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TERRORISMO_Segurança reforçada em países europeus após tragédia em Berlim
O atentado contra um mercado de Natal em Berlim, na Alemanha, e o assassinato do embaixador russo em Ancara, na Turquia, ambos ocorridos ontem (19), fizeram os países europeus reforçarem seus esquemas de segurança para as festas de fim de ano. Na Itália, investigadores estão em contato com as autoridades alemãs para confirmar detalhadamente todas as informações sobre o ataque com um caminhão contra o mercado de Natal que deixou 12 mortos e 48 feridos na noite de segunda-feira. Como consequência do atentado, a segurança das principais feiras natalinas da Itália foi reforçada, como em Bolzano, Merano e Bressanone, cidades da região de Trentino. De acordo com o chefe de polícia da Itália, Franco Gabrielli, foram ajustados dispositivos para prevenir ataques, além do envio de unidades operacionais de socorristas, com médicos e especialistas voluntários próximo à região. A segurança nos mercados também foi reforçada com agentes de Milão e Padova. Segundo as autoridades, nas fronteira terá o acréscimo de mais 50 soldados. Em Londres, a Scotland Yard anunciou que revisará os seus planos de segurança durante o período das festividades. Já na França, onde é mantido o estado de emergência por ameaça terrorista desde os atentados de 13 de novembro de 2015, as operações continuam e o governo francês anunciou reforços policiais extras. Os mercados natalinos são considerados os principais alvos de atentados terroristas no mês de dezembro na Europa. Em novembro, as autoridades francesas prenderam sete pessoas suspeitas de planejarem atentados.
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Mundo vê atentado em 12 mortes provocadas por caminhão em Berlim
Um caminhão lançado contra uma multidão em uma feira de Natal no centro de Berlim, na segunda-feira à noite (19), deixou doze mortos e 48 feridos - um evento que já começa a ser considerado como um "ataque" pelo governo. As informações são da AFP. "Doze pessoas morreram na Praça Breitscheid e outras 48 foram levadas aos hospitais, algumas com ferimentos graves", revela a polícia no Twitter. De acordo com o ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, "muitas razões" levam a pensar que foi um ataque. "Ainda não quero - por enquanto - pronunciar a palavra 'atentado', mesmo que muitas razões levem a pensar nisso", disse ele à emissora pública ZDF. No Twitter, o ministro alemão da Justiça, Heiko Mass, informou que a investigação será conduzida pelo Ministério Público. Na Alemanha, o órgão é responsável por assuntos ligados ao terrorismo. "Uma pessoa, que é claramente o motorista, foi detida. Um passageiro morreu", disse a Polícia à AFP. Segundo fontes do serviço de segurança citadas pela agência alemã DPA, o homem detido seria paquistanês ou afegão, e teria chegado à Alemanha como solicitante de asilo em fevereiro de 2016. "Examinamos a pista de um atentado terrorista, mas ainda não sabemos as motivações desse ato", disse um outro porta-voz policial. A Polícia também pediu à população que "fique em casa", como medida de precaução. De acordo com diferentes veículos da imprensa alemã, o motorista do caminhão, cuja placa é da Polônia, conseguiu fugir. O proprietário da empresa dona do caminhão confirmou o desaparecimento do polonês. "Não temos contato com ele desde esta tarde. Não sei o que aconteceu com ele. É meu primo. Eu o conheço desde a infância. Eu respondo por ele", declarou Ariel Zurawski por telefone à AFP. Questionado pelo canal de notícias 24 horas TVN24 sobre se o motorista se sentia ameaçado, ou em perigo, Zurawski respondeu "de modo algum". Segundo Lukasz Wasik, um diretor da empresa, o contato com o motorista, de 37 anos, foi perdido por volta das 15h locais (12h, horário de Brasília). "Não sabemos no que ele se transformou, se foi sequestrado, morto, não sabemos de nada. Estamos muito preocupados com ele", declarou, acrescentando que "a última vez que estivemos com ele no telefone foi esta manhã, por volta das oito, ou nove". O motorista transportava 25 toneladas de produtos metalúrgicos, procedentes da Itália. Em Berlim, "a empresa onde ele devia descarregar não pode recebê-lo e disseram a ele para voltar na terça de manhã. Dissemos a ele para esperar em Berlim, em alguma parte", acrescentou Wasik. Por enquanto, a Polícia descarta novas ameaças para a população. "Não há atualmente indícios de outras situações perigosas" no centro de Berlim oeste, tuitou a Polícia. A chanceler alemã, Angela Merkel, disse estar "em luto" pelos mortos. "Estamos em luto e esperamos que os muitos feridos recebam a ajuda necessária", disse o porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, em sua conta no Twitter, em alusão às "terríveis notícias" vindas de Berlim. Imagens do jornal local Berliner Morgenpost publicadas on-line mostram várias barracas da feira de Natal destruídas pelo caminhão. As forças da ordem estabeleceram um perímetro de segurança e bloquearam o acesso. Reações Por suas circunstâncias, esse evento remete ao atentado de 14 de julho de 2016, em Nice, na França, quando um caminhão atropelou várias pessoas no Passeio dos Ingleses, no dia da festa nacional do país. Nesse sentido, a França manifestou prontamente sua solidariedade. Em nota divulgada pelo Palácio Eliseu, o presidente francês, François Hollande, declarou que "os franceses compartilham o luto dos alemães frente a essa tragédia que atinge toda a Europa". O chefe de Estado francês manifestou "sua solidariedade e sua compaixão à chanceler (alemã, Angela) Merkel, ao povo alemão e às famílias". O ministro francês do Interior, Bruno Le Roux, anunciou que a segurança foi "imediatamente reforçada" nas feiras de Natal no país. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse estar "entristecido" com o episódio de hoje. Os americanos também reagiram, condenando o suposto "ataque terrorista". "Os Estados Unidos condenam nos termos mais firmes o que parece ser um atentado terrorista em um mercado de Natal de Berlim", afirmou o porta-voz de Segurança Nacional da Casa Branca, Ned Price, em um comunicado. "A Alemanha é um dos nossos mais fortes aliados, e estamos junto com Berlim na luta contra todos aqueles que atentam contra nossa forma de vida e ameaçam nossas sociedades", acrescentou. "Estivemos em contato com funcionários alemães, e estamos prontos para oferecer ajuda, enquanto investigam e se recuperam desse horrível incidente", afirmou Price. Alta tensão O mercado natalino atingido pelo caminhão, que partiu para cima de transeuntes e rolou sobre a calçada, fica no centro da capital, a dois passos da Gedächtniskirche - a Igreja da Lembrança, uma das principais atrações turísticas berlinenses - e de uma movimentada avenida de comércio, a Kurfürstendamm. No local, um turista entrevistado pela AFP disse não saber se o motorista "estava bêbado", ou se ele lançou o caminhão de forma deliberada, "mas ele não procurou parar, ele simplesmente continuou". "Acabei de ver esse gigantesco caminhão preto, que embestou na direção do mercado e atropelou tantas pessoas, então, todas as luzes se apagaram, e tudo ficou destruído", relatou a turista australiana Trisha O'Neill, em entrevista à emissora Australian Broadcasting Corporation. "Havia sangue e corpos por todos os lados", incluindo crianças e idosos, completou ela. Em julho passado, em Nice, um tunisiano jogou seu caminhão contra uma multidão no Passeio dos Ingleses. Esse atentado deixou 86 mortos e mais de 400 feridos e foi reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI). O agressor foi morto pela Polícia. Até agora, a Alemanha havia sido poupada do ataques extremistas de ampla envergadura, mas vários atentados islâmicos foram cometidos, recentemente, por "lobos solitários". Em julho, o EI assumiu a autoria de um atentado cometido por um sírio de 27 anos, que deixou 15 feridos, e de um ataque lançado por um demandante de asilo, provavelmente de origem afegã, de 17 anos, que deixou cinco feridos. Em outubro, um sírio se suicidou na prisão após ser detido. Segundo os investigadores, ele se preparava para lançar um ataque contra um aeroporto de Berlim.
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TRAGÉDIA_Avião militar russo cai na Sibéria com 39 pessoas
Um avião militar do Ministério da Defesa da Rússia caiu nesta segunda-feira (19), na Sibéria, com 39 pessoas a bordo, mas todas sobreviveram ao acidente, de acordo com fontes de Moscou. A aeronave, modelo IL-18, caiu no distrito de Bulunskij devido às más condições climáticas. Das 39 pessoas a bordo, sete eram membros da tripulação. O Ministério da Defesa informou que, ao todo, há 32 feridos, sendo que 16 deles estão em condições graves. Eles foram hospitalizados em centros de saúde de Moscou e de São Petersburgo. O avião caiu às 4h45 locais, a cerca de 30 quilômetros do Aeroporto de Tiksi.
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Acordo de paz, morte de Fidel e suspensão no Mercosul marcam América Latina em 2016; veja
Na América Latina, além de conturbado politicamente, 2016 não foi um ano dos melhores do ponto de vista econômico, com poucas exceções. Segundo relatório de dezembro da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), “a região finalizará 2016 com uma contração média de 1,1%, e a América do Sul será a mais afetada, com uma queda de 2,4%. Dos dez países sul-americanos, quatro terminam o ano no vermelho: Venezuela, Brasil, Argentina  e Equador, por exemplo. Colômbia: acordo de paz entre Farc e Colômbia Na Colômbia, o presidente Juan Manuel Santos e o comandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Rodrigo Echeverri, o "Timochenko", assinaram no dia 24 de novembro, em Bogotá, um acordo de paz que pôs fim ao conflito armado mais longevo da América Latina. As negociações entre Bogotá e as Farc duraram mais de quatro anos e renderam a Manuel Santos o Prêmio Nobel da Paz de 2016. O acordo final foi firmado pouco menos de dois meses depois de um pacto anterior ter sido rejeitado em referendo popular. Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia Cuba: relação com EUA e morte de Fidel Castro Em Cuba, dois grandes acontecimentos marcaram o país em 2016: o reatamento das relações diplomáticas com os Estados Unidos (EUA) e a morte de Fidel Castro. O ex-presidente e líder da revolução cubana morreu em Havana no dia 25 de novembro, aos 90 anos de idade. O funeral do ex-líder durou dias e teve grande repercussão internacional. Fidel Castro Já a reaproximação de Cuba com os Estados Unidos incluiu uma visita do presidente americano Barack Obama à ilha caribenha em março, encerrando, no âmbito das Américas, o último capítulo da guerra fria na política externa dos Estados Unidos. Em 27 de setembro, Obama nomeou o primeiro embaixador americano em Cuba após mais de 50 anos de relações diplomáticas rompidas. Venezuela: crise político-econômica e suspensão do Mercosul Para a Venezuela, país imerso numa prolongada crise político-econômica, o ano de 2016 significou contração do PIB de 9,7% e a persistência de um cenário de agravamento que tende a prosseguir em 2017. O governo de Nicolás Maduro, que enfrenta forte resistência interna, suspendeu um referendo revogatório do seu mandato, levando a oposição às ruas. E, em 2016, pela primeira vez em 17 anos de chavismo, a oposição assumiu maioria no Congresso, o que levou a um enfrentamento entre os poderes, com um Executivo que não reconhece o Congresso e vice-versa. Além disso, os quatro países fundadores do Mercosul suspenderam em dezembro a Venezuela do bloco, devido ao descumprimento por Caracas de suas obrigações de adesão ao grupo. Os reflexos da crise venezuelana já se fazem sentir nos países vizinhos, como Brasil e Colômbia, com levas de imigrantes atravessando as fronteiras em busca de melhores condições de vida. Bolívia: economia em alta, falta d'água e renovação política Em 2016, os bolivianos rejeitaram a reforma constitucional promovida pelo presidente Evo Morales, de 56 anos, para se candidatar a um quarto mandato (2020-2025), abrindo campo para a renovação política. Este ano também a Bolívia viveu a sua pior seca desde a década de 1980. O governo declarou emergência nacional, por conta da falta de água em várias cidades, inclusive na capital, La Paz. Na área econômica, as receitas de hidrocarbonetos tiveram um aumento exponencial e as vendas de gás possibilitaram ao país melhorar sua infraestrutura e serviços e fornecer gás doméstico gratuito a 3,5 milhões de bolivianos. A Bolívia e o Paraguai lideraram o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na América do Sul em 2016, com 4%. Chile: baixa popularidade de Bachelet No Chile, o governo da presidente Michelle Bachelet chega à metade do segundo mandato com  índices baixos de popularidade - apenas cerca de 27% de aprovação. Além disso, as eleições municipais em outubro impuseram uma derrota aos partidos que fazem parte do seu governo. Como um dos países que têm na exportação de commodities grande parte de suas receitas, o Chile sofreu com a queda na cotação do cobre (35% do consumo mundial vêm de minas chilenas), obrigando o Estado a rever e realocar investimentos básicos. Mas, apesar das dificuldades, o país apresentou crescimento de 1,6% do PIB e mesmo opositores admitem que o Chile avançou muito em questões básicas como educação e direitos humanos. Por fim, em contraponto ao Mercosul, foi realizada em junho em Santiago a 11ª Cúpula da Aliança do Pacífico, a iniciativa de integração regional idealizada pelo Chile, a Colômbia, o México e Peru. Argentina: um ano de Macri e Cristina Kirchner processada Na Argentina, 2016 começou sob o signo do governo do presidente Mauricio Macri, eleito com 51,42% dos votos, encerrando a era de oito anos de Cristina Kirchner. A ex-presidente viveu em 2016 seu inferno astral, com embargo dos seus bens pela Justiça e respondendo a processo pela venda de dólares no mercado futuro, que teria causado um prejuízo de R$ 17 bilhões aos cofres públicos. Macri iniciou seu mandato anunciando grandes mudanças na política econômica e em 2016 a Argentina finalmente saiu da moratória, decretada em 2001. O novo governo teve que mudar a legislação para renegociar a dívida externa com os chamados "fundos abutres" (que especulam com títulos da dívida) e, com isso, o país conseguiu reabrir seu acesso ao mercado financeiro global. Macri também acabou com os controles de câmbio, impostos por Cristina. Apesar de ser a segunda economia do continente, a Argentina ainda enfrenta desafios como uma dívida pública elevada, inflação alta, desemprego, corrupção e más condições de infraestrutura e dos serviços de saúde e educação. Contudo, as ações de Macri demonstram disposição para fazer reformas que poderão ajudar as exportações e a reintegração do país aos mercados globais. Um dos destaques do ano foi a visita a Buenos Aires do presidente dos EUA, Barack Obama, em março, junto com 400 empresários. Desde que Macri assumiu, as tensões sociais permanecem e os sindicatos relutam em ajudar um governo de centro-direita. Os protestos contra o feminicídio ocorridos em várias cidades foram outro fato merecedor de destaque na Argentina em 2016. Peru e Paraguai: eleições, crescimento econômico e estabilidade No Peru, 2016 foi marcado por eleições presidenciais disputadíssimas, em junho, das quais saiu vencedor o economista Pedro Pablo Kuczynski, com um resultado apertado e sem maioria no Congresso, controlado pelos aliados de sua rival, Keiko Fujimori, que era favorita nas pesquisas, mas saiu derrotada nas urnas. Na área econômica, o país fecha o ano com crescimento do PIB de 3,9%. Mereceu destaque ainda a 24ª Reunião de Líderes da Área de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), realizada em novembro em Lima e que amplia as possibilidades de comércio globalizado entre os países do bloco, especialmente com a China, segunda economia mundial. Surpreendentemente, o Paraguai liderou o crescimento do PIB na América do Sul este ano, com 4% de aumento. Parte do sucesso se deve à estabilidade política representada pelo segundo mandato do presidente Horacio Cortes, 58 anos, do Partido Colorado, um dos homens mais ricos do país, dono de mais de 25 empresas e de um banco. Na área regional, o Paraguai se posicionou contra a permanência da Venezuela no bloco, alegando “descumprimento por parte de Caracas das obrigações do Protocolo de Adesão ao Mercosul”. Na parceria paraguaio-brasileira, destaca-se a hidrelétrica Itaipu Binacional, responsável por cerca de 17% de toda a energia consumida no Brasil e de 75% do Paraguai. * Com informações de Monica Yanakiew, correspondente da EBC em Buenos Aires
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DESAVENÇAS: “Medida é inevitável e sairemos mais fortes”, diz Maduro sobre fechar fronteira com a Colômbia por 72h
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, determinou nessa segunda-feira (12) o fechamento, por 72 horas, da fronteira com a Colômbia para impedir a entrada de cédulas de 100 bolívares, que seu governo quer extinguir. Maduro já tinha informado que retiraria as notas de circulação, mesmo que elas representem as de maior valor em uso atualmente no país. A informação é da Agência Ansa. De acordo com o presidente, "máfias colombianas estariam armazenando as cédulas de 100 bolívares" para desestabilizar a economia venezuelana, que há anos enfrenta uma crise de desabastecimento. "Eu peço o apoio de toda a Venezuela. A partir de hoje [ontem], fica fechada a fronteira da Colômbia, outra vez, por 72 horas", informou Maduro no Palácio de Miraflores, em Caracas. "Eles [os colombianos] estabeleceram uma manipulação política, ideológica e econômica para manipular a moeda", acusou. "Esta medida era inevitável, necessária, estou certo de que sairemos mais forte do ponto de vista monetário e as máfias ficarão quebradas", afirmou o presidente, sucessor de Hugo Chávez. A Venezuela e a Colômbia têm desavenças históricas, baseadas em ideologias políticas e na influência norte-americana no continente. Além disso, o país passa por grave crise econômica e política, que está sendo mediada pelo papa Francisco com a oposição e Maduro. Caracas também enfrenta oposição de países do Mercosul, como o Brasil, a Argentina e o Paraguai, que tentam anular sua participação no bloco regional. Amanhã (14), a Argentina assumirá a presidência temporária do organismo, durante cerimônia em Montevidéu, com uma reunião de chanceleres.
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CORRUPÇÃO: presidente sul-coreana sofre impeachment após votação histórica no Parlamento
O Parlamento da Coreia do Sul aprovou hoje (9) moção para impugnar a presidente Park Geun-hye. É a primeira liderança democraticamente eleita da Coreia do Sul demitida do cargo. A informação é da agência Sputnik. Nesta votação histórica, 234 deputados votaram a favor do impeachment, 56 votaram contra. Dois parlamentares se abstiveram e sete cédulas foram consideradas nulas. O processo de impeachment agora tem que ser aprovado pelo Tribunal Constitucional do país. O tribunal tem até 180 dias para decidir. Park será formalmente retirada do cargo se seis dos nove juízes do tribunal apoiarem a decisão. Nesse caso, o país deverá realizar novas eleições presidenciais no prazo de 60 dias. O escândalo político em torno da presidente sul-coreana estourou depois que Park Geun-hye se desculpou publicamente pelo chamado "vazamento" de dezenas de textos dos discursos presidenciais, mesmo antes de eles serem pronunciados, para sua amiga Choi Soon-sil. Além disso, houve especulações de que Choi Soon-sil teria se apropriado de US$ 70 milhões, ou seja, de uma parte da fortuna de grandes empresas sul-coreanas, visando a comprar bens imóveis e pagar a educação de sua filha em uma das universidades mais conceituadas do país. Nas últimas seis semanas, durante todos os sábados, houve manifestações exigindo que Park Geun-hye deixasse o cargo. Pesquisas de opinião mostram grande apoio da população ao impeachment
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CLIMA: Após forte terremoto abalar Ilhas Salomão autoridades alertam sobre tsunami
Um forte terremoto, com magnitude preliminar de 7.7 pontos, atingiu as Ilhas Salomão nessa quinta-feira (8), provocando um alerta de tsunami para a região. A informação é da Agência Xinhua. O terremoto ocorreu a cerca de 68 quilômetros (42 milhas) a sudoeste de Kikakira, nas Ilhas Salomão, ou 211 quilômetros (127 milhas) a sudeste de Honiara. O abalo teve seu epicentro no mar, a 48,7 km de profundidade O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) classificou a magnitude preliminar do terremoto de 7.7 pontos, abaixo da estimativa inicial de 8.0. O Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico emitiu aviso para as Ilhas Salomão, Vanuatu, Papua Nova Guiné, Nauru, Nova Caledônia e Tuvaru e Kosrae. O centro informou, em boletim, que "com base em todos os dados disponíveis, um tsunami pode ter sido gerado por esse terremoto e pode ser destrutivo em áreas costeiras, mesmo longe do epicentro”.
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INDONÉSIA: Ao menos 97 pessoas morrem em terremoto nesta quarta-feira
Um terremoto de 6.5 na escala Richter atingiu a província de Aceh, na ilha de Sumatra, na Indonésia, na manhã desta quarta-feira (7) e deixou pelo menos 97 mortos. As informações são da Agência Ansa. O balanço foi apresentado pelo chefe do Exército em Aceh, general Tatang Sulaiman. No entanto, as equipes de socorro ainda buscam desaparecidos debaixo dos escombros, principalmente na cidade de Meureudu, no norte da ilha, onde dezenas de edifícios desabaram e ruas ficaram completamente destruídas. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o tremor teve seu epicentro a apenas 8,2 km de profundidade e 5,8 km a noroeste de Pante Raja. As autoridades estimam que pelo menos 14 mesquitas desabaram, e um hospital foi danificado. Em 26 de dezembro de 2004, a costa oeste da província de Aceh já havia sido devastada por um tremor de 9.1 que provocou um tsunami no Oceano Índico e deixou 250 mil mortos, sendo cerca de 100 mil apenas na Indonésia. O tremor é considerado um dos mais mortais da história. Aproximadamente 148 milhões de indonésios, mais da metade da população do país, vivem em áreas com risco de terremotos. "Nós corremos para uma colina nos arredores porque nossa casa fica perto da praia. Tememos que um tsunami possa chegar a qualquer momento", disse Fitri Abidin, que vive com o marido e os filhos no distrito de Pidie Jaya, o mais afetado pelo sismo desta quarta-feira.
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ALEMANHA: Merkel é reeleita líder do partido e pede veto à burca
A chanceler alemã, Angela Merkel, foi reeleita pela nona vez a líder do Partido Cristão-Democrático (CDU) nesta terça-feira (6), com 89,5% dos votos. As informações são da agência de notícias Ansa. Apesar do alto consenso em torno do nome de Merkel, esse foi o segundo pior resultado obtido por ela dentro de sua própria sigla. Em 2012, ela obteve a mais alta aprovação, com 97,9%, e em 2004 teve a pior, com 88,4% dos votos. Durante seu discurso antes da votação, a chanceler mostrou que está na disputa pelo quarto mandato seguido como premier e falou muito sobre a questão da imigração ao país. Base da campanha dos seus adversários, a líder alemã aumentou o tom e disse que "nem todos" os deslocados que chegaram à Alemanha poderão morar no país e que jamais aceitará que a sharia, a chamada "lei islâmica", seja implantada em seu território. Sob muitos aplausos, Merkel destacou que o uso da burca - o traje islâmico que deixa apenas os olhos à mostra - "deve ser proibido" pelo governo e que não vai admitir a criação de "sociedades paralelas". "Valores como a dignidade humana, igualdade de direitos para homens e mulheres, liberdade religiosa e liberdade de opinião não estão apenas à disposição, mas são direitos constitucionais, e são a base da nossa convivência da Alemanha", disse em discurso.
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#FORÇACHAPE: Chapecoense é declarada campeã da Copa Sul-Americana
Chape conquista vaga na fase de grupos da Libertadores de 2017 e arrecada prêmio de 2 milhões de dólares (aproximadamente R$ 7 mi); equipe também garantiu vaga para a disputa da próxima Recopa Sul-Americana, na qual enfrentará justamente o Atlético Nacional; Conmebol afirma que o pedido feito pelo clube colombiano foi decisivo para a decisão de dar o título Um   desastre  aéreo matou,  na semana passada,  a  maioria dos jogadores do time catarinense,  na  véspera  da primeira partida da final do campeonato, contra o Atlético Nacional, de Medellín     Marcio Cunha/Agência Lusa A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) declarou, no início da tarde de hoje (5), a Associação Chapecoense de Futebol campeã da Copa Sul-Americana de Futebol de 2016. O time catarinense terá direito a prêmio de US$ 2 milhões pelo título e a uma vaga para disputar a Copa Libertadores da América de 2017. O Club Atlético Nacional, que faria a final com a Chapecoense e solicitou à Conmebol que o time catarinense fosse reconhecido como campeão, receberá o Prêmio Centenário Conmebol Fair Play. “A atitude de promover o futebol na América do Sul, num espírito de paz, compreensão e justiça, ao considerar que os valores desportivos sempre prevalecem sobre os interesses comerciais, o Conselho [da Conmebol] decidiu dar ao Atletico Nacional Club o Centenario Conmebol Fair Play, que consiste na soma de US$ 1 milhão como prêmio”, diz nota divulgada pela entidade.