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Comunicação estatal começa a mudar de mãos: Temer exonera Melo e abre porta para Rímoli
O Diario Oficial da União publicou hoje (17) decreto assinado pelo presidente interino Michel Temer em que exonera o jornalista Ricardo Melo das funções de diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). (mais…)
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No Roda Viva, Delcídio fuzila Aécio, poupa Esteves e detona: ‘Renan é um cangaceiro’
A metralhadora giratória do ex-senador Delcídio Amaral foi acionada na noite desta segunda-feira 16, em entrevista ao Programa Roda Viva, da TV Cultura, ancorado pelo jornalista Augusto Nunes. Nas respostas de Delcídio, todos os principais personagens da política atual foram alvejados. Ele só livrou a cara do banqueiro André Esteves, que retomou as rédeas do bilionário BTG Pactual. Os senadores Renan Calheiros e Aécio Neves foram especialmente fustigados, mas sobrou forte para a presidente Dilma Rousseff e uma má previsão foi feita por ele sobre Lula. Abaixo, as frases disparadas por Delcídio: "Renan carrega doze processos nas costas. Ele é um cangaceiro" "A Lava-Jato começou em Minas Gerais, com Aécio Neves e Eduardo Azeredo" "Cincoenta senadores está envolvidos em casos suspeitos de corrupção" "Lula não chegará com uma candidatura viável a 2018" "Dilma me pediu para saber se Marcelo Navarro (durante processo de nomeação para o STF) assumiria compromisso de soltar presos da Lava-Jato" "Marcelo Navarro me disse: 'Eu sei qual é a minha tarefa. Eu vou cumprir o compromisso' "Temer não tem base social. Será muito difícil para ele dirigir esse país complexo" "O novo ministério tem muita gente fraquinha" "Não tenho nada contra André Esteves (dono do BTG Pactual), mas só estranho o preço que o banco pagou por 49% da Petroáfrica, algo que o mercado estimou como metade do que vale - e aqueles poços valem muito" "Rui Falcão é bizarro. Ele não tem condições de dirigir o PT. A direção do partido deveria ser destituída" "Eu não sou como eles"  
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Em meio a ‘panelaços’, Temer, ao Fantástico, nega reeleição e promete reduzir desemprego
O presidente interino Michel Temer afirmou hoje (15) que não tem a intenção de se candidatar à reeleição. Em entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo. Temer disse também que, se for confirmado no cargo para cumprir o mandato até 31 de dezembro de 2018, pretende reduzir o desemprego e entregar à população um país pacificado. O presidente interino acrescentou que, caso cumpra essas tarefas, se dará por satisfeito. “Se cumprir essa tarefa, me darei por enormemente satisfeito.” Diante da insistência da repórter em questionar se ele não será candidato em nenhuma hipótese, Temer respondeu: â€œÉ uma pergunta complicada 'nenhuma hipótese'. De repente, pode acontecer, mas não é minha intenção. E é minha negativa. Estou negando a possibilidade de uma eventual reeleição, até porque isso me dá maior tranquilidade. Não preciso, digamos, praticar atos conducentes a uma eventual reeleição. Posso até ser impopular, desde que produza benefícios para o país.” Sobre as críticas pela ausência de mulheres nos cargos de ministros em seu governo, Temer destacou que o mais importante não é ter o rótulo de ministro. Afirmou que um dos cargos de maior destaque da Presidência da República, que é a chefia de gabinete, é ocupada por uma mulher. Informou ainda que serão ocupados por mulheres cargos de destaque nas secretarias de Cultura, Ciência e Tecnologia e das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. Centrais sindicais Na entrevista, Temer disse ainda que vai demitir ministro que cometer irregularidades. “Se houver um equívoco, ou equívocos administrativos, e, no particular, se houver irregularidades administrativas, eu demito o ministro”, assegurou o presidente interino, que tomou posse e empossou os novos ministros na quinta-feira (12). O presidente interino Michel Temer deve se reunir na tarde desta segunda-feira (16) com centrais sindicais para debater propostas de mudanças na Previdência Social. O encontro está previsto para ocorrer às 15h, no Palácio do Planalto. Foram convidados a participar centrais como UGT e Força Sindical. também devem participar da conversa os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Trabalho, Ronaldo Nogueira.
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Decreto de Dilma dá mandato a Melo na EBC até 2020, mas Temer quer anular ato passado
A 'razzia' do presidente interino Michel Temer sob os atos da presidente afastada Dilma Rousseff encontrou um obstáculo e tanto numa das áreas mais estratégicas para qualquer governo: a comunicação. Até os ladrilhos multicoloridos da Catedral de Brasília já sabem que o jornalista Laerte Rímoli, chefe de mídia da campanha presidencial de Aécio Neves e, em seguida, do setor de comunicação da Câmara dos Deputados, na gestão do também afastado Eduardo Cunha, é o preferido de Temer para assumir a EBC - Empresa Brasileira de Comunicação. A estatal é a pedra angular de todo o sistema de comunicação pública do governo federal, sendo responsável pela Agência Brasil de notícias. Há, diante do sonho de Temer e Rímoli, no entanto, um, digamos, 'probleminha'. Por decreto presidencial de 5 de maio de 2016, Dilma delegou ao atual presidente da EBC, Ricardo Melo, um mandato de quatro anos à frete do órgão. Em nota oficial expedida neste sábado 14, a própria EBC lembrou, explicitamente, este fato. "A nomeação de novo diretor-presidente para a EBC antes de término do atual mandato violará um ato jurídico perfeito, princípio fundamental do Estado de Direito, bem como um dos princípios específicos da Radiodifusão Pública, relacionado com sua autonomia em relação ao Governo Federal", diz o tópico 5 e final da manifestação escrita. Pela importância estratégica, não há sinal de que Temer e seu grupo irão dar trégua até conseguirem a cabeça de Melo e, no lugar, instalar a de Rímoli. Trata-se de um movimento irônico: o mesmo novo governo interino que prega a autonomia de órgãos como o Banco Central - apesar de não ter dado mostras, até agora, de que pretende implementá-la -, na prática vai tentar derrubar um executivo público com mandato garantido por ato presidencial. Esse ato de passado poderá ser questionado em juízo pelo novo governo, que se beneficiou de todas as piadas feitas sobre o fato de o atual presidente interino da Câmara. Waldir Maranhão, ter tentado anular a sessão da Casa que autorizou o Senado a discutir o impeachment de Dilma. Maranhão não podia mexer no passado. Temer poderá? Abaixo, notícia sobre posição contrária do Conselho Curador da EBC sobre mudanças na empresa na base da mão grande e notas oficiais do CC e da Diretoria-Executiva da estatal: Formado por membros do governo, do Legislativo e da sociedade civil, o Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) divulgou uma nota em que rechaça a possibilidade de mudança na presidência da empresa. De acordo com o órgão, não há amparo legal para “substituições extemporâneas”, o diretor-presidente, Ricardo Melo possui mandato garantido pela lei e, por isso, “não pode ser destituído” pelo presidente interino da República, Michel Temer. Nessa sexta-feira (13), coluna publicada no site Os Divergentes informou que o jornalista Laerte Rimoli foi escalado por Temer para assumir o comando da EBC. Segundo o portal, o objetivo do Planalto é distensionar a relação entre governo e imprensa. Na última terça-feira (10), o jornalista Ricardo Melo foi empossado pelo governo após ter sido nomeado, no último dia 3 de maio pela presidenta afastada Dilma Rousseff. Na EBC desde agosto de 2015, Melo ocupou diversas funções no jornal Folha de S.Paulo, foi chefe de redação do SBT e trabalhou em outros veículos impressos e televisivos. O Conselho Curador afirma que, independentemente do mérito das indicações ou de confirmações pelo governo Temer, há um “equívoco”, por parte do veículo que divulgou o nome de Rimoli como substituto de Melo, ao relacionar  o cargo de presidente da EBC como sendo da estrutura de comunicação do governo. “A EBC é uma empresa pública criada para desenvolver atividades de comunicação pública e, portanto, de caráter não mercadológico, político-partidário ou governamental”, informou. O órgão busca ainda diferenciar que a “EBC não é a NBR”, canal de TV que divulga as atividades governamentais e faz parte do braço estatal da empresa. Segundo o conselho, a confusão entre os dois “pode estar na origem dos equívocos” da reportagem. “A EBC dispõe de uma área de prestação de serviços, a EBC Serviços, que é contratada pelo governo federal para desenvolver coberturas da NBR, mas esta emissora governamental, no entanto, não deve ser confundida com as emissoras públicas próprias da EBC, como a TV Brasil, as agências de notícias e as emissoras de rádio, de caráter não governamental”, disse o Conselho Curador, ainda por meio de nota. O órgão acrescentou que Ricardo Melo só pode sair do cargo em duas hipóteses: “por vontade própria” ou desrespeito às suas responsabilidades legais, sendo que nesse último a decisão deve ser tomada pelo próprio conselho curador. A diretoria-executiva da EBC também se manifestou sobre o assunto, argumentando que o presidente possui mandato de quatro anos de acordo com a Lei 11.652/2008, que autorizou a criação da empresa. Segundo a direção da empresa, a nomeação de novo diretor-presidente neste momento viola “ato jurídico perfeito” e princípio da Radiodifusão Pública referente a “autonomia em relação ao governo federal”   “Ao longo do intenso debate público que levou à criação da EBC, firmou-se a concepção de que o diretor-presidente deveria ter mandato fixo, não coincidente com os mandatos de Presidentes da República, para assegurar a independência dos canais públicos, tal como ocorre nos sistemas de radiodifusão pública de outros países democráticos. A EBC tem como missão fundamental instituir e gerir os canais públicos, sob a supervisão do Conselho Curador, composto majoritariamente de representantes da sociedade civil”, afirmou a diretoria-executiva da empresa, também por meio de nota. Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria de Comunicação da Presidência disse que não vai comentar o assunto. Abaixo, nota do Conselho Curador na íntegra: Conselho Curador se posiciona contra mudanças na direção da EBC Nesta sexta -feira (13), uma nota publicada no site Os Divergentes divulgou alguns nomes supostamente escolhidos pelo presidente interino Michel Temer para as tarefas da comunicação de seu governo. Sem entrar no mérito das indicações, qualificações profissionais, ou confirmações pelo governo, é imperativo apontar, em respeito ao interesse público da sociedade brasileira e à legislação vigente, que há equívoco na inclusão da Presidência da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) entre os cargos que integram a estrutura de comunicação do novo governo. A EBC é uma empresa pública, criada pela Lei 11652/08, para desenvolver atividades de comunicação pública e, portanto, de caráter não mercadológico, político-partidário ou governamental. É dotada de um Conselho Curador formado por representantes do governo, do Congresso Federal, dos trabalhadores e da sociedade civil, responsável por aprovar suas diretrizes de conteúdo e preservar sua independência editorial. Conta ainda com uma Ouvidoria que recebe e encaminha demandas da população que acompanha os veículos. A EBC é também subordinada às deliberações do Consad, Conselho de Administração, constituído por representações da empresa, funcionários e do governo. A EBC dispõe de uma área de prestação de serviços, a EBC Serviços, que é contratada pelo governo federal para desenvolver coberturas da NBR, mas esta emissora governamental, no entanto, não deve ser confundida com as emissoras públicas próprias da EBC, como a TV Brasil, as agências de notícias e as emissoras de rádio, de caráter não governamental. Há que esclarecer que a EBC não é a NBR, emissora de divulgação das atividades governamentais sob gestão direta da Presidência da República e contratante da EBC para atividades específicas, o que pode estar na origem dos equívocos. Para preservar sua autonomia no desenvolvimento da comunicação pública, a EBC é também dotada de dispositivos legais presentes no artigo 19 da Lei 11.652/08 que conferem mandato ao seu Diretor-Presidente que, uma vez nomeado, não pode ser destituído a não ser por vontade própria do mandatário ou grave desrespeito aos ditames legais que regem suas funções e responsabilidades, e só por deliberação do Conselho Curador. O Conselho Curador da EBC, no dever de zelar pela independência editorial e car á ter público da EBC, esclarece que os cargos de Diretor-Presidente e Diretor-Geral da EBC estão ocupados, respectivamente, pelos jornalistas Ricardo Melo e Pedro Varoni, no pleno exercício de suas funções, não havendo portanto amparo legal para substituições extemporâneas. Conselho Curador da EBC 14 de Maio de 2016 Abaixo, nota da diretoria-executiva da EBC: NOTA DA DIRETORIA-EXECUTIVA DA EBC: Diante de notícias sobre a nomeação de um novo diretor-presidente para a Empresa Brasil de Comunicação – EBC, a Diretoria-Executiva da empresa vem esclarecer que: 1,  O atual-diretor presidente, jornalista Ricardo Melo, foi nomeado pela presidente Dilma Rousseff por meio de decreto publicado no dia 03 de maio de 2016, com base na Lei 11.652/2008, que autorizou a criação da EBC. 2. Em seu artigo 19 a lei prevê que o diretor-presidente e o diretor-geral sejam nomeados pelo presidente da República. O parágrafo segundo do mesmo artigo diz que  “o mandato do Diretor-Presidente será de quatro anos”. 3. Ao longo do intenso debate público que levou à criação da EBC,  firmou-se a concepção de que o diretor-presidente deveria ter mandato fixo, não coincidente com os mandatos de Presidentes da República, para assegurar a independência dos canais públicos, tal como ocorre nos sistemas de radiodifusão pública de outros países democráticos. 4. A EBC tem como missão fundamental instituir e gerir os canais públicos, sob a supervisão do Conselho Curador, composto majoritariamente de representantes da sociedade civil. A lei prevê que caberá também à empresa prestar serviços de comunicação ao governo federal, tais como a gestão do canal governamental NBR e transmissões de atos da administração federal, serviços estes prestados através de unidade específica, a diretoria de Serviços. 5. Pelo exposto, a nomeação de novo diretor-presidente para a EBC antes de término do atual mandato violará um ato jurídico perfeito, princípio fundamental do Estado de Direito, bem como um dos princípios específicos da Radiodifusão Pública, relacionado com sua  autonomia em relação ao Governo Federal. Brasília, 14 de maio de 2016 Diretoria-Executiva da Empresa Brasil de Comunicação  
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‘Traumática derrubada’ do lulismo quebra ‘mudança verdadeiramente civilizatória’, escreve André Singer; artigo
O lulismo estava nas cordas desde a quinta-feira, 27 de novembro de 2014, em que a presidente reeleita anunciou que havia decidido entregar a condução da economia do país ao projeto austericida que condenara na campanha eleitoral. Um ano e meio depois, na aurora desta quinta-feira (12), o exausto lutador caiu. Ao afastar Dilma Rousseff da Presidência por 55 a 22 votos, o Senado encerrou talvez uma das lutas mais dramáticas – embora perca para a de 1954 – da história democrática brasileira. Haverá ainda prorrogação, mas só um milagre reverterá o jogo no espaço senatorial em que se fará o julgamento dos inexistentes crimes da mandatária afastada. Um bloco partidário e social comandado pelo PMDB se formou para isolar, desmoralizar e, caso possível, extinguir o arco de forças comandado por Lula. O lulismo não morreu, mas talvez sejam necessários anos para reconstruir as condições de disputa perdidas na manhã da quinta passada (12). Pois embora o fator econômico tenha sido decisivo, não se tratou da mera derrocada de um governo associado a desemprego, inflação e queda da renda. Foi também o resultado das revelações e da manipulação da Mãos Limpas nacional, conhecida como Lava Jato. Dilma subestimou o tamanho dessas duas encrencas, que apareceram com nitidez no último ano do seu primeiro mandato. Se a antiga ministra da Casa Civil tivesse percebido a força da coalizão capitalista consolidada em torno do ajuste recessivo assim como o potencial que a delação premiada traria à investigação na Petrobras, o mais racional era ter entregue a recandidatura a Lula. O ex-presidente reunia melhores condições para o pugilato de pesos-pesados. Só o tempo dirá em que ponto do percurso Sergio Moro, Deltan Dallagnol e outros personagens das investigações resolveram colocar a bomba atômica que controlavam a serviço da demolição do lulismo. De toda maneira, em março deste ano, quando o juiz curitibano fez a condução coercitiva de Lula e a divulgação do diálogo deste com Dilma, ficou claro que já não havia isenção. Independentemente das falhas de avaliação de Dilma, o lulismo foi incapaz de oferecer uma narrativa coerente sobre a avalanche de acusações formuladas pelo Partido da Justiça sediado em Curitiba. De outro lado, a mídia estimulou um clima de caça às bruxas decisivo para cimentar a maioria que deu suporte ao golpe parlamentar. Com a traumática derrubada do lulismo, interrompe-se mais uma vez a tentativa — no fundo a mesma de Getúlio Vargas — de integrar os pobres por meio de uma extensa conciliação de classe. Venceu de novo a forte resistência nacional a qualquer tipo de mudança verdadeiramente civilizatória. Mesmo a mais moderada e conciliadora.
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Idolatrado por coxinhas, ‘Japonês da Federal’ tem condenação confirmada no STF
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou parcialmente o recurso do agente da Polícia Federal no Paraná Newton Ishii, conhecido como Japonês da Federal, e manteve a sentença da Justiça Federal no Paraná que o condenou por corrupção e descaminho, ao facilitar a entrada no Brasil de produtos contrabandeados do Paraguai. Ishii  foi um dos 19 policiais federais alvos da Operação Sucuri, deflagrada em 2003 para apurar um esquema formado por agentes da PF e da Receita Federal que facilitava o contrabando de produtos ilegais na fronteira com o Paraguai em Foz do Iguaçu (PR). A decisão do ministro Félix Fischer acata em parte o recurso de três réus, entre eles Ishii, e reduziu a pena de um deles. A decisão, contudo, não identifica os réus e não deixa claro qual a condenação de Ishii. A defesa do agente alega que ele foi condenado a pagar apenas cestas básicas e informou que já recorreu da decisão do STJ. Atualmente, Ishii responde a três processos, todos eles  frutos da Operação Sucuri, sendo um na esfera criminal, outro administrativo e um terceiro por improbidade administrativa. Todos estão em andamento.
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Netflix, a TV global, sustenta mudanças de comportamento pelo mundo todo, escreve Carolina Maria Ruy; artigo
  Netflix: a TV global Por Carolina Maria Ruy   Logo na primeira semana de 2016, no dia 6 de janeiro, Reed Hastings, CEO e fundador da Netflix, anunciou, em evento da Consumer Electronics Show, em Las Vegas, EUA, maior feira mundial de eletroeletrônicos, que a empresa está presente em 190 países. Para “conquistar o mundo” falta pouco. Entre os países que ainda não tem o serviço de filmes e séries sob demanda estão Coréia do Norte, Síria, a região da Criméia e a China, com seus mais de 1 bilhão de habitantes. No evento Hastings, afirmou que o público testemunhava "um momento histórico”, “uma revolução televisiva”, concluindo que se tratava do “nascimento de uma nova rede mundial de TV por internet". Criada em 1997, por ele e por Marc Randolph, na cidade de Scotts Valley, Califórnia, a Netflix surgiu nos primórdios do DVD, como um serviço de aluguel de filmes pelo correio. O mundo do streaming, ou, veiculação de vídeos na internet sob demanda, foi adentrado dez anos depois. Embora a maior parte do conteúdo ainda seja de estúdios como Fox, AMC e BBC, desde fevereiro de 2013, quando estreou House of cards, a empresa tem investido em produções próprias. Baseada em uma série britânica de mesmo nome, House of cards fez tanto sucesso que abriu caminho para produções de novas séries como: Orange is the new black, Sense8 e Jessica Jones. Sim. As séries são o grande filão da empresa. Isso porque, entre outras coisas, enquanto os canais de TV lançam um episódio por semana e com pausa no meio das temporadas, a Netflix deixa todos os capítulos disponíveis de uma só vez. O que leva a muitos expectadores consumirem as histórias de maneira muito mais apressada e viciante. Ameaça à TV A emergência de fenômenos como a Netflix, com a internet invadindo a sala de estar, tem levado à maior mudança comportamental, em relação à televisão e sua hegemonia no ramo do entretenimento, em toda a história. “Pense no aparelho de TV de um futuro não muito distante como um grande iPad pendurado na parede”, disse Hastings à revista EXAME. O ataque à TV tradicional vem de vários lados e formas. Mas quem atualmente lidera a concorrência, operando esta transformação radical é a Netflix. Seu sistema é feito para “queimar etapas” e facilitar a vida do usuário: o site registra o que, e como, cada um assistiu. Assim, ao invés de criar programações, a empresa faz indicações de programas, com base no cruzamento de dados de perfis individuais. E isso parece muito mais atraente do que a programação estática, pensada de acordo com horários e perfis demográficos, da televisão. No Brasil isso se reflete, por exemplo, nas novelas, programa de maior audiência da TV Globo. Desde a novela das 9 “Em família”, de 2014, do consagrado autor Manoel Carlos, a Globo vem registrando consecutivas quedas de audiência no gênero. “A regra do jogo”, no ar desde 31/08/205, pode acabar, na próxima sexta feira (11), com o segundo pior índice de audiência, ganhando apenas da fracassada “Babilônia”, sua antecessora. Se por um lado essa quebra de paradigma liberta o espectador, por outro, a “TV global” festejada por Hastings implica em algo mais do que deixar de se guiar pelo horário da TV. Implica em uma mudança cultural, na disseminação de conteúdos de determinadas nacionalidades e na massificação de culturas regionais, ora incorporando-a, ora digerindo-a com novos padrões e novos valores. Implica em entrar agressivamente no mercado de comunicação e entretenimento de cada país, passando por cima da empregabilidade e dos contratos sociais locais. Mas se a expansão da Netflix, na esteira da expansão da internet , é fato, não cabe aqui juízo de valores. A questão, Sartre já dizia é: o que fazer com o que fizeram com você. ____________________________________ Carolina Maria Ruy é jornalista e coordenadora do Centro de Memória Sindical
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Filósofo italiano Umberto Eco morre aos 84 anos deixando vasta obra de literatura e ensaios sobre política e...
O escritor italiano Umberto Eco, autor de O Nome da Rosa, entre outros, morreu hoje (19), aos 84 anos. A informação foi confirmada pela família do escritor ao jornal italiano La Repubblica. Semiólogo, filósofo, escritor e professor universitário, Umberto Eco nasceu em 5 de janeiro de 1932 na cidade de Alexandria, na região italiana do Piemonte. Em 2014, Umberto Eco Eco recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Rio Grande do SulDivulgação/Universidade Federal do Rio Grande Sul Contrariando o desejo do pai de que se tornasse advogado, Eco estudou filosofia e literatura na Universidade de Turim, de onde se tornou professor. Também foi editor de cultura da RAI, emissora estatal italiana. Em 1956, lançou seu primeiro livro Il Problema Estetico di San Tommaso (não editado no Brasil). Em 1988 fundou o Departamento de Comunicação da Universidade de San Marino. Sua obra de maior sucesso, O Nome da Rosa, foi publicada em 1980 e adaptada para o cinema em 1986 por Jean-Jacques Annaud, com Sean Connery no papel principal. O livro lhe rendeu o Prémio Strega, em 1981, e foi sua estreia na ficção. Entre outras obras de destaque de Eco estão títulos como O Pêndulo de Foucault, A Ilha do Dia Antes, Baudolino, A Misteriosa Chama da Rainha Loana e O Cemitério de Praga. Umberto Eco também é autor de importantes obras e ensaios acadêmicos, como Apocalípticos e Integrados (1964), que se tornou referência na literatura de cursos de comunicação. Seu último livro, Número Zero, foi lançado em 2015. Eco, que lecionou entre outras, nas universidades norte-americanas de Yale e Harvard, assim como no Collège de France, é autor de uma vasta bibliografia teórico e é autor, entre outros, de O Signo, Os Limites da Interpretação, Kant e o Ornitorrinco, Seis Passeios no Bosque da Ficção e Como se Faz uma Tese em Ciências Humanas. Desde 2008, Eco era professor emérito e presidente da Escola Superior de Estudos Humanísticos da Universidade de Bolonha. Em 2014, Umberto Eco Eco recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A universidade brasileira foi a 40ª a conceder o título ao intelectual italiano e a primeira instituição do país.
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Metrô olímpico no RJ é a obra mais cara do evento: já são R$ 10,3 bi, quase R$...
O governo estadual carioca precisará de mais um empréstimo para pagar uma das obras em construção para receber os Jogos Olímpicos 2016 no Rio de Janeiro: um nova linha no metrô olímpico. Orçado inicialmente em R$ 8,8 bilhões, o projeto para a construção da linha nova agora foi orçado em R$ 10,3 bilhões,  o valor de R$ 1,5 bilhão a mais que o calculado. A obra do metrô começou em junho de 2010. Naquela época, estimava-se a construção de 16 quilômetros de linhas metroviárias subterrâneas entre a zona sul do Rio e a Barra da Tijuca e um valor de R$ 5,6 bilhões –orçamento estimado pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Em abril de 2014, contudo, o governo do Rio incluiu a Linha 4 do metrô na lista oficial de obras da Olimpíada e informou que ela custaria R$ 8,8 bilhões. A construção da Linha 4 é uma das maiores promessas olímpicas. A obra é considerada fundamental para o esquema de transporte de torcedores durante os Jogos.
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Prefeito de Mariana (MG) participa nesta quarta-feira 2 da COP21 em busca de novos investimentos para a cidade
Após o rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Samarco, em Mariana (MG), o prefeito Duarte Júnior está buscando novas parcerias para diversificar a economia local e enfrentar os problemas da tragédia. Ele chegou hoje (2) a Paris para participar da 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21) em busca de investimentos para a cidade e cooperações técnicas e financiamento para mitigar os danos em municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo, afetados pela lama da barragem. O rompimento da Barragem Fundão ocorreu no dia 5 de novembro e liberou mais de 50 mil toneladas de lama com rejeitos de mineração, destruiu o distrito de Bento Rodrigues (MG) e atingiu o Rio Doce, chegando ao litoral do Espírito Santo. Antes de seguir para Paris, em mensagem publicada no Facebook da Prefeitura de Mariana, Duarte disse que o momento é muito difícil e “é preciso demonstrar para o mundo que aqui [em Mariana] aconteceu uma enorme tragédia, mas não vamos esquecer do nosso passado e vamos levantar a cabeça para o nosso futuro”. “Estou indo com o único comprometimento de buscar maior parceria para Mariana, tornar essa cidade mais forte, […] com a intenção de tentar diversificar nossa economia, de tentar melhora a nossa qualidade de vida”, disse o prefeito na mensagem, contando que volta ao Brasil no sábado (5). No último mês de novembro, em entrevista à Agência Brasil, o prefeito disse que 80% da arrecadação do município depende da mineração e que defender o fim dessa atividade é “fechar as portas” da cidade. Ele, entretanto, não isentou a Samarco da responsabilidade pela tragédia. Duarte Júnior integra a delegação de prefeitos brasileiros da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) na COP21. Segundo a FNP, além da busca por apoio técnico, o encontro que ocorrerá amanhã (3) com representantes de instituições internacionais apresentará as dimensões da catástrofe, suas consequências para os 39 governos locais afetados e as providências tomadas até o momento. Outra expectativa da organização é a discussão de formas para enfrentar, de maneira integrada, eventos dessa natureza e a reflexão sobre um extrativismo sustentável das atividades de mineração da região. A FNP informou que o encontro com os prefeitos já tem a confirmação do Ministério de Relações Exteriores da França e representantes de instituições como Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), World Resources Institute (WRI), Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade, Fundo Mundial para o Desenvolvimento das Cidades (FMDV), Fundação Avina, Greenpeace, Agence Française de Développement (AFD) e Cités Unies France. A COP21 busca um acordo entre mais de 190 países para a redução das emissões de gases de efeito estufa. O evento começou na segunda-feira (30) e segue até o dia 11 de dezembro. (Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil)