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São Petesburgo: terrorismo é maior suspeita de ataque que matou 9 no metrô
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta segunda-feira que o terrorismo é a principal hipótese sobre a causa das explosões ocorridas no metrô de São Petersburgo. A informação é da Agência EFE. "Naturalmente, sempre analisamos todas as possibilidades, acidental, criminal e, claro, de caráter terrorista", afirmou Putin. O líder do Kremlin fez essas declarações em São Petersburgo, ao iniciar uma reunião com o presidente da Bielorússia, Alexander Lukashenko. "Veremos, a investigação dará em breve uma resposta sobre o que ocorreu nessa tragédia", acrescentou Putin. Segundo os últimos dados, pelo menos dez pessoas morreram e 50 ficaram feridas em duas explosões em estações do metrô da segunda maior cidade russa. O presidente manifestou condolências às famílias das vítimas e desejou recuperação aos feridos.
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Londres: quatro mortos e pelo menos 20 feridos em ataque de inspiração terrorista
Quatro pessoas morreram e ao menos 20 ficaram feridas em um duplo ataque ocorreu hoje (22) perto do Parlamento britânico, em Londres, confirmou um porta-voz da polícia metropolitana, Scotland Yard. As informações são da agência de notícias alemã DPA. A polícia acredita que apenas um homem foi o responsável por atropelar pedestres com um veículo na Ponte de Westminster e logo depois esfaquear um policial em frente ao Parlamento, informou o subcomissário Mark Rowley. Entre os mortos estão uma mulher, o policial, o responsável pelo ataque e uma pessoa, ainda não identificada, disse Rowley. O responsável pelo ataque foi morto a tiros por policiais.
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Estado Islâmico assume autoria de atentado que matou 4 e feriu 29 em Londres
A milícia terrorista Estado Islâmico assumiu hoje (23) a autoria do atentado que aconteceu ontem (22) no centro de Londres, que deixou quatro mortos e 29 feridos. Segundo a agência DPA, porta-vozes do grupo informaram que a operação foi realizada por integrantes do grupo. A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, afirmou hoje na Câmara dos Comuns que a pessoa que realizou o atentado era um britânico, conhecido pelos serviços secretos e com longo histórico de violência extrema. Ela afirmou que o atentado foi "um ataque contra todas as pessoas livres" e que o Reino Unido "não tem medo", informou a agência Télam. May informou que, entre os feridos, há 12 britânicos, três crianças francesas, dois romenos, quatro sul-coreanos, dois gregos, um alemão, um polonês, um irlandês, um chinês, um italiano e um norte-americano. "Foi um ataque contra gente livre de todas as partes e, em nome do povo britânico, quero agradecer a nossos amigos e aliados em todo o mundo que deixaram claro que estão conosco neste momento", afirmou. No ataque, o agressor lançou seu carro contra pedestres na ponte de Westminster e bateu o carro na grade. Depois ele esfaqueou um policial que vigiava o Parlamento e recebeu vários tiros de policiais. Morreram no atentado o agressor, o policial britânico Keith Palmer, de 48 anos, um homem que tem entre 40 e 50 anos e uma mulher de 43 anos, Aysha Frade. A Whitehall, rua que abriga as mais importantes instituições do País, em Westminster, no centro de Londres, é fechada e vigiada por policiaisWill Oliver / EPA/ Lusa Investigações Oito pessoas foram presas hoje em Londres, Birmingham e outros lugares da Grã-Bretanha, por supostamente estarem envolvidas no atentado, segundo a Polícia Metropolitana (Met) daquele país informou hoje. O chefe da unidade antiterrorista da Polícia de Londres, Mark Rowley, afirmou que até o momento não há evidências que indiquem riscos de novas ameaças e que o incidente está sendo investigado como terrorismo. "Neste momento, não temos informação específica sobre novas ameaças para os cidadãos", disse. *Com informações das agências DPA e Télam
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EUA_Gigantes do capitalismo americano atacam Trump por barrar imigrantes; Bolsa de NY cai e ações de aéreas despencam
Após subirem nos primeiros dias de Trump, as Bolsas americanas e europeias caíram ontem, reagindo à política de imigração de Donald Trump. Em Nova York, o índice Dow Jones fechou em queda de 0,61%, a maior desde a eleição do empresário, em 8 de novembro. O índice S&P perdeu 0,60%, enquanto a Bolsa eletrônica Nasdaq recuou 0,83%. No Brasil, a Bolsa caiu 2,62%, na maior perda em quase dois meses, e o dólar caiu para R$ 3,129. Empresas como Ford, Starbucks, Microsoft e Google subiram o tom das críticas, anunciaram apoio a medidas judiciais ou criaram fundos para apoiar imigrantes. As ações de companhias aéreas recuaram, com o temor pelo impacto das restrições nas viagens. Papéis de empresas de tecnologia também tiveram quedas, já que algumas dependem de programas de visto para contratar. As ações da American Airlines caíram 4,37%; as da United, 3,63%, e as da Delta recuraram 4,08%. No setor tecnológico, os papéis da Alphabet, dona da Google, tiveram queda de 2,55% e os da fabricante de chips Lam Research perderam 1,89%. Ontem, a Google anunciou a criação de um fundo de até US$ 4 milhões que serão repassados a organizações que defendem os direitos dos imigrantes. A companhia de transporte Lyft, principal concorrente do Uber, informou que doará US$ 1 milhão para a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) durante os próximos quatro anos “em defesa da nossa Constituição”. O diretor executivo do Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, por sua vez, tornou-se o primeiro grande líder de Wall Street a se pronunciar contra a ordem de Trump. Em mensagem aos funcionários do banco, ele criticou o governo, que tem no seu gabinete ex-executivos do Goldman, incluindo Gary Cohn, que era o segundo no comando da instituição e hoje é do Conselho Econômico Nacional, e Steven Bannon, um dos principais consultores de Trump. “Esta não é uma política que apoiamos”, disse o executivo. A rede de cafeterias Starbucks informou que contratará 10 mil imigrantes ao longo dos próximos cinco anos. Em carta aos funcionários, o diretor executivo da empresa explicou aos funcionários que as contratações valeriam para lojas em todo o mundo e o esforço começaria nos EUA, onde o foco seria nos imigrantes “que serviram com as tropas americanas como intérpretes e pessoal de apoio”. A Microsoft, a gigante do e-commerce Amazon e a companhia de reservas de hotéis Expedia se comprometeram a cooperar com o estado de Washington, que manifestou a intenção de mover um processo na Justiça federal questionando a decisão de Trump. O presidente do conselho da Ford, Bill Ford Junior, e o diretor executivo, Mark Fields, também se manifestaram: “Não apoiamos essa política ou qualquer outra que vá contra nossos valores como uma companhia”, destacaram os dois em comunicado. Já Bank of America, Wells Fargo e Morgan Stanley adotaram um tom mais brando. Os três afirmaram estar monitorando o impacto da medida em seus funcionários. Enquanto o diretor executivo do Citigroup, Mike Corbat, disse que a empresa estava “preocupada” com a mensagem que a decisão de Trump transmite. Ajay Banga, diretor executivo da Mastercard, citou seu status de imigrante e afirmou, em memorando, estar “profundamente preocupado” com a proibição. Starbucks, Airbnb, Coca-Cola e Google já fazem campanhas contra as medidas de Trump. "Há um movimento antiamericano acontecendo. As marcas estão optando pela reação. Foi o caso da Starbucks no México, que estava começando a sofrer boicote", disse Fabro Steibel, professor de mestrado em Economia Criativa da ESPM Rio. A Airbnb anunciou que vai hospedar gratuitamente quem for atingido pelo decreto de Trump. A Coca-Cola já mostra, em comerciais, nomes latinos em suas latas e apresenta histórias de consumidores latinos. A polêmica decisão de Donald Trump de vetar a entrada, nos Estados Unidos, de cidadãos de sete países muçulmanos desencadeou entre os investidores o temor de risco para a maior economia do mundo. "Havia a expectativa de que Trump pudesse, após a posse, amenizar o seu discurso. Mas, como acontece o contrário, vemos o mercado reagir ao aumento das incertezas", avaliou Paulo Nogueira Gomes, estrategista da Azimut Brasil Wealth Management.
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VISITA INDESEJADA_Britânicos não querem Trump “vulgar” no Reino Unido
Petição afirma que 'misoginia' e 'vulgaridade' de Trump o desqualifica para ser recebido pela família real. Governo britânico, no entanto, respondeu que a visita está confirmada. Um manifesto que pede ao governo britânico que anule a visita de Estado do presidente americano Donald Trump superou nesta segunda-feira (30) um milhão de assinaturas, em plena polêmica por suas medidas contra refugiados e imigrantes. "A bem documentada misoginia e vulgaridade de Donald Trump o desqualifica para ser recebido por sua Majestade ou o príncipe de Gales", afirma a petição. O governo britânico, no entanto, respondeu que a visita está confirmada, apesar da rejeição dos signatários do manifesto e de vários políticos, incluindo conservadores, indignados com o decreto de Trump que proíbe a entrada nos Estados Unidos de refugiados e imigrantes de sete países de maioria muçulmana. "Apresentamos o convite. Foi aceito", se limitou a responder nesta segunda-feira a porta-voz da primeira-ministra Theresa May, que na semana passada foi a primeira governante estrangeira recebida por Trump na Casa Branca, no momento em que Londres busca acordos comerciais para substituir sua relação com a União Europeia (UE) depois de decidir abandonar o bloco. Os signatários desejam que o status da visita seja rebaixado. Os convidados a uma visita de Estado são hóspedes da rainha no Palácio de Buckingham durante duas noites e desfrutam de um procedimento protocolar maior. O Mall, a avenida que leva ao palácio, é enfeitado com grandes bandeiras do país do visitante, que chega ao local de carruagem acompanhado pela rainha. A data da visita de Trump ainda não foi estabelecida, mas segundo especulações pode acontecer em junho ou julho.
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TERRORISMO_Seis pessoas morrem durante ataque em mesquita no Canadá
A policia de Quebec City, na província de Quebec, no Canadá, informou que seis pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas em razão do ataque terrorista feito por homens armados a uma mesquita da cidade, neste domingo (29) à noite, quando os frequentadores do templo muçulmano faziam as últimas orações do dia. Várias mesquitas do Canadá e dos Estados Unidos, nos últimos anos, sofreram vandalismo mas esse foi o primeiro tiroteio dentro de uma mesquita na América do Norte. Duas pessoas de aproximadamente 20 anos foram presas e estão sendo interrogadas pela polícia pela participação no ataque. Um dos suspeitos foi preso próximo à mesquita e o outro a 20 quilômetros do centro da cidade. O primeiro-ministro do Quebec, Philippe Couillard, disse que o tiroteio é um "ataque terrorista", e manifestou solidariedade às pessoas que estavam na mesquita. Os fiéis que estavam no templo muçulmano no momento do ataque disseram que os atiradores usavam capas e máscaras de esqui. A polícia informou que as seis pessoas mortas tinham entre 35 e 70 anos. Além dos oito feridos, mais 39 pessoas escaparam sem ferimentos, indicando que havia 53 pessoas na mesquita quando os atiradores começaram o ataque. O ataque ocorre em um momento em que os relatos de crimes de ódio contra muçulmanos no Canadá e nos Estados Unidos aumentaram, variando de vandalismo a assalto a incêndio em seus locais de culto. Funcionários do Centro Cultural Islâmico de Quebec pediram que os fiéis não divulguem suas versões sobre o ataque até que mais informações sejam divulgadas pelas autoridades.
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Trump manda construir muro com México, protege empresas americanas e breca globalização: Bolsa de Nova York bate recorde
O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, ultrapassou ontem a marca histórica de 20 mil pontos. A alta reflete o otimismo dos investidores com as medidas anunciadas pelo recém-empossado Donald Trump na presidência dos EUA. Ontem, o Dow encerrou em alta de 0,78%, aos 20.068 pontos. O S&P 500 e a bolsa eletrônica Nasdaq avançaram, respectivamente, 0,80% e 0,99%. Trump comemorou o recorde do Dow Jones com um tuíte da conta oficial da presidência: "Grande! #Dow20K", escreveu ele. Ouvido pela agência Bloomberg, o estrategista de mercado da corretora Prudential Finance, Quincy Krosby, afirmou que o motivo do otimismo está, em grande parte, nas medidas já implantadas por Trump e consideradas favoráveis às empresas americanas. "Com um rápido movimento para assinar decretos executivos, ao qual se somaram dados econômicos positivos, a clareza voltou às manchetes, e todos os índices acionários americanos estão celebrando", disse o estrategista. "A clareza é o oxigênio dos mercados". O Dow Jones já acumula valorização de 9,5% desde a eleição de Trump. Das 104 empresas listadas no S&P 500, 70% divulgaram resultados acima das projeções. Estima-se que os lucros tenham um crescimento, em média, de 6,8% no quarto trimestre, o maior em dois anos.
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Breque na globalização_Trump tira EUA do Tratado Transpacífico
O presidente Donald Trump cancelou hoje (23), por meio de decreto, a participação dos Estados Unidos do Tratado Transpacífico de Comércio Livre (TPP, sigla em inglês), o mais importante acordo internacional assinado pelo ex-presidente Barack Obama, destinado a estabelecer novas bases para as relações comerciais e econômicas de 12 países do Oceano Pacífico, reduzindo tarifas e estimulando o comércio para impulsionar o crescimento. Os países signatários são: Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura, Estados Unidos e Vietnã. Com a medida, Trump começa – já no primeiro dia útil de seu mandato, após tomar tomar posse sexta-feira (20) - a reconfigurar o papel dos Estados Unidos na economia global. Essa é a segunda vez que o novo presidente – ou parlamentares do Partido Republicano – invalida uma herança deixada por Obama. A primeira foi o cancelamento do Obamacare, um programa de saúde aprovado pelo ex-presidente para estender atendimento médico a toda população americana. Esse legado deixado pelo ex-presidente começou a ser desmontado antes mesmo de Trump tomar posse, por iniciativa de congressistas republicanos. Durante a campanha, o presidente Trump já havia anunciado que iria abandonar formalmente a Parceria Transpacífico, por considerar o acordo ruim para os trabalhadores americanos. A parceria ainda não tinha sido aprovada pelo Congresso americano e agora, com a saída dos Estados Unidos, o acordo praticamente se inviabiliza, já que a parceria tinha como pressuposto o mercado americano. O posicionamento dos Estados Unidos no mercado global vai obrigar os países que têm comércio forte com o mercado americano a reavaliar suas estratégias. A administração Obama negociou arduamente o pacto comercial do Pacífico durante oito anos. A parceria foi finalmente assinada pelos chefes de estado dos 12 países em 12 de outubro de 2015. Obama, porém, nunca levou a proposta ao Congresso americano, com receio de que o pacto fosse rejeitado. Na época, Obama entendeu que uma derrota no Congresso seria pior do que deixar o acordo estaganado sem aprovação. Redirecionamento A saída dos Estados Unidos da parceria com os países do Pacífico representa uma inversão na tendência de décadas de política econômica internacional – executadas tanto por governos democratas quanto por republicano – de reduzir as barreiras comerciais e expandir o comércio em todo o mundo. Embora os candidatos muitas vezes tenham criticado acordos comerciais na campanha, aqueles que chegaram à Casa Branca, incluindo o presidente Barack Obama, acabaram ampliando o alcance dessas relações. "Estamos falando sobre isso há muito tempo", disse Trump, ao assinar o decreto formalizando a saída dos Estados Unidos do TPP. Para ele, a retirada do pacto comercial é "uma grande coisa para o trabalhador americano". Assessores de Trump afirmam que o novo presidente pretende avançar rapidamente na renegociação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta). A negociação do Nafta começou na gestão do presidente George Bush e o acordo foi levado ao Congresso pelo presidente Bill Clinton. Trumpo terá encontros com os mandatários do Canadá e do México, os dois principais parceiros do Nafta. O acordo tem sido um dos principais motores do comércio americano há quase duas décadas, mas há algum tempo tem sido questionado por, supostamente, diminuir a oferta de emprego e reduzir os salários do trabalhador norte-americano.
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NA LATA_Trump chama mídia de ‘desonesta’ em seu 1º dia de trabalho, na CIA
Em seu primeiro dia de trabalho como mandatário dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump visitou a sede da CIA (Agência Central de Inteligência), no estado da Virgínia, onde fez um discurso criticando a cobertura da imprensa durante sua posse. Segundo Trump, os jornalistas estão "entre os seres humanos mais desonestos na terra". No discurso, ontem (21), Trump criticou o trabalho da imprensa em duas ocasiões. Primeiramente, ao acusar os jornalistas de terem criado um mal estar entre ele e os órgãos de inteligência dos Estados Unidos. Em seguida, disse que os jornalistas subestimaram deliberadamente o número de pessoas que compareceu à sua posse. Em referência às notícias de que a multidão era inferior ao número de pessoas que esteve presente à posse de Barack Obama, há oito anos, o presidente disse que pelo menos 1,5 milhão de pessoas compareceram à festa que marcou o início de seu governo. Os jornais dos Estados Unidos, porém, desmentiram essa afirmação com fotos tiradas de avião que mostram claramente que, na posse de Obama, o número de pessoas presentes era bem superior ao de Trump. Mais tarde, na Casa Branca, Trump pediu que seu secretário de imprensa, Sean Spicer, reiterasse suas declarações. Em um briefing aos jornalistas, Spicer demonstrou irritação com a cobertura dos jornalistas e repetiu as afirmações de que os jornalistas erraram a contagem sobre a multidão presente na posse de Trump. Ele acrescentou que a imprensa deliberadamente computou um número menor.
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EUA_”América em 1º lugar”, discurso de posse de Trump, reforça nacionalismo, protecionismo e triunfalismo
íntegra do discurso de posse de Donald Trump como presidente dos EUA, na sexta-feira 22: “Senhor Presidente da Suprema Corte Roberts, Presidente Carter, Presidente Clinton, Presidente Bush, Presidente Obama, amigos americanos e povo do mundo inteiro, obrigado. Nós, os cidadãos da América, estamos agora reunidos num grande esforço nacional de reconstrução do nosso país e de restauração da promessa feita ao nosso povo. Juntos, determinaremos o curso da América e do mundo por muitos e muitos anos por vir. Enfrentaremos os desafios, encararemos as dificuldades, mas faremos o que precisa ser feito. A cada quatro anos, nos reunimos sobre estes degraus para realizar a ordenada e pacífica transferência de poder, e somos gratos ao presidente Obama e à primeira dama Michelle Obama por sua graciosa ajuda nesta transição. Eles foram magníficos.Obrigado. Entretanto, a cerimônia de hoje, tem um significado muito especial porque hoje não estamos apenas transferindo o poder de um governo para o outro ou de um partido para o outro, mas estamos transferindo o poder de Washington a fim de devolvê-lo a vocês, que constituem o povo. Há muito, um pequeno grupo vem colhendo na capital da nossa nação as recompensas do governo, enquanto o povo arca com o custo. Washington prosperou, mas as pessoas não compartilharam de sua riqueza. Os políticos prosperaram, mas os empregos se foram e as fábricas fecharam. O establishment político se protegeu, mas os cidadãos do nosso país não. As vitórias dos políticos não foram as vitórias de vocês. Seus triunfos não foram os triunfos de vocês. E enquanto eles comemoravam na capital da nação, havia pouco para celebrar para as famílias que lutavam em todo o nosso território. Tudo muda a partir deste momento porque ele pertence todos vocês. Ele pertence a cada um dos que estão reunidos aqui, a cada um dos que nos veem em todo o país. Este é o seu dia, é sua comemoração. E este país, os Estados Unidos da América, são o país que pertence a vocês. O que realmente importa não é o partido controlar o nosso governo, mas se o governo é controlado pelo povo. Dia 20 de janeiro de 2017 será lembrado como o dia em que o povo se tornou novamente o governante desta nação. Os homens e as mulheres esquecidos do nosso país não mais o serão. Todos os estão ouvindo. Vocês vieram às dezenas de milhões para participar de um movimento histórico, como o mundo jamais viu antes. No centro deste movimento está uma convicção crucial: uma nação existe para servir aos seus cidadãos. Os americanos querem excelentes escolas para seus filhos, bairros seguros para as suas famílias, e bons empregos. Estas são as reivindicações justas e razoáveis de pessoas honradas, de uma sociedade honrada. Mas para um número enorme de cidadãos, existe uma realidade diferente: mães e filhos aprisionados na pobreza das áreas centrais das nossas cidades; fábricas enferrujadas espalhadas como pedras tumulares por toda a paisagem da nossa nação; um sistema educacional cheio de dinheiro, mas que deixa os nossos jovens e belos estudantes privados de todo conhecimento; e o crime, as gangues e as drogas que roubaram um número enorme de vidas do nosso país e um imenso potencial que não chegou a se realizar. A carnificina americana para aqui mesmo e para agora. Nós somos uma só nação e a dor deles é a nossa dor. Seus sonhos são os nossos sonhos. Seu sucesso será o nosso sucesso. Compartilhamos de um só coração, um só lar e um só destino glorioso. O juramento da posse que acabei de pronunciar é um juramento de lealdade a todos os americanos. Durante muitas décadas, enriquecemos a indústria estrangeira às custas da indústria americana; subsidiamos os exércitos de outros países, permitindo o triste esvaziamento dos nossos exércitos. Defendemos as fronteiras de outras nações recusando-nos a defender as nossas. E gastamos trilhões de dólares no exterior enquanto a infraestrutura dos Estados Unidos desmoronava por falta de manutenção e decadência. Enriquecemos outros países, enquanto a riqueza, a força e a confiança do nosso país se dissipavam no horizonte. Uma a uma, as fábricas fecharam e deixaram nosso país, sem pensar nos milhões e milhões de trabalhadores americanos que ficavam para trás. A riqueza da nossa classe média foi arrancada de seus lares e redistribuída no mundo inteiro. Mas isto já é passado. Agora, estamos olhando somente para o futuro. Nós nos reunimos aqui hoje para emitir um novo decreto que será ouvido em cada cidade, em cada capital estrangeira, e em cada centro do poder. De hoje em diante, uma nova visão governará a nossa terra. De hoje em diante, só haverá a América em primeiro lugar A América em primeiro lugar. Qualquer decisão sobre comércio, impostos, imigração ou assuntos externos será adotada com o fim de beneficiar os trabalhadores americanos e as famílias americanas. Temos de proteger nossas fronteiras contra a devastação provocada por outros países que fabricam nossos produtos, roubam nossas empresas e destroem nossos empregos. Esta proteção resultará numa grande prosperidade e força. Lutarei por vocês continuamente e nunca os decepcionarei. Os EUA começarão a triunfar novamente, como nunca antes. Traremos de volta nossos empregos. Nossas fronteiras. Traremos de volta nossa riqueza. E os nossos sonhos. Construiremos novas estradas e rodovias, pontes, aeroportos, túneis e ferrovias por toda esta maravilhosa nação. Vamos tirar as pessoas da assistência social e colocá-las de volta no trabalho, reconstruindo nosso país com mãos americanas e mão de obra americana. Seguiremos duas regras simples: comprar produtos americanos e contratar americanos. Buscaremos a amizade e boa vontade com as nações do mundo, mas o faremos entendendo que é direito de todas as nações colocar seus próprios interesses em primeiro lugar. Não vamos tentar impor nosso estilo de vida a ninguém, mas sim fazer com que ele resplandeça e sirva de exemplo. Nós brilharemos para que todos nos sigam. Reforçaremos as antigas alianças e formaremos novas e uniremos o mundo civilizado contra o terrorismo islâmico, que será erradicado da face da terra. A base da nossa política será a total lealdade para com os Estados Unidos da América e por meio dela redescobriremos a lealdade que devemos ter um para com o outro. Quando você abre seu coração para o patriotismo não há espaço para preconceitos. A Bíblia nos diz como é bom e agradável quando o povo de Deus vive junto em união. Temos de manter nossas mentes abertas, discutir nossas desavenças honestamente, mas sempre tendo por objetivo a solidariedade. Quando o país está unido ele se torna invencível. Não devemos ter medo. Estamos protegidos e assim sempre será. Estaremos protegidos pelos grandes homens e mulheres das nossas Forças Armadas e da nossa polícia. E mais importante, estaremos protegidos por Deus. Finalmente, temos de pensar grande e ter sonhos ainda maiores. Nos Estados Unidos entendemos que uma nação somente vive enquanto luta. Não aceitaremos mais políticos que apenas falam e não agem, que se queixam constantemente, mas jamais tomam alguma iniciativa a respeito. O tempo das conversas vazias acabou. Chegou a hora de agir. Não permitam que lhe digam que isso não pode ser realizado. Nenhum desafio debilitará o coração, a luta e o espírito da América. Não fracassaremos. Nosso país florescerá e prosperará novamente. Estamos no início de um novo milênio, prontos para desvendar os mistérios do espaço, libertar a terra das misérias das doenças, controlar as energias, indústrias e tecnologias de amanhã. Um novo orgulho nacional nos incentivará, elevando nossos olhos e curando nossas divisões. Está na hora de lembrarmos o que os soldados nunca esquecerão, que sejamos negros, mulatos ou brancos, todos derramamos o mesmo sangue vermelho dos patriotas. Desfrutamos das mesmas liberdades e saudamos a mesma grande bandeira americana. E tanto a criança que nasce em Detroit como aquela que nasce nas planícies varridas pelo vento do Nebraska, olham o mesmo céu à noite, abrigam em seu coração os mesmos sonhos e receberam o sopro de vida do mesmo poderoso criador. Assim, todos os americanos em cada cidade, próxima ou distante, pequena ou grande, de uma montanha a outra, de um oceano a outro, ouçam essas palavras. Vocês nunca serão ignorados novamente. Sua voz, suas esperanças e seus sonhos definirão nosso destino americano. E sua coragem, bondade e amor nos guiarão ao longo do caminho para sempre. Juntos tornaremos a América grande novamente. Tornaremos este país rico novamente. E orgulhoso. Tornaremos a América novamente segura. E sim, juntos nós a tornaremos grande novamente. Obrigado. Deus os abençoe. E Deus abençoe a América.”