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VITÓRIA dos trabalhadores! Greve histórica nacional acua reformas de Temer (foto)
Em várias cidades do país, trabalhadores de diversas categorias participam hoje (28) da greve geral convocada pelas centrais sindicais, em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência. Na maioria das cidades, o transporte público - metrô e ônibus - não funcionou e as escolas e agências bancárias estão fechadas. Os manifestantes protestam com bloqueios de vias e rodovias. São Paulo Ônibus, trens e a maioria das linhas de metrô estão paradas. Apenas um pequeno trecho da malha metroviária paulistana, a Linha 4 Amarela, que liga a Luz, na área central, até o Butantã, na zona oeste, funcionou durante a manhã. O comércio está funcionando na cidade. E algumas das principais vias da cidade estão bloqueadas por atos de protestos. As linhas de ônibus urbanos também estão paralisadas e apenas pequenos ônibus coletivos fazem percursos curtos dentro dos bairros periféricos. Na zona sul da capital paulista, diversos passageiros se reuniram no terminal do Grajaú, que não tem ônibus. O mesmo ocorreu na estação Corinthians Itaquera onde os trens do metrô não circularam. Grupos de manifestantes bloquearam vias da capital paulista, formando barricadas com pneus, que foram queimados. Policiais da tropa de choque da Polícia Militar e bombeiros apagaram focos de incêndio. Alguns pontos da cidade que ficaram bloqueados foram a Avenida 23 de Maio, uma das principais ligações entre o centro e a zona sul, a Avenida Tiradentes, que une a área central à zona norte, e também a Marginal do Tietê na altura do Terminal Rodoviário, além da Avenida Ipiranga, no centro. Houve bloqueio também no Km 15 da Rodovia Anhanguera e o trânsito foi interrompido. Houve confronto entre policiais e manifestantes. A PM usou bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar a manifestação. Os aeroportos de Congonhas e de Guarulhos funcionaram normalmente e não houve interrupção dos voos. Pelo menos 16 pessoas foram presas até as 10h na capital paulista, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) por vários motivos - desde agressão a policiais a atos de vandalismo nas manifestações. Rio de Janeiro Manifestantes bloqueiam várias vias da cidade. Segundo o Centro de Operações da prefeitura, há bloqueios na Avenida Radial Oeste, Linha Vermelha, Avenida Dom João VI, Avenida Abelardo Bueno, Via Expressa do Porto e Túnel Marcello Alencar. A cidade do Rio de Janeiro entrou em estágio de atenção às 6h50 por causa dos bloqueios no tráfego. Terminal rodoviário Américo Fontenelle, na Central do Brasil, funciona parcialmenteTânia Rêgo Manifestantes saíram do Largo do Machado em direção ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras, sede do governo estadual, para participar de um ato liderado pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Rio (Muspe). Eles protestam contra a crise financeira no estado, que tem reflexos na prestação dos serviços essenciais à população e atraso no pagamento do salário dos servidores públicos. Trens e metrô operam normalmente. Os ônibus urbanos funcionam parcialmente, mas segundo a concessionária Rio Ônibus, o sindicato das empresas de ônibus, a maior parte da frota está nas ruas. Os serviços de BRT de ônibus expressos, como a Transcarioca, a Transoeste e a Transolímpica, também estão funcionando. A concessionária informou que a operação ficou irregular em alguns momentos devido às manifestações. Sobre o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), a circulação na Linha 1, que faz ligação entre a Rodoviária Novo Rio e o Aeroporto Santos Dumont, está parcialmente interrompida e os bondes circulam apenas entre a rodoviária e a parada dos museus, na Praça Mauá, zona portuária da cidade. A Linha 2, que faz o trajeto Saara – Praça Quinze, não está operando. As barcas que fazem a travessia da Baía de Guanabara funcionam parcialmente, devido à um protesto na estação Praça Araribóia, em Niterói. Com isso, o serviço de barcas tradicional, que faz a ligação entre Rio e Niterói, não está operando. Já o serviço expresso feito com os catamarãs, que circulam mais rápido na travessia da Baía de Guanabara, com um preço mais alto, estão funcionando. A situação na Ponte Rio-Niterói já está normalizada. Mais cedo, manifestantes bloquearam a pista no sentido Rio, pouco depois das 6h. A via ficou totalmente interditada por cerca de uma hora e meia e o tráfego foi normalizado por volta das 8h. No momento, o trânsito é intenso na via. A travessia no sentido Rio é feita em 40 minutos, três vezes mais que o normal, devido a bloqueios em vias da zona portuária da capital. Na Rodoviária Novo Rio, houve enfrentamento entre a tropa de choque da Polícia Militar e manifestantes, que bloquearam a via expressa do Porto do Rio. Para dispersar os manifestantes, a Polícia Militar usou bombas de efeito moral. Os manifestantes reagiram, atirando pedras e quebraram o vidro traseiro de uma patrulha da PM. Em seguida, a manifestação fechou o acesso junto ao antigo Gasômetro, evitando a passagem dos motoristas em direção à Avenida Francisco Bicalho. O bloqueio foi rápido e a tropa de choque da Polícia Militar dispersou os manifestantes. As agências bancárias no centro da cidade do Rio de Janeiro estão com as portas fechadas nesta sexta-feira (28). Na Avenida Rio Branco, que tem a maior concentração de agências bancárias na cidade, todas as 27 agências visitadas pela reportagem estavam fechadas. Cerca de um terço dessas agências estava aberto apenas para uso dos caixas eletrônicos. A maioria estava fechada com grades ou com tapumes e, muitas delas, com grevistas parados em frente às agências. Segundo o Sindicato dos Bancários, no centro da cidade a adesão à greve é total. Brasília Na capital federal, as vias de acesso ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek chegaram a ficar bloqueadas por manifestantes, mas já estão liberadas e o tráfego flui sem problemas. As pistas foram bloqueadas nos dois sentidos por volta das 5h30. Os manifestantes fizeram barreiras, com pneus em chamas. A Polícia Militar chegou a interditar os acessos às pistas até que os bloqueios fossem retirados. A Rodoviária do Plano Piloto está sem ônibus devido ao ato de protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência Marcello Casal Jr/Agência Brasil Saiba Mais Veja quem deve parar nesta sexta nas principais capitais do país A Inframerica, empresa concessionária que administra o terminal, informou, por meio de comunicado publicado na internet, que, apesar da paralisação, o terminal está operando, mas que podem ocorrer atrasos nos voos. A empresa aconselha aos passageiros consultarem a situação de seus voos com as companhias aéreas antes de se deslocar para o aeroporto. A Inframerica informa ainda que dos 26 voos previstos para o período da 0h às 6h, quatro voos sofreram atrasos acima de 30 minutos e dois foram cancelados. Os ônibus e o metrô continuam parados. Os rodoviários e metroviários aderiram à greve e vão paralisar por 24 horas. Passageiros estão usando o transporte alternativo, como vans, táxis e veículos particulares para ir ao trabalho. No Congresso Nacional, a segurança foi reforçada. As visitas guiadas à dependências da Câmara e do Senado estão suspensas há uma semana e continuam proibidas por tempo indeterminado. Desde à meia-noite, o acesso de carro à Esplanada dos Ministérios está fechado. Sé é possível chegar à região a pé ou por vias auxiliares. Além do gramado em frente ao Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Ministério das Relações Exteriores foram cercados por grades. Muitos ministérios estão com parte das fachadas coberta por tapumes. A Secretaria de Cultura do Distrito Federal informou que a Biblioteca Nacional, o Museu da República, o Centro Cultural Três Poderes e o Memorial dos Povos Indígenas, que ficam na Esplanada, também não abrirão hoje por causa dos protestos. O governo do Distrito Federal não informou quantos policiais militares atuarão no reforço da segurança, mas muitos do serviço administrativo podem ser acionados para atuar nas principais vias do DF, juntamente com o Batalhão de Choque, a Cavalaria e a Rotam (Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas). A expectativa é de que ainda hoje, pelo menos 10 mil passem pelo local. Para evitar tumulto, dois cordões de revista pessoal serão montados pela PM nos acessos à Esplanada pela rodoviária do Plano Piloto e pelos anexos dos ministérios. Não será permitido chegar ao local com cabos de bandeiras, sprays, objetos perfurantes ou cortantes, flechas e garrafas de vidro. O esquema montado para hoje prevê ainda equipes do Batalhão de Trânsito e do Corpo de Bombeiros na área central da capital federal para atender a emergências. As vias de acesso ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek já estão liberadas e o tráfego flui sem problemas. As pistas foram bloqueadas nos dois sentidos por volta das 5h30. Os manifestantes fizeram barreiras, com pneus em chamas. A Polícia Militar chegou a interditar os acessos às pistas até que os bloqueios fossem retirados. Paraná Manifestantes bloquearam rodovias federais no estado. Segundo a Polícia Federal (PRF), na BR 277, em São José dos Pinhais, um grupo de pessoas fez um bloqueio, no km 69, nas imediações da fábrica da Renault, prejudicando o tráfego de veículos. Manifestantes bloqueiam a BR-277, na altura do quilômetro 69, em São José dos Pinhais, no ParanáEric Zardo/Divulgação PRF Em Araucária, a BR 476 foi bloqueada por volta das 8h30 na altura do km 150, em frente à refinaria da Petrobras, causando um engarrafamento de dois quilômetros. Em Mauá da Serra, na BR-376, o bloqueio ocorre no km 295, em frente ao Posto Bambu. Outra interdição ocorre no km 406 da BR-158, em Laranjeiras do Sul. Segundo a PRF, cerca de 200 manifestantes sem terra estão no local. O transporte público foi interrompido nas maiores cidades do Paraná. Em Curitiba, exames e consultas no Hospital de Clínicas foram cancelados. Manifestantes marcharam para em direção ao centro cívico, onde fica a sede dos três Poderes. De acordo com a PM, 5 mil pessoas participam do ato. A Força Sindical no estado estima em 20 mil participantes. Santa Catarina A BR-116 está com o tráfego interrompido no Km 184, na junção com a BR-470, no município de São Cristóvão do Sul. De acordo com a concessionária que administra a rodovia, cerca de 500 pessoas, que chegaram em 12 ônibus, bloqueiam a pista. A previsão dos manifestantes é desobstruir a rodovia por volta das 15h. As equipes da concessionária e a Polícia Rodoviária Federal estão no local orientando o fluxo de veículos. Porto Velho Porto Velho está sem ônibus e com escolas e bancos fechados por causa da greve geral. Os manifestantes vão se concentrar na Praça das Três Caixas D'água. Recife Na capital pernambucana e na região metropolitana, os ônibus não estão circulando desde o início da manhã. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que 30% da frote circule. Os sindicatos dos rodoviários podem ser multados em R$ 100 mil caso a decisão não seja cumprida. Foram registrados protestos nas BR 232 e 101, que fecharam parte das rodovias. Escolas, agências bancárias, comércio e mercados públicos não abriram. O aeroporto e as delegacias de plantão da Polícia Civil estão funcionando.
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Centrais sindicais farão protestos nesta sexta-feira em todo País contra propostas de reforma da Previdência e trabalhista
Não saia de casa nesta sexta-feira, dia 28! Este é o apelo que a Força Sindical e as demais centrais estão fazendo à população nesta data em que estão programados atos, paralisações e greves em várias cidades do País para protestar contra as propostas de reformas trabalhista e da Previdência. Em São Paulo vão parar ônibus, metrô e trens, além de inúmeras categorias, como metalúrgicos, químicos e trabalhadores da construção civil. “A mobilização é necessária para mostrar ao governo a força da classe trabalhadora, que não aceita a retirada de direitos”, declara Paulo Pereira da Silva, Paulinho, presidente da Força Sindical. “Cada trabalhador deve fazer sua parte nesta luta contra a devastação preparada pelos defensores das propostas do governo. No dia 28, a parte que cada a cada um é ficar em casa”, afirma João Carlos Gonçalves, Juruna, secretário-geral da Força. O 1º secretário da Força Sindical, Sergio Luiz Leite, o Serginho, tem percorrido todo o País nos eventos pré-congresso da central. "O meu panorama nacional é o mais positivo possível", diz ele. "O leque de categorias que estão mobilizadas é o mais amplo que se tem notícia, haverá manifestações não apenas nas capitais, mas também nas médias e pequenas. O recado que o trabalhadores darão contras as reformas vai ser muito forte, será impossível não ouvir", afirmou. No dia 28, às 3 horas da madrugada do dia 28 de abril, Paulinho, Juruna e Serginho estarão juntos com o presidente do Sindicato dos Motoristas de São Paulo, José Valdevan de Jesus Santos, o Noventa,  na garagem de ônibus VIP Águia de Haia, da Cidade A.E. Carvalho, na Avenida Águia de Haia, nº 2.344. Às 8 horas, os sindicalistas estarão na obra da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, nº 1.827, e depois em outra obra da Avenida Chedid Jafet, nº 222, na Vila Olímpia. Às 15 horas, os dirigentes sindicais darão entrevista coletiva em frente ao INSS, situado no Viaduto Santa Ifigênia, 260, Centro de São Paulo.
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Paulinho a Temer: ou muda a reforma trabalhista, ou Solidariedade sai da base governista
O deputado Paulinho da Força, presidente do partido Solidariedade e da central Força Sindical, está deixando claro ao presidente Michel Temer. Ou o governo muda sua proposta de reforma trabalhista, ou a agremiação, com 14 parlamentares, vai sair da base governista. O assunto é tema da coluna desta quarta-feira 26 da coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo. Leia:
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Dia 28: maior das greves terá convocação das centrais na mídia tradicional
Assinado pelas seis centrais sindicais, um anúncio será publicado amanhã em jornais de papel do eixo Rio-São Paulo com uma convocatória para a paralisação nacional do dia 28, próxima sexta-feira. Contra as propostas de reforma previdenciária e trabalhista apresentadas pelo governo, as centrais convocam os trabalhadores e toda a sociedade para que "não saiam de casa" no dia marcado. O aviso é o de que não haverá trens, ônibus e metrô em circulação nas maiores cidades do país. O secretário-geral da central Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, se reuniu com autoridades da área de Segurança do município e do estado de São Paulo para garantir o caráter pacífico do movimento e discutir o esquema de policiamento montado em torno do movimento. Na vésperas, dirigentes das centrais avaliaram que a paralisação do dia 28 tem potencial para ser a maior já ocorrida no Brasil desde a redemocratização. Abaixo, o anúncio que irá circular nesta quarta-feira 26:  
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Dia 28: “Ônibus, metrôs e trens vão parar”, diz Juruna, da Força, à secretário da Segurança de São...
O secretário-geral da Força Sindical João Carlos Gonçalves, Juruna, e o deputado estadual pelo PSDB  Antonio de Sousa Ramalho, que também é o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de SP, estiveram hoje (dia 25), com o secretário da Segurança Pública Mágino Alves Barbosa, para tratar da mobilização que será realizada no dia 28 de abril “Dia Nacional de Paralisações,  Atos e Greves”. Juruna e Ramalho informaram ao secretário que as ações do dia 28 serão coordenadas pelas centrais sindicais. “Ônibus, metrôs e trens vão paralisar suas atividades e as centrais, os sindicatos e federações estão orientando a população a ficar em casa nesta data, ou seja, não ir ao médico, bancos, etc.... Serão colocadas faixas em São Paulo com orientações sobre a greve”, informou Juruna. Ramalho afirmou que a mobilização será pacífica por uma causa justa que é lutar a favor dos direitos dos trabalhadores. Os dois dirigentes destacaram que, em eventos de grandes proporções como este, terá momento em que a situação ficará um pouco complicada. E, nesses casos, sempre haverá sindicalistas da Força no comando que conversará com os policiais para resolver os eventuais problemas que possam surgir.
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Trabalhadores árabes, peruanos e colombianos manifestam apoio à Greve Geral no dia 28 de abril
Dirigentes e trabalhadores da indústria da construção e da madeira estão manifestando sua solidariedade à luta dos trabalhadores brasileiros na greve geral do próximo dia 28 de abril. Por iniciativa do sindicato global ICM – Internacional de Trabalhadores da Construção e da Madeira - todos sindicalistas que participarão de atividades esta semana serão convidados a manifestar o apoio à Greve Geral no Brasil. Também estão sendo articuladas ações de solidariedade e apoio, inclusive com paralisações, nas principais cidades da América Latina e Caribe aonde a ICM está inserida, como Buenos Aires, Cidade do Panamá e Montevidéu, no próprio dia da Greve (28). “Nesse dia, os sindicatos da ICM estarão entregando cartas de protesto nas Embaixadas do Brasil em vários países, em conjunto com os sindicatos afiliados à Internacional de Serviços Públicos (ISP) e IndustriALL Global Union, outras federações sindicais internacionais mobilizadas em apoio aos trabalhadores brasileiros”, informa o representante da ICM para América Latina e Caribe, Nilton Freitas. O que é a ICM A ICM (Internacional de Trabalhadores da Construção e da Madeira) é uma federação sindical global que agrupa sindicatos livres e democráticos, membros dos setores de construção, materiais de construção, de madeira, silvicultura e setores conexos. A ICM tem 350 sindicatos afiliados que representam cerca de 12 milhões de trabalhadores em 134 países. A sede fica em Genebra, na Suíça. Tem escritórios regionais e escritórios de projetos no Panamá e na Malásia, África do Sul, Índia, Burkina Faso, Bósnia Herzegovina, Bulgária, Chile, Quênia, Coréia do Sul, Tailândia, Rússia, Peru, Venezuela e Brasil. Sua missão consiste em promover o desenvolvimento de sindicatos nas indústrias da construção e da madeira em todo o mundo, promover e reforçar os direitos dos trabalhadores no contexto do desenvolvimento sustentável.
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“Acordos coletivos não representam apenas os filiados, mas toda a categoria”, afirma Sergio Leite da Fequimfar
A reforma trabalhista, que muda mais de cem pontos da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), deve ser votada nesta terça após ter entrado em regime de urgência na última quarta-feira. Entre as principais alterações propostas pelo relator da proposta, Rogério Marinho (PSDB-RN), está a prevalência das negociações de alguns pontos entre patrões, empregados e sindicatos em relação ao que está escrito na lei – o que poderia fortalecer acordos coletivos – , mas, também, o polêmico fim da contribuição sindical obrigatória. O tema é bastante criticado pelas principais centrais, que afirmam que essa medida irá afetar a saúde financeira dos sindicatos, podendo enfraquecê-los. O texto elaborado por Marinho quer alterar a contribuição sindical e torná-la facultativa. Hoje, o pagamento, que equivale a um dia de trabalho, é obrigatório e vale tanto para os empregados sindicalizados quanto para os que não são associados às entidades de classe. Pela lei atual, a contribuição, criada na década de 40, deve ser descontada pelos empregadores na folha de pagamento dos empregados no mês de março de cada ano. Segundo o relator, a medida proposta na reforma visa acabar com os sindicatos de "fachada e pelegos". "Temos 17.082 sindicatos, enquanto a Argentina tem 100. E a grande maioria dos nossos não tem representatividade. Existe um da indústria naval no Amapá e lá não tem mar. Há uma montanha de 3,6 bilhões de reais que é destinado aos sindicatos sem fiscalização do Tribunal de Contas da União", critica o deputado. Para o relator, a proposta de tornar a contribuição facultativa irá fortalecer os sindicatos que realmente lutam por acordos e convenções coletivas. "Os que realmente defendem o interesse de trabalhadores e empresário certamente serão financiados por seus associados, os que não tem condição vão desaparecer", defende Marinho. Grande parte do movimento sindical, no entanto, rebate a medida. A Força Sindical alega que, sem a manutenção da contribuição obrigatória, as entidades serão enfraquecidas, assim como o poder de negociação dos trabalhadores. Sérgio Leite, secretário da Força Sindical, ressalta que os acordos coletivos não representam apenas os filiados, mas toda a categoria. "Por isso entendemos que todos os trabalhadores devem contribuir com a estrutura sindical ou da federação. No conjunto dos sindicatos essa contribuição é essencial para a existência desse setor", explica. Segundo o secretário, a arrecadação desse dinheiro representa de 40% a 50% da receita de um sindicato de médio porte, mas pode representar até 80% da receita de um de pequeno porte. Os recursos da contribuição sindical não vão, entretanto, apenas para os sindicatos. Atualmente, esse dinheiro é distribuído da seguinte forma: 60% para os sindicatos, 15% para as federações, 5% para as confederações e 20% para a chamada “conta especial emprego e salário”, do Ministério do Trabalho. Uma das entidades que recebem recursos dessa conta especial é o Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT), que custeia programas de seguro-desemprego, abono salarial, financiamento de ações para o desenvolvimento econômico e geração de trabalho, emprego e renda. Além dos empregados, os patrões também devem pagar, todos os anos, a Contribuição Sindical Patronal. O pagamento do imposto é proporcional ao capital social da empresa. As alíquotas aplicadas variam de 0,02% a 0,8%. Essa contribuição, que também é obrigatória, deve se tornar facultativa segundo o relator do projeto. Quintino Severo, secretário de Finanças da Central Única de Trabalhadores (CUT), diz que a organização sindical é favorável ao fim da contribuição obrigatória, mas que não está de acordo com a maneira que a proposta de reforma trabalhista está tratando o tema. "Sempre tivemos uma posição histórica sobre esse tema. Entendemos que esse modelo que vem desde 1943 incentiva o sindicato de fachada, mas o que queremos é que essa contribuição seja decidida por meio de assembleia, democraticamente. E isso não está claro no projeto do relator", explica. Também a favor do fim da contribuição sindical obrigatória, mas a longo prazo, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, defende que esse imposto seja eliminado de maneira gradual e que não termine de uma hora para outra. O objetivo seria dar tempo para que sindicatos, tanto os de trabalhadores quanto os patronais, se adaptem ao fim dessa fonte de dinheiro. Ciente do tamanho da polêmica gerada em torno do tema, e confiante de que conseguirá angariar os votos para passar a reforma, o presidente Michel Temer já disse, no início do mês, que pensará numa alternativa de financiamento aos sindicatos caso o imposto sindical seja extinto. "Há uma tendência fortíssima para acabar com a contribuição sindical. Se realmente for eliminada, depois verificamos uma fórmula, mais pra frente, pela qual possamos estudar, de um suporte financeiro para os sindicatos", disse em entrevista à TV Bandeirantes. "Pensaremos num acordo para que seja metade de um dia. Ou um terço. Uma coisa que dê sustentação ao sindicato", completou.
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Rodoviários aprovam participação no 28 de abril: Nenhum ônibus nas ruas!
Detalhes das reformas da previdência e trabalhista surpreendem rodoviários; nenhum ônibus circulará, a partir da zero hora de sexta-feira (28), até as 23h59, na região metropolitana da baixada santista e litoral; Hoje, a viúva pode acumular sua aposentadoria com a pensão do marido falecido, independente do valor de cada benefício. A partir da reforma previdenciária, ela terá que optar por um ou outro, escolhendo o mais vantajoso. Hoje, quando o operário entra num ônibus fretado para ir à empresa onde trabalha, o tempo gasto no trajeto de ida e volta é contabilizado como horário de trabalho. A partir da reforma trabalhista, não mais será. Da mesma forma, o tempo que o coletor de lixo leva para tomar banho após o serviço e se trocar também não será mais considerado componente da jornada de trabalho. Nem o período em que se troca de uniforme em várias outras atividades. Essas e outras situações impostas pelas reformas previdenciária e trabalhista do governo federal, em tramitação na câmara dos deputados, deixaram surpresos os trabalhadores rodoviários de Santos que participaram de seminário em seu sindicato. Sem garantias sociais O evento começou às 9 horas desta sexta-feira (21), feriado de Tiradentes, com palestras de quatro advogados, seguidas de debates, e terminou às 20, após assembleia que aprovou a participação da categoria na greve geral nacional de 28 de abril. Durante a assembleia, ficou acertado que nenhum ônibus municipal, intermunicipal ou de fretamento da região metropolitana da baixada santista e litoral circulará a partir da zero hora de sexta-feira (28), até as 23h59. O interesse dos trabalhadores e sindicalistas que acompanharam a exposição dos advogados crescia a cada revelação desconhecida pela maioria. “A mídia não informa a verdade e leva as pessoas a se iludirem com o governo”, diz o presidente sindicato, Valdir de Souza Pestana. Coordenado pelo advogado Cleiton Leal Dias, o seminário começou com uma afirmação dele mostrando a que veio: “As reformas servem para aumentar os lucros das empresas e diminuir as garantias sociais dos trabalhadores”. “São tantas as inconstitucionalidades das duas propostas”, disse ele, “que a Justiça do Trabalho poderá desconstruí-las na prática”. Mas fez uma ressalva: “Isso enquanto existir Justiça do Trabalho, pois a intenção do capital é acabar com ela também”. Outro ponto que deixou assustada a plateia foi o fim da ultratividade previsto pela reforma, ou seja, o fim da validade de uma convenção coletiva de trabalho até sua renovação, como acontece hoje. Com isso, os trabalhadores podem ficar sem suas conquistas. “Basta a empresa não renovar a convenção e se negar a negociar na data base”, explicou Cleiton. Dessa forma, segundo ele, a categoria poderá ficar sem direitos conquistados em campanhas salariais anteriores, como plano de saúde, valores de horas extras e outros. Fragilidade O advogado Rogério Braz Mehana Khamis, que participou do evento como representante da OAB, destacou a possibilidade de livre negociação entre patrões e empregados sem auxílio legal ou sindical para o trabalhador, prevista pela reforma. Segundo ele, a empresa poderá negociar com uma comissão ou grupo de trabalhadores, sem participação do sindicato, e impor condições precárias de ganho e ambiente de trabalho diante da fragilidade do interlocutor. Pestana O presidente do sindicato atribui ao apoio da mídia o sucesso da propaganda do governo em defesa das reformas: “Até o papa Francisco é contra, tanto que se recusou a vir ao Brasil a convite de Michel Temer. Mas a maioria do povo permanece alienada”. Valdir Pestana lembra que a CNBB (conferência nacional dos bispos do Brasil), além da OAB (ordem dos advogados), MPT (ministério público do trabalho) e Anamatra (associação nacional dos magistrados trabalhistas) também condenam as reformas. Ferrugem Para o secretário-geral do sindicato, Eronaldo José de Oliveira ‘Ferrugem’, o movimento sindical deverá promover outros protestos após a greve de sexta-feira da próxima semana (28). “Teremos muita luta pela frente para barrar as reformas”. Beto O vice-presidente do sindicato, José Alberto Torres Simões ‘Betinho’, adiantou que “a próxima semana será marcada pela continuação da intensa atividade nas bases, a exemplo dos últimos 15 dias, pelo sucesso da greve no transporte da região”.
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Centrais se reúnem hoje para definir ajustes das ações da paralisação geral do dia 28
As nove Centrais Sindicais se reúnem na Força Sindical, hoje (24), a fim de avaliar o quadro das mobilizações e definir ações práticas da paralisação geral marcada para a sexta, (28). O encontro será, às 14h30, na sede da Central, à rua Rocha Pombo, 94, Liberdade, em São Paulo. A Agência Sindical falou com o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves (Juruna). Ele adianta: "As direções sindicais, com base no relato das mobilizações pelo País, vão definir o que será feito nos dias que precedem a paralisação e também no próprio dia 28". A paralisação promete ser nacional e forte, com adesão de amplos setores, de peso na economia e nos serviços. Segundo o coordenador da Intersindical, Édson Carneiro (Índio), “muitas categorias fizeram plenárias, aprovaram greve e estão mobilizando as bases”. O sindicalista também vê crescer simpatia ao movimento. “A greve ganha força na medida em que as pessoas vão tomando consciência real das maldades que Temer tenta impor com suas reformas”, comenta. Organização - Sindicalista do Vestuário, Alvaro Egea (secretário-geral da CSB) entende que a reta final da greve é a hora certa de fazer os ajustes. Ele comenta: “O Brasil é grande e variado. Cada setor tem uma experiência própria. Vamos tomar pé da mobilização nas categorias pelo País e verificar de que modo podemos fazer uma paralisação nacional, com forte participação da classe trabalhadora e também apoio social”. Dieese - Clemente Ganz Lúcio, diretor-técnico, falará aos dirigentes sobre os impactos das reformas, especialmente o que aponta o relatório da reforma trabalhista, aprovado em caráter de urgência. “Temos de pensar o dia 28 e também o pós-dia 28”, orienta.
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Fipe: Pesquisa aponta ganho real de reajustes salariais em 2017
Em matéria publicada neste sábado, 22, o Jornal Folha de São Paulo, noticiou um dado positivo com relação aos reajustes salariais, segundo dados da pesquisa do Salariômetro, da Fipe, divulgados na matéria, acordos salarias voltaram a superar a inflação neste ano, depois de sofrerem seguidas perdas em 2016. A reportagem aponta ainda que após estabilização em janeiro, as negociações conseguiram aumentos 1,1% e 1,8% superiores à alta dos preços (os chamados ganhos reais) em fevereiro e março, respectivamente, segundo a pesquisa. “As negociações coletivas, que resultam em aumento salarial, são obtidas através da atuação dos sindicatos que representam os trabalhadores”, afirma Paulinho. Leia a íntegra da reportagem: "Reajustes salariais voltam a ganhar da inflação em 2017, aponta pesquisa Desaceleração do ritmo de alta de preços impulsiona ganhos reais no rendimento Os reajustes salariais voltaram a superar a inflação neste ano, depois de sofrerem seguidas perdas em 2016. Após estabilização em janeiro, as negociações conseguiram aumentos 1,1% e 1,8% superiores à alta dos preços (os chamados ganhos reais) em fevereiro e março, respectivamente, segundo a pesquisa Salariômetro, da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). A alta aconteceu em todos os setores com exceção da indústria, cuja mediana dos reajustes foi 0,5% inferior à inflação em fevereiro e 0,1% em março. Na outra ponta, os maiores aumentos foram na agropecuária, com ganhos de 2,1% e 1,8% nesse período. A tendência é que o movimento continue, diz Hélio Zylberstajn, coordenador do estudo. "Acredito que haverá entre 1 e 2 pontos percentuais de ganhos reais a cada data-base", afirma. O motor dessa recuperação do poder de compra do trabalhador é a inflação em queda. Quando os preços estão em alta, os sindicatos têm dificuldade para negociar acordos que consigam cobrir a inflação e ainda trazer algum ganho para a categoria. No início do ano passado, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado em 12 meses chegou a 11,3%. Após meses de queda, ele chegou a 4,7%, em março deste ano. Reflexo desse movimento, em janeiro de 2016, quase 70% das negociações ficaram abaixo do INPC, o que significa que o trabalhador viu seu rendimento encolher. Já em março de 2017, o percentual de acordos inferiores à inflação caiu para 12,9%. "O que acontece é que a taxa de inflação acumulada é um referencial muito forte na mesa de negociação, então ela acaba comandando", afirma Zylberstajn. "Com a previsão de inflação agora em 4%, 3%, é provável que a grande maioria das categorias vá repor a perda e conseguir alguma coisa a mais", diz o pesquisador. O número de acordos com redução de jornada e de salário nominal (sem descontar a alta de preços), utilizados principalmente na indústria, caíram para 3 em março, após terem alcançado um pico de 60 em janeiro de 2016. SEM CARTEIRA A pesquisa da Fipe abrange apenas empregados com carteira assinada. Para quem está fora desse grupo, houve pouca ou nenhuma recuperação recente da renda. Levantamento feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) com base nos dados do IBGE observou aumento real de 1,4% no rendimento médio de trabalhadores sem carteira ao longo do trimestre de dezembro a fevereiro em comparação ao mesmo período de 2016. Entre autônomos e empregadores, houve queda de 2,5% e 0,6%, respectivamente. A maior alta aconteceu no setor público, cujos rendimentos subiram 5,1%. Considerando toda a população ocupada –que desemprenha alguma atividade econômica, seja no setor formal ou informal–, os rendimentos cresceram em média 1,4% no trimestre em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo o Ipea. "Mesmo esse crescimento sendo pequeno e não generalizado, já é uma percepção de melhora. Nós vínhamos de um período de quedas contínuas", diz a pesquisadora Maria Andréia Lameiras, coautora do levantamento. Para ela, os dados mostram que a recuperação do mercado de trabalho vai começar pela melhora do rendimento de quem está empregado, para depois iniciar a geração de novas vagas."