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Sem apoio do Senado, governo adia para o 2º semestre reformas trabalhista e previdenciária
O governo fez 1 esforço nas últimas semanas para acelerar as votações de reformas tidas como prioritárias. O Poder360 ouviu operadores importantes no Congresso. E, apesar de vitórias parciais do Planalto, fica para agosto a conclusão tanto das alterações na legislação do trabalho como a reforma da Previdência. “Dá tempo de votar a reforma trabalhista no Senado ainda no 1º semestre, mas será muito difícil”, afirma publicamente o experiente senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Assim como o governo, Tasso defende que os senadores não façam alterações nas reformas aprovadas pelos deputados. Conforme o senador, evitaria o retorno dos projetos para novas votações na Câmara. Haveria o risco de as reformas se prolongarem por todo o 2º semestre, dificultando ainda mais a aprovação definitiva. PMDB é o nó O grande complicador para as votações caminharem como queria o governo é a divisão entre senadores do PMDB. Nesta 4ª (3.mai), o líder do governo, Romero Jucá (RR), comandou uma tentativa de destituir da Liderança do partido o rebelado Renan Calheiros (AL). O alagoano recolheu metade das assinaturas da bancada para permanecer na cadeira. O governo concluiu o óbvio: as reformas não têm ainda o apoio do maior partido do Senado. Jucá será o relator da reforma trabalhista na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. Trata-se de 1 nome de confiança do Planalto. A reforma trabalhista é 1 projeto prioritário para Michel Temer. Está abaixo apenas da reforma da Previdência. Faltam votos para Previdência No caso da reforma da Previdência, o texto básico foi aprovado nesta 4ª (3.mai) na comissão especial da Câmara. Mas a conclusão da votação dos destaques teve que ser adiada para a semana que vem, após a sala ser invadida por agentes penitenciários. A insatisfação da categoria foi provocada por recuo duplo do relator da reforma, Arthur Maia (PPS-BA), que os deixou fora do regime especial. Os governistas acreditam que só terão votos suficientes para aprovar a reforma em plenário e enviá-la ao Senado em julho. Poder360 avalia Tudo somado, é grande a chance de que neste ano não ocorra o recesso legislativo de julho. Para suspender essa folga, basta não votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias. O governo ganha, então, 17 dias de apreciação das reformas. Mas esses dias extras podem ser insuficientes para evitar que a tramitação dos projetos continue ao longo de agosto ou setembro.
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Futuro do sindicalismo é tema de debate da UNI Global
Dirigentes do mundo inteiro se reúnem para discutir futuro do sindicalismo; encontro reuni dirigentes da Argentina, Bélgica, Brasil, Chile, Estados Unidos, Holanda, Suécia, Suíça, entre outros países; Começou nesta quarta, 3, a reunião oficial entre sindicatos de serviços de diferentes países do mundo promovida pela UNI Global Union. O objetivo é discutir o atual cenário das entidades sindicais e o que pode ser feito para que elas se fortaleçam. Participam dirigentes da Argentina, Bélgica, Brasil, Chile, Estados Unidos, Holanda, Suécia, Suíça, entre outros países. A abertura do evento contou com um coquetel de boas-vindas oferecido pela UGT (União Geral dos Trabalhadores). De acordo com Ricardo Patah, presidente nacional da Central, “é importante que uma reunião como essa aconteça no Brasil no momento que estamos vivendo. Traz mais esperança pois, juntos, vamos buscar alternativas de sindicalização no Brasil e no mundo. Apesar de tudo, a mensagem é de otimismo”. Patah refere-se às reformas trabalhista e previdenciária propostas pelo atual governo, assim como ao projeto de terceirização. Segundo ele, caso sejam aprovadas como estão, as reformas prejudicarão em absoluto os trabalhadores. “Na Europa, as pessoas começam a trabalhar com, aproximadamente, 24 anos. No Brasil, com 14. Como comparar a aposentadoria desses dois países sem levar em consideração esses dez anos de diferença? Quanto à reforma trabalhista, chamo a atenção para a ausência de um representante dos sindicatos nas negociações com a empresa e a valorização da negociação individual em detrimento da coletiva. Está errado, mas não vamos deixar isso acontecer. As centrais organizaram uma paralisação geral no último dia 28, que foi um sucesso, com enorme adesão dos trabalhadores. Nesta quarta, fomos a Brasília conversar pessoalmente com os senadores. Ainda esta semana, as centrais definirão, em conjunto, as próximas ações”, explicou o dirigente. “Foi justamente pelo reflexo do bom trabalho que tem sido desenvolvido pela UGT e pelas outras centrais sindicais que escolhemos o Brasil para a realização dessa reunião”, disse Tom Balanoff, presidente da SEIU (Service Employees International Union / União Internacional dos Empregados de Serviços). “Temos aqui pessoas de vários países e estou confiante de que, com essa troca, iremos avançar no setor de serviços do sindicalismo global. Precisamos ter unidade, solidariedade, coletivismo. Nada é mais forte do que esses princípios. Vamos ajudar no que for preciso nos movimentos de greve no Brasil. Vamos assumir responsabilidades e riscos, mas vamos mudar o mundo”, frisou Balanoff. Também presente ao evento, Eddy Stam, diretor do setor de Serviços de Propriedade da UNI Global Union, que congrega os setores de limpeza e segurança, reafirmou a importância da união: “Precisamos, juntos, entender por que os sindicatos estão sob ataque em todo o mundo. Por que estamos enfraquecidos? É imprescindível nos unirmos para, então, nos fortalecermos. Às vezes, precisamos, por exemplo, sacrificar uma relação com o empresário. Faz parte e devemos estar dispostos a isso. Temos que refletir sobre nossa real disposição para abrir mão do que for necessário em razão da união sindical global”. Para Philippe Yerna, presidente da Federação de Alimentos e Serviços da Bélgica, o intercâmbio de informações permitido por essa reunião da UNI Global Union é fundamental, especialmente para falar das negociações da UGT com as empresas de Limpeza. “Porque sabemos que, aqui, as conquistas desse setor têm sido grandes. Devemos priorizar soluções relacionadas à segurança dos trabalhadores do setor de serviços. É o mínimo que a pessoa precisa para trabalhar bem. Precisamos debater, trocar experiências”, disse Yerna. Esse é também o objetivo de Moacyr Pereira, presidente da Confederação de Serviços de Limpeza (Conascon) e secretário de Finanças da UGT: conhecer experiências de entidades de diferentes lugares do mundo, a fim de promover uma união sindical global cada vez mais fortalecida na luta pelos direitos do trabalhador. Moacyr é membro titular do Comitê Mundial do Setor de Serviços da Uni Global Union e presidente do Siemaco-SP (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo). “Estou satisfeito que essa reunião esteja acontecendo aqui no Brasil. Estamos passando por um momento difícil, mas sabemos que esse não é um problema nacional, e sim mundial. Nossa maior força é a união. Vamos trocar experiências, conhecer situações de diferentes países e, juntos, criar mecanismos para o fortalecimento do sindicalismo e para a manutenção dos trabalhos, com segurança, condições decentes e justiça social’, disse Moacyr. “Os trabalhadores de asseio, conservação, limpeza urbana, segurança, são os responsáveis, entre outras coisas, pela limpeza de uma cidade, de um país. Ou seja, eles lidam diretamente com a saúde da população. Por isso, devem ser devidamente valorizados. Que esse seja o objetivo do movimento sindical para todos os trabalhadores de qualquer parte do mundo. Claro que cada lugar tem suas particularidades. O que funciona em um país não necessariamente dá certo em outro. O importante é trocar ideias, adaptar experiências, mas fazer valer, acima de tudo, os direitos trabalhistas e a qualidade de vida dos cidadãos.” A reunião oficial termina nesta sexta, 5.
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Em nota, centrais convocam trabalhadores a continuar e ampliar mobilização contra retirada de direitos
Durante a reunião, realizada na sede nacional da CUT, nesta quinta-feira (04), as centrais sindicais fizeram um balanço positivo da Greve Geral do último dia 28 de abril, e deliberaram sobre os próximos passos do movimento sindical contra as reformas previdenciária e trabalhista. Uma nota foi redigida conclamando as os trabalhadores a continuarem e ampliarem a mobilização contra a retirada de direitos. "Os trabalhadores demonstraram sua disposição em combater o desmonte da Previdência social, dos direitos trabalhistas e das organizações sindicais de trabalhadores." Na nota, os sindicalistas fizeram uma avaliação positiva das mobilizações que tiveram "adesão nas fábricas, escolas, órgãos públicos, bancos, transportes urbanos, portos e outros setores da economia e teve o apoio de entidades da sociedade civil como a CNBB, a OAB, o Ministério Público do Trabalho, associações de magistrados e advogados trabalhistas, além do enorme apoio e simpatia da população, desde as grandes capitais até pequenas cidades do interior." E reafirmaram sua disposição na luta em defesa dos direitos e definiram um calendário para continuidade e ampliação das mobilizações, que entre outras ações, prevê ida à Brasília de 8 a 12 de maio para pressionar os deputados e senadores e também atividades em suas bases eleitorais para que votem contra a retirada de direitos; e de 15 a 19 de maio ocupar Brasília. A seguir confira a íntegra da nota: São Paulo, 4 de maio de 2017 *NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS* CONTINUAR E AMPLIAR A MOBILIZAÇÃO CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS! As Centrais Sindicais, reunidas na tarde desta quinta feira, avaliaram a Greve Geral do dia 28 de abril como a maior mobilização da classe trabalhadora brasileira. Os trabalhadores demonstraram sua disposição em combater o desmonte da Previdência social, dos direitos trabalhistas e das organizações sindicais de trabalhadores. A forte paralisação teve adesão nas fábricas, escolas, órgãos públicos, bancos, transportes urbanos, portos e outros setores da economia e teve o apoio de entidades da sociedade civil como a CNBB, a OAB, o Ministério Público do Trabalho, associações de magistrados e advogados trabalhistas, além do enorme apoio e simpatia da população, desde as grandes capitais até pequenas cidades do interior. As Centrais Sindicais também reafirmaram sua disposição de luta em defesa dos direitos e definiram um calendário para continuidade e ampliação das mobilizações. CALENDÁRIO DE LUTA: 8 a 12 de maio de 2017 (semana um) ▪ Comitiva permanente de duzentos a trezentos dirigentes sindicais no Congresso Nacional para pressionar os deputados e senadores e também atividades em suas bases eleitorais para que votem contra a retirada de direitos; ▪ Atividades nas bases sindicais e nas ruas para continuar e aprofundar o debate com os trabalhadores e a população, sobre os efeitos negativos para a toda sociedade e para o desenvolvimento econômico e social brasileiro. 15 a 19 de maio de 2017 (semana dois) ▪ Ocupa Brasília: conclamamos toda a sociedade brasileira, as diversas categorias de trabalhadores do campo e da cidade, os movimentos sociais e de cultura, a ocuparem Brasília para reiterar que a população brasileira é frontalmente contra a aprovação da Reforma da Previdência, da Reforma Trabalhista e de toda e qualquer retirada de direitos; ▪ Marcha para Brasília: em conjunto com as organizações sindicais e sociais de todo o país, realizar uma grande manifestação em Brasília contra a retirada de direitos. Se isso ainda não bastar, as Centrais Sindicais assumem o compromisso de organizar um movimento ainda mais forte do que o histórico 28 de abril de 2017; Por fim, as Centrais Sindicais aqui reunidas convocam todos os Sindicatos de trabalhadores do Brasil para mobilizarem suas categorias para esse calendário de lutas. CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros CSP Conlutas – Central Sindical e Popular CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil CUT – Central Única dos Trabalhares Força Sindical Intersindical – Central da Classe Trabalhadora NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores UGT – União Geral dos Trabalhadores.
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Centrais sindicais promovem “Ocupa Brasília” para pressionar Congresso contra reformas
Movimento exige o fim da tramitação dos projetos que interferem na Previdência e nas leis trabalhistas; Na próxima semana (entre os dias 8 e 12) as centrais vão enviar a Brasília um grupo de sindicalistas preparados para dialogar com deputados e senadores  sobre as propostas de reformas previdenciária e trabalhista, que estão em tramitação no Congresso nacional. Ao mesmo tempo, os dirigentes sindicais vão procurar os parlamentares nos estados para debater essas propostas e a posição dos trabalhadores. As Centrais Sindicais anunciaram, na tarde desta quinta-feira (04), em São Paulo, mais uma nova iniciativa de pressão contra as Reformas da Previdência e Trabalhista. As entidades divulgaram a semana “Ocupa Brasília”, que acontecerá entre os dias 15 e 19 de maio. Cada segmento, por exemplo, trabalhadores da área da cultura, dos rurais, das mulheres farão atividades na Capital Federal em um dia da semana. As centrais farão uma Marcha para Brasília e ato em dia a ser definido dependendo do cronograma de votação das reformas. Durante o encontro, realizado na sede nacional da CUT, os dirigentes sindicais fizeram um balanço positivo da Greve Geral do último dia 28 de abril. “Nós trouxemos o Brasil inteiro para a luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora. O movimento sindical brasileiro é absolutamente vitorioso na história das conquistas da classe trabalhadora e nós vamos continuar defendendo os trabalhadores. Por isso exigimos a retirada das reformas”, afirmou Vagner Freitas, presidente da Central. O Secretário Geral da CUT, Sérgio Nobre, anunciou a programação para as próximas semanas e destacou o movimento “Ocupa Brasília”, que será organizado pelas centrais sindicais. De 15 a 19 de maio, haverá uma vasta programação na capital federal, com apoio de diversos movimentos sociais, e um dia de marcha da classe trabalhadora sobre Brasília, que deve terminar no Congresso Nacional. Uma semana antes, entre os dias 8 e 12 de maio, os sindicatos e suas bases irão pressionar os parlamentares nos aeroportos em seus estados de origem e também na região onde concentram seus votos. Dirigentes das centrais sindicais irão à Brasília para debater com parlamentares indecisos sobre seus votos nas reformas. Avaliação Houve consenso entre as centrais sindicais sobre as ações divulgadas. Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), comemorou a unidade das entidades. “No Senado, o ambiente está diferente, acredito que a votação da reforma (Trabalhista) será feita de outra forma. Para isso, essa união nossa é importante, foi assim que trouxemos a sociedade para o nosso lado no dia da Greve Geral”, afirmou. O Secretário Geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, conhecido como Juruna, convocou sua base. “Essa marcha à Brasília, na semana da votação, é fundamental  e os nossos sindicatos irão participar. Assim como ocorreu na Greve Geral, quando a grande maioria dos sindicatos brasileiros e de categorias aderiram ao movimento nacional.” Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), afirmou que a Greve Geral está no horizonte do movimento. “As mudanças propostas pelo governo vão ter efeito dramático sobre a vida dos trabalhadores. Nós precisamos ir à Brasília construir o diálogo com os parlamentares e derrubar essas reformas.” “Para CSB, foi de suma importância a unidade entre todas centrais na greve do dia 28. Somos a favor desta ocupação em Brasília e dessa unidade dos trabalhadores. Devemos também definir uma outra data para pararmos o Brasil, porque queremos dialogar sobre estas propostas que estão tentando colocar goela abaixo dos trabalhadores. A CSB apoia e é a favor desta agenda positiva das centrais”, falou o dirigente, que é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba e Região (SindMetal Itatiba). Na reunião, os sindicalistas aprovaram também uma moção em solidariedade aos ativistas de movimentos sociais que foram presos por causa das manifestações do dia 28 de abril e uma carta de agradecimento ao apoio da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) aos trabalhadores.  E no final, as centrais anunciaram que após as mobilizações em Brasília, irão anunciar se uma nova Greve Geral será convocada e, caso se confirme, a data da paralisação. Eis a íntegra da carta: Para S. Eminência Reverendíssima Dom Sérgio, Cardeal Rocha DD. Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Prezado Dom Sérgio, Reunidos em São Paulo nesta data, dirigentes sindicais das Centrais Sindicais – (nome das Centrais que subscrevem), decidimos manifestar de forma oficial nosso reconhecimento e nossa gratidão ao apoio claro e explícito que a Igreja Católica no Brasil manifestou à luta pela justiça dos trabalhadores e do povo brasileiro no período recente, e particularmente por ocasião da Greve Geral realizada no último dia 28 de abril. A coragem e a generosidade  reconhecidas de muitos Bispos ao publicarem explicitamente seu apoio ao Movimento, e sobretudo as declarações claras e enérgicas por parte da própria Assembléia, provocaram, dom Sérgio, um encorajamento, um ânimo muito grande em nossa gente. Queremos que o Senhor saiba deste nosso reconhecimento porque sabemos também o quanto lhes custa tomar estas posições, e as pressões que os poderosos exercem em defesa de seus privilégios e de seus projetos que legalizam a exploração e a exclusão. Nós que já nos entusiasmávamos com as posições proféticas do Papa Francisco, constatamos agora, com muita alegria, que a Igreja no Brasil está seguindo seu Pastor e pondo em prática uma atuação que honra o Evangelho e a prática de Jesus Cristo. Dom Sérgio, esteja certo: não estamos lutando por privilégios de grupos ou corporações. Estamos lutando para que os mais pobres e excluídos deste Brasil não sejam ainda mais massacrados por reformas legais que falam em modernização mas que se constituem na prática formas cruéis de aumentar a exploração; lutamos para que nosso País não tenha alienados seus bens mais estratégicos, para que o sistema financeiro e o mercado não sejam a única orientação política deste País. Confessamos ao Senhor e aos membros desta Assembléia que nem nós imaginávamos que este Governo ilegítimo fosse chegar tão longe em seus propósitos e em suas ações de retirada de direitos daqueles que historicamente já foram vítimas da exclusão.  E a cada dia uma nova surpresa: veja, dom Sérgio o escândalo desta nova proposta de legislação trabalhista para o campo, que quer impor ao trabalhador condições análogas à escravidão: 18 dias de trabalho seguidos,  jornada de 12 horas, pagamento em casa ou alimentação, venda total das férias... Veja o relatório da CPI da Funai e do Incra, criminalizando aqueles que ousam defender a população indígena, vítima extrema da espoliação. Dom Sérgio, o combate que eles fazem ao chamado imposto sindical é outra tentativa de fragilizar a resistência a seus projetos; enquanto isso, as entidades Patronais auferem, através do sistema S, recursos infinitamente maiores, recursos estes que são utilizados exatamente para financiar e comprar o voto de parlamentares a favor das pretendidas reformas anti-sociais. É contra esta sanha exploradora que nos levantamos e vemos com satisfação que nosso grito se faz ouvir cada dia mais pela população e por entidades da importância da CNBB. Muito obrigado, dom Sérgio, por podermos compartilhar esta luta pela justiça. Transmita, por favor a Dom Leonardo e a todos os Bispos, este nosso reconhecimento. Ao mesmo tempo, devemos lhe dizer que nossa luta deverá ser dura e muito longa. Continuamos, por isso, contando, com sua generosidade, sua coragem profética e seu apoio de Pastores. São Paulo, 4 de maio de 2017.
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Metalúrgicos da Renault: mobilização garante PLR de R$ 24,8 mil a trabalhadores
Na tarde desta quinta-feira (04), os metalúrgicos da Renault, em São José dos Pinhais, aprovaram a proposta do acordo salarial de 2017 negociado pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) com a montadora. Com isso a greve iniciada ontem foi encerrada com os trabalhadores já retornando ao expediente. A proposta aprovada na assembleia liderada pelo SMC consiste em uma Participação nos Lucros e Resultados (PLR) no valor de R$ 24.860,00 para 100% das metas. A primeira parcela de R$ 19.300,00 será paga até o final deste mês. A segunda parcela será paga em fevereiro de 2018.  Além da PLR, o acordo ainda determina o  aumento nos salários e no vale-mercado, com o reajuste baseado na reposição da inflação (INPC), a ser realizado no mês de setembro, data-base dos metalúrgicos das montadoras. Só a  PLR poderá injetar na economia do estado cerca de R$ 149 milhões, considerando o atingimento das metas (R$ 24.860,00) multiplicado pelo número de trabalhadores (6 mil). Seguindo o presidente do Sindicato, Sérgio Butka, além do impacto na economia o acordo conquistado após a mobilização serve também de resposta às reformas que o governo Governo Federal tem tentado implementar no país.  “Este acordo deixa uma mensagem a todos os brasileiros. Graças à coragem e  à  greve de  24 horas, os metalúrgicos da Renault  conseguiram garantir seus direitos e sua dignidade. Se todo cidadão brasileiro seguisse este exemplo, hoje o governo não estaria querendo impor reformas  que prejudicam a maioria da população para manter os privilégios de uma minoria”, resumiu Butka. Ficou acordado também entre Sindicato e empresa que até 30 de agosto serão discutidos as propostas para 2018/19. A fábrica da Renault emprega cerca de 6,1 mil trabalhadores, sendo 4 mil  do chão de fábrica. Ela produz os modelos Logan, Sandero, Sandero Stepway, Duster, Duster Oroch, Captour, Master. Além do mercado interno a montadora atende Argentina e México.
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Confira a lista das 500 maiores empresas devedoras da Previdência; quem paga a conta é o povo?
A Procuradoria-geral da Fazenda Nacional e a Procuradoria-geral Adjunta de Gestão da Dívida Ativa da União listou as 500 empresas que mais devem tributos previdenciários. Clique no link para visualizar a listagem completa, LINK Para Joao Inocentini, presidente do Sindicato NacionaL dos Aposentados, "o governo, toda semana, apresenta um novo número, apresentando um rombo nas contas da Previdências e, assim, busca justificar uma reforma, transferindo a conta para o povo, enquanto centenas de empresas, somadas, devem bilhões ao INSS", ressalta.
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Metalúrgicos: na Renault do Paraná, trabalhadores dizem não à propostas que retiram direitos e começam greve
Na tarde desta quarta-feira (03) os metalúrgicos da Renault, em São José dos Pinhais, decidiram na assembleia liderada pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) entrar em greve por tempo indeterminado. Um prazo de 72 horas já tinha sido dado na semana passada, quando foi rejeitada a primeira proposta. A decisão de paralisar a linha de produção veio logo após a reprovação da nova proposta apresentada pela direção da montadora ao SMC, referente a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e ao piso salarial de 2017. Ela consistia em uma PLR de R$ 23 mil e fixação do piso salarial dos trabalhadores admitidos em 2016 e neste ano em R$ 1.890,00. Em contrapartida os metalúrgicos reivindicam uma PLR nos mesmos patamares dos últimos três anos e aumento no piso salarial dos trabalhadores com pouco tempo de fábrica. “A proposta da empresa vem no ritmo das recentes reformas trabalhista e previdenciária que significam a retirada de direitos e nós não vamos concordar. Por isso estamos nesta luta para dar o recado também ao governo e mostrar aos trabalhadores das outras empresas que o caminho é mostrar mobilização seja na porta de fábrica, seja nas ruas”, analisa o presidente do SMC, Sérgio Butka. Uma nova assembleia será coordenada pelo SMC amanhã às 14h na frente da montadora. Caso não haja avanço nas negociações a greve continuará por tempo indeterminado. A fábrica da Renault emprega cerca de 6,1 mil trabalhadores, sendo 4 mil  do chão de fábrica. Ela produz os modelos Logan, Sandero, Sandero Stepway, Duster, Duster Oroch, Captour, Master. Além do mercado interno a montadora atende Argentina e México.
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Fim da contribuição pode implodir sindicatos menores, aponta Valor
A extinção da contribuição sindical, aprovada na semana passada pela Câmara Federal durante votação da reforma trabalhista, vai afetar a estrutura de sindicatos patronais e de trabalhadores pelo país. Sindicatos maiores e que representa grandes empresas tendem a sentir menos os efeitos do fim do imposto. Mas tanto empresários quanto trabalhadores, alertam para as dificuldades que a mudança fatalmente trará, principalmente, para sindicatos de menor porte. "Para os setores industriais mais fortes, o fim da contribuição obrigatória tem um peso menor, mas há muitos pequenos sindicatos do interior do Estado que estão fazendo um bom trabalho e que dependem desse imposto", diz Fernando Coura, empresário do setor de ferro gusa em Minas Gerais e presidente do Sindiextra, que congrega empresas do setor da extração mineral em Minas Gerais. "Como eles vão substituir essa receita?" Ele cita a situação de sindicatos patronais rurais pelo interior de Minas, com um dos segmentos que correm o risco de sofrer mais problemas. Coura, como outros empresários com atuação de classe, defende que o melhor seria uma mudança gradativa do fim do imposto sindical e esta que levasse em conta realidades setoriais. Mesmo para o Sindiextra, que tem entre seus associados grandes mineradoras, a fatia do imposto sindical não é algo desprezível: representa cerca de 10% de seu orçamento anual. "Que vai afetar, vai", diz Fernando Coura. Ele afirma que os recursos oriundos do imposto - que prefere não revelar o valor - ajudam a bancar atividades de formação e preparação do sindicato. Coura conta com o eventual reforço financeiro das companhia ligadas ao sindicato - entre elas multinacionais como Vale, Anglo American, AgloGold Ashanti, Sumitomo e Vallourec. Outra iniciativa necessária será tentar reforçar a importância do associativismo entre as empresas do setor, afirma o empresário. Hoje, o grosso da receita do Sindiextra já vem da contribuição voluntária associativa e de programas de formação profissional e outros feitos pelo sindicato. Em São Paulo, o sindicato das empresas do setor químico, Sinproquim, tem uma dependência muito maior do imposto sindical: 70% de suas receitas vêm da contribuição. Sua extinção é motivo de preocupação, admite Ricardo Neves, diretor-executivo do Simproquim e diz que a direção do sindicato ainda "não definiu" quais áreas podem sofrer cortes de despesas. Neves afirma que o sindicato vem se posicionando contra o aumento da carga tributária e "por uma questão de coerência não pode ser a favor de imposto". A reforma trabalhista precisa passar ainda pelo Senado. O texto aprovado pela Câmara foi, de modo geral, elogiado por entidades empresariais e recebido com questionamentos por sindicatos de trabalhadores. Sobre o fim do imposto sindical, Sergio Luiz Leite, presidente da Fequimfar, sindicato dos empregados do setor químico do Estado de São Paulo, teme que, sem o recurso, as negociações fiquem desequilibradas justamente quando o acordado sobre o legislado deve ganhar mais força. "É necessário ter correlação de forças", diz ele. Carlos Veras, presidente da CUT em Pernambuco, diz que o fim do imposto sindical só vai inviabilizar os sindicatos "sem base". Ele ressalta que existe entidades fortes de trabalhadores que sobrevivem sem a contribuição, como o dos agricultores familiares. Mas lembra que para muitas 20% a 50% dos recursos anuais vêm do imposto. "É significativo porque temos muitas dificuldades de conseguir associados em algumas empresas porque os patrões assediam os trabalhadores", afirma. O presidente da Força Sindical em Pernambuco, Rinaldo Júnior, afirma que se de fato o fim do imposto sindical obrigatório passar no Senado, o movimento sindical terá que "se reinventar, ficando mais perto do trabalhador". Alguns líderes sindicais laborais ouvidos pelo Valor dizem que a eliminação do imposto sindical não parece a essa altura o problema central. Sebastião Alves de Oliveira, presidente do Metabase, que representa trabalhadores de mineradoras de Belo Horizonte e região, a extinção do imposto sindical significará aproximadamente R$ 700 mil a menos no orçamento anual da entidade, ou 15% da estrutura sindical. Centrais sindicais, confederações, federações também ficam com uma parcela da verba. Ainda assim, ele diz ser contrário à contribuição obrigatória. Segundo ele, a preocupação sindical é com os efeitos mais amplos da reforma. "O que não pode haver nessa reforma é interferência na organização sindical", diz ele, cujo sindicato é ligado à central UGT. Dulcilene Morais, presidente do sindicato dos trabalhadores da construção civil em Pernambuco (Marreta) expõe um argumento semelhante. Sem revelar qual o peso hoje do imposto sindical para seu sindicato, afirma que o fim do recurso não é o que mais preocupa em relação a reforma trabalhista. "A partir do momento em que houver mais emprego, mais trabalhadores vão contribuir voluntariamente. O que preocupa é a escravidão a qual vão submeter o trabalhador e fato de que nenhum patrão agora vai querer assinar a carteira", afirma ela. O número de desempregados no país atingiu 14,2 milhões. Na sexta-feira, centrais sindicais organizaram atos e greve que receberam a adesão de trabalhadores de vários setores contra as reformas trabalhista e previdenciária do governo do presidente Michel Temer (PMDB). Para marcar o Dia Internacional do Trabalho, Temer defendeu ontem em vídeo postado em redes sociais as mudanças em tramitação das regras trabalhistas, afirmando que elas trarão "inúmeras vantagens" e que permitirão de forma muito mais rápida a redução do desemprego.
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Greve do dia 28 de abril foi o evento mais comentado na internet da história do Brasil
Estudo divulgado pela Fundação Getúlio Vargas revelou que as menções à greve geral do último dia 28 de abril a tornaram um evento, nas redes sociais, mais importante do que as manifestações pró-impeachment de 2015 e 2016. E mais: todos os recordes foram batidos. É também importante destacar, segundo o estudo, que a  maioria das posições nas redes sociais foram, de maneira esmagadora, positivas e de apoio à greve. O levantamento informa também que reformas e direitos são os temas mais mencionados e que as menções à greve geral no twitter ultrapassaram o número de 1,1 milhão. No dia 28 de abril, as centrais sindicais organizaram uma greve geral contra as propostas de reformas previdenciária e trabalhista, que praticamente acabam com os direitos dos trabalhadores, prejudicam os sindicatos e acabam com a aposentadoria. Conclusão: as mídias sociais podem ser uma ferramenta aliada e importante, se utilizadas de forma inteligente e com bom senso, na divulgação das pautas e demandas trabalhistas. Em tempo: no dia 28, com a cobertura da greve geral nas principais cidades do País, a Rede Globo registrou sua maior média de audiência de uma sexta-feira há anos. Isto revela que as pessoas estão preocupadas e buscam informações sobre a as propostas de reformas.
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Previdência: comissão aprova texto do governo por 23 X 14
O texto-base da reforma da Previdência foi aprovado ontem, na comissão especial da Câmara dos Deputados, por 23 votos a favor, 14 contra e nenhuma abstenção, destaca o Globo (17). A aprovação, no entanto, não encerrou as negociações em torno do projeto, que ainda é alvo de pressão por parte de categorias profissionais descontentes, como servidores públicos e agentes penitenciários. “Claro que as negociações continuam”, admitiu o relator Arthur Maia. A tendência é o governo recuar e permitir regras de aposentadorias mais amenas para as categorias insatisfeitas. Nos bastidores, a avaliação é a de que o governo ainda terá de trabalhar duro para constituir a maioria de 308 votos no plenário da Câmara para aprovar o projeto. Nas contas do deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), que faz parte da base aliada, hoje o governo não teria nem metade dos votos necessários. Na comissão, a sessão de votação durou 10 horas, com uma série de bate-bocas. O presidente da comissão, Carlos Marun (PMDB-MS) foi chamado diversas vezes de “traidor” pelos parlamentares da oposição.