Arquivos Trabalho - Página 5 de 88 - BR2pontos
Menu
Trabalho
Trabalho
“Vamos consolidar a Alternativa Democrática Sindical no mundo”, diz Neco, secretário-geral da ADS
O secretário de Relações Internacionais da Força Sindical, Nilton Neco, foi eleito secretário-geral da Alternativa Democrática Sindical (ADS) - o mais alto posto da entidade - durante o Congresso de fundação realizado entre os dias 17 e 21 de abril, em Bogotá, Colômbia. Neco. A eleição aconteceu nesta quinta-feira, 20 de abril, quando foi eleita a direção da ADS, formada por um Conselho Executivo, composto por treze dirigentes, que será responsável pela ação política, e a Junta Diretiva Continental, mais ampla. O sindicalista reafirmou durante entrevista ao portal da Central (confira entevista completa) que a ADS nasceu com o compromisso de unir a classe trabalhadora e combater a política de países que atentam contra a liberdade sindical e a democracia, além dos direitos dos trabalhadores. "Vamos consolidar a Alternativa Democrática Sindical no mundo", adianta Neco. Ele afirmou que a Central está aberta a receber novas entidades sindicais. No Congresso de fundação participaram centrais sindicais do Brasil, México, Chile, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, El Salvador, Honduras, Curaçao, Aruba, Porto Rico e Paraguai. Juntas, elas representam cerca de trinta milhões de trabalhadores. "A nova central sindical internacional defenderá estritamente os interesses dos trabalhadores e não terá matizes ideológicos", completa o sindicalista.
Trabalho
Alternativa Democrática Sindical aprova moção de apoio ao dia 28 de abril
A Alternativa Democrática Sindical (ADS), recém-criada por entidades sindicais das Américas do Sul e Central, aprovou, durante o Congresso de fundação da Central, uma moção de apoio aos protestos que serão realizados no dia 28 de abril. Em nota a ADS expressou seu total apoio aos protestos que serão realizados por todo o País. “Rechaçamos o injusto e arbitrário ajuste econômico que o governo impôs contra trabalhadores e trabalhadoras, aposentados, mulheres, jovens e todo o povo brasileiro”, diz o documento. O texto faz duras críticas às elevadas taxas de juros praticadas no País, que geram desemprego e informalidade, aprofundando a pobreza e gerando desindustrialização e concentração de riquezas. “Consideramos inaceitável a política sistemática e o ataque do Poder Judiciário, do governo e do Congresso Nacional contra os sindicatos, na qual buscam enfraquecer e acabar com a estrutura do movimento sindical brasileiro”. E finaliza o texto exigindo respeito com os direitos e conquistas dos trabalhadores, solicitando abertura imediata de diálogo social para discutir com maior profundidade as propostas de reformas. “Queremos que busquem soluções aos graves problemas políticos, econômicos e sociais que enfrentam os(as) trabalhadores(as) e o povo brasileiro”. Confira a íntegra do documento em espanhol
Trabalho
Nova Central convoca trabalhadores para protestos; Dia 28 de Abril: Vamos parar o Brasil!
A Nova Central publicou, em seu site oficial, nota assinada por seu presidente, José Calixto, onde convoca os trabalhadores para os protestos do próximo dia 28 de abril, organizado pelas centrais sindicais. Os protestos são contra as propostas de reformas da Previdência e trabalhista e o projeto de terceirização aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Temer recentemente, que libera a terceirização de forma irrestrita, precarizando as condições de trabalho. No texto, o sindicalista convoca as entidades sindicais filiadas e sua base para uma manifestação pacífica pelas ruas de todo o País, para mostrar a força dos trabalhadores "contra esses absurdos propostos pelo atual governo", diz a nota. "Vamos às ruas com cartazes, faixas e manifestações que chamem a atenção da população brasileira para a tentativa de desmonte das leis trabalhistas brasileiras". Segundo José Calixto, o movimento sindical tem uma posição bem clara: "somente com investimento, qualificação e valorização do trabalho voltaremos ao crescimento da economia, com leis que protejam a integridade do trabalhador (a), principal patrimônio brasileiro", afirma. "Nosso grito é de quem não compactua com essas medidas, por entender que elas poderão precarizar os direitos do trabalhador (a)", diz Calixto que finaliza a nota reafirmando que a luta para que os projetos que flexibilizem a relação capital e trabalho sejam combatidos e extintos, e que a Consolidação das Leis Trabalhistas, direito adquirido após anos de lutas da classe trabalhadora, movimentos sindicais e sociais, seja fortalecida e prevaleça sobre quaisquer circunstâncias. Confira a íntegra da nota: "Convocação: Dia 28 de Abril Vamos Parar o Brasil! COMPANHEIROS E COMPANHEIRAS, Convocamos todas as entidades sindicais filiadas e sua base para uma manifestação pacífica pelas ruas de todo o País, no próximo dia 28 de abril, mostrando toda a nossa força contra esses absurdos propostos pelo atual governo - com cartazes, faixas e manifestações que chamem a atenção da população brasileira para a tentativa de desmonte das leis trabalhistas brasileiras. Nosso movimento não tem uma cor, ele é a imagem do nosso Brasil. Vista a camisa do seu sindicato, da sua federação, confederação e da sua central. Mobilize toda a categoria que você representa. Nosso grito é de quem não compactua com essas medidas, por entender que elas poderão precarizar os direitos do trabalhador (a). Nossa posição é clara: somente com investimento, qualificação e valorização do trabalho voltaremos ao crescimento da economia, com leis que protejam a integridade do trabalhador (a), principal patrimônio brasileiro. Continuaremos lutando para que os projetos que flexibilizem a relação capital e trabalho sejam combatidos e extintos, e que a Consolidação das Leis Trabalhistas, direito adquirido após anos de lutas da classe trabalhadora, movimentos sindicais e sociais, seja fortalecida e prevaleça sobre quaisquer circunstâncias. POR NENHUM DIREITO A MENOS! JOSÉ CALIXTO RAMOS PRESIDENTE NCST"
Trabalho
Taxistas protestam, em Manaus, durante audiência pública sobre Uber
O serviço de transporte particular Uber foi tema de uma audiência pública na Câmara Municipal de Manaus, na tarde desta quarta-feira (19). Além de vereadores, um grupo de taxistas e mototaxistas participaram da discussão. Com faixas e cartazes, eles promoveram uma manifestação contra a proposta do aplicativo. Ao fim do encontro, os vereadores decidiram encaminhar a discussão à Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU). O vereador Chico Preto, responsável pela convocação da audiência pública, afirmou que o serviço oferecido pelo aplicativo Uber deve existir com regulamentação e, então, caberá à população escolher qual meio de transporte usar. “Os taxis melhoraram os serviços. Os mototaxistas estão aí e são uma realidade. Por que a população não pode escolher como se locomover?”, disse o vereador. O Projeto de Lei 017/2017, sobre a regulamentação do Uber em Manaus, é de autoria do vereador Fransuá Matos. Durante a audiência, ele disse não ser contra os taxistas e afirma que os dois sistemas podem coexistir. “O que não podemos é impedir o direito das pessoas de escolher o tipo de transporte que acha melhor. A atividade dos taxistas deve ser respeitada, mas a escolha deve existir”, ponderou. Matos citou audiências realizadas sobre o Uber em outros estados do país e comentou que o aplicativo foi permitido em todas as localidades. Com isto, o vereador afirma que o serviço não é ilegal, como apontado pelos taxistas. Já o vereador Elissandro Bessa se mostrou contra o aplicativo. Durante a fala, ele comentou que Manaus não pode ser comparada a outras cidades onde o Uber atua. Ele diz que o serviço é uma afronta às leis municipais. “O que peço é a fiscalização dos veículos que estão transportando as pessoas para estarem totalmente amparados na lei, com fiscalizações e impostos”, afirmou o vereador. SMTU critica app Durante a audiência, o coronel Aldo Albuquerque, superintendente da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), explicou os aspectos do serviço de transporte privado e suas funcionalidades. Neste mês, o órgão apreendeu veículos que atuavam pelo Uber. Segundo ele, as apreensões ocorreram por conta de carros em má condições e motorista sem carteira de habilitação com autorização para transporte de passageiros. “O Uber não fez a fiscalização devida. Isto coloca em risco a vida dos usuários. Em São Paulo os funcionários precisam ter habilitação com autorização, e a tarifa é definida pela Prefeitura, onde as operadoras devem pagar outorga por quilômetro rodado. Até agora, não vi procura por qualquer um dos requisitos”, disse o superintendente. Protesto Conforme vereadores e representantes defendiam seus lados sobre o Uber, os taxistas que assistiam a audiência gritavam contra ou a favor aos posicionamentos dos políticos. Segundo o taxista Jeferson Mendes, de 48 anos, a classe critica o fato de os motoristas do Uber não pagarem impostos para atuar na cidade. “Nós gastamos muito dinheiro com taxas mensalmente. Nós somos profissionais e o funcionário do Uber é qualquer pessoa que mal sabe dirigir direito”, criticou. Para o representante do Sindicato dos Taxistas de Manaus, Márcio Fleuri, o Uber entrou no país e na capital amazonense de maneira irregular. Ele acredita que o aplicativo afronta leis brasileiras de transporte. “Para eu ser taxista eu tenho que ter uma autorização. Eles são pessoas comuns que levam vidas sem que sejam submetidos ao que nós somos”, comentou. Fleuri disse ainda que a classe não é contra o aplicativo ou o uso da tecnologia. Entretanto, ele defende a regulamentação para igualar os profissionais que trabalham com esse tipo de serviço.
Trabalho
Frentistas de Osasco/SP mobilizam nas bases apoio à paralisação geral
Fortalecer a Greve  Geral programada para o dia 28 de abril contra a Terceirização e as reformas Trabalhista e da Previdência, organizada pelas principais centrais sindicais do País,  é o objetivo do  sindicato dos Frentistas de Osasco (Sinpospetro-Osasco), cuja equipe está desde segunda feira (17) voltada à mobilizar, nos postos de combustíveis de vinte e quatro cidades, a distribuição de cinco mil panfletos de chamamento dos trabalhadores para o dia de paralisação geral. O material produzido pelo sindicato traz também a divulgação dos locais na cidade onde ocorrerão os atos de protestos, bem como a agenda de funcionamento do Sinpospetro-Osasco, que abrirá a 7 horas da manhã como ponto de concentração dos trabalhadores. De acordo com José Maria Ferreira, presidente da entidade, o alerta  para o  radical  corte de direitos  trabalhistas previstos mas propostas neoliberais do governo Temer tem sido  foco das abordagens aos trabalhadores:  "É preciso que a indignação coletiva  se transforme em participação para a luta nas ruas", analisa o  presidente sindical. Fepospetro encabeça a adesão da categoria em SP Para consolidar o apoio dos Frentistas de São Paulo  à greve geral dia 28,  o mesmo roteiro de mobilização do Sinpospetro de Osasco foi adotado pelos  demais quinze  sindicatos dos frentistas de  São Paulo,  afirma Luiz Arraes, presidente da  Federação Estadual dos Frentistas- Fepospetro-,  que representa, em conjunto com estas entidades, cem mil trabalhadores no estado. De acordo com Arraes, a pressão das ruas é hoje a única esperança dos trabalhadores de tentar  barrar o avanço das reformas, que retiram  direitos da CLT e acaba com a aposentadoria, defendidas pelo  Governo Temer, "cuja agenda atende somente  aos interesses dos  ricos e poderosos".
Trabalho
Em Bauru, trabalhadores repudiam às reformas da Previdência e Trabalhista e à lei da Terceirização
Unido, movimento sindical de Bauru e região debate o assunto em audiência pública na Câmara e convoca população a cruzar os braços no dia 28 de abril Com a galeria lotada de trabalhadores, o movimento sindical da cidade e da região participou hoje (19/04/2017), na Câmara Municipal de Bauru, de audiência pública sobre as reformas da Previdência e Trabalhista e a Lei da Terceirização. Cerca de 30 sindicatos e entidades de Bauru e da região estão unidos em uma série de atividades contra as propostas do governo federal e que vão retirar direitos duramente conquistados pelos trabalhadores. Na audiência pública, os representantes de centrais sindicais e de sindicatos, ao fazer uso da palavra, alertaram para o retrocesso que as chamadas reformas representam e convocaram a população a participar do Dia Nacional de Lutas, no próximo dia 28 de abril, cruzando os braços. Ao final da audiência, o movimento sindical entregou ao presidente da Câmara, Sandro Bussola, uma Moção de Repúdio às reformas da Previdência e Trabalhista e a Lei da Terceirização, que deve ser colocada  em votação no Plenário. O objetivo é parar o Brasil em 28 de abril para pressionar a classe política e barrar as propostas de reformas. Vanderlei Aparecido Oliveira, 1.º tesoureiro do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas e da Fabricação de Álcool, Etanol, Bioetanol e Biocombustível de Bauru e Região (Sindquimbru), um dos líderes sindicais a discursar, falando em nome da Força Sindical, pediu que todos os trabalhadores participem do Dia Nacional de Lutas cruzando os braços e participando de atos e manifestações de forma ordeira.  “Se o trabalhador não lutar, vai morrer trabalhando. Ou vai trabalhar até morrer”, disse. As próximas atividades do movimento sindical em Bauru contra as reformas são aula pública sobre a Previdência neste sábado (22/04) na Praça Rui Barbosa e panfletagem em locais de grande concentração de pessoas nos dias 25 e 26 de abril. Além disso, cada sindicato está mobilizando sua categoria para a luta. O Sindquimbru, por exemplo, nesta quinta-feira faz panfletagem na frente de duas empresas do setor químico de Bauru para conscientizar os trabalhadores sobre a gravidade das propostas de reforma e convocar para a paralisação do próximo dia 28. O Dia Nacional de Lutas é um movimento nacional intersindical com a participação de sindicatos filiados à Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Conlutas, Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB). De Bauru, participam os sindicatos dos Químicos, Ferroviários, Comerciários, Gráficos, Alimentação, Hoteleiros, Construção Civil, dos Aposentados, Servidores Municipais, Cozinhas Industriais, Condutores, Bancários, Sintunesp, Apeoesp, Jornalistas, Sinfuspesp, Afuse, Sindiluz e Sinergia. De Jaú, os sindicatos dos Papeleiros, Gráficos, Calçadistas e Sinprafarma; de Pederneiras, do Sindicato dos Metalúrgicos; de Ipaussu, do Sindicato dos Químicos; de Macatuba, do Sindicato da Alimentação; de Lençóis Paulista, do Sindicato dos Papeleiros; de Duartina, do Sindicato da Construção Civil; de Botucatu, da Construção Civil; e de São José do Rio Preto, do Sindicato dos Condutores.
Trabalho
Desemprego à vista: lay-off de 750 trabalhadores da GM de São Caetano não é renovado
A GM (General Motors) de São Caetano decidiu não renovar o lay-off, que é a suspensão temporária do contrato de trabalho, de um grupo de aproximadamente 750 trabalhadores. A informação é do vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Francisco Nunes. "Nós ainda não nos reunimos com os dirigentes da empresa para discutir a situação." De acordo com o sindicalista, os operários estão recebendo um telegrama da montadora, que pode informar sobre a dispensa, licença remunerada para os funcionários que possuem estabilidade (cerca de 400) ou um outro que notifica o permanecimento do funcionário na fábrica. Até o momento, segundo Nunes, ninguém recebeu o telegrama que garante o emprego do trabalhador. O sindicato ainda não sabe quantas pessoas poderão ser demitidas em razão do término de contrato. A GM não quis se manifestar sobre o caso.
Trabalho
“Nova entidade sindical nasce democrática e forte visando fortalecer a luta da classe trabalhadora”, diz Juruna da Força
O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), participa nesta quarta-feira, 19, do Congresso Constitutivo da Alternativa Democrática Sindical (ADS) realizado, entre os dias 17 e 21 de abril, em Bogotá, na Colômbia. Juruna ressaltou, durante o seu discurso, que a democracia ė fundamental para consolidar a luta dos trabalhadores. “Esta nova entidade sindical nasce democrática e forte visando fortalecer a luta da classe trabalhadora”. O Congresso conta com a participação de sindicalistas de 15 países das Américas do Sul e Central. Participam representando os trabalhadores brasileiros, dirigentes da Força Sindical e da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB). Entre os dirigentes sindicais da Força estão o secretário-geral, João Carlos Gonçalves (Juruna); o secretário de Relações Internacionais, Nilton Neco e dirigentes sindicais representando os trabalhadores setores metalúrgico, químico, comerciário, têxtil, edifício e alimentação.
Trabalho
163 a 230: Câmara rejeita urgência para reforma trabalhista
Mesmo com a intenção do governo de acelerar a tramitação da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados, o projeto terá que ser discutido e votado na comissão especial seguindo o rito usual, já que o plenário não aprovou o requerimento de urgência para apreciação da proposta. Eram necessários 257 votos para a aprovação, mas a base aliada só conseguiu mobilizar 230 deputados favoráveis à urgência da matéria. O pedido teve 163 votos contrários. Com isso, o projeto terá que ser discutido e votado na comissão especial da reforma trabalhista antes de ser levado para apreciação no plenário. A intenção do governo era pular etapas e colocar o projeto para ser votado - tanto na comissão quanto no plenário - já na próxima semana. Com a rejeição da urgência, alguns prazos terão que ser obedecidos na comissão, entre eles duas sessões para vista do parecer e prazo de cinco sessões para apresentação de emendas, além da discussão e votação no colegiado. O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) atribuiu o resultado a um movimento de articulação da oposição no plenário. “Começamos a organizar isso aqui nesta manhã, agitamos o plenário, mostramos que não aceitamos a retirada do direito de trabalhadores com uma tentativa de desviar o foco da corrupção. A base do governo ficou nervosa, se desesperou com a iniciativa nossa”, disse. Antes da votação, deputados da oposição chegaram a ocupar a Mesa Diretora dos trabalhos da Casa. Com cartazes na mão, eles criticaram a “pressa” do governo em votar a reforma trabalhista que, segundo a oposição, retira direitos dos trabalhadores. A deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) chegou a sentar na cadeira de presidente da Casa. Requerimento Saiba Mais Reforma trabalhista prevê demissão consensual Inicialmente, a inclusão do requerimento deveria ter sido debatida na reunião de líderes, que estava prevista para o início desta tarde, mas foi cancelada pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Deputados da oposição questionaram a inclusão do requerimento na ordem do dia. Após o resultado da votação, o presidente Rodrigo Maia atribuiu o resultado a um erro seu. “O erro foi meu. Fiz a votação com um quórum baixo, e alguns deputados não votaram.” Maia, no entanto, abriu uma brecha para que novo requerimento de urgência possa ser apresentado por líderes da base governista e votado ainda nesta terça-feira. “Se qualquer líder apresentar um requerimento, ele será colocado sobre a mesa”, disse. A afirmação causou indignação na oposição, que acusou Maia de quebrar as regras regimentais. Em seguida, Maia encerrou a sessão e convocou outra para votar o projeto que trata da recuperação fiscal dos estados superendividados. Reforma O relator da reforma, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), apresentou um substitutivo ao texto em que propõe que os acordos entre patrões e empregados prevaleçam sobre a lei nas negociações trabalhistas em temas como banco de horas, parcelamento de férias e plano de cargos e salários. No texto, Marinho propõe ainda a negociação do aumento na jornada de trabalho, que poderá chegar até 12 horas.
Trabalho
Trabalhista: Paulinho ocupa tribuna para evitar urgência para relatório de Marinho
O deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP) ocupou na tarde desta terça-feira 18 a tribuna da Câmara  dos Deputados, para defender a não votação em regime de urgência do relatório de Rogério Marinho (PSDB-RN). Presidente da central Força Sindical,  Paulinho apontou como contradição do relatório o fato de incentivar a negociação direta e, por outro lado, cortar a contribuição sindical. Acompanhe: "Acabo de discursar na Tribuna da Câmara. Vim alertar os deputados para não votarem a reforma trabalhista em regime de urgência. Isso é um atropelo. O relatório do deputado Rogério Marinho tem uma grande contradição, que é estabelecer a livre negociação, com a qual concordamos, mas cortar os recursos dos sindicatos. Ele destrói a estrutura sindical de trabalhadores e do setor empresarial. Além disso, o relatório aponta para a criação de uns 2 milhões de sindicatos, a pretexto de inibir a criação de novos sindicatos. Isso porque o relator dá poderes de sindicato para as comissões de fábrica. Com isso, essas comissões irão virar sindicatos em todas as empresas com mais de 200 trabalhadores, que devem ser perto de 2 milhões no Brasil. É uma contradição muito grande. O relatório mexe até com o Vale-Refeição, que está funcionando bem, e ele quer transformar em salário. O relatório tem coisas boas, mas corta recursos, tira representatividade e vai destruir toda a estrutura sindica. Não podemos concordar com isso. Como vocês sabem, eu prefiro conversar com os deputados, mas desta vez subi na Tribuna para protestar contra essa tentativa de atropelo e votar uma reforma tão ruim em regime de urgência".