianças pela Constituição Federal e pelo ECA, ainda existem muitas autorizações judiciais de trabalho concedidas a meninos e meninas, a partir dos 9 anos de idade. Entre 2005 e 2010, foram 30 mil. As principais formas de trabalho infantil são o trabalho escravo; a exploração sexual; a destinação para atividades ilícitas, como tráfico de drogas, e trabalhos que oferecem risco à saúde – no lixo, nas pedreiras, no carvão e nas indústrias do tabaco. Do total de crianças exploradas, pouco mais da metade está na zona urbana. Dessas, 61% não recebem salário fixo e 90% sofrem prejuízos escolares. (Agência Brasil)
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ONU: mulheres ganham 24% menos que homens e já fazem 52% do trabalho no mundo
Desigualdade de remuneração é alta globalmente; Relatório de Desenvolvimento Humano lançado nesta segunda-feira 14 mostra que disparidade entre salários de mulheres e homens na América Latina e Caribe é menor do que no resto do mundo, hoje em 19%; na região, representação parlamentar feminina é de 27%, superior à média mundial de 21,8% /// Atualmente, as mulheres fazem 52% de todo o trabalho no mundo, mas quando estão em uma atividade remunerada ganham, em média, 24% menos do que os homens. Na América Latina e Caribe, elas ganham 19% menos e são frequentemente excluídas dos cargos superiores de gestão. Os dados sobre o desequilíbrio de gênero no mercado de trabalho estão no Relatório de Desenvolvimento Humano 2015, lançado hoje (14) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Saiba Mais Brasil melhora IDH em 2014, mas cai uma posição no ranking mundial A América Latina e Caribe é também a região com o maior percentual de trabalhadores domésticos, a maioria mulheres, somando quase 20 milhões de pessoas, ou 37% do total mundial, de acordo com o documento. O texto registra que essa é uma ocupação em que “as condições de trabalho frequentemente não são ideais”. “O relatório mostra que é preciso começar a focar nessa questão da desigualdade de remuneração. É inaceitável que um homem e uma mulher façam a mesma coisa e a mulher ganhe menos. Tem aí um trabalho mais profundo, mais cultural, de transformar as normas sociais que excluem as mulheres do trabalho”, disse a coordenadora do Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional do Pnud, Andréa Bolzon. O documento traz ainda dados positivos da região, que registra a menor disparidade de gênero na média de anos de escolaridade de adultos. Além disso, o índice de assentos parlamentares ocupados por mulheres (27%) é superior à média mundial (21,8%). O relatório sugere que sejam tomadas medidas para garantir a igualdade de remuneração, combater o assédio e as normas sociais que excluem mulheres do trabalho remunerado. “Só então poderá a sobrecarga do trabalho de prestação de cuidados não remunerado ser partilhada, dando assim às mulheres a possibilidade de integrar o mercado de trabalho”, diz o texto. O documento informa que dos 204 milhões de desempregados no mundo, 74 milhões são jovens.
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‘Força nasceu e é partidariamente plural’
Presidente da central Força Sindical reafirma "neutralidade quanto ao tema do impeachment"; em nota divulgada nesta quarta-feira 9, um dia depois da votação na Câmara dos Deputados das chapas para a Comissão Especial do Impeachment, Miguel Torres sublinha que entidades ligadas à central "são soberanas para decidir suas próprias posições, favoráveis ou contrárias, no processo de impeachment"; sindicalista deixou claro, ainda, que declarações públicas de integrantes da central devem ser vistas como "opinião pessoal"; registro define a diferença entre a neutralidade da central e o empenho do deputado Paulinho da Força (SDD-SP) na aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff; como se diz, uma coisa é uma coisa, outra é outra; "A Força Sindical já nasceu partidariamente plural", lembrou Torres; "Estamos mantendo a coerência que sempre nos pautou" /// Com o sentido de reafirmar que a central Força Sindical "já externou sua neutralidade quanto ao tema do impeachment", o presidente da entidade, Miguel Torres, divulgou nesta quarta-feira 9 nota oficial deixando claro que, a partir desta posição, "todas as entidades filiadas à Central são soberanas para definir suas próprias posições, sejam de tendências favoráveis ou contrárias, no que se refere ao processo de impeachment". A nota é divulgada no dia seguinte à votação, na Câmara dos Deputados, das chapas para a Comissão Especial do Impeachment. O deputado Paulinho da Força, presidente do Solidariedade e um dos maiores aliados do deputado Eduardo Cunha, foi um dos protagonistas da disputa aberta, com troca de empurrões em plenário, para o estabelecimento da votação secreta. Íntegra da nota da Força Sindical: A Força Sindical caracteriza-se pela convivência harmoniosa, respeitando a pluralidade de todas as correntes de opinião. Em respeito a estas correntes, e entendendo que um dos pilares da democracia é o debate de ideias, a Presidência da Central Sindical vem a público reafirmar que todas as entidades filiadas à Central são soberanas para definir suas próprias posições, sejam de tendências favoráveis ou contrárias, no que se refere ao processo do impeachment em curso no Congresso Nacional, assim como sempre que a situação assim o exigir. Ressaltamos que a pluralidade e o debate saudável e objetivo de ideias são dois dos valores mais importantes na condução de nossa atividade sindical e cidadã, enquanto representantes da classe trabalhadora que somos. Os dirigentes sindicais das entidades filiadas à Força Sindical, portanto, têm o poder de decidir quais os rumos a serem tomados quanto ao assunto em questão. A Força Sindical, voltamos a repetir, já nasceu partidariamente plural, e assim continuará sendo, sempre de forma transparente e democrática. Deste modo, estamos mantendo a coerência que sempre nos pautou.  Neste sentido, vale destacar, qualquer declaração individual pública de dirigentes do nosso quadro deve ser interpretada como uma opinião pessoal, sem qualquer influência da Central. Lembramos que a Força Sindical já  externou sua neutralidade  quanto ao tema impeachment. Continuaremos unidos às demais Centrais Sindicais na luta pela mudança da política econômica do governo e pela retomada do desenvolvimento nacional. Reafirmamos que nossa Central tem se pautado na luta contra a política econômica. Nosso principal objetivo, neste difícil momento, é o de garantir o emprego e a renda dos trabalhadores. Miguel Torres, presidente da Força Sindical
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Papai Noel de saco cheio da crise toma 25 de março em SP
Manifestação criativa do Sindicato dos Comerciários faz passeata de papais Noel no maior centro de comércio popular de São Paulo; saco cheio do desemprego e da crise; ato de campanha salarial e pela retomada do crescimento; "Não podemos permitir que o Brasil pare", disse sindicalista Ricardo Patah, presidente do sindicato e da central UGT; "Trabalhadores devem buscar saídas para a crise, mas sem esse tipo de retaliação tentada pelo deputado Eduardo Cunha", completou   https://youtu.be/f0T1FoDORfQ https://youtu.be/5jOBmMpufMA
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CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSB assinam documento em conjunto com CNI, Abimaq, Anfavea e...
É urgente que o país supere a instabilidade política para, assim, criar condições para a economia voltar a andar. Esta foi a principal conclusão de representantes de empresários e trabalhadores presentes no ato de lançamento do Compromisso pelo Desenvolvimento, realizado na manhã desta quinta-feira, dia 3. O evento reuniu representantes de centrais sindicais e de entidades empresariais, no Espaço Hakkaencontro como histórico, zona sul da capital paulista. Participaram do ato seis centrais – CUT, UGT, Força Sindical, Nova Central, CTB e CSB –, além de entidades como Anfavea, Abimaq (máquinas e equipamentos), Abit (indústria têxtil), CNI (Confederação Nacional da Indústria), entre outras. O documento aprovado, uma agenda positiva que estimule o crescimento econômico, como o retorno rápido de investimentos público e privado em infraestrutura, nos setores de energia e ações para destravar o setor da construção, será entregue ao governo e ao Congresso Nacional no dia 9/12. (mais…)
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Sindicalista Miguel Torres é reeleito presidente da CNTM
Miguel Torres foi reeleito presidente da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos). A eleição, realizada na manhã desta segunda-feira (30), em Brasília, teve chapa única e contou com a participação de todas as entidades filiadas à CNTM em todo o País (9 Federações e 145 Sindicatos), que representam em torno de 1,2 milhão de trabalhadores metalúrgicos). “A luta da CNTM é pela retomada do desenvolvimento econômico junto com o movimento sindical unificado”, reafirmou Miguel Torres, no discurso de encerramento do pleito. A eleição da nova diretoria teve lugar no auditório do Kubitschek Plaza Hotel. Miguel Torres também é presidente da Força Sindical e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes. A nova diretoria, cujo mandato vai de 1º de dezembro de 2015 a 1º de dezembro de 2019, tem a seguinte composição: Diretoria (Efetivos) Presidente – Miguel Eduardo Torres Vice-Presidente – Mônica Veloso Secretário-Geral – Pedro Celso Rosa 1º Secretário-Geral – Valcir Ascari Secretário de Finanças – Francisco Dal Prá 1º Secretário de Finanças – Carlos Albino Secretário de Educação Sindical – Arnaldo Woicichoski Secretário de Assuntos Sindicais – Alfani Alves Secretário de Relações Públicas – Delson José de Oliveira Secretário para Assuntos Parlamentares – Carlos Cavalcante de Lacerda Secretário de Relações Internacionais – Edison Luís Venâncio Suplentes da Diretoria 1º Suplente Carlos Alberto Pascoal Fidalgo 2º Suplente José Pereira dos Santos 3º Suplente Paulo Roberto dos Santos P. Júnior 4º Suplente Luiz Antonio da Costa Abreu 5º Suplente Sílvio José Campos 6º Suplente José Luiz Ribeiro 7º Suplente Danilo de Amorim 8º Suplente Edgard Nunes da Silva 9º Suplente Maria Rosângela Lopes 10º Suplente Valdir de Souza 11º Suplente Jorge Nazareno Rodrigues Conselho Fiscal 1º Efetivo Aparecido Inácio da Silva 2º Efetivo Luis Antônio Visentainer 3º Efetivo Raimundo Nonato Roque de Carvalho Suplentes do Conselho Fiscal 1º Suplente Cláudio Roberto Pereira 2º Suplente Júlio Helton Medeiros da Silva 3º Suplente Adilson Torres dos Santos (Assessoria de imprensa do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo)
Trabalho
Impedidos de trabalhar por derramamento de lama no Rio Doce, 3 mil pescadores entram na Justiça para pedir...
A Federação das Colônias e Associações dos Pescadores e Aquicultores do Espírito Santo  (Fecopes) entrou na 2ª Vara Cível de Linhares, no litoral norte do estado, com uma ação coletiva de indenização na qual representa cerca de 3 mil pescadores. Eles foram atingidos pelo derramamento de lama do Rio Doce após o rompimento da barragem de rejeitos de Fundão da mineradora Samarco, no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, região central de Minas Gerais. O advogado Leonardo Amarante, que defende a federação, disse que aguarda a decisão da Justiça sobre a concessão de uma liminar em que foi pedido o pagamento de pelo menos um salário-mínimo para garantir a sobrevivência dos profissionais que estão impedidos de exercer o trabalho. A fixação de uma indenização será em uma segunda etapa do processo, caso seja concedida pelo juiz. “No mérito do processo tem a fixação da indenização em que o juiz vai arbitrar os danos materiais e morais, quer dizer, o valor do trabalho que eles perderam durante o período em que o rio ficar com este problema e o dano moral que é decorrente do abalo”, esclareceu. Amarante explicou que, se a liminar for concedida, o pagamento pode ocorrer em 30 dias, porque terão que ser feitas medidas administrativas, como relacionar os nomes dos pescadores que eram cadastrados no antigo Ministério da Pesca e Aquicultura, agora integrado no Ministério da Agricultura. “Vai demandar um certo tempo que, a gente espera, seja o menor possível, caso ele defira a liminar”. O advogado classificou como dramática, a situação dos pescadores. Ele disse que já acompanhou diversos casos de acidentes ambientais, mas nenhum tão sério como o de Mariana. “Há três colônias de pescadores ao longo do Rio Doce no Espírito Santo e mais algumas em Minas, então, é dramático”, disse. Segundo ele, os rendimentos dos pescadores variam, mas a média é de R$ 2.500. O advogado disse que, embora o pedido de pelo menos um salário-mínimo seja um valor mais baixo, é para atender uma situação emergencial. “O que a gente espera, no momento é que tenha essa garantia mínima. Eles ganham mais e a perspectiva é muito ruim. Estivemos lá ontem e a situação é dramática. É um rio morto mesmo”. A Samarco informou, por meio de nota, que ainda não foi notificada sobre a ação, mas assegurou que  mantém entendimentos para atender às famílias atingidas pelo rompimento da barragem. “A empresa reforça que está em constante negociação com autoridades públicas competentes para tratar da melhor solução em relação às famílias atingidas que vivem às margens do Rio Doce”, informou.
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O Mundo do Trabalho no Cinema premia público com olhar profundo sobre filmes
Organizado pela jornalista Carolina Maria Ruy, lançamento marcado para a terça-feira 24, em São Paulo, esquadrinha películas famosas, documentários e raridades, sob traço comum das complexas relações entre capital e trabalho, riqueza e exclusão; livro traz resenhas de clássicos como O Encouraçado Potemkin e A Classe Operária Vai ao Paraíso, mas descobre aspectos inusitados em fitas como a animação Ratatouille e o ícone da luxúria O Diabo Veste Prada; obra de 400 páginas editada pela central Força Sindical e o Centro de Memória Sindical destinada a leitura, consulta e reflexão contribui para formação de pensamento crítico; resenha /// Para usar uma expressão ao gosto do jornalista Elio Gaspari, é certo que acaba de sair um grande livro. O Mundo do Trabalho no Cinema (Organização de Carolina Maria Ruy, 400 páginas, edição Força Sindical/Centro de Memória Sindical) é formado por resenhas de 149 filmes feitos a partir do marco inaugural O Encouraçado Potemkin (Serguei Eisenstein, 1925) . Em textos rápidos que não pecam pela falta de profundidade, ao contrário, têm na reflexão abaixo da superfície visível um grande mérito, a autora conduz o leitor por lembranças de filmes vistos, outros perdidos e muitos somente agora apresentados. O traço de unidade se verifica na seleção e destaque, a cada resenha, da abordagem sobre as relações entre capital e trabalho, inserção e exclusão, riqueza e exploração nas películas analisadas. Os clássicos todos lá estão - Tempos Modernos (Charles Chaplin, 1930), As Vinhas da Ira (John Ford, 1940), Ladrões de Bicicleta (Vittorio de Sica, 1948) e A Classe Operária Vai ao Paraíso (Elio Petri, 1971), entre outros -, mas o trabalho de fôlego de Carolina Maria Ruy inclui títulos que, à primeira vista, pouco ou nada têm a ver com o tema proposto. À medida da leitura, porém,  logo a autora nos mostra o acerto de suas definições. Escolhas como as comédias M.A.S.H. (Robert Altman, 1970), A Vida de Brian (Terry Jones, 1979) e Sex and the City (Michael Patrick King, 2008) mescladas com os dramas O Poderoso Chefão 2 (Francis Ford Coppola, 1972), Taxi Driver (Martin Scorcese, 1976), Mississippi em Chamas (Alan Parker, 1988) e as presenças dos nacionais São Paulo Sociedade Anônima (Luís Sérgio Person, 1965), Eles não Usam Black-Tie (Leon Hirszman, 1981) e O Homem que Virou Suco (João Batista de Andrade, 1981) dão valor documental e, ao mesmo tempo, amplitude à obra. Compromissada com a abertura de horizontes, em relação às compilações tradicionais de filmes sobre trabalho e trabalhadores, a autora resenha a animação aparentemente pueril Ratatouille (Brad Bird, 2007), extraindo do exercício uma pensata em tudo atual. "Merece atenção as dificuldades enfrentadas na travessia dos ratos e a consequente busca de sobrevivência", escreve Carolina Maria Ruy à página 291. "A situação é análoga ao despejo e a migração", assinala, para completar: "Em contrapartida, a trajetória do rato protagonista Remy mostra a ousadia e o ímpeto da juventude em buscar novos caminhos e tornar possível o impossível". O mesmo tipo de olhar cortante sobre as aparências se faz perceber na resenha de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (Christopher Nolan, 2012). "A Bolsa de Valores aparece como um dos principais alvos dos bandidos", conta a organizadora à altura da página 384 de O Mundo do Trabalho no Cinema. "O crime é manipular os dados, extraviar os ativos, tomar o poder e criar um tribunal, que eles chamam de 'popular'. É uma forma de anarquismo, o outro lado da moeda do liberalismo", extrai. "Em Batman, o mundo é representado por uma combinação sofisticada de modernidade e obscuro medievalismo (...). Gotham City é a metáfora das metrópoles caóticas e contraditórias. Ao sair do cinema, entende-se que os símbolos estão todos aí". Com apresentação dos sindicalistas Miguel Torres, João Carlos Gonçalves (Juruna), e Milton Baptista de Souza (Cavalo), respectivamente presidente e secretário-geral da Força Sindical e presidente do Centro de Memória Sindical, o livro conta com abertura do professor Giovanni Alves, da Unesp. "A disseminação das novas mídias permite que possamos nos reapropriar delas (as obras cinematográficas retratadas no livro) para promover exercícios de reflexão crítica sobre o drama humano da proletariedade exposto no cinema", registra ele. "Trabalho e cinema é um tema fundante (e fundamental) do cinema como experiência crítica capaz de nos redimir da barbárie social que aflige, hoje, a civilização do capital nos marcos do capitalismo global". Vale o grifo altamente positivo, ainda, para a garimpagem bem sucedida sobre documentários feitos por cineastas brasileiros em torno da saga dos trabalhadores e personagens referenciais da história nacional. É nesse contexto que se incluem em destaque, Braços Cruzados, Máquinas Paradas (Roberto Gervitz e Sérgio Toledo, 1978), João Saldanha, Uma Vida em Jogo (André Iki Siqueira e Beto Macedo, 2008) e Dossiê Jango (Paulo Henrique Fontenelle, 2013), que fecha o livro. Jornalista que atualmente coordena o Centro de Memória Sindical, Carolina Maria Ruy apresenta em O Mundo do Trabalho no Cinema uma edição atraente e em tudo ilustrada, repleta de pontos de entrada e mergulho para a leitura. Um trabalho para ter, consultar e pensar. (Marco Damiani)  
Trabalho Polí­tica
Governo mantém veto que desvincula aposentadorias de mínimo, que perde peso
Em nova votação apertada e a favor do governo, Congresso mantém veto da presidente Dilma Rousseff à vinculação de benefícios da Previdência Social aos reajustes do salário mínimo; cálculos do Ministério da Fazenda apontam para economia de R$ 300 milhões em 2016; aposentados são levados a dar dura contribuição ao ajuste fiscal; salário mínimo perde valor como referência aos trabalhadores Como a Câmara manteve o veto ao reajuste dos benefícios de aposentados, não houve necessidade de votação no Senado FederalAntonio Cruz/ Agência Brasil A Câmara dos Deputados manteve hoje (18) o veto ao reajuste dos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Serviço Social (INSS) pelo mesmo percentual aplicado ao salário mínimo. Foram 211 votos contrários ao veto e 160 a favor. Para que o veto fosse derrubado seriam necessários 257 votos. Como o veto foi mantido pelos deputados, não houve necessidade de votação entre os senadores. De acordo com dados apresentados pelo governo, estender as correções para aposentadorias representaria gasto adicional de R$ 300 milhões em 2016. Saiba Mais Senado aprova MP que estende correção do salário mínimo aos aposentados Delcídio diz que governo vetará extensão do reajuste do mínimo para aposentados Ao sancionar o projeto de lei de conversão da Medida Provisória 672/15, convertendo-a na Lei 13.152/15, a presidenta Dilma Rousseff vetou a extensão da atual política de valorização do salário mínimo às aposentadorias e pensões maiores que um mínimo. Para o salário mínimo, a regra vigente foi prorrogada até 2019. Dessa forma, aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo continuarão contando apenas com a reposição da inflação, sem nenhum ganho real. O salário mínimo é reajustado pela variação positiva do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes mais o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior. O reajuste aprovado pela Câmara foi ratificado pelo plenário do Senado em julho deste ano. Na oportunidade, a discussão da medida provisória gerou debates acalorados no plenário do Senado. O governo não queria a aprovação do texto com a emenda da Câmara, que estendia aos aposentados o direito ao mesmo reajuste do salário mínimo concedido aos trabalhadores, alegando que causará impacto sobre as contas da Previdência. Antes da votação no Senado, o líder do governo na Casa, Delcídio Amaral (PT-MS), criticou a emenda aprovada pela Câmara. Segundo Delcídio informou à época, a aprovação de emendas como essa, que têm impacto nos gastos públicos, “coloca por terra” o esforço do ajuste fiscal que tem sido feito. (Agência Brasil, com informações da Agência Câmara).