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Fotos mostram Rocha Loures, indicado por Temer, pegando mala de dinheiro dada pela JBS
O jornalista Lauro Jardim, do Globo, divulgou nesta tarde fotos que revelam o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) recebendo uma mala de dinheiro que seria usado para comprar o silêncio de Eduardo Cunha, em uma pizzaria no bairro dos Jardins, em São Paulo. Loures foi uma indicação de confiança de Michel Temer a Joesley Batista, da JBS, segundo revelou o empresário em delação premiada ao STF. O deputado já foi afastado do cargo pelo Supremo após as denúncias. As fotos também mostram o primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Frederico Pacheco de Medeiros, o 'Fred', também levando uma mala de dinheiro da JBS em nome do senador tucano. Aécio também foi afastado do cargo. A PGR pediu sua prisão, mas o ministro Edson Fachin, do STF, negou o pedido.
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Padilha, Moreira, Imbasahy e Jucá nas redes em defesa de Temer são motivo de chacota: “O Brasil não...
O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, divulgou na madrugada de hoje (18) um vídeo no qual diz que o país está avançando e não pode parar em função de denúncias feitas por meio de delação premiada. "Nós do governo temos de governar. O Brasil e os brasileiros não querem e não vão parar. O Brasil não vai parar”, disse o ministro. O ministro lembrou os dados positivos da economia, divulgados recentemente. “Essa semana, a cada dia tínhamos uma manchete altamente positiva para o Brasil: era o PIB que crescia, o juro que caía, a inflação que caía, a geração de emprego", disse Padilha, que completou: “surge no entanto mais uma delação premiada e essa delação traz fatos que têm sim de ser investigados e explicados. Mas não se tem ninguém condenado antecipadamente. Temos de ver o que efetivamente foi dito. O Poder Judiciário se encarrega das delações”. O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco, também divulgou mensagem na madrugada de hoje por meio de sua conta no Twitter na qual pede que o país tenha “muita serenidade” e que faça um “esforço de se manter unido”. “É fundamental que tenhamos muita serenidade e que façamos esforço de nos manter unido com um único objetivo: o Brasil não pode parar, e para que possamos retomar o crescimento e a geração de emprego e de renda”, disse Moreira Franco após comentar que o país foi surpreendido com as delações de ontem. Delação No início da noite de ontem (17), o jornal O Globo publicou reportagem, segundo a qual, em encontro gravado em áudio, pelo dono do grupo JBS, o empresário Joesley Batista, Temer teria sugerido que se mantivesse o pagamento de uma mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao doleiro Lúcio Funaro para que esses ficassem em silêncio. Conforme a reportagem, Batista firmou delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) e entregou gravações sobre as denúncias. Segundo o jornal, ainda não há confirmação de que a delação do empresário tenha sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Eliseu Padilha, delações premiadas como as que denunciam o presidente Michel Temer, não representam, a priori, uma condenação. Padilha reiterou que denúncias como essas devem ser investigadas. Aécio Neves De acordo com a reportagem de ontem de O Globo, na gravação de delação, o dono do grupo JBS, Joesley Batista, também diz que senador Aécio Neves pediu a ele R$ 2 milhões. De acordo com a gravação, o dinheiro foi entregue a um primo de Aécio. A reportagem diz ainda que a entrega foi registrada em vídeo pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que o montante foi depositado em uma empresa do senador Zezé Perrella. Hoje pela manhã, a Polícia Federal fez operações em endereços ligados ao senador Aécio Neves no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Brasília.
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Temer vai renunicar antes ou depois do meio-dia? Tempo escorre contra presidente sem saída
Emissários da base aliada do governo irão ao Palácio do Planalto recomendar ao presidente Michel Temer que renuncie. O personagem central do flagrante de corrupção realizado pela Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República já estuda o assunto. O deputado Petecão, que teve a primeira agenda do dia com Temer, afirmou à saída que o presidente falou em "conspiração, armação" contra ele. Acrescentou que quer conhecer as provas e, em seguida, fazer um pronunciamento à Nação. Na audiência das 8h00, Temer adiantou que já pediu cadeia de rádio e televisão para seu pronunciamento. Com sustentação política igual a zero, cercado pelo ministro Edson Fachin, do STF, que já afastou o senador Aécio Neves de seu mandato e prendeu Andrea Neves, e humilhado que flagrante cuja pior parte ainda está por vir a público - a reprodução da fita gravada por Joesley Batista, na qual Temer frisa a importância de o empresário manter pagamento de propina ao ex-deputado Eduardo Cunha em troca do silêncio dele - "Tem que manter isso,viu?" -, Temer é um sem saída.
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Andrea presa
A irmã do senador Aécio Neves, Andrea Neves, foi presa em Minas Gerais pela Polícia Federal. Ela estava em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. O apartamento em que Andrea vivia no Rio de Janeiro, e que pertenceu a seu avô Tancredo Neves, foi alvo de busca e apreensão pela PF. O mesmo aconteceu no apartamento de Aécio, em Ipanema. O senador Aécio Neves foi afastado de seu mandato pelo ministro Edson Fachin, do STF. A Procuradoria Geral da República pediu a prisão de Aécio e do deputado Rodrigo Rocha Loures, que recebeu propina de R$ 500 mil em nome do presidente Michel Temer. Mas Fachin decidiu levar o pedido ao plenário do Supremo.
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Loures, o da propina de R$ 500 mil por 20 anos, é amiguinho de João Doria
Para receber o prêmio de Personal of the Year, em Nova York, o prefeito de São Paulo, João Doria, foi prestigiado pela presença do deputado Rodrigo Rocha Loures, flagrado pegando R$ 500 mil em propina da JBS. Indicado pelo presidente Michel Temer para negociar com a JBS, Loures acertou o recebimento da quantia quinzenalmente durante 20 anos. O deputado e Temer são frequentadores habituais dos eventos que Doria promovia como presidente do Lide - o clube de empresários fundado por ele.
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Fachin empurra Temer para renúncia; juiz afasta Aécio Neves do mandato de senador; prisão de Andrea Neves decretada
O ministro Edson Fachin está empurrando, por cerco, o presidente Michel Temer para a renúncia. Ele determinou o afastamento do mandato do senador Aécio Neves e do deputado Rodrigo Rocha Loures. E decretou a prisão da irmã do presidente do PSDB, Andrea Neves. Nenhuma atitude em relação a Temer - que pode sofrer ações judiciais instantâneas - foi divulgada no início da manhã. O presidente não havia se manifestado até as 8 horas.
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PF age agora com 40 mandados sobre delação de Joesley: apartamento de Aécio, Andréa e Câmara Federal são...
Agentes da Policia Federal estão em campo desde as 6 horas, com 40 mandados judiciais relacionados à delação premiada do empresário Joesley Batista. Os apartamentos do senador Aécio Neves e de sua irmã Andrea Neves, no Rio de Janeiro, sofreram busca e apreensão. Policias federais também entraram em gabinetes parlamentares na Câmara dos Deputados, acompanhados de agentes legislativos. Foram abordados os gabinetes de Aécio, do senador Zezé Perrela e do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Ainda não há notícia sobre prisão em flagrante - o que a legislação, neste caso, em razão das provas obtidas pela investigação, permite - do presidente Michel Temer. Assista vídeo de Andrea Neves atacando mídia e se dizendo, aos prantos, vítima de mentiras e intrigas:
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Lauro Jardim: “Bomba atômica. É uma delação como jamais foi feita na Lava-Jato”
Lauro Jardim/O GLOBO _ Na tarde de quarta-feira passada, Joesley Batista e o seu irmão Wesley entraram apressados no Supremo Tribunal Federal (STF) e seguiram direto para o gabinete do ministro Edson Fachin. Os donos da JBS, a maior produtora de proteína animal do planeta, estavam acompanhados de mais cinco pessoas, todas da empresa. Foram lá para o ato final de uma bomba atômica que explodirá sobre o país — a delação premiada que fizeram, com poder de destruição igual ou maior que a da Odebrecht. Diante de Fachin, a quem cabe homologar a delação, os sete presentes ao encontro confirmaram: tudo o que contaram à Procuradoria-Geral da República (PGR) em abril foi por livre e espontânea vontade, sem coação. É uma delação como jamais foi feita na Lava-Jato: Nela, o presidente Michel Temer foi gravado em um diálogo embaraçoso. Diante de Joesley, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: "Tem que manter isso, viu?". Em nota, Temer disse que "jamais" solicitou pagamentos para obter o silêncio de Cunha e negou ter participado ou autorizado "qualquer movimento" para evitar delação do correligionário. A assessoria do deputado Rodrigo Rocha Loures informou que ele que vai "esclarecer os fatos divulgados" sobre a delação. Publicidade Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho dos reais. Descobriu que eles foram depositados numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG). Joesley relatou também que Guido Mantega era o seu contato com o PT. Era com o ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma Rousseff que o dinheiro de propina era negociado para ser distribuído aos petistas e aliados. Mantega também operava os interesses da JBS no BNDES. Joesley revelou também que pagou R$ 5 milhões para Eduardo Cunha após sua prisão, valor referente a um saldo de propina que o peemedebista tinha com ele. Disse ainda que devia R$ 20 milhões pela tramitação de lei sobre a desoneração tributária do setor de frango. Pela primeira vez na Lava-Jato foram feitas "ações controladas", num total de sete. Ou seja, um meio de obtenção de prova em flagrante, mas em que a ação da polícia é adiada para o momento mais oportuno para a investigação. Significa que os diálogos e as entregas de malas (ou mochilas) com dinheiro foram filmadas pela PF. As cédulas tinham seus números de série informados aos procuradores. Como se fosse pouco, as malas ou mochilas estavam com chips para que se pudesse rastrear o caminho dos reais. Nessas ações controladas foram distribuídos cerca de R$ 3 milhões em propinas carimbadas durante todo o mês de abril. Se a delação da Odebrecht foi negociada durante dez meses e a da OAS se arrasta por mais de um ano, a da JBS foi feita em tempo recorde. No final de março, se iniciaram as conversas. Os depoimentos começaram em abril e na primeira semana de maio já haviam terminado. As tratativas foram feitas pelo diretor jurídico da JBS, Francisco Assis e Silva. Num caso único, aliás, Assis e Silva acabou virando também delator. Nunca antes na história das colaborações um negociador virara delator. A velocidade supersônica para que a PGR tenha topado a delação tem uma explicação cristalina. O que a turma da JBS (Joesley sobretudo) tinha nas mãos era algo nunca visto pelos procuradores: conversas comprometedoras gravadas pelo próprio Joesley com Temer e Aécio — além de todo um histórico de propinas distribuídas a políticos nos últimos dez anos. Em duas oportunidades em março, o dono da JBS conversou com o presidente e com o senador tucano levando um gravador escondido — arma que já se revelara certeira sob o bolso do paletó de Sérgio Machado, delator que inaugurou a leva de áudios comprometedores. Ressalte-se que essas conversas, delicadas em qualquer época, ocorreram no período mais agudo da Lava-Jato. Nem que fosse por medo, é de se perguntar: como alguém ainda tinha coragem de tratar desses assuntos de forma tão descarada? Para que as conversas não vazassem, a PGR adotou um procedimento incomum. Joesley, por exemplo, entrava na garagem da sede da procuradoria dirigindo o próprio carro e subia para a sala de depoimentos sem ser identificado. Assim como os outros delatores. Ao mesmo tempo em que delatava no Brasil, a JBS contratou o escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe para tentar um acordo de leniência com o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ). Fechá-lo é fundamental para o futuro do grupo dos irmãos Batista. A JBS tem 56 fábricas nos EUA, onde lidera o mercado de suínos, frangos e o de bovinos. Precisa também fazer um IPO (abertura de capital) da JBS Foods na Bolsa de Nova York. Pelo que foi homologado por Fachin, os sete delatores não serão presos e nem usarão tornozeleiras eletrônicas. Será paga uma multa de R$ 225 milhões para livrá-los das operações Greenfield e Lava-Jato que investigam a JBS há dois anos. Essa conta pode aumentar quando (e se) a leniência com o DoJ for assinada. (Colaborou Guilherme Amado)
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Marchas já saem as ruas de Brasília por ‘fora, Temer’
Ou o presidente Temer chama a repressão, ou vai ter de aguentar manifestações de massa pela sua saída imediata do poder. Poucas horas após a circulação da notícia sobre sua anuência a pagamentos regulares de propina para o ex-deputado Eduardo Cunha - "tem de manter isso, viu?" -, manifestantes realizaram 'buzinaço' diante do Palácio do Planalto, enquanto estudantes saíram às ruas carregando, como abre alas, a faixa que o presidente detesta. O 'fora, Temer' deve ganhar força nesta quinta-feira 18, quando diversas outras manifestações já vão sendo convocadas pelas redes sociais. Temer vai aguentar a pressão? Pule de dez que não...
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Aécio ‘R$ 2 milhões’ Neves, presidente do PSDB de Doria, Alckmin, FHC, Serra…
Um dos donos da JBS, Joesley Batista, prestou depoimento no âmbito da Lava Jato e, entre as informações, revelou que Aécio Neves pediu R$ 2 milhões ao empresário, para pagar sua defesa na Lava-Jato. As informações são do jornal O Globo. + Delator grava Temer autorizando compra do silêncio de Cunha A reportagem apurou que foi entregue à PGR uma gravação da conversa, que dura meia hora e foi feita no dia 24 de março, em São Paulo. Essa não foi a primeira vez que o assunto foi abordado. Antes, a irmã de Aécio, Andréa Neves, entrou em contato com o empresário - através de telefone e mensagens no aplicativo WhatsApp, dizendo que o irmão seria defendido pelo criminalista Alberto Toron. O empresário aceitou o pedido de Aécio e questionou quem seria a pessoa encarregada de pegar a mala com o dinheiro. "Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança", disse propôs Joesley. Aécio, então, respondeu: "Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho". Fred é Frederico Pacheco de Medeiros, seu primo. Da parte do empresário, foi o diretor de Relações Institucionais da JBS, Ricardo Saud, que levou a mala. Ele é uma das sete pessoas da JBS que acertaram a delação. Para chegar na quantia desejada por Aécio, foram feitas quatro entregas de R$ 500 mil. Segundo apurou O Globo, a PF filmou uma dessas entregas. A PGR afirma que não existe elemento para dizer que esse valor foi, de fato, pago a algum advogado.