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STF faz Brasil andar para trás: TVs já exibem sexo, violência e palavrões durante as tardes
O fim da vinculação da classificação indicativa a horários de exibição de programas na TV já começa a repercutir na programação vespertina. Desde a última segunda-feira (19), a Record reprisa por volta das 16h uma novela originalmente das 22h do jeito que ela foi ao ar cinco anos atrás, sem cortes. Em apenas dois capítulos, foram exibidas duas sequências ousadas de sexo e cenas de violência com armas pesadas, tiros, espancamentos e atropelamento intencional, além de palavrões. Na Globo, o capítulo do último sábado da novela das seis teve uma cena em que dois vilões discutiam um plano maquiavélico vestindo apenas roupas íntimas. Pelas regras do Manual de Classificação Indicativa do Ministério da Justiça, a simples exibição de armas de fogo e a sugestão de sexo caracterizam material impróprio para menores de 12 anos. Essas cenas não poderiam ser exibidas antes das 20h. Tudo mudou em 31 de agosto. Naquele dia, o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional o dispositivo do Estatuto da Criança e do Adolescente que estabelece de multa à suspensão de programação para a emissora que exibir atrações em horário diverso do autorizado pela classificação indicativa. Com a decisão do Supremo, as emissoras continuam sendo obrigadas a submeterem seus programas para avaliação do Ministério da Justiça, mas não têm mais que transmiti-los no horário vinculado à classificação indicativa. Ou seja, uma novela imprópria para menores de 12 anos não precisa mais ser transmitida apenas depois das 20h. Pode ir ao ar antes, desde que a emissora alerte o telespectador de que aquele conteúdo é impróprio para crianças e pré-adolescentes. É exatamente isso o que vem fazendo a Record. Ela está transmitindo entre 15h45 e 16h15 a novela Vidas em Jogo, exibida em 2011 depois das 22h, informando que ela é inadequada para menores de 14 anos. Procurado pelo Notícias da TV, o departamento de Comunicação da Record declarou que a emissora considera o conteúdo adequado para o horário. Na Globo, a única recomendação que autores de novelas das seis e das sete receberam até agora foi para usarem o bom senso. A emissora não encomendou mais sensualidade ou mais realismo nas passagens violentas. Também procurada, a Globo declarou que nada mudou, que continua trabalhando com os mesmos "valores e princípios", mas não comentou especificamente a cena dos vilões seminus de Sol Nascente. A vinculação da classificação indicativa a horários causou muitos problemas para as emissoras, principalmente Globo e Record, nos últimos dez anos. Novelas das seis, das sete e das nove foram reclassificadas em pleno ar. Algumas correram sério risco de ter que mudar de horário. Outras tiveram que atenuar conteúdos. Nas reprises vespertinas, tramas como Senhora do Destino (2005) foram retalhadas. Não foram poucos os autores de produções das 18h e 19h que reclamaram da falta de liberdade. (UOL/Daniel Castro)
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Mídia estrangeira destaca acusação da Lava-Jato contra Lula; Le Monde vê ex-presidente se complicando
A denúncia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Ministério Público Federal repercutiu nos principais jornais e portais de notícias do mundo. Hoje, 14, à tarde, o procurador da República Deltan Dallagnol afirmou que Lula era o "comandante máximo do esquema de corrupção identificado na [Operação] Lava Jato". Dallagnol fez a declaração durante entrevista coletiva em que a força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) responsável pela operação, detalhou a denúncia que envolve Lula, a mulher dele, Marisa Letícia, e mais seis pessoas. A BBC destacou uma imagem do ex-presidente e de Marisa Letícia e a manchete: "Ex-presidente do Brasil enfrenta acusações". O The New York Times também mostra na capa a notícia de que Lula é acusado de corrupção. O francês Le Monde noticia a denúncia contra o ex-presidente, informando que a situação se complica para ele. A manchete da publicação espanhola El País diz que "Procurador da Lava Jato acusa Lula de ser maestro da orquestra criminosa". O Bloomberg informou que os promotores afirmam que o caso Lula é o maior escândalo da história do Brasil. O The Guardian, Independent, Corrieri de lla Sera e o Al Jazeera também destacaram o caso. EUA A imprensa norte-americana repercutiu hoje (14) a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As notícias sobre a denúncia foram acompanhadas de um perfil do ex-presidente Lula e de informações sobre o crescimento econômico ocorridos durante os dois períodos de seu governo. O jornal The New York Times diz que, apesar do sucesso econômico, "os escândalos de suborno e uma grave crise econômica mancharam o seu legado". Segundo o The New York Times, os escândalos acabaram por provocar a saída de Dilma Rousseff, sucessora de Lula na Presidência da República, em agosto último, por meio de "um processo de impeachment controverso". O jornal The Washington Post diz que a denúncia do MPF, que envolve também sua esposa Marisa Letícia, e mais seis pessoas, coloca um sério risco para Lula de enfrentar um mandado de prisão de Sergio Moro, o juiz que está à frente da investigação. "Se isso acontecer, seria uma queda extraordinária para o ex-presidente e seu partido. Durante 13 anos de governo do Partido dos Trabalhadores, a economia do Brasil se expandiu, e ele montou um boom global das commodities". O jornal diz ainda que mais da metade dos 200 milhões de cidadãos brasileiros "se juntou a uma nova classe média baixa". A rede de televisão ABC News, publicou em seu site que o chefe da força tarefa da investigação, Deltan Dallagnol, chamou Lula de "comandante máximo" do escândalo que agita a maior nação da América Latina. Em artigo assinado pela agência Associated Press, a ABC News informou que Lula, que deixou a presidência da República com aprovação muito elevada da população brasileira, "usou uma rede de financiamento de campanha ilegais e propinas de apoio político no Congresso". A ABC News também publicou o lado da defesa de Lula. Segundo a rede de televisão, o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, criticou Dallagnol, dizendo que, ao fazer a denúncia, mostrou incompatibilidade para realizar seu trabalho. "Seu comportamento político é incompatível com o papel de um promotor federal", disse Martins. A rede de televisão afirma ainda que, apesar de uma longa lista de acusações contra Lula, o MPF se refere a apenas duas denúncias reais: lavagem de dinheiro e corrupção.
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Compra do Valor leva Globo avançar sobre São Paulo; jornalistas esperam por demissões
O Grupo Globo anunciou ontem, 13, a compra da participação de 50% que o Grupo Folha detinha no jornal 'Valor Econômico'. É forte o receio entre jornalistas que produzem o matutino dedicado a economia e negócios que a aquisição represente, no curto e médio prazos, demissões entre os quadros do jornal com sede em São Paulo. A compra atende a antigo objetivo das Organizações Globo de tomar posição na mídia nacional a partir da capital paulista. A operação passará por avaliação do Cade para ser aprovada. O Valor ficará sob administração da Infoglobo, responsável pela edição dos jornais O Globo, Extra, Expresso e Agência O Globo. "Vemos o Valor como um 'case' de sucesso", afirmou o diretor-geral da Infoglobo, Frederic Kachar. Entre audiência física e digital, o Valor atinge 3,4 milhões de leitores. O montante do negócio não foi informado no texto.
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Campanha-relâmpago para Prefeituras tem propaganda pela TV aberta hoje
A propaganda eleitoral no rádio e na televisão começa hoje (25) em todos os estados, exceto no Distrito Federal, onde não há eleições para prefeito e vereador. Nas eleições deste ano, o período de propaganda foi reduzido de 45 para 35 dias, com as mudanças provocadas pela minirreforma eleitoral (Lei 13.165/2015). O primeiro turno do pleito será realizado no dia 2 de outubro. A propaganda para os candidatos a prefeito será das 7h às 7h10 e das 12h às 12h10 no rádio. Na televisão, os programas serão das 13h às 13h10 e das 20h30 às 20h40, de segunda a sábado. A nova norma acabou com a propaganda em bloco para o cargo de vereador. As inserções de candidatos a prefeito e a vereador serão veiculadas de segunda a domingo, ao longo das programações, das 5h à 0h. Debates Ontem (25), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que as emissoras de rádios e televisão têm a palavra final sobre a participação de candidatos às eleições de outubro nos debates. Por 6 votos a 5, a Corte firmou o entendimento de que os candidatos que pertencem a “partidos nanicos” não podem ser impedidos de participar dos debates pelos demais concorrentes.
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Decadente, Estadão soma preconceito e ranço de elite em ataque a Paulinho
"Os jornais são aparelhos ideológicos cuja função é transformar uma verdade de classe num senso comum, assimilado pelas demais classes como verdade coletiva - isto é, exerce o papel cultural de propagador de ideologia. Ela imbute uma ética, mas também a ética não é inocente: ela é uma ética de classe". Antônio Gramsci Nascido no berço da oligarquia cafeeira e latifundiária do Brasil do século 19, o jornal O Estado de S. Paulo reafirmou nesta quinta-feira 28, em editorial, seu atavismo com o preconceito de classe social, o ranço de superioridade da chamada elite e o atraso no debate de ideias sobre o Brasil. Intitulado 'Os métodos de sempre', texto estampado na página de editoriais que, em passado distante, influenciava a classe dominante, procura criar intrigas dentro do governo interino do presidente Michel Temer e, especialmente, atingir os trabalhadores e seus representantes. Para tanto, faz alvo no deputado federal e sindicalista Paulo Pereira da Silva, presidente do partido Solidariedade e da central Força Sindical. Fundador da legenda, da central e em seu terceiro mandato como deputado federal, Paulinho tem tido, nos últimos anos, sua representatividade testada e confirmada em eleições parlamentares, à frente de um partido de expressão nacional e entre seus companheiros sindicalistas. Egresso de família pobre do interior do Paraná, ele é um nome emblemático do trabalhador que veio de baixo, superou, um a um, os obstáculos da vida e conseguiu, por seu próprio esforço e talento, tornar-se uma das vozes mais influentes no debate nacional. Após firmar posição a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, Paulinho, de maneira legítima, ajudou as centrais sindicais a conquistarem espaço concreto e objetivo no governo de Michel Temer. Prova está na regularidade dos encontros formais dos quais participam quatro centrais sindicais com integrantes do primeiro escalão do governo, no Palácio do Planalto, sempre acompanhados pela mídia. O sentido desse grupo é o de oferecer propostas para as reformas da Previdência Social e trabalhista. A adequação da defesa dos direitos e conquistas dos trabalhadores com a necessidade de ajustar o sistema nacional de contribuições e aposentadorias e modernizar a legislação trabalhista ganhou, neste foro governo-centrais, um ambiente transparente e organizado - e que avança. É disso que o Estadão, jornal que cultua ídolos dos séculos retrasado e passado, não gosta. Ou melhor, detesta e combate. É essa a base que sustenta o texto de agressões e animosidades a Paulinho. Tanto mais porque, dois dias antes de sua publicação, o presidente da Força mostrou-se como um dos responsáveis pela unidade das seis centrais sindicais - CUT, a própria Força, UGT, CSB, CTB e Nova Central - em assembleia histórica. Depois de longo de inverno, as centrais voltaram a se unir, na prática, em torno de uma pauta comum para enfrentar a agenda neoliberal e ultraconservadora. O Estadão, é claro, repudia - e teme - esse tipo de, para o jornal, 'insubordinação'. O jornalão gostaria, isso sim, que os trabalhadores estivessem calados, divididos e sem líderes. Pelo trabalho de sindicalistas como Paulinho, no entanto, o que está acontecendo é exatamente o contrário: superação de divergências, respeito pelas diferenças e unidade na ação. "Como acreditávamos desde sempre, o presidente Temer, ao assumir o poder, abriu espaço para os trabalhadores participarem das discussões que nos interessam diretamente. Isso, ao que parece pelo editorial do Estadão, não estava no script da classe alta", afirmou Paulinho ao BR:. "Atingir a mim, num texto em que sou citado dez vezes, é um meio de tentar barrar a presença dos trabalhadores no grande palco das discussões nacionais", resumiu. "Esse processo, porém, tem o firme aval do próprio presidente Temer, que sabe que não se governa corretamente um país sem a participação dos trabalhadores". Para o Estadão, bons eram os tempos em que os barões do café se juntavam nas velhas mansões da avenida Paulista ou no porto de Santos e, desse eixo, conseguiam amarrar todo um país a um modelo de subdesenvolvimento apoiado na monocultura do próprio café e em eleições presidenciais manipuladas e roubadas. Um jornal com esse DNA não tem mesmo como aceitar que, na vida do Brasil do século 21, trabalhadores se sentem à mesma mesa que os patrões, discutam de igual para igual com o governo e pressionem, com toda a garra, pelo que consideram justo e positivo para o crescimento de todos e do País. Monocórdico contra Paulinho e, de quebra, contra o líder dos trabalhadores sem terra José Rainha Jr., de longa e reconhecida atuação contra o latifúndio improdutivo e pela reforma agrária, o editorial 'Os métodos de sempre' é um retrato pronto e acabado da decadência que se abateu sobre o centenário matutino. Nos últimos anos, a veloz e acentuada perda de leitores e anunciantes do grupo Estado levou ao fechamento de um seus veículos, o Jornal da Tarde, provocou demissões em massa entre jornalistas e levou a empresa a uma situação de endividamento próxima à insolvência. Fotografia dramática desse doloroso declínio se viu um mês atrás, quando o Estadão extinguiu o cargo de editor-chefe do jornal sob a justificativa de contenção de despesas. Não é de se estranhar, assim, que uma publicação de papel e público minguantes, caixa furado e acéfalo de lideranças faça o que faz. Trata-se, apenas, de mais um momento da inexorável derrocada de um tipo de postura que não tem mais espaço na sociedade brasileira. Paulinho, neste sentido, foi vítima de um espasmo agonizante da velha, atrasada e renitente oligarquia paulista. "Vindo de quem veio, esse ataque é um elogio", resumiu, bem humorado, o líder sindical ao BR:  
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Site de Greenwald pega Folha no pulo de inflar popularidade de Temer e esvaziar diretas já
Depois de questionado pelo site independente de notícias Intercept, sobre os dados de pesquisa divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo, no último fim de semana, sobre a preferência do brasileiro em relação à permanência de Michel Temer ou a volta de Dilma Rousseff, o Instituto Datafolha admitiu imprecisão na análise dos dados. O site diz que o jornal cometeu uma “fraude jornalística”. “Ontem [19], os dados completos e as perguntas complementares [da pequisa] foram divulgados. Tornou-se evidente que, seja por desonestidade ou incompetência extrema, a Folha cometeu uma fraude jornalística. Apenas 3% dos entrevistados disseram que desejavam a realização de novas eleições, e apenas 4% disseram que não queriam nem Temer nem Dilma como presidentes, porque nenhuma dessas opções de resposta encontrava-se disponível na pesquisa”, diz o texto do site de notícias. Em entrevista ao Intercept, Luciana Schong, do Datafolha, disse que "qualquer análise desses dados que alegue que 50% dos brasileiros querem Temer como presidente seriam imprecisos, sem a informação de que as opções de resposta estavam limitadas a apenas duas." Luciana afirmou à agência de notícias que foi a Folha, e não o instituto de pesquisa, quem estabeleceu as perguntas a serem feitas aos entrevistados e reconheceu "o aspecto enganoso na afirmação de que 3% dos brasileiros querem novas eleições", “já que essa pergunta não foi feita aos entrevistados”, quando a pergunta foi sobre a permanência de Temer ou a volta de Dilma. A pesquisa foi divulgada no sábado (16) na Folha Online e no domingo (17) no jornal Folha de S.Paulo. A agência de notícias Intercept foi lançada em 2014 pelos jornalistas Glenn Greenwald, Laura Poitras e Jeremy Scahill. Greenwald foi o jornalista que, em parceria com Edward Snowden, revelou a existência dos programas secretos de vigilância dos Estados Unidos, executados pela Agência de Segurança Nacional (NSA). A pesquisa, segundo tabela divulgada pelo jornalista norte-americano Alex Cuadros, fez a seguinte pergunta aos entrevistados: “Na sua opinião, o que seria melhor para o país? Que Dilma voltasse à presidência ou que Michel Temer continuasse no mandato até 2018”. Pela tabela, as informações dão conta de que 50% dos entrevistados querem que Temer continue na Presidência até 2018. E 32% dos entrevistados preferem que Dilma volte ao Palácio do Planalto. Os 18% restantes não escolheram nenhum dos dois, disseram não saber ou que preferiam novas eleições. A Intercept observa que a Folha de S.Paulo não divulgou as perguntas realizadas, nem os dados de suporte, impossibilitando, assim, segundo o site, a verificação dos fatos que sustentam as afirmações. A matéria da Folha afirma que 3% dos entrevistados disseram que desejavam novas eleições, e 4% que não queriam nem Temer nem Dilma como presidentes, porque nenhuma dessas opções de resposta encontrava-se disponível na pesquisa. Dessa forma, o site avalia como incorreta a afirmação de que 3% dos brasileiros acreditam que “novas eleições são o melhor para o país”, pois a pesquisa não colocou essa pergunta aos entrevistados. Sendo uma pergunta binária, a Intercept avalia que, ao perguntar se Temer fica, quando a única opção restante é Dilma ficar, é “incorreto dizer que 50% dos brasileiros acreditam que a permanência de Temer seja melhor para o país” até o fim do mandato de Dilma. Só é possível afirmar que "50% da população desejam a permanência de Temer se a única outra opção for o retorno de Dilma”, diz o Intercept. O site entrevistou a professora de ciência política da Unicamp Andréa Freitas, para quem: “como as novas eleições são uma opção viável, deveriam ter sido incluídas como uma das opções”. O site lembra ainda que a possibilidade de novas eleições foram aventadas tanto em pesquisa anterior do instituto, de 9 de abril, como por várias personalidades políticas, como Marina Silva. Na pesquisa da Datafolha de abril, feita antes da análise do processo de impeachment pela Câmara dos Deputados, 60% da população apoiavam o impeachment de Dilma, enquanto 58% eram favoráveis ao impeachment de Temer. A sondagem de abril também mostrou que 60% dos entrevistados queriam a renúncia de Temer após o impeachment de Dilma, e 79% defendiam novas eleições após a saída de ambos. CNI/Ibope Pesquisa CNI/Ibope, publicada pela Agência Brasil no dia 1º de julho, indicou que o governo Michel Temer foi considerado ruim ou péssimo por 39% da população. O percentual de pessoas que consideravam o governo de Michel Temer ótimo ou bom foi então de 13%, contra 10% de Dilma. Já os que avaliaram o governo Temer como regular foram 36%. Em março, 19% disseram que o governo de Dilma era regular. Na última pesquisa CNI/Ibope que avaliou o governo de Dilma, em março deste ano, 69% dos entrevistados consideraram o governo da petista ruim ou péssimo. Procurado pela Agência Brasil, o Instituto Datafolha informou, por e-mail, que o jornal Folha de S.Paulo irá publicar reportagem sobre o tema.
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TV Vermelho: sindicalistas denunciam ação contra CLT
Em reportagem exclusiva, a TV Vermelho aborda a ofensiva contra direitos históricos dos trabalhadores brasileiros. A crise instalada no país virou terreno para uma parcela do empresariado nacional atacar a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) https://youtu.be/zWMdRRI3ux4 A entrevista foi feita com  Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Adilson Araujo, presidente da CTB (Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Rafael Marques, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, filiado à CUT e João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário geral da Força Sindical. Os sindicalistas apontam para o agravamento do quadro, que ganhou força no governo provisório de Michel Temer. Os dirigentes também sugerem alternativas para evitar que o trabalhador, após um período de avanços, volte a pagar pela crise. Do Portal Vermelho
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Ministra do STF critica juízes do Paraná por ações contra jornal
Carmem Lúcia defendeu direito de publicação de noticias sobre vencimentos acima do teto constitucional por parte de juízes do Paraná;   A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (24) que é "no mínimo esquisito" que juízes do Paraná tenham entrado com diversas ações contra jornalistas do jornal 'Gazeta do Povo' do Paraná. "O que foi publicado não era proibido", afirmou. A ministra proferiu palestra sobre a liberdade de expressão durante o 11° Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, em São Paulo, e foi questionada sobre a série de ações judiciais de juízes do Paraná contra jornalistas após a publicação de uma reportagem sobre salários dos magistrados acima do teto constitucional pagos pelo Tribunal de Justiça (TJ) e pelo Ministério Público do Paraná (MP). "Os tribunais têm que ter transparência. Então é curioso. Aquele órgão não estava cumprindo seu dever de transparência? Pois isso não deveria ser novidade", disse a ministra sobre a publicação dos salários. "É mais grave porque é como se estivesse tentando criar um direito à privacidade onde o dever é de publicidade", completou. "Quem pagam [os salários] são vocês." Questionada sobre a divulgação de gravações da Operação Lava Jato em que autoridades dizem ter influência sobre ministros do Supremo, ela afirmou que é "impossível". "Há blefe o tempo todo. Se isso acontecer, é uma tentativa de crime e será decidamente punida. Não acho que alguém tenha tamanha petulância", afirmou. Cármen Lúcia comentou ainda sobre investigações que correm em sigilo no Supremo. "Isso não é uma escolha do juiz. Se a investigação for divulgada, o investigado destrói a prova", disse. A ministra também defendeu o combate à corrupção e disse que o atual momento do país "é uma passagem". Ela contou uma história citando a mãe, que combatia diariamente ervas daninhas de suas flores. "Eu acho que puxei isso de minha mãe. Eu não tenho vocação para erva daninha. O Brasil erva daninha que tantos plantam e colhem e vivem depois ervanário e contas na Suíça, podem perfeitamente deixar de passar, porque eu sei florecer flores", concluiu. Leia reportagem da Gazeta do Povo sobre supersalários de juízes e integrantes do Ministério Público do Paraná: Apenas em dezembro de 2015, cada magistrado estadual do Paraná recebeu R$ 103,6 mil brutos, em média, de remuneração. Ao todo, o Tribunal de Justiça (TJ) gastou só no último mês do ano passado R$ 94,4 milhões com os vencimentos de juízes e desembargadores. Isso significa praticamente o triplo do que foi gasto, em média, entre os meses de fevereiro e novembro de 2015– R$ 32,2 milhões. No mês de janeiro de 2015, os gastos também foram atípicos: R$ 72,1 milhões. INFOGRÁFICO: Rendimentos do TJ-PR em 2015 INFOGRÁFICO: Rendimentos do MP-PR em 2015 Por causa do 13.º salário e por ser o mês no qual vários magistrados escolhem tirar férias, dezembro, habitualmente, é quando mais se gasta com folha de pagamento. Entretanto, mesmo considerando isso, o valor é alto. O salário médio dos magistrados é de R$ 27,5 mil. Mesmo que todos eles tirassem férias, isso significaria um gasto médio de R$ 68,9 mil – com auxílios, o valor ficaria em cerca de R$ 75 mil. Até mesmo na comparação com dezembro de 2014 essa diferença chama a atenção. Naquele ano, cada magistrado recebeu em média R$ 58,4 mil. Entre esses dois anos, houve um reajuste de 14%. Ainda assim, a média de vencimentos brutos subiu 77,5%. TJ e MP pagam supersalários que superam em 20% o teto previsto em lei Leia a matéria completa Veja também Estudo mostra que sistema jurídico tem custo desproporcional Extinção de supersalários renderia “uma CPMF” aos cofres públicos Vantagens eventuais A grande diferença de valores está na rubrica “vantagens eventuais”. Entre fevereiro e novembro, ela representou cerca de 4% dos vencimentos dos magistrados. Em dezembro, essa rubrica correspondeu a 66% dos gastos totais. Publicidade Parte disso é o 13.º e o abono de férias. Entretanto, esses dois pagamentos não seriam suficientes para causar a diferença. A rubrica inclui, ainda, gratificação natalina, antecipação de “gratificação natalina, serviço extraordinário, substituição, pagamentos retroativos, além de outras desta natureza”. Pelo alto número de gastos diferentes contabilizados juntos, é impossível saber, pelos dados, o que causou esse aumento. Situação similar pode ser verificada no mês de janeiro de 2015, quando 58% dos gastos foram feitos na rubrica de gastos eventuais – no mês de dezembro anterior, mesmo com o 13.º, esse gasto representou 48% da folha. A reportagem contatou o Tribunal de Justiça (TJ) para esclarecimentos sobre esses pagamentos, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição. MP gasta 83% mais em dezembro No Ministério Público Estadual (MP), os gastos com remuneração de procuradores e promotores em dezembro de 2015 cresceram 83% em relação a novembro – considerando o pagamento do 13º, não se trata de um acréscimo particularmente atípico. Os gastos com pagamentos retroativos caíram em relação aos outros meses. Rendimentos do TJ-PR em 2015 Fonte: Portal da Transparência do TJ-PR. Infografia: Gazeta do Povo. Rendimentos do MP-PR em 2015 Fonte: Portal da Transparência do MP-PR. Infografia: Gazeta do Povo.
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Cai mais um na era Temer: Supremo tira sorridente Rimoli da EBC e devolve cargo a Melo
O jornalista Ricardo Melo reassumiu na sexta-feira 3 a presidência da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A determinação foi dada na véspera pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que concedeu liminar em que garante o retorno de Melo à presidência da EBC e a legalidade do mandato de quatro anos. O jornalista havia sido exonerado do cargo pelo presidente interino Michel Temer e recorreu à Justiça. Michel Temer havia nomeado o jornalista Laerte Rimoli para a presidência da empresa. A liminar de Toffoli foi comunicada ao ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, ao Conselho Curador e ao Conselho de Administração da EBC (Consad). "A partir da próxima semana, todos os atos formalizados desde sua exoneração, em 17 de maio, até 2 de junho serão analisados de forma serena e transparente, à luz do regimento da EBC e sempre em diálogo permanente com os empregados, o Conselho Curador e o Conselho de Administração", diz comunicado divulgado pela EBC. Procurado pela Agência Brasil, o Palácio do Planalto informou não haver até o momento um posicionamento oficial sobre o assunto. De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, a Casa Civil está responsável por analisar se o governo vai ou não recorrer da decisão de Toffoli nos próximos dias.
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Rimoli assume EBC com promessa de fazer jornalismo ‘arroz com feijão’
O novo diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Laerte Rimoli, disse hoje (20) que pretende devolver a EBC para os brasileiros e para os jornalistas que fazem a empresa. (mais…)