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Centrais avaliam Marcha em Brasília: ‘A maior já feita’, diz Juruna, da Força
Dirigentes das seis centrais sindicais que realizaram, na quarta-feira da semana passada, em Brasília, a Marcha de Protesto contras as Reformas do Governo, julgaram o evento como extremamente positivo. O protesto concentrou mais de 100 mil trabalhadores de todo o Brasil naquela que foi considera a maior marcha de protesto já vista contra as propostas de reformas para as legislações trabalhista e previdenciária elaboradas pelo governo. “Uma manifestação pacífica e organizada e suficientemente forte para atrair a atenção da mídia brasileira e grande parte da atenção internacional”, afirmou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna. Durante o encontro, os sindicalistas discutiram ainda quais as próximas ações do movimento sindical, assim como as discussões no Congresso Nacional, com deputados e senadores referente as propostas de reforma. Uma nova greve nacional pode ser convocada para acontecer nas próximas semanas.
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Nestlé fará reunião mundial com participação de trabalhadores
Nos dias 22 e 23 de maio, o sindicalista Antonio Vítor, presidente da Fetiasp (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação no Estado de S. Paulo) participará em Vevey, na Suíça, da reunião mundial da Nestlé, que é realizada duas vezes por ano, nos meses de maio e outubro, e terá a participação de representantes de trabalhadores. Nessa reunião, serão debatidas as reivindicações dos funcionários das unidades da empresa situadas em diferentes países. “Vou representar os trabalhadores brasileiros e de outros países da América Latina, já que também sou presidente da  Felatran (Federação Latino-Americana dos Trabalhadores da Nestlé). Ontem, dia 10, foi realizada, na Fetiasp, uma reunião com dirigentes sindicais de municípios onde estão instaladas unidades da Nestlé no Brasil, como São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Hoje, 11, a Federação ofereceu um café da manhã para apresentação do novo diretor de Recursos Humanos da Nestlé Brasil Marco Antonio Custódio, juntamente com o gerente de Recursos Humanos  Brasil, Marcos Bacarin. Homenagem – O presidente nacional da Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística, Dom Galdino Cocchiaro, Grão-Mestre do Sodalício, outorgará o grau de Comendador da Ordem Nacional do Mérito Cívico e Cultural ao presidente da Fetiasp, Antonio Vítor. A cerimônia acontecerá na próxima quinta-feira, dia 18, às 10h30, na Câmara Municipal de São Paulo.
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Mobilização da população contra reformas é cada vez maior; apoio a greves contra mudanças é alto
Segundo pesquisa do DataPoder360, a rejeição à reforma da Previdência é de 66%. A pesquisa revela ainda que, mesmo com uma campanha publicitária enaltecendo a proposta na TV e no rádio, só 20% dos entrevistados se dizem favoráveis à mudança. O resultado positivo é menor do que o publicado pelo Drive e pelo Poder360 em abril, quando 24% responderam ser a favor da reforma. A reforma trabalhista é reprovada por 62% dos entrevistados. O levantamento foi realizado nos dias 7 e 8 de maio. Foram entrevistados 2.157 brasileiros e brasileiras com 16 anos de idade ou mais, em 243 municípios. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. Os entrevistados com 60 anos ou mais são os que mais apoiam a reforma da Previdência e a trabalhista. Segundo o DataPoder360, 33% desse grupo defende as mudanças no sistema previdenciário. As alterações nas leis trabalhistas são aprovadas por 26%. Os brasileiros que se mostram mais contrários a mudanças na aposentadoria e nas regras de contratação de trabalhadores são os que estão na faixa dos 25 aos 44 anos. Em ambos os casos, 72% reprovam essas duas reformas. O DataPoder360 perguntou se os entrevistados fariam greve ou participariam de protestos caso as reformas do governo fossem aprovadas da forma que foram apresentadas. As respostas positivas foram 41%. Entre os mais jovens (de 16 a 24 anos), a intenção de aderir a esses atos é de 55%. A operação jornalística que comanda o Drive e o site Poder360 lançou em abril de 2017 uma divisão própria de pesquisas: o DataPoder360. As sondagens nacionais serão periódicas. Temas de interesse político, econômico e social serão investigados. Tudo com a precisão, seriedade e credibilidade do Poder360. A aplicação da pesquisa é realizada pelo cientista político Rodolfo Costa Pinto, que tem uma parceria para fazer os levantamentos com exclusividade para o DataPoder360. Informações deste post foram publicadas antes pelo Drive, com exclusividade. A newsletter é produzida para assinantes pela equipe de jornalistas do Poder360. Conheça mais o Drive aqui e saiba como receber com antecedência todas as principais informações do poder e da política.
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“Entrego relatoria da reforma trabalhista se houver urgência”, diz senador Ricardo Ferraço à sindicalistas da Força
Durante reunião com dirigentes sindicais no Espírito Santo na última segunda-feira (8), o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), relator da Reforma Trabalhista afirmou que se houver algum tipo de pressão para que o projeto seja votado em regime de urgência ele deixará a relatoria. Na ocasião o senador afirmou o quanto é importante diálogar, construir e respeitar as divergências e a democracia no processo de tramitação da reforma. O senador garantiu que vai negociar os termos e também garantiu que irá respeitar o artigo 7º da Constituição Federal (São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social). Os sindicalistas apontaram alguns pontos da reforma que enfraquecem as entidades sindicais como: a não representação dos sindicatos nas negociações, indeferir as homologações nos sindicatos e a criação de comissão direta entre trabalhador e patrão, sem a representação da entidade de classe do trabalhador. Para Alexandro Martins “a unicidade do movimento sindical neste momento crucial é de extrema importância. O conceito de reforma que entendo é para melhorar, progredir e evoluir. Esta proposta do governo é um retrocesso, retira direitos e precarizará as relações entre o trabalhador e padrão. Não podemos aceitar essa injustiça’’, concluí o presidente da Força Espírito Santo. Participaram da reunião Alexandro Martins, presidente da Força Sindical-ES; Rogério Fernandes, presidente da Feessemg e Vandeir Messias, presidente da Força Sindical-MG. Veja os vídeos Clique aqui para baixar e assistir ao vídeo 1 Clique aqui para baixar e assistir ao vídeo 2
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“Reforma trabalhista deixa os trabalhadores à mercê do patronato”, alerta Juruna, da Força
Centrais sindicais fazem Marcha em Brasília dia 24 Uma grande Marcha sobre Brasília está sendo marcada pelas centrais sindicais para 24 de maio, em protesto contra as reformas trabalhista e previdenciária. A informação foi dada com exclusividade à Sputnik Brasil pelo secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna. A entrevista exclusiva com Sputnik Brasil foi dada por Juruna tão logo ele e os demais integrantes da Força Sindical deixaram o Congresso Nacional nesta terça-feira, 9. Juruna e seus companheiros tinham ido conversar com os senadores – mais especificamente com o líder do Governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) – para externar suas preocupações com a reforma trabalhista. Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou essa reforma por 296 votos contra 177. Daí a preocupação dos sindicalistas em conversar com os senadores para apresentar suas reivindicações, conforme revela Juruna: "Nós viemos conversar com os senadores, principalmente, porque a votação da reforma trabalhista vai passar agora pelo Senado. Vai ser a casa revisora daquilo que já foi aprovado na Câmara dos Deputados. Então, as centrais sindicais – a Força Sindical e outras mais – estiveram hoje no Senado para conversar com o líder do Governo, Romero Jucá, para dizer que há vários pontos na reforma trabalhista que são até interessantes, mas o conjunto da obra não vale para nós, porque diminui o peso dos sindicatos na hora da negociação direta, na hora da negociação com o empresariado." O secretário-geral da Força Sindical acrescenta: "Mais do que isso: a reforma trabalhista tira os sindicatos das negociações, deixando os trabalhadores à mercê do patronato quando diz que os comitês de empresa não serão fiscalizados e não haverá participação sindical. Sem contar outras questões como horário intermitente, desistência de homologação no sindicato quando houver demissões nas empresas, etc. E até mesmo as contratações poderão ser feitas de modo verbal. Não haverá mais necessidade de contratos de trabalho. Isso é o fim do mundo. Então nós achamos por bem abrir conversações com o Senado e queremos que a reforma trabalhista passe pelo crivo dos trabalhadores." João Carlos Gonçalves, o Juruna, também confirmou que as centrais sindicais estão discutindo a possibilidade de realização de uma nova greve geral como a que ocorreu em 28 de abril, mas que por enquanto não há nenhuma data cogitada para esta possível nova paralisação em todo o Brasil. Segundo Juruna, a prioridade dos sindicalistas, agora, é acompanhar a votação da reforma trabalhista no Senado para depois, sim, tomar alguma deliberação sobre uma nova greve geral. A chamada Marcha sobre Brasília, no entanto, ainda segundo o líder sindical, está marcada para 24 de maio.
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Sindicalistas fazem duras críticas a pontos da reforma trabalhista durante reunião com Jucá e Calheiros
As centrais sindicais reuniram-se nesta terça-feira (9), em momentos distintos, com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), e com o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL). As entidades criticaram duramente pontos da reforma trabalhista (PL 6787/16) e cobraram soluções. No entendimento dos representantes das centrais sindicais os pontos que mais prejudicam os trabalhadores são a terceirização indiscriminada e o trabalho autônomo e intermitente, que consequentemente também têm impacto nas aposentadorias. Paulinho da Força defendeu um espaço maior para dialogar as propostas que estão em tramitação. “O debate é necessário para fazer as mudanças necessárias e manter a estrutura e organização sindical, para manter a luta dos trabalhadores pelos direitos”. “O governo está tentando fazer uma proposta que diz está com déficit na Previdência. Essa proposta acaba com todas as arrecadações previdenciárias e também das contribuições sociais que o governo tem que arrecadar. Trabalho intermitente, que não tem registro, fará com que os trabalhadores não tenham acesso à aposentadoria”, analisou o presidente da CSB, Antonio Neto. Para o dirigente, “essa mudança desestrutura não só a relação capital-trabalho, ela faz uma inversão bastante complexa que é acabar com o direito coletivo e transformá-lo no direito individual”, pontuou. “É uma desestruturação num momento grave que nós estamos vivenciando. O movimento sindical sempre trabalhou acabando com a ditadura, acabando com a inflação, e o nosso trabalho é a inclusão social e o crescimento econômico. Não dessa forma que está sendo estruturada, tirando, na realidade, um dos elementos protagonistas da estrutura brasileira, que é o movimento sindical”, afirmou Ricardo Patah da central UGT. João Carlos Gonçalves (Juruna) ressaltou que são inaceitáveis as pretensões governamentais de dificultar ao máximo o acesso da classe trabalhadora à aposentadoria, de diminuir o valor dos benefícios, de precarizar o trabalho formal e tentar enfraquecer a luta dos trabalhadores. "Obstruir o acesso a direitos históricos dos trabalhadores é caminhar na contramão da história e retroceder no processo democrático do País", diz. Romero Jucá abriu espaço para que as centrais tratem de alternativas e contraposições com sua assessoria a partir desta quarta-feira (10), às 9h. Afirmou que está aberto para negociações e que trabalhará para que as entidades sejam ouvidas. Renan Calheiros defendeu o debate aprofundado da pauta e disse que articulará no Senado em prol da representação dos trabalhadores. A CSB também foi representada pelo vice-presidente Flávio Werneck; pelo secretário de Organização e Mobilização, Itamar Kunert; pelo secretário de Comunicação, Alessandro Rodrigues, e pelo assessor parlamentar Ernesto Luiz Pereira.
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“Trabalhador deve reagir para que retirada de direitos não avance”, diz Clemente do Dieese a sindicalistas do Rio
Ele alerta que as reservas nacionais estão sendo destruídas para abrir caminho para o capital estrangeiro; afirmações foram feitas durante 8º Congresso da Força Sindical do estado RJ; Se os trabalhadores, os sindicatos e a sociedade não reagirem, o governo vai passar como um trator esmagando os poucos direitos que restarem aos trabalhadores. A afirmação foi feita nesta terça-feira (9), pelo diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), durante o 8º Congresso da Força Sindical do estado RJ. Ele disse que as reformas estruturais do governo impactam diretamente na vida dos trabalhadores brasileiros e têm como único objetivo desmontar a economia brasileira e abrir espaço para o capital externo. Segundo Ganz, o fato do Brasil ter a maior reserva de água potável do mundo, grande estoque de petróleo; a floresta amazônica- com diversidade de plantas- e caminha para ser o maior produtor de alimentos do mundo, incomoda as grandes potências. Ele disse que há um conluio do governo com o capital estrangeiro para abrir a economia do país. Ganz Lúcio citou como exemplo o desmonte da Petrobras, que culminou com o fechamento de seis mil empresas que prestavam serviços à estatal. O diretor do Dieese ressalta que o plano é ainda mais maquiavélico do que se possa imaginar.  Ganz Lúcio denuncia que o governo está transferindo para o capital estrangeiro também as empresas privadas. Essa é mais uma estratégia para ajudar a enterrar de vez a economia brasileira. De acordo com Ganz, as empresas negociadas são fechadas, os funcionários indenizados, tudo para facilitar a abertura da importação de produtos. Ele citou como exemplo algumas empresas metalúrgicas na região de São Paulo, que encerraram suas atividades e os equipamentos produzidos no Brasil passaram a ser comprados fora do país. Ganz Lúcio disse que isso explica a reforma trabalhista imposta pelo governo. De acordo com ele, o fim do imposto sindical proposto no projeto, em tramitação no Senado, não é um grande problema, já que as entidades de classes perderão as suas representações, a partir do momento, em que as negociações serão comandadas por uma comissão formada por trabalhadores da empresa. O projeto concretiza o sonho neoliberal de criar sindicatos amigáveis que defendam os interesses dos patrões. “Os novos sindicatos serão as comissões de trabalhadores formadas pelos patrões”, completou. O diretor do Dieese chamou a atenção para o fato da quitação dos débitos trabalhistas também passarem pelo crivo individual ou da comissão formada pela empresa. Ganz disse que com a reforma trabalhista e a lei da terceirização as empresas terão segurança jurídica para cobrar do empregado o exercício da função, mesmo quando estiver doente. “A reforma trabalhista tem impacto econômico sobre a vida dos trabalhadores e seus efeitos são mais perversos que a PEC da previdência”, disse. Ganz alerta que depois das reformas trabalhista e da previdência, o governo vai mexer na regra do salário mínimo, para reduzir o custo do trabalho. Segundo ele, se os trabalhadores e os sindicatos não reagirem a sociedade brasileira poderá decretar a sua destruição. O diretor do Dieese disse, ainda, que na manifestação do dia 28 de abril, o movimento sindical mostrou a sua força, por isso é preciso permanecer na luta para convencer a sociedade de que é possível resistir, reagir e vencer. “A luta gera uma nova consciência e conspira pela unidade dos trabalhadores”, finalizou.
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Contra reformas: “Ocupe Brasília” será dia 24 de maio
As Centrais Sindicais decidiram na tarde desta segunda (8) que o desfecho da Marcha à Capital Federal, chamado de movimento Ocupe Brasília, será realizado dia 24, segundo noticiou a Agência Sindical. As nove entidades que organizaram a greve geral de 28 de abril se reuniram na sede do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em São Paulo, para definir novas ações contra as reformas trabalhista, previdenciária e a terceirização. As manifestações, que haviam sido apontadas na reunião da última quinta (4), na sede da CUT, em SP, foram ratificadas pelas Centrais. Porém, o empenho máximo será a construção unitária de uma grande Marcha, que culminará na ocupação de Brasília na semana em que pode ocorrer a votação da PEC 287 (reforma da Previdência). Informações de bastidores no Congresso indicam que, na base do atropelo, o governo quer votar a Emenda dia 25 de maio. ATOS - Antes da Marcha, e para sua própria preparação, estão programados atos unitários, como também mobilizações no âmbito das Centrais e Confederações (por meio do Fórum Sindical dos Trabalhadores – FST). O movimento sindical promoverá ainda ações nos redutos eleitorais dos parlamentares, além de atividades em conjunto com movimentos sociais e buscará reforçar o apoio de entidades como CNBB, OAB e Anamatra, entre outras. Na reunião de ontem, formou-se Grupo de Trabalho (GT) para cuidar de encaminhamentos práticos relacionados à infraestrutura do Ocupe Brasília, logística e à divulgação do movimento. O GT começa a trabalhar hoje (9). Entre as atividades previstas está a edição de um jornal unitário, com dois milhões de exemplares. TRABALHISTA - A reforma defendida pelo governo, mas contestada pelo movimento, terá de passar por três Comissões do Senado e seguir o rito regimental. “Essa tramitação, a se seguir o rito, levará mais de 60 dias”, calcula Clemente Ganz Lúcio, diretor-técnico do Dieese.
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Após mais de 2 anos setor do comércio da sinais de melhora
O indicador, apurado pela FecomercioSP, varia de 0 (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total). É maior pontuação desde novembro de 2014 e após 27 meses, o empresário do comércio paulistano volta a ficar otimista. Em relação a abril de 2016, o indicador subiu 37,4%. Os três quesitos que compõe o indicador registraram resultados positivos. O ICAEC registrou alta de 7,3% e chegou aos 73,2 pontos, com alta de 88,2% sobre abril do ano passado. O IEEC avançou 1,9%, para 149,6 pontos, com 27,5% de ganho interanual. Já o IIEC subiu 6,7% para 85,4 pontos, 25,3% mais que em abril de 2016.
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Alívio na indústria: setor apresenta menor alta com custo do trabalho desde 2010
O chamado Custo Unitário do Trabalho (CUT), indicador que mede a relação entre a folha de salários e o valor da produção física, subiu 1,2% no ano passado, menor alta desde 2010, quando havia aumentado 1,1%. Em 2015, a medida que representa a quantidade de trabalho usado para produzir uma unidade de produto avançou 20,6%. Os cálculos são da MCM Consultores e consideram a folha de pagamento nominal da indústria, com base em dados da extinta Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, do IBGE, e da massa de rendimentos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Usando a folha de pagamentos real, o CUT teve redução de 7% em 2016, depois de ter crescido 10,6% no ano anterior. Ambas as medidas são em moeda local. A principal explicação para o movimento de alívio é a deterioração do mercado de trabalho, afirma Bernardo Dutra, economista da MCM e autor dos cálculos. "Os movimentos do CUT, tanto na época de alta quanto de baixa, são explicados pela massa de rendimentos, uma vez que a produtividade no Brasil cresce muito pouco. " Depois de um longo período de pressão - de 2003 a 2016, o custo nominal da hora trabalhada acumulou alta de 213% e o custo real, 40%, ambos medidos em reais - o arrefecimento dos salários está contribuindo para reduzir a inflação, afirma Dutra. Em outro exercício, a consultoria observa que há uma correlação positiva e significativa entre a evolução do CUT e do IPCA acumulado em 12 meses. De acordo com o estudo, um aumento de salários pode não resultar em reajustes nos preços se a produção cresce a um ritmo superior aos rendimentos. No entanto, o custo do insumo trabalho por unidade de produto subiu acima da variação dos preços da economia até 2015, quando iniciou uma reversão para queda, o que se mantém até hoje, afirma a MCM. Como o CUT nominal e real funcionam como antecedentes para o IPCA em 12 meses, e a expectativa é que o custo unitário do trabalho permaneça em retração no restante do ano, a consultoria aponta que sinalização é favorável para a inflação. "O CUT vai ajudar o processo de desaceleração", diz Dutra. O movimento de declínio deve elevar a competitividade da indústria, afirma, contribuindo positivamente para a atividade e para as exportações de manufaturados. No entanto, a consultoria pondera que o indicador permanece relativamente elevado, devido principalmente ao pífio crescimento da produtividade. Segundo a MCM, a indústria nacional perdeu competitividade em relação a outros países devido à alta do CUT. Enquanto, no Brasil, o indicador real subiu 27% de 2007 a 2016, houve expansão de 5% na zona do euro, e retração de 10% e 5% nos EUA e México, respectivamente. Os dados estão em moeda local. Em dólares, o custo unitário do trabalho na indústria, em termos nominais, teve redução relevante no ano passado, de 18,2%. Os cálculos são de Nelson Marconi, da Escola de Economia de São Paulo da FGV, e consideram a média em 12 meses do índice, que retira a volatilidade do número mensal. Para Marconi, a queda do custo dos salários deve continuar, tendo em vista que o mercado de trabalho vai demorar a se recuperar, o que representa um alento para a indústria. O lado ruim dessa tendência é que o CUT não está em declínio por causa do aumento da produtividade da indústria, mas devido à redução do nível de emprego, diz. "Esse movimento não tende a ser duradouro, porque assim que os salários começarem a subir, o CUT vai voltar a crescer." Essa também é a avaliação de Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). "O custo do trabalho pesa mais sobre a produção quando a trajetória da produtividade não é satisfatória", disse Cagnin. Nos cálculos da MCM, a produtividade do trabalho na indústria de transformação cresceu apenas 14% de 2003 a 2016. A baixa taxa de investimento da economia brasileira - que recuou para 16,4% em 2016 - limita a expansão da produtividade e torna o desempenho dos salários o maior determinante do custo do trabalho, aponta o economista. Assim, diz, a redução do CUT é um efeito da crise. Como, no entanto, as indústrias demoraram a começar a ajustar o estoque de empregados, mesmo após a atividade ter entrado em desaceleração, o custo do trabalho ainda tem espaço para recuar mais este ano. Dutra, da MCM, observa que outros fatores têm influência sobre os custos industriais e diminuem a competitividade da indústria brasileira, como a infraestrutura insuficiente, juros elevados e o ambiente de negócios ineficiente. Por isso, é importante que as reformas estruturais propostas pelo governo sejam aprovadas, afirma.