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É Lula outra vez: em novo Datafolha, Lula cresce e marca 30% de intenções, com o dobro de...
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua liderando a corrida eleitoral para 2018, de acordo com pesquisa Datafolha publicada nesta segunda-feira pelo jornal Folha de S. Paulo. O petista tem 30% das intenções de voto do eleitorado. Jair Bolsonaro (PSC) e Marina Silva (Rede) aparecem empatados em seguida, com respectivamente 16% e 15% das intenções. Já o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), aparece em 4º lugar, com 8%, e Ciro Gomes (PDT) e Luciana Genro (PSOL) amargam as últimas posições, com 5% e 2%. Já em um outro cenário em que o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), entrasse no lugar de Alckmin, Lula também manteria a liderança, e o tucano ficaria com 10% das intenções de voto, atrás de Marina (15%) e Bolsonaro (15%). O Datafolha também testou mais dois cenários, dessa vez com a inclusão do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa (sem partido), que fica à frente dos tucanos. No cenário com Alckmin, o relator do julgamento do mensalão tem 11% e, na situação com Doria, 10% das intenções de voto. Caso Lula, que é acusado na Lava Jato de crime de corrupção e organização criminosa, não venha a disputar a eleição, o cenário fica mais conturbado. Marina sobe para o 1º lugar (22%) e Bolsonaro ficaria com 16% das intenções de voto. Já Joaquim Barbosa subiria para o 3º lugar (12%). 2º turno Exceto contra Marina Silva e o juiz Sergio Moro (sem partido), o ex-presidente Lula bateria todos os seus oponentes em um eventual 2º turno nas eleições de 2018, ainda de acordo com a pesquisa Datafolha No cenário contra os tucanos, o petista bateria Alckmin, por 45% a 32% das intenções de voto, e Doria, por 45% a 34%. Contra Marina, Lula empataria com a fundadora do Rede, por 40% a 40% das intenções. Já contra Bolsonaro, Lula venceria, por 45% a 32%. Contra Sergio Moro, um empate técnico: o juiz da Lava Jato teria 44% das intenções de voto, enquanto o petista teria 42%. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a pesquisa foi feita entre os dias 21 e 23 de junho, com 2771 eleitores em 194 cidades, com uma margem de erro de 2% para mais e para menos e um nível de confiança de 95%.
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Obviedade de Temer: “Há uma crise política evidente”
Em visita oficial à Noruega, Temer reconheceu ontem a existência de uma crise política no Brasil e disse que vai recorrer da decisão da Justiça que rejeitou sua queixa-crime contra Joesley por denúncia de crimes de calúnia, injúria e difamação. Em entrevista à revista “Época”, o dono da JBS acusou Temer de ser líder da maior organização criminosa do país. — A ação foi recusada, mas vai haver recurso. O que o juiz (Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal) disse é que, se você ofender alguém, isso é “liberdade de expressão”. E se for assim, meu caro, eu não vou fazer isso com ninguém. Se eu quisesse fazer o que ele acabou dizendo, poderia dizer as maiores barbaridades das pessoas da família de alguém, e dizer que era liberdade de expressão. Questionado sobre não ter citado o atual momento político do país na reunião que teve com empresários noruegueses, que se mostraram preocupados com a situação do Brasil, rebateu: — Eu reconheço que há uma crise política evidente. Estou tomando as providências mais variadas para defender os aspectos, primeiro institucionais, da Presidência, e depois, o que não é secundário, é no mesmo nível, os aspectos morais.
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Mais vexame no PT: Joesley diz que deu US$ 5 mi a filho de Mantega e R$ 2...
O empresário Joesley Batista, dono da JBS, afirmou em depoimento à Polícia Federal que fez, em 2012, um contrato de consultoria de aproximadamente R$ 2 milhões com o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. Pelo acordo, o ex-ministro, então deputado federal, receberia pagamentos mensais entre R$ 30 mil a R$ 50 mil para fazer um estudo sobre macroeconomia nos Estados Unidos e falar sobre política em encontros regulares com o empresário. A polícia investiga se os pagamentos estariam ou não vinculados a financiamentos concedidos pelo BNDES a JBS. Joesley também disse que fez um empréstimo de US$ 5 milhões para um filho do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. A empresa do filho do ministro quebrou e o empréstimo não teria sido pago. O empresário disse ainda que, quando Mantega assumiu o BNDES, em 2005, passou a fazer pagamentos mensais a outro empresário, Victor Sandri, amigo do ex-ministro. PEDIDO DE R$ 20 MILHÕES O papel de Sandri, um dos donos do Grupo Cimento Penha, seria aproximar os donos da JBS de Mantega. A relações entre o ex-ministro e o empresário já estão sendo investigadas na Operação Zelotes. Joesley disse que fez “pagamentos por fora”, ou seja, não haveria registros contábeis dos pagamentos a Sandri. O depoimento de Batista, prestado na quarta-feira à delegada Danielle de Meneses Oliveira, foi divulgado pelo site Buzzfeed. Ainda ao falar sobre Palocci, Joesley confirmou que o exministro pediu R$ 20 milhões para a campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010. O dinheiro teria saído de três empresas do grupo J&F, controladora da JBS. O empresário negou, no entanto, ter atuado em negócios escusos da JBS no BNDES ou outras áreas do governo federal. Ele e Palocci são amigos e, até o exministro ser preso um costumava, visitar a casa do outro. “O depoente esclarece que não tem qualquer interesse em protegê-lo”, disse Joesley. Palocci está preso em Curitba. Recentemente, passou a negociar acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava-Jato. Joesley disse ainda fez um empréstimo de US$ 20 milhões para Mantega. O dinheiro teria sido depositado numa conta indicada. Um ano depois, o dinheiro retornou à conta de origem. O empresário não soube dizer quem era o titular da conta, nem a finalidade do empréstimo. CONTRATO COM FUNARO O empresário reafirmou ainda que costumava apresentar a Mantega o extrato de uma conta aberta no exterior para fazer pagamentos a políticos. Em um depoimento da delação premiada, Joesley disse que era uma conta aberta para atender a demandas dos ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Parte dos pagamentos, liberados a partir dessa conta no exterior, teria ocorrido a mando do ex-ministro. Joesley também apresentou detalhes de um contrato de R$ 100 milhões firmado entre ele o operador Lúcio Bolonha Funaro, que está preso em Brasília. O contrato teria sido firmado para cobrir pagamentos a políticos intermediados por Funaro. O operador alega que o dinheiro se deve a atuação dele nas negociações que levaram a JBS a comprar o frigorífico Bertin. O empresário prestou depoimento no inquérito aberto para apurar supostas fraudes em financiamentos concedidos pelo BNDES a empresas do grupo J&F.
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Com trabalhista no telhado e Previdência parada, Temer tem mesmo serventia?
MARCO DAMIANI/BR: O  presidente Michel Temer começou a ter sérios apuros onde tinha as fortes soluções: no campo político. No jurídico, ele espera, acuado por denúncias já consolidadas e com receio de fatos novos, as graves denúncias do procurador-geral Rodrigo Janot, cuja expectativa de entrada, por partes, na Câmara dos Deputados, cresce a cada dia. Amarga, ainda, o fortalecimento, no STF, do ministro Edson Fachin, que deve receber, nesta quinta-feira 22, o voto da maioria de seus colegas para seguir aprovando delações e tocar, na relatoria, a Operação Lava-Jato. Se Temer, da Rússia para a Noruega, estiver suando frio, não é para menos. Onde ele contava com respaldo, no Congresso de sólida maioria governista, sua força, provado está, não é mais a mesma. O placar de 10 a 9 contra a reforma trabalhista de Temer, na CAS, foi ironizada pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá, como 'vitória de Pirro' da oposição. Ato contínuo, porém, o tonitruante Jucá precisou engolir a piadinha, admitindo ontem mesmo que a votação em plenário será adiada, por estratégia, em uma semana. É o tempo considerado precioso para a recomposição da maioria, antes folgada e inabalável. No compasso das dificuldades, da reforma da Previdência quase nem se fala mais, estacionada que está na Câmara. Exatamente porque, se ligar o motor de seu antigo trator, o governo verá soar mais batida de pinos do que um ronco redondo. Para se acertar, Temer sai pela truculência, punindo antigos aliados com a cassação de cargos. O uso da força, como se sabe desde Newton, costuma provocar reação contrária em igual medida. A perseguição pode, nesta medida, despertar mais animosidades do que medos, e a maioria temerista ficar ainda menor. Mais um prego no caixão do presidente surgiu em pesquisa popular, divulgada ontem pelo sítio 360 Graus, com o presidente exibindo apenas e tão somente 2% de índice de aprovação (ótimo + bom) - e 75% de avaliações negativas. A classe média saiu das ruas, satisfeita com a derrubada de Dilma Rousseff e a execração pública de Lula e do PT. Se a economia - outro setor de defesa do presidente - seguir patinando, mais animada pelo declaratório oficial do que pelo factual, o presidente Temer deverá, mais rápido do que gostaria, virar ex. Pelo fato de que não terá mais serventia para o mercado.
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Temer despenca em popularidade: só 2% de positivo e 75% de rejeição
O presidente Michel Temer, que está em Moscou, não pode sair às ruas do Brasil. Ou, ao menos, não deveria arriscar. Em pesquisa de opinião que acaba de ser divulgada pelo sítio 360º, do jornalista Fernando Rodrigues, a informação é a de que a taxa de rejeição popular a Temer atingiu, neste mês de junho, a humilhante marca de 75% - nada menos que 10 pontos percentuais acima da já baixa marca de maio, de 65%. Por outro lado, as avaliações positivas sobre o governo Temer não passaram de 2%, três pontos abaixo do nível de maio. Enquanto, em maio, 28% ainda consideravam a gestão dele como 'regular', agora esse percentual desceu para 18%. Trim! Trim! Temer podia alegar que o telefone está tocando e pedir para sair...
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Romero ‘sempre ele’ Jucá lê reforma trabalhista na CCJ: serviço vil, aqui estou!
O relator da reforma trabalhista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR), leu hoje (21) seu relatório favorável à constitucionalidade da proposta. Após um longo debate com senadores de oposição, Jucá foi derrotado na intenção de ler os votos em separado ainda hoje para acelerar a votação da matéria na CCJ na próxima quarta-feira (28). Pelo acordo firmado com a oposição, a reunião de hoje foi dedicada apenas à leitura do relatório de Jucá que foi seguida de um pedido de vista coletivo. Na próxima terça-feira (27), haverá audiências públicas com especialistas para debater a constitucionalidade da proposta e, na quarta-feira (28), o relatório de Romero Jucá será votado. Antes porém, haverá a leitura dos votos em separado que serão apresentados. Como ainda não se sabe quantos serão esses votos, os parlamentares de oposição se comprometeram a fazer essas leituras das 10h às 16h. A partir daí, ainda na quarta-feira (28), cada membro da comissão terá até 10 minutos para discussão da matéria e os líderes de partidos terão mais cinco minutos para orientar o voto a seus parlamentares. A expectativa é de que a conclusão da votação ocorra depois das 21h. Histórico Até agora, o parecer do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), relator da reforma trabalhista em duas comissões do Senado, foi aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos e rejeitado pela Comissão de Assuntos Sociais. O relatório é favorável à manutenção do texto da reforma trabalhista aprovado na Câmara. Mesmo com a última derrota, a palavra final sobre o tema é do plenário e a expectativa é de com a votação da proposta no dia 28 na CCJ ao texto seja votado pelo plenário da Casa até a primeira semana de julho.
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Dupla Cunha-Alves mandou ver: deputados presos acusados de obter R$ 11,5 mi em propinas de empreiteiras
O Ministério Público Federal (MPF) no Rio Grande do Norte apresentou denúncia contra os ex-presidentes da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha, além de mais quatro envolvidos em esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os ex-parlamentares são acusados de receber pelo menos R$ 11,5 milhões em propinas de empreiteiras, sem contar R$ 4 milhões repassados a clubes de futebol. A denúncia ocorre no âmbito da Operação Manus, deflagrada no dia 6 de junho, e que deriva da Operação Lava Jato. A denúncia foi entregue ontem (20) à Justiça Federal. Eduardo Cunha já se encontrava no Complexo Médico Penal do Paraná quando a Justiça Federal, a pedido do MPF no Rio Grande do Norte, acatou novo mandado de prisão preventiva contra ele e Henrique Alves. Este, por sua vez, foi preso pela Polícia Federal (PF) em sua residência, em Natal, e atualmente está na Academia de Polícia Militar do estado. Além dos ex-parlamentares, também foram denunciados Leo Pinheiro, presidente da OAS e que está preso na PF no Paraná; o executivo da Odebrecht Fernando Luiz Ayres da Cunha, que vem colaborando com as investigações; o empresário e ex-secretário de Obras de Natal Carlos Frederico Queiroz Batista da Silva, conhecido como Fred Queiroz, atualmente preso no Quartel da Polícia Militar em Natal; e o empresário Arturo Silveira Dias de Arruda Câmara, sócio da Art&C Marketing Político Ltda., com sede na capital potiguar. Para o MPF, entre Eduardo Cunha e Henrique Alves existia uma “parceria criminosa”. De acordo com a denúncia, os dois ex-parlamentares, ao menos entre 2012 e 2014, “solicitaram, aceitaram promessa nesse sentido e efetivamente receberam vantagens indevidas, de forma oculta e disfarçada, por meio de doações eleitorais oficiais e não oficiais, em razão da atuação política e parlamentar de ambos em favor dos interesses de empreiteiras”. Por sua vez, Fred Queiroz, administrador da Pratika Locação de Equipamentos, e o cunhado de Henrique Alves, Arturo Arruda Câmara, contribuíram com a “estrutura organizada para lavagem, por meio de prestações de contas eleitorais, dos valores ilicitamente obtidos”. O esquema foi utilizado principalmente na campanha de Alves ao governo do Rio Grande do Norte em 2014. Em 2013, Henrique Alves obteve ainda vantagens indevidas para os clubes de futebol ABC Futebol Clube e América de Natal, intercedendo à OAS para que celebrassem contratos de utilização da Arena das Dunas em condições mais favoráveis. A Agência Brasil entrou em contato com a defesa de Henrique Alves, que não vai se manifestar sobre a denúncia. Segundo o MPF, caso ela seja aceita pela Justiça Federal, os dois políticos responderão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro; Léo Pinheiro e Fernando Ayres por corrupção ativa e lavagem de dinheiro; e os empresários Fred Queiroz e Arturo Arruda por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os ex-deputados e os executivos da OAS e Odebrecht não foram denunciados por organização criminosa porque já respondem por esse crime em outras ações. O MPF pediu ainda a reparação dos danos materiais e morais, no valor mínimo de R$ R$ 15,5 milhões, e a perda da função pública para os condenados.
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Maluf condenado a 3 anos de cadeia e multa de 200 mil euros, mas é na França…
A Corte de Apelações de Paris condenou nesta terça-feira o deputado Paulo Maluf (PP/SP) a três anos de prisão e multa de 200 mil euros por lavagem de dinheiro. Sua esposa, Silvia, também foi condenada a três anos, com multa de 100 mil euros. As informações são do site do jornal O Estado de S.Paulo. Em 2015, o ex-prefeito de São Paulo (1993-1996) já havia sido condenado pela Justiça em Paris por lavagem de dinheiro. Os crimes ocorreram entre 1996 e 2003. Numa primeira instância, ele pegou 3 anos de prisão. Além de Maluf, a Justiça francesa condenou sua mulher Sylvia Lutfalla Maluf e o filho mais velho do casal Flávio Maluf, pelo mesmo crime. A sentença determinou ainda o confisco de 1,8 milhão de euros em contas do deputado e de seus familiares. Foram impostas, ainda, multas à família que somam 500 mil euros. A defesa de Maluf apresentou um recurso na Corte de Apelações de Paris, que, só em março deste ano, começou a julgar o caso. Uma decisão estava prevista para sair no dia 9 de maio. Mas, na ocasião, os três juízes indicaram que não havia ainda um consenso sobre a sentença e um primeiro adiamento foi anunciado. A nova data para a sentença seria 30 de maio. Nesta terça-feira, uma vez mais sem consenso, os juízes optaram por mais um adiamento. A sentença menciona diretamente obras do túnel Ayrton Senna e da avenida Água Espraiada, sob suspeita de superfaturamento. O parlamentar e seus familiares, segundo a Justiça francesa, são acusados de enviar o dinheiro dos crimes para empresas offshore e contas em bancos no exterior.
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Deu zebra na trabalhista: por 10 a 9, CAS rejeita parecer governista de tucano Ferraço, mas texto original...
Em uma reunião tensa, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senadorejeitou, por 10 votos a 9, o texto principal da reforma trabalhista. Apesar da decisão marcar a primeira derrota do governo na tramitação do projeto, o texto segue normalmente para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O placar surpreendeu governistas e a própria oposição. Senadores governistas trabalhavam com a expectativa de que o texto pudesse ser aprovado por placar de 11 a 8 ou com vantagem de 12 a 8, conforme o quórum da votação. Com a rejeição do relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou em votação simbólica o voto em separado do senador Paulo Paim (PT-RS). Esse será o documento chancelado pela CAS que acompanhará o projeto que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O parlamentar já havia apresentado voto em separado – espécie de relatório alternativo ao oficial. O nome do senador gaúcho foi aprovado pelos demais e, assim, o voto em separado de Paim foi submetido. Em votação simbólica, o texto foi aprovado pelo quórum da CAS. O texto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o relator é o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Se aprovada, segue para o plenário, onde todos os senadores darão a palavra final para uma das matérias prioritárias do governo.
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Trabalhista: governo prevê vitória hoje na CAS por 11 a 8 e votação em plenário ainda este mês
O governo sabe que terá uma votação apertada, mas acredita que vai conseguir aprovar o texto da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal hoje. A expectativa é que o placar gire em torno de 11 votos favoráveis e oito contrários. Apesar da semana esvaziada no Congresso Nacional, por causa dos festejos de São João, o texto já segue amanhã para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sob a relatoria do líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB/RR). A ideia é votar na CCJ em 28 de junho, deixando a matéria livre para o plenário votar ainda na última semana do mês. O cronograma foi estabelecido por acordo feito com a oposição há duas semanas. Ele prevê discussão do projeto na CAS por uma hora e meia hoje, seguida de votação. O governo, no entanto, trabalha com a hipótese de a discussão se alongar por mais tempo, em razão das tentativas de obstrução da oposição. Não há, contudo, previsão de adiamento da votação. Se for aprovado como está, o parecer do relator na CAS, Ricardo Ferraço (PSDB/ES), manterá o texto da forma como saiu da Câmara dos Deputados. O projeto dá força de lei para acordos coletivos e individuais sobre diversos temas, entre os quais participação nos lucros, jornada e banco de horas. Além disso, cria a jornada intermitente (pagamento por hora trabalhada), limita o poder da Justiça do Trabalho na edição de súmulas e acaba com a contribuição sindical obrigatória. O parecer de Ferraço sugere algumas mudanças no projeto, a serem feitas diretamente pelo Palácio do Planalto por meio de vetos e por medida provisória. Se o relator fizesse as mudanças diretamente no texto, o projeto teria de voltar para a Câmara, o que alongaria o tempo de tramitação. Entre as mudanças estão a limitação da jornada intermitente aos setores de comércio e serviços e o veto ao trecho que permite que a jornada de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso seja estabelecida por acordo individual. Para o relator, isso só deveria ser permitido por acordo coletivo. Em entrevista ao programa “Argumento”, da TV Senado, a presidente da CAS, Marta Suplicy (PMDB-SP), lembrou que a matéria será votada na comissão após três audiências públicas, sessões temáticas e informações acumuladas pelos senadores. Para ela, os parlamentares têm, hoje, poucos questionamentos. — Temos avanços e queremos aperfeiçoar ainda mais a proposta — afirmou. Também há certo otimismo do governo com a reforma da Previdência. Apesar da “dificuldade imensa” que o Congresso enfrenta por causa da crise política provocada pela delação dos executivos da JBS, o projeto de reforma da Previdência deve avançar no plenário da Câmara. A previsão é do deputado federal Arthur Maia (PPS-BA), relator do projeto, que fez uma apresentação ontem na Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Maia evitou fixar uma data para a votação, mas disse acreditar que o projeto seja votado já no início do segundo semestre. — A sociedade brasileira vai pagar um preço altíssimo se não realizarmos essa reforma ainda neste ano.