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Contra reformas: “Ocupe Brasília” será dia 24 de maio
As Centrais Sindicais decidiram na tarde desta segunda (8) que o desfecho da Marcha à Capital Federal, chamado de movimento Ocupe Brasília, será realizado dia 24, segundo noticiou a Agência Sindical. As nove entidades que organizaram a greve geral de 28 de abril se reuniram na sede do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em São Paulo, para definir novas ações contra as reformas trabalhista, previdenciária e a terceirização. As manifestações, que haviam sido apontadas na reunião da última quinta (4), na sede da CUT, em SP, foram ratificadas pelas Centrais. Porém, o empenho máximo será a construção unitária de uma grande Marcha, que culminará na ocupação de Brasília na semana em que pode ocorrer a votação da PEC 287 (reforma da Previdência). Informações de bastidores no Congresso indicam que, na base do atropelo, o governo quer votar a Emenda dia 25 de maio. ATOS - Antes da Marcha, e para sua própria preparação, estão programados atos unitários, como também mobilizações no âmbito das Centrais e Confederações (por meio do Fórum Sindical dos Trabalhadores – FST). O movimento sindical promoverá ainda ações nos redutos eleitorais dos parlamentares, além de atividades em conjunto com movimentos sociais e buscará reforçar o apoio de entidades como CNBB, OAB e Anamatra, entre outras. Na reunião de ontem, formou-se Grupo de Trabalho (GT) para cuidar de encaminhamentos práticos relacionados à infraestrutura do Ocupe Brasília, logística e à divulgação do movimento. O GT começa a trabalhar hoje (9). Entre as atividades previstas está a edição de um jornal unitário, com dois milhões de exemplares. TRABALHISTA - A reforma defendida pelo governo, mas contestada pelo movimento, terá de passar por três Comissões do Senado e seguir o rito regimental. “Essa tramitação, a se seguir o rito, levará mais de 60 dias”, calcula Clemente Ganz Lúcio, diretor-técnico do Dieese.
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Após mais de 2 anos setor do comércio da sinais de melhora
O indicador, apurado pela FecomercioSP, varia de 0 (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total). É maior pontuação desde novembro de 2014 e após 27 meses, o empresário do comércio paulistano volta a ficar otimista. Em relação a abril de 2016, o indicador subiu 37,4%. Os três quesitos que compõe o indicador registraram resultados positivos. O ICAEC registrou alta de 7,3% e chegou aos 73,2 pontos, com alta de 88,2% sobre abril do ano passado. O IEEC avançou 1,9%, para 149,6 pontos, com 27,5% de ganho interanual. Já o IIEC subiu 6,7% para 85,4 pontos, 25,3% mais que em abril de 2016.
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Alívio na indústria: setor apresenta menor alta com custo do trabalho desde 2010
O chamado Custo Unitário do Trabalho (CUT), indicador que mede a relação entre a folha de salários e o valor da produção física, subiu 1,2% no ano passado, menor alta desde 2010, quando havia aumentado 1,1%. Em 2015, a medida que representa a quantidade de trabalho usado para produzir uma unidade de produto avançou 20,6%. Os cálculos são da MCM Consultores e consideram a folha de pagamento nominal da indústria, com base em dados da extinta Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, do IBGE, e da massa de rendimentos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Usando a folha de pagamentos real, o CUT teve redução de 7% em 2016, depois de ter crescido 10,6% no ano anterior. Ambas as medidas são em moeda local. A principal explicação para o movimento de alívio é a deterioração do mercado de trabalho, afirma Bernardo Dutra, economista da MCM e autor dos cálculos. "Os movimentos do CUT, tanto na época de alta quanto de baixa, são explicados pela massa de rendimentos, uma vez que a produtividade no Brasil cresce muito pouco. " Depois de um longo período de pressão - de 2003 a 2016, o custo nominal da hora trabalhada acumulou alta de 213% e o custo real, 40%, ambos medidos em reais - o arrefecimento dos salários está contribuindo para reduzir a inflação, afirma Dutra. Em outro exercício, a consultoria observa que há uma correlação positiva e significativa entre a evolução do CUT e do IPCA acumulado em 12 meses. De acordo com o estudo, um aumento de salários pode não resultar em reajustes nos preços se a produção cresce a um ritmo superior aos rendimentos. No entanto, o custo do insumo trabalho por unidade de produto subiu acima da variação dos preços da economia até 2015, quando iniciou uma reversão para queda, o que se mantém até hoje, afirma a MCM. Como o CUT nominal e real funcionam como antecedentes para o IPCA em 12 meses, e a expectativa é que o custo unitário do trabalho permaneça em retração no restante do ano, a consultoria aponta que sinalização é favorável para a inflação. "O CUT vai ajudar o processo de desaceleração", diz Dutra. O movimento de declínio deve elevar a competitividade da indústria, afirma, contribuindo positivamente para a atividade e para as exportações de manufaturados. No entanto, a consultoria pondera que o indicador permanece relativamente elevado, devido principalmente ao pífio crescimento da produtividade. Segundo a MCM, a indústria nacional perdeu competitividade em relação a outros países devido à alta do CUT. Enquanto, no Brasil, o indicador real subiu 27% de 2007 a 2016, houve expansão de 5% na zona do euro, e retração de 10% e 5% nos EUA e México, respectivamente. Os dados estão em moeda local. Em dólares, o custo unitário do trabalho na indústria, em termos nominais, teve redução relevante no ano passado, de 18,2%. Os cálculos são de Nelson Marconi, da Escola de Economia de São Paulo da FGV, e consideram a média em 12 meses do índice, que retira a volatilidade do número mensal. Para Marconi, a queda do custo dos salários deve continuar, tendo em vista que o mercado de trabalho vai demorar a se recuperar, o que representa um alento para a indústria. O lado ruim dessa tendência é que o CUT não está em declínio por causa do aumento da produtividade da indústria, mas devido à redução do nível de emprego, diz. "Esse movimento não tende a ser duradouro, porque assim que os salários começarem a subir, o CUT vai voltar a crescer." Essa também é a avaliação de Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). "O custo do trabalho pesa mais sobre a produção quando a trajetória da produtividade não é satisfatória", disse Cagnin. Nos cálculos da MCM, a produtividade do trabalho na indústria de transformação cresceu apenas 14% de 2003 a 2016. A baixa taxa de investimento da economia brasileira - que recuou para 16,4% em 2016 - limita a expansão da produtividade e torna o desempenho dos salários o maior determinante do custo do trabalho, aponta o economista. Assim, diz, a redução do CUT é um efeito da crise. Como, no entanto, as indústrias demoraram a começar a ajustar o estoque de empregados, mesmo após a atividade ter entrado em desaceleração, o custo do trabalho ainda tem espaço para recuar mais este ano. Dutra, da MCM, observa que outros fatores têm influência sobre os custos industriais e diminuem a competitividade da indústria brasileira, como a infraestrutura insuficiente, juros elevados e o ambiente de negócios ineficiente. Por isso, é importante que as reformas estruturais propostas pelo governo sejam aprovadas, afirma.
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Sem apoio do Senado, governo adia para o 2º semestre reformas trabalhista e previdenciária
O governo fez 1 esforço nas últimas semanas para acelerar as votações de reformas tidas como prioritárias. O Poder360 ouviu operadores importantes no Congresso. E, apesar de vitórias parciais do Planalto, fica para agosto a conclusão tanto das alterações na legislação do trabalho como a reforma da Previdência. “Dá tempo de votar a reforma trabalhista no Senado ainda no 1º semestre, mas será muito difícil”, afirma publicamente o experiente senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Assim como o governo, Tasso defende que os senadores não façam alterações nas reformas aprovadas pelos deputados. Conforme o senador, evitaria o retorno dos projetos para novas votações na Câmara. Haveria o risco de as reformas se prolongarem por todo o 2º semestre, dificultando ainda mais a aprovação definitiva. PMDB é o nó O grande complicador para as votações caminharem como queria o governo é a divisão entre senadores do PMDB. Nesta 4ª (3.mai), o líder do governo, Romero Jucá (RR), comandou uma tentativa de destituir da Liderança do partido o rebelado Renan Calheiros (AL). O alagoano recolheu metade das assinaturas da bancada para permanecer na cadeira. O governo concluiu o óbvio: as reformas não têm ainda o apoio do maior partido do Senado. Jucá será o relator da reforma trabalhista na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. Trata-se de 1 nome de confiança do Planalto. A reforma trabalhista é 1 projeto prioritário para Michel Temer. Está abaixo apenas da reforma da Previdência. Faltam votos para Previdência No caso da reforma da Previdência, o texto básico foi aprovado nesta 4ª (3.mai) na comissão especial da Câmara. Mas a conclusão da votação dos destaques teve que ser adiada para a semana que vem, após a sala ser invadida por agentes penitenciários. A insatisfação da categoria foi provocada por recuo duplo do relator da reforma, Arthur Maia (PPS-BA), que os deixou fora do regime especial. Os governistas acreditam que só terão votos suficientes para aprovar a reforma em plenário e enviá-la ao Senado em julho. Poder360 avalia Tudo somado, é grande a chance de que neste ano não ocorra o recesso legislativo de julho. Para suspender essa folga, basta não votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias. O governo ganha, então, 17 dias de apreciação das reformas. Mas esses dias extras podem ser insuficientes para evitar que a tramitação dos projetos continue ao longo de agosto ou setembro.
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Futuro do sindicalismo é tema de debate da UNI Global
Dirigentes do mundo inteiro se reúnem para discutir futuro do sindicalismo; encontro reuni dirigentes da Argentina, Bélgica, Brasil, Chile, Estados Unidos, Holanda, Suécia, Suíça, entre outros países; Começou nesta quarta, 3, a reunião oficial entre sindicatos de serviços de diferentes países do mundo promovida pela UNI Global Union. O objetivo é discutir o atual cenário das entidades sindicais e o que pode ser feito para que elas se fortaleçam. Participam dirigentes da Argentina, Bélgica, Brasil, Chile, Estados Unidos, Holanda, Suécia, Suíça, entre outros países. A abertura do evento contou com um coquetel de boas-vindas oferecido pela UGT (União Geral dos Trabalhadores). De acordo com Ricardo Patah, presidente nacional da Central, “é importante que uma reunião como essa aconteça no Brasil no momento que estamos vivendo. Traz mais esperança pois, juntos, vamos buscar alternativas de sindicalização no Brasil e no mundo. Apesar de tudo, a mensagem é de otimismo”. Patah refere-se às reformas trabalhista e previdenciária propostas pelo atual governo, assim como ao projeto de terceirização. Segundo ele, caso sejam aprovadas como estão, as reformas prejudicarão em absoluto os trabalhadores. “Na Europa, as pessoas começam a trabalhar com, aproximadamente, 24 anos. No Brasil, com 14. Como comparar a aposentadoria desses dois países sem levar em consideração esses dez anos de diferença? Quanto à reforma trabalhista, chamo a atenção para a ausência de um representante dos sindicatos nas negociações com a empresa e a valorização da negociação individual em detrimento da coletiva. Está errado, mas não vamos deixar isso acontecer. As centrais organizaram uma paralisação geral no último dia 28, que foi um sucesso, com enorme adesão dos trabalhadores. Nesta quarta, fomos a Brasília conversar pessoalmente com os senadores. Ainda esta semana, as centrais definirão, em conjunto, as próximas ações”, explicou o dirigente. “Foi justamente pelo reflexo do bom trabalho que tem sido desenvolvido pela UGT e pelas outras centrais sindicais que escolhemos o Brasil para a realização dessa reunião”, disse Tom Balanoff, presidente da SEIU (Service Employees International Union / União Internacional dos Empregados de Serviços). “Temos aqui pessoas de vários países e estou confiante de que, com essa troca, iremos avançar no setor de serviços do sindicalismo global. Precisamos ter unidade, solidariedade, coletivismo. Nada é mais forte do que esses princípios. Vamos ajudar no que for preciso nos movimentos de greve no Brasil. Vamos assumir responsabilidades e riscos, mas vamos mudar o mundo”, frisou Balanoff. Também presente ao evento, Eddy Stam, diretor do setor de Serviços de Propriedade da UNI Global Union, que congrega os setores de limpeza e segurança, reafirmou a importância da união: “Precisamos, juntos, entender por que os sindicatos estão sob ataque em todo o mundo. Por que estamos enfraquecidos? É imprescindível nos unirmos para, então, nos fortalecermos. Às vezes, precisamos, por exemplo, sacrificar uma relação com o empresário. Faz parte e devemos estar dispostos a isso. Temos que refletir sobre nossa real disposição para abrir mão do que for necessário em razão da união sindical global”. Para Philippe Yerna, presidente da Federação de Alimentos e Serviços da Bélgica, o intercâmbio de informações permitido por essa reunião da UNI Global Union é fundamental, especialmente para falar das negociações da UGT com as empresas de Limpeza. “Porque sabemos que, aqui, as conquistas desse setor têm sido grandes. Devemos priorizar soluções relacionadas à segurança dos trabalhadores do setor de serviços. É o mínimo que a pessoa precisa para trabalhar bem. Precisamos debater, trocar experiências”, disse Yerna. Esse é também o objetivo de Moacyr Pereira, presidente da Confederação de Serviços de Limpeza (Conascon) e secretário de Finanças da UGT: conhecer experiências de entidades de diferentes lugares do mundo, a fim de promover uma união sindical global cada vez mais fortalecida na luta pelos direitos do trabalhador. Moacyr é membro titular do Comitê Mundial do Setor de Serviços da Uni Global Union e presidente do Siemaco-SP (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo). “Estou satisfeito que essa reunião esteja acontecendo aqui no Brasil. Estamos passando por um momento difícil, mas sabemos que esse não é um problema nacional, e sim mundial. Nossa maior força é a união. Vamos trocar experiências, conhecer situações de diferentes países e, juntos, criar mecanismos para o fortalecimento do sindicalismo e para a manutenção dos trabalhos, com segurança, condições decentes e justiça social’, disse Moacyr. “Os trabalhadores de asseio, conservação, limpeza urbana, segurança, são os responsáveis, entre outras coisas, pela limpeza de uma cidade, de um país. Ou seja, eles lidam diretamente com a saúde da população. Por isso, devem ser devidamente valorizados. Que esse seja o objetivo do movimento sindical para todos os trabalhadores de qualquer parte do mundo. Claro que cada lugar tem suas particularidades. O que funciona em um país não necessariamente dá certo em outro. O importante é trocar ideias, adaptar experiências, mas fazer valer, acima de tudo, os direitos trabalhistas e a qualidade de vida dos cidadãos.” A reunião oficial termina nesta sexta, 5.
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Em nota, centrais convocam trabalhadores a continuar e ampliar mobilização contra retirada de direitos
Durante a reunião, realizada na sede nacional da CUT, nesta quinta-feira (04), as centrais sindicais fizeram um balanço positivo da Greve Geral do último dia 28 de abril, e deliberaram sobre os próximos passos do movimento sindical contra as reformas previdenciária e trabalhista. Uma nota foi redigida conclamando as os trabalhadores a continuarem e ampliarem a mobilização contra a retirada de direitos. "Os trabalhadores demonstraram sua disposição em combater o desmonte da Previdência social, dos direitos trabalhistas e das organizações sindicais de trabalhadores." Na nota, os sindicalistas fizeram uma avaliação positiva das mobilizações que tiveram "adesão nas fábricas, escolas, órgãos públicos, bancos, transportes urbanos, portos e outros setores da economia e teve o apoio de entidades da sociedade civil como a CNBB, a OAB, o Ministério Público do Trabalho, associações de magistrados e advogados trabalhistas, além do enorme apoio e simpatia da população, desde as grandes capitais até pequenas cidades do interior." E reafirmaram sua disposição na luta em defesa dos direitos e definiram um calendário para continuidade e ampliação das mobilizações, que entre outras ações, prevê ida à Brasília de 8 a 12 de maio para pressionar os deputados e senadores e também atividades em suas bases eleitorais para que votem contra a retirada de direitos; e de 15 a 19 de maio ocupar Brasília. A seguir confira a íntegra da nota: São Paulo, 4 de maio de 2017 *NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS* CONTINUAR E AMPLIAR A MOBILIZAÇÃO CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS! As Centrais Sindicais, reunidas na tarde desta quinta feira, avaliaram a Greve Geral do dia 28 de abril como a maior mobilização da classe trabalhadora brasileira. Os trabalhadores demonstraram sua disposição em combater o desmonte da Previdência social, dos direitos trabalhistas e das organizações sindicais de trabalhadores. A forte paralisação teve adesão nas fábricas, escolas, órgãos públicos, bancos, transportes urbanos, portos e outros setores da economia e teve o apoio de entidades da sociedade civil como a CNBB, a OAB, o Ministério Público do Trabalho, associações de magistrados e advogados trabalhistas, além do enorme apoio e simpatia da população, desde as grandes capitais até pequenas cidades do interior. As Centrais Sindicais também reafirmaram sua disposição de luta em defesa dos direitos e definiram um calendário para continuidade e ampliação das mobilizações. CALENDÁRIO DE LUTA: 8 a 12 de maio de 2017 (semana um) ▪ Comitiva permanente de duzentos a trezentos dirigentes sindicais no Congresso Nacional para pressionar os deputados e senadores e também atividades em suas bases eleitorais para que votem contra a retirada de direitos; ▪ Atividades nas bases sindicais e nas ruas para continuar e aprofundar o debate com os trabalhadores e a população, sobre os efeitos negativos para a toda sociedade e para o desenvolvimento econômico e social brasileiro. 15 a 19 de maio de 2017 (semana dois) ▪ Ocupa Brasília: conclamamos toda a sociedade brasileira, as diversas categorias de trabalhadores do campo e da cidade, os movimentos sociais e de cultura, a ocuparem Brasília para reiterar que a população brasileira é frontalmente contra a aprovação da Reforma da Previdência, da Reforma Trabalhista e de toda e qualquer retirada de direitos; ▪ Marcha para Brasília: em conjunto com as organizações sindicais e sociais de todo o país, realizar uma grande manifestação em Brasília contra a retirada de direitos. Se isso ainda não bastar, as Centrais Sindicais assumem o compromisso de organizar um movimento ainda mais forte do que o histórico 28 de abril de 2017; Por fim, as Centrais Sindicais aqui reunidas convocam todos os Sindicatos de trabalhadores do Brasil para mobilizarem suas categorias para esse calendário de lutas. CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros CSP Conlutas – Central Sindical e Popular CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil CUT – Central Única dos Trabalhares Força Sindical Intersindical – Central da Classe Trabalhadora NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores UGT – União Geral dos Trabalhadores.
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Centrais sindicais promovem “Ocupa Brasília” para pressionar Congresso contra reformas
Movimento exige o fim da tramitação dos projetos que interferem na Previdência e nas leis trabalhistas; Na próxima semana (entre os dias 8 e 12) as centrais vão enviar a Brasília um grupo de sindicalistas preparados para dialogar com deputados e senadores  sobre as propostas de reformas previdenciária e trabalhista, que estão em tramitação no Congresso nacional. Ao mesmo tempo, os dirigentes sindicais vão procurar os parlamentares nos estados para debater essas propostas e a posição dos trabalhadores. As Centrais Sindicais anunciaram, na tarde desta quinta-feira (04), em São Paulo, mais uma nova iniciativa de pressão contra as Reformas da Previdência e Trabalhista. As entidades divulgaram a semana “Ocupa Brasília”, que acontecerá entre os dias 15 e 19 de maio. Cada segmento, por exemplo, trabalhadores da área da cultura, dos rurais, das mulheres farão atividades na Capital Federal em um dia da semana. As centrais farão uma Marcha para Brasília e ato em dia a ser definido dependendo do cronograma de votação das reformas. Durante o encontro, realizado na sede nacional da CUT, os dirigentes sindicais fizeram um balanço positivo da Greve Geral do último dia 28 de abril. “Nós trouxemos o Brasil inteiro para a luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora. O movimento sindical brasileiro é absolutamente vitorioso na história das conquistas da classe trabalhadora e nós vamos continuar defendendo os trabalhadores. Por isso exigimos a retirada das reformas”, afirmou Vagner Freitas, presidente da Central. O Secretário Geral da CUT, Sérgio Nobre, anunciou a programação para as próximas semanas e destacou o movimento “Ocupa Brasília”, que será organizado pelas centrais sindicais. De 15 a 19 de maio, haverá uma vasta programação na capital federal, com apoio de diversos movimentos sociais, e um dia de marcha da classe trabalhadora sobre Brasília, que deve terminar no Congresso Nacional. Uma semana antes, entre os dias 8 e 12 de maio, os sindicatos e suas bases irão pressionar os parlamentares nos aeroportos em seus estados de origem e também na região onde concentram seus votos. Dirigentes das centrais sindicais irão à Brasília para debater com parlamentares indecisos sobre seus votos nas reformas. Avaliação Houve consenso entre as centrais sindicais sobre as ações divulgadas. Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), comemorou a unidade das entidades. “No Senado, o ambiente está diferente, acredito que a votação da reforma (Trabalhista) será feita de outra forma. Para isso, essa união nossa é importante, foi assim que trouxemos a sociedade para o nosso lado no dia da Greve Geral”, afirmou. O Secretário Geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, conhecido como Juruna, convocou sua base. “Essa marcha à Brasília, na semana da votação, é fundamental  e os nossos sindicatos irão participar. Assim como ocorreu na Greve Geral, quando a grande maioria dos sindicatos brasileiros e de categorias aderiram ao movimento nacional.” Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), afirmou que a Greve Geral está no horizonte do movimento. “As mudanças propostas pelo governo vão ter efeito dramático sobre a vida dos trabalhadores. Nós precisamos ir à Brasília construir o diálogo com os parlamentares e derrubar essas reformas.” “Para CSB, foi de suma importância a unidade entre todas centrais na greve do dia 28. Somos a favor desta ocupação em Brasília e dessa unidade dos trabalhadores. Devemos também definir uma outra data para pararmos o Brasil, porque queremos dialogar sobre estas propostas que estão tentando colocar goela abaixo dos trabalhadores. A CSB apoia e é a favor desta agenda positiva das centrais”, falou o dirigente, que é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba e Região (SindMetal Itatiba). Na reunião, os sindicalistas aprovaram também uma moção em solidariedade aos ativistas de movimentos sociais que foram presos por causa das manifestações do dia 28 de abril e uma carta de agradecimento ao apoio da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) aos trabalhadores.  E no final, as centrais anunciaram que após as mobilizações em Brasília, irão anunciar se uma nova Greve Geral será convocada e, caso se confirme, a data da paralisação. Eis a íntegra da carta: Para S. Eminência Reverendíssima Dom Sérgio, Cardeal Rocha DD. Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Prezado Dom Sérgio, Reunidos em São Paulo nesta data, dirigentes sindicais das Centrais Sindicais – (nome das Centrais que subscrevem), decidimos manifestar de forma oficial nosso reconhecimento e nossa gratidão ao apoio claro e explícito que a Igreja Católica no Brasil manifestou à luta pela justiça dos trabalhadores e do povo brasileiro no período recente, e particularmente por ocasião da Greve Geral realizada no último dia 28 de abril. A coragem e a generosidade  reconhecidas de muitos Bispos ao publicarem explicitamente seu apoio ao Movimento, e sobretudo as declarações claras e enérgicas por parte da própria Assembléia, provocaram, dom Sérgio, um encorajamento, um ânimo muito grande em nossa gente. Queremos que o Senhor saiba deste nosso reconhecimento porque sabemos também o quanto lhes custa tomar estas posições, e as pressões que os poderosos exercem em defesa de seus privilégios e de seus projetos que legalizam a exploração e a exclusão. Nós que já nos entusiasmávamos com as posições proféticas do Papa Francisco, constatamos agora, com muita alegria, que a Igreja no Brasil está seguindo seu Pastor e pondo em prática uma atuação que honra o Evangelho e a prática de Jesus Cristo. Dom Sérgio, esteja certo: não estamos lutando por privilégios de grupos ou corporações. Estamos lutando para que os mais pobres e excluídos deste Brasil não sejam ainda mais massacrados por reformas legais que falam em modernização mas que se constituem na prática formas cruéis de aumentar a exploração; lutamos para que nosso País não tenha alienados seus bens mais estratégicos, para que o sistema financeiro e o mercado não sejam a única orientação política deste País. Confessamos ao Senhor e aos membros desta Assembléia que nem nós imaginávamos que este Governo ilegítimo fosse chegar tão longe em seus propósitos e em suas ações de retirada de direitos daqueles que historicamente já foram vítimas da exclusão.  E a cada dia uma nova surpresa: veja, dom Sérgio o escândalo desta nova proposta de legislação trabalhista para o campo, que quer impor ao trabalhador condições análogas à escravidão: 18 dias de trabalho seguidos,  jornada de 12 horas, pagamento em casa ou alimentação, venda total das férias... Veja o relatório da CPI da Funai e do Incra, criminalizando aqueles que ousam defender a população indígena, vítima extrema da espoliação. Dom Sérgio, o combate que eles fazem ao chamado imposto sindical é outra tentativa de fragilizar a resistência a seus projetos; enquanto isso, as entidades Patronais auferem, através do sistema S, recursos infinitamente maiores, recursos estes que são utilizados exatamente para financiar e comprar o voto de parlamentares a favor das pretendidas reformas anti-sociais. É contra esta sanha exploradora que nos levantamos e vemos com satisfação que nosso grito se faz ouvir cada dia mais pela população e por entidades da importância da CNBB. Muito obrigado, dom Sérgio, por podermos compartilhar esta luta pela justiça. Transmita, por favor a Dom Leonardo e a todos os Bispos, este nosso reconhecimento. Ao mesmo tempo, devemos lhe dizer que nossa luta deverá ser dura e muito longa. Continuamos, por isso, contando, com sua generosidade, sua coragem profética e seu apoio de Pastores. São Paulo, 4 de maio de 2017.
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Metalúrgicos da Renault: mobilização garante PLR de R$ 24,8 mil a trabalhadores
Na tarde desta quinta-feira (04), os metalúrgicos da Renault, em São José dos Pinhais, aprovaram a proposta do acordo salarial de 2017 negociado pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) com a montadora. Com isso a greve iniciada ontem foi encerrada com os trabalhadores já retornando ao expediente. A proposta aprovada na assembleia liderada pelo SMC consiste em uma Participação nos Lucros e Resultados (PLR) no valor de R$ 24.860,00 para 100% das metas. A primeira parcela de R$ 19.300,00 será paga até o final deste mês. A segunda parcela será paga em fevereiro de 2018.  Além da PLR, o acordo ainda determina o  aumento nos salários e no vale-mercado, com o reajuste baseado na reposição da inflação (INPC), a ser realizado no mês de setembro, data-base dos metalúrgicos das montadoras. Só a  PLR poderá injetar na economia do estado cerca de R$ 149 milhões, considerando o atingimento das metas (R$ 24.860,00) multiplicado pelo número de trabalhadores (6 mil). Seguindo o presidente do Sindicato, Sérgio Butka, além do impacto na economia o acordo conquistado após a mobilização serve também de resposta às reformas que o governo Governo Federal tem tentado implementar no país.  “Este acordo deixa uma mensagem a todos os brasileiros. Graças à coragem e  à  greve de  24 horas, os metalúrgicos da Renault  conseguiram garantir seus direitos e sua dignidade. Se todo cidadão brasileiro seguisse este exemplo, hoje o governo não estaria querendo impor reformas  que prejudicam a maioria da população para manter os privilégios de uma minoria”, resumiu Butka. Ficou acordado também entre Sindicato e empresa que até 30 de agosto serão discutidos as propostas para 2018/19. A fábrica da Renault emprega cerca de 6,1 mil trabalhadores, sendo 4 mil  do chão de fábrica. Ela produz os modelos Logan, Sandero, Sandero Stepway, Duster, Duster Oroch, Captour, Master. Além do mercado interno a montadora atende Argentina e México.
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Confira a lista das 500 maiores empresas devedoras da Previdência; quem paga a conta é o povo?
A Procuradoria-geral da Fazenda Nacional e a Procuradoria-geral Adjunta de Gestão da Dívida Ativa da União listou as 500 empresas que mais devem tributos previdenciários. Clique no link para visualizar a listagem completa, LINK Para Joao Inocentini, presidente do Sindicato NacionaL dos Aposentados, "o governo, toda semana, apresenta um novo número, apresentando um rombo nas contas da Previdências e, assim, busca justificar uma reforma, transferindo a conta para o povo, enquanto centenas de empresas, somadas, devem bilhões ao INSS", ressalta.
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Metalúrgicos: na Renault do Paraná, trabalhadores dizem não à propostas que retiram direitos e começam greve
Na tarde desta quarta-feira (03) os metalúrgicos da Renault, em São José dos Pinhais, decidiram na assembleia liderada pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) entrar em greve por tempo indeterminado. Um prazo de 72 horas já tinha sido dado na semana passada, quando foi rejeitada a primeira proposta. A decisão de paralisar a linha de produção veio logo após a reprovação da nova proposta apresentada pela direção da montadora ao SMC, referente a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e ao piso salarial de 2017. Ela consistia em uma PLR de R$ 23 mil e fixação do piso salarial dos trabalhadores admitidos em 2016 e neste ano em R$ 1.890,00. Em contrapartida os metalúrgicos reivindicam uma PLR nos mesmos patamares dos últimos três anos e aumento no piso salarial dos trabalhadores com pouco tempo de fábrica. “A proposta da empresa vem no ritmo das recentes reformas trabalhista e previdenciária que significam a retirada de direitos e nós não vamos concordar. Por isso estamos nesta luta para dar o recado também ao governo e mostrar aos trabalhadores das outras empresas que o caminho é mostrar mobilização seja na porta de fábrica, seja nas ruas”, analisa o presidente do SMC, Sérgio Butka. Uma nova assembleia será coordenada pelo SMC amanhã às 14h na frente da montadora. Caso não haja avanço nas negociações a greve continuará por tempo indeterminado. A fábrica da Renault emprega cerca de 6,1 mil trabalhadores, sendo 4 mil  do chão de fábrica. Ela produz os modelos Logan, Sandero, Sandero Stepway, Duster, Duster Oroch, Captour, Master. Além do mercado interno a montadora atende Argentina e México.