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Lula vivíssimo: “Eu estou doido para consertar o País”
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse em entrevista ao jornalista Water Santos, da Revista Nordeste, que está "doido para consertar o Brasil" e questionou o preconceito existente com os mais pobres e o Nordeste do país. Ao iniciar a conversa, Lula lembrou que o atual prefeito de São Paulo João Doria (PSDB), quando dirigia a Embratur, chegou a propor que a seca do nordeste e a miséria fosse transformada num ponto de atração turística. O ex-presidente falou sobre a discriminação com os mais pobres. "Eles não aceitam que as pessoas do andar de baixo, subam para o andar de cima". "O que mais me assusta em todo esse processo de pobres e ricos, de nordeste e sudeste, é o preconceito que está estabelecido culturalmente na cabeça das pessoas. Ou seja, as pessoas não aceitam que as pessoas do andar de baixo subam um degrau. É porque tem um setor da classe media que pensa como se fosse rico. Isso é equívoco da classe média", afirmou o ex-presidente. Além disso, o petista comenotu sobre os seus anos à frente da presidência do Brasil. "Não conheço ninguém que tratou todo mundo com igualdade de condições como eu tratei. (...) Foram 22 milhões de emprego criados em 12 anos do governo PT. Foi a maior política de inclusão social da história do país", lembrou Lula. O ex-presidente não garantiu se irá concorrer nas eleições de 2018, mas ressaltou: "Eu tô doido pra consertar o país". "Eu tenho a certeza absoluta que é possível consertar o Brasil e fazer esse país voltar a ser alegre". "Não é possível que esse país esteja vivendo o que está vivendo. Não é possível a gente ver crianças pedindo esmola na janela de carro. Não é possível ter em dois anos 15 milhões de desempregados", destacou Lula.
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Época: “Temer já caiu”, diz Rodrigo Maia a amigo
A bem informada seção Expresso, assinada pelo jornalista Murilo Ramos, na revista Época, tem uma daquelas do tipo 'curta e grossa'. Afirma que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, fez uma avaliação sincera sobre a situação política do presidente Michel Temer a um amigo. "Temer já caiu", resumiu Maia.
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Corra que Maia vem aí: Temer volta do G-20 antes do fim para tentar se salvar
O presidente Michel Temer deixou a reunião do G-20 às pressas, em Hamburgo, com destino ao Brasil. Nervoso e preocupado com a ascenção do nome de Rodrigo Maia para sucedê-lo, Temer chegará dispostos a fazer novas rodadas de acordos políticos para tentar barrar a denúncia de corrupção passiva feita contra ele pela PGR no nascedouro: a Comissão de Constituição e Justiça. Como já sabe que será difícil ter, ali, a maioria dos 66 votos dos titulares, trabalhará igualmente para amarrar os 172 necessários no plenário. O ainda presidente sabe, porém, que após a primeira denúncia de Rodrigo Janot, outras duas virão. "Enquanto houver bambu, vai ter flecha", prometeu o procurador. Temer saiu em viagem deixando atrás de si uma crise política grande. Voltou para encontrar uma crise política enorme contra seus interesses
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Racha no racha do PSDB: Alckmin chama reunião de emergência, no apê de FHC, para sustentar Temer
Defensor da permanência do PSDB no governo Michel Temer, o governador Geraldo Alckmin está convocando dirigentes e governadores do partido para uma reunião em São Paulo na segunda-feira, 10. O objetivo do encontro, que deve ocorrer no apartamento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em São Paulo, é tentar alinhar o discurso da legenda. A iniciativa foi tomada em um momento de acirramento do racha entre os tucanos. O senador Tasso Jereissati (CE), presidente interino do partido, disse na quinta-feira, 6, que o País “beira a ingovernabilidade” e, o senador Cássio Cunha Lima (PB), que a gestão Temer "pode estar diante do início do fim". As declarações levaram interlocutores de Temer a pedir providências aos ministros do PSDB. Governadores do partido chegaram a cogitar escrever uma nota de repúdio a Tasso, mas recuaram. A réplica coube ao ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, que escreveu no Twitter: “Nem Lula nem Dilma tiverem esse tratamento de nossa parte quando éramos oposição”.
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Vídeo hilário histórico: Temer, vlogueiro trapalhão, se trai e diz que está “fazendo voltar o desemprego”; argh!
No país da piada pronta, o ainda presidente Michel Temer cometeu um ato falho histórico e garantiu sua permanente no folclore político nacional ao afirmar, em Hamburgo, Alemanha, em vídeo destinado à suas redes sociais no Brasil, que está "fazendo o desemprego voltar ao Brasil".   https://youtu.be/3qKzD4MESP8
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7.7.17: o dia em que Rodrigo Maia foi aceito presidente; vai dar no bicho?
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje (7) que é preciso “ter muita tranquilidade e prudência neste momento”. A manifestação do deputado foi feita em sua conta pessoal do Twitter após a imprensa ter noticiado que o nome de Maia é cotado para assumir a Presidência da República. Se houver um afastamento de Michel Temer da presidência, Maia é o primeiro da linha sucessória. O processo da denúncia está previsto para começar a ser analisado na próxima semana na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara e terá de passar por votação no plenário da Casa. Pela Constituição Federal, em caso de impedimento do presidente da República, quem assume o cargo é o presidente da Câmara. Rodrigo Maia reafirmou que a agenda da Casa deve ser restabelecida “o mais rápido possível”, com a votação da reforma da Previdência e outros projetos. “Não podemos estar satisfeitos apenas com a reforma trabalhista. Temos Previdência, tributária e mudanças na legislação de segurança pública”, lembrou. A reforma trabalhista foi aprovada pelos deputados em abril deste ano, e ainda está sob análise do Senado. E desde maio, a reforma da Previdência aguarda para entrar na pauta de votação do plenário da Câmara. Saiba Mais Saiba quais são os próximos passos da denúncia contra Temer na Câmara Rodrigo Maia está em missão oficial na Argentina, onde participa, com mais quatro deputados brasileiros, do Primeiro Fórum Parlamentar sobre Relações Internacionais e Diplomacia Parlamentar. O deputado voltará ao Brasil neste sábado (8). Em entrevista no Congresso argentino, em Buenos Aires, Maia manifestou sua lealdade, a de seu partido, com o presidente Michel Temer. "Aprendi em casa a ser leal, correto e serei com o presidente Michel Temer sempre serei", declarou. Sobre declarações de lideranças de partidos, como PSDB e o DEM, de que Temer ser afastado da presidência e ele assumir no lugar, Maia criticou as especulações. "Quando se vive uma crise tão profunda como essa cabe especulação de qualquer tipo. Tem algumas que eu li pela manhã que são muito criativas, mas com pouco informação”, disse. Maia manifestou preocupação com a crise no Brasil e reiterou que seu partido deve ser o último a desembarcar da base de apoio a Michel Temer. Apesar de manter o discurso alinhado ao governo, o deputado esclareceu que não cabe a ele fazer defesas em prol da agenda governista na Câmara. "Se você pensar que o Brasil vive uma crise tão profunda, quem tem responsabilidade com a democracia, com o futuro do Brasil, se falar que não está preocupado vai estar mentindo. É claro que a gente tem preocupação, principalmente na posição que estou hoje. Qualquer movimento que eu faça é interpretado”, afirmou.
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PSDB e DEM traem Temer, que deve cair rápido: “Em 15 dias”, diz senador tucano
A cúpula tucana indicou ontem que a situação política do presidente Temer está cada vez mais grave. O presidente do PSDB, Tasso Jereissati, disse que o país está “chegando à ingovernabilidade”, e que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, reúne “condições de juntar os partidos ao redor do mínimo de estabilidade de que o país precisa”. Maia afirmou que a denúncia da PGR contra Temer “é grave e tem de ser respeitada”. Enquanto isso, o governo se esforça para trocar integrantes da CCJ, onde hoje não teria os 34 votos para rejeitar a denúncia. Um deputado do PMDB e dois do Solidariedade já foram substituídos. PTB e PR vão fazer o mesmo. O deputado cassado Eduardo Cunha, do grupo de Temer, começou a negociar acordo de delação premiada. -BRASÍLIA- Em uma mudança de discurso que lembrou o tom usado pelo então vice-presidente Michel Temer, quando, em meio à crise que atingia Dilma Rousseff disse que era preciso alguém para “reunificar a todos”, a cúpula do PSDB lançou ontem, simbolicamente, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como presidenciável. Depois de mais de um mês flertando com o rompimento, o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), afirmou que Maia reúne as condições necessárias para promover estabilidade no país. Tasso destacou que o governo de Michel Temer está “chegando na ingovernabilidade” e disse ainda ver espaço para uma renúncia negociada do presidente da República. — Se passar a licença para a denúncia, Rodrigo Maia tem condições, até pelo cargo que ele exerce, de presidente da Câmara, de juntar os partidos ao redor de um nível mínimo de estabilidade para o país. Não tenho a capacidade de dizer se Temer é culpado ou não, a Justiça vai fazer isso, mas tenho capacidade de dizer que estamos chegando à ingovernabilidade. Tem que haver agora um acordo para dar estabilidade mínima para se chegar a 2018 — afirmou Tasso, comparando a situação de Temer com a de Dilma Rousseff antes do impeachment. Caso a Câmara aceite a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o Supremo Tribunal Federal (STF) determine o afastamento de Temer do cargo, quem assume a Presidência provisoriamente é Rodrigo Maia. Na quarta-feira, outros tucanos, como o líder na Câmara, Ricardo Tripoli (SP), e o senador Cássio Cunha Lima (PB), já haviam defendido que o desembarque do governo se tornara inevitável. Em uma forte sinalização de que já vislumbra um novo governo, sem Michel Temer, o senador Tasso fez um esboço do que seria a composição ideal: manter a equipe econômica e os partidos que hoje sustentam a base, mas com perfis “intocáveis” em relação à postura ética. — A equipe econômica tem que ficar, e o governo tem que ser o mais próximo possível do intocável na postura ética — defendeu. Tasso reforçou o discurso pelo desembarque do governo e afirmou que “os fatos” devem levar à saída do PSDB da base de Temer. O tucano falou ainda sobre a possível delação que o ex-presidente da Câmara, o deputado cassado Eduardo Cunha, deve fazer. Disse que, se isto de fato ocorrer, será um semestre “terrível” para todos. Para Tasso, mesmo que o senador Aécio Neves (PSDBMG) volte a assumir a presidência do partido, a permanência na base não deve ocorrer. — Ninguém faz pressão contra os fatos. Os fatos estão aí e está na hora de encontrarmos estabilidade. Não dá mais para vivermos dessa maneira — pontuou o presidente tucano. O senador argumentou que não vê, hoje, nenhum partido com tendência mais pró do que contra o governo, inclusive o PMDB. Tasso disse que as conversas com o DEM e os demais partidos da base têm sido contínuas e que todos terão de se render aos fatos. No PSDB, alguns dos principais caciques, como o prefeito de São Paulo, João Doria, e o governador do estado, Geraldo Alckmin, além do senador Aécio Neves (MG), vinham defendendo a manutenção do apoio ao governo Temer. Entre os parlamentares do partido, no entanto, o clima é de ampla deterioração. — Não conheço nenhum partido, a começar pelo PMDB, que esteja mais governista do que pelo desembarque. Qual partido não está refluindo? O relator da denúncia na CCJ, que é do PMDB, deve dar um voto pelo afastamento de Temer. Quer coisa mais significativa que isso? — questionou Tasso. DECISÃO SOBRE AÉCIO SÓ NA SEMANA QUE VEM A esperada decisão no PSDB sobre a saída definitiva de Aécio da presidência do partido deve ocorrer apenas na próxima semana. Tasso Jereisatti disse que irá conversar na segunda-feira com Aécio. O senador cearense pressiona por uma solução definitiva e a expectativa era que, após se livrar do processo de cassação do mandato no Conselho de Ética, ontem, Aécio fizesse um gesto aos correligionários e tomasse a iniciativa de deixar a presidência do partido. O senador disse que, se continuar no cargo, passará a defender de forma intensa a implantação do parlamentarismo no país. — Na semana que vem, antes do recesso, precisa ter uma solução definitiva. O presidente é ele (Aécio), ele é que tem de resolver. Se ele resolver ficar, ele tem as condições para isso. Aécio passa por uma crise, e quem tem de definir o tamanho da crise é ele. Hoje existem cerca de 30 senadores e não sei quantos deputados e ministros numa situação parecida. Quando ele estava afastado, era diferente mas, hoje, todos os senadores são iguais. O importante é não ficar nessa indefinição — afirmou Tasso. PLANALTO TENTA CONTER MOVIMENTO TUCANO Interlocutores de Temer minimizaram a possibilidade de deputados do PSDB votarem em bloco a favor da denúncia de corrupção passiva que Temer enfrenta na Câmara, tanto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) quanto no plenário. De acordo com as contas da bancada, dos sete integrantes do partido na Comissão, apenas um deve votar contra a denúncia. Assessores próximos a Temer dizem que a bancada do PSDB na Câmara representa apenas 10% da Casa e, que mesmo nesses 10%, há uma divisão, já que nem todos são favoráveis a dar prosseguimento à denúncia. Por essa lógica “matemática” do Planalto, o governo teria então uma baixa de 5% dos votos dos tucanos. — O PSDB não é maior do que a Câmara, ele é 10% da Câmara, sendo que neles ainda há divisão interna. É um problema para o governo do tamanho de 5% — disse um aliado do presidente.
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Sem mesada da JBS, Cunha arma delação com cem anexos que deve ser pá de cal sobre Temer
O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) já estaria finalizando os textos com as informações para o seu acordo de delação premiada que deve fechar com a Operação Lava Jato. De acordo com a coluna Mônica Bergamo, publicada nesta quinta-feira (6) pelo jornal Folha de S. Paulo, o ex-deputado deve implicar diretamente o presidente Michel Temer (PMDB), os ministros Moreira Franco (Secretaria Geral), Eliseu Padilha (Casa Civil) e o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Segundo a publicação, Cunha teria rascunhado mais de cem anexos para a colaboração. A expectativa é que ele entregue os documentos já na próxima semana. O que pesa contra Cunha O ex-presidente da Câmara está preso em Curitiba desde 19 de outubro de 2016 no âmbito da Lava Jato. Em março deste ano, o juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná, condenou Cunha a 15 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem e evasão de divisas no caso que envolve a compra do campo petrolífero de Benin, na África, pela Petrobras, em 2011. O peemedebista foi considerado culpado por ter recebido 1,5 milhão de dólares em propina obtidos no processo de compra do campo, no valor de 34,5 milhões de dólares. Segundo Moro, o negócio fraudulento teria gerado um prejuízo de 77,5 milhões de dólares para a Petrobras.
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Com base minguante, Temer agora fala em tentativa de “desarmonizar” poderes do Estado
O presidente Michel Temer afirmou hoje (6) que atualmente se verifica, “muitas e muitas vezes”, uma tentativa, por parte de autoridades que se acham "iluminadas por uma centelha divina", de “desarmonizar os Poderes do Estado”. “Sem embargo de a Constituição determinar a harmonia entre os poderes, o que mais se verifica, muitas e muitas vezes, é a tentativa de desarmonizar os Poderes do Estado. Isso é um crime em um Estado democrático de direito, isso só passa pela cabeça daqueles que na verdade acham que são autoridades iluminadas por uma centelha divina”, disse Temer em pronunciamento no Palácio do Planalto. Segundo o presidente, é preciso insistir em “trivialidades”, em conceitos que remontam à Revolução Francesa, “grandes conceitos no que dizem respeito ao contraditório, à ampla defesa, à seriedade das falas e das manifestações”. Temer deu as declarações durante cerimônia de anúncio de remodelações no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que foi rebatizado de Novo Fies. O presidente elogiou o programa, gestado em governos anteriores, dizendo que ele “deu certo” e, por isso, está sendo “aperfeiçoado”. O presidente deve embarcar às 13h desta quinta-feira para o encontro do G20, que reúne autoridades das 20 maiores economias do mundo em Hamburgo, na Alemanha. Deverá assumir a Presidência da República o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), uma vez que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), primeiro na linha sucessória, cumprirá agenda na Argentina. Temer viaja na mesma semana em que começou a tramitar, na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Câmara, a denúncia por corrupção passiva apresentada contra ele pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, autoridade cuja atuação vem sendo questionada pelo presidente.
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Com PSDB pulando fora, Maia ambicioso e dupla Pacheco-Zveiter contrariando governo na CCJ, Temer vê quadro mudar contra...
A denúncia contra o presidente Michel Temer deve demorar mais do que o governo gostaria para ser votada. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), anunciou ontem o rito da tramitação da denúncia criminal contra o presidente e, seguindo-o, dificilmente o relatório será votado na comissão durante a próxima semana. Só com o debates, seriam gastos mais de 40 horas, o que deve levar a análise na CCJ para a semana do dia 17 de julho. Com isso, até mesmo aliados de Temer já avaliam que a votação no plenário da Câmara pode ficar para agosto. Após se reunir com todos os partidos, Pacheco decidiu dar a todos os 132 membros da CCJ — 66 titulares e 66 suplentes — o direito de discursar. Cada um poderá falar por 15 minutos. Além deles, outros 40 deputados que não integram a CCJ poderão debater o assunto também: 20 contra a denúncia e 20 a favor. Nesse caso, o tempo será de 10 minutos. Depois do debate, o relator pode defender seu relatório por 20 minutos e a defesa de Temer pode falar em seguida também por 20 minutos. Depois de tudo isso, os deputados votam nominalmente no painel da CCJ. Na próxima segunda-feira, o relator Sergio Zveiter (PMDB-RJ) deve apresentar seu parecer e em seguida a defesa se pronunciará. A expectativa é que haja um pedido de vista. Se isso se confirmar, somente na quarta-feira seria retomado o assunto e iniciado o debate. A extensão dos debates dependerá da decisão hoje do presidente da CCJ sobre os pedidos da oposição para ouvir o procurador Rodrigo Janot e outros citados nas denúncias. Rodrigo Pacheco disse inicialmente que não há previsão legal disso, mas que cabe a ele, como presidente, resolver. A oposição aposta numa decisão favorável. — É bom lembrar que esse é um procedimento tão somente da admissibilidade do processamento criminal do presidente. É diferente do procedimento do impeachment, em que se permitia a dilação probatória, audiências públicas e coisas do tipo — disse Pacheco. IRRITAÇÃO COM ESCOLHA Zveiter deve cumprir o prazo e apresentar seu parecer na segunda. Ele disse que já conta com uma equipe de juristas que o ajudarão na análise da denúncia e que, como advogado, está acostumado a cumprir prazos rígidos. — Não me cabe decidir sobre o rito, mas como advogado estou acostumado a virar noites para produzir pareceres — afirmou Zveiter. Aliados do presidente não esconderam nos bastidores a irritação com a escolha do deputado Sergio Zveiter para ser relator da denúncia e esperam que ele, pelo menos, não atrase o calendário traçado para a análise do caso na CCJ. O líder do PMDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (SP), encontrou-se com Zveiter na noite de terça, depois do anúncio do seu nome como relator. — Ele tem todas as qualidades para produzir um parecer jurídico. Ele é reconhecidamente um advogado respeitado. E tenho certeza de que fará um relatório isento. Como a denúncia carece de provas de qualquer ilícito, ela é inepta — disse Baleia Rossi. Nos bastidores, a oposição diz que o próprio presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), apoiou haver um amplo debate. Por isso, a data final na CCJ e no plenário será um jogo de xadrez nas duas próximas semanas. Alguns deputados já avaliam que Rodrigo Maia age como alguém que busca um sutil distanciamento de Temer. Na terça-feira, ele não presidiu a sessão e passou boa parte do tempo cumprimentando deputados no meio do plenário.