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Jornal Nacional: Bonner chama Temer de “ex-presidente”
Na abertura do Jornal Nacional desta quarta-feira (17), o apresentador William Bonner chamou Michel Temer de ex-presidente ao noticiar esquemas de corrupção envolvendo os nomes do atual presidente, Eduardo Cunha e Aécio Neves. Nas redes sociais, o erro foi percebido pelos internautas, que já repercutiram a notícia. "William Bonner no melhor ato falho da história - chamou o Temer de ex-presidente agora no Jornal Nacional", comentou uma seguidora. O ex-ministro da saúde Alexandre Padilha também apontou o erro de Bonner no Twitter. Ainda durante a cobertura da Globo, a repórter Zileide Silva entrou ao vivo da Câmara dos Deputados, em Brasília, e uma mulher apareceu no vídeo com a placa "Eu votei na Dilma". Entenda o caso "Tem que manter isso, viu?", disse o presidente Michel Temer (PMDB) sobre mesada milionária ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), segundo revelou o executivo Joesley Batista, do Grupo JBS. A informação foi revelada com exclusividade pelo jornalista Lauro Jardim, no site do jornal O Globo. Joesley diz ter gravado conversa com Temer na noite de 7 de março durante reunião de cerca de 40 minutos no Palácio do Jaburu. O executivo disse que comentou detalhes com o presidente da mesada também paga ao lobista Lúcio Funaro, antigo aliado de Cunha. Os dois estão presos - o ex-deputado pegou 15 anos e quatro meses de condenação imposta pelo juiz federal Sérgio Moro; o lobista está custodiado preventivamente em Brasília. Em depoimento aos procuradores da força-tarefa da Lava Jato, Joesley disse que "não foi" Temer quem determinou a mesada a Eduardo Cunha. Mas ele afirma que o presidente "tinha pleno conhecimento" da operação pelo silêncio do peemedebista. Os pagamentos ilícitos foram monitorados pela Polícia Federal. O procedimento é denominado "ação controlada" - com autorização judicial, agentes seguem os alvos, fazem filmagens e gravações ambientais. Um repasse filmado foi de R$ 400 mil para uma irmã de Funaro, Roberta.
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Não bastasse Doria, FHC também aponta Luciano Huck como ‘o novo’
Em entrevista ping-pong ao jornal Folha de S. Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique disse ser muito "cedo" para falar em candidaturas ao Palácio do Planalto em 2018, mas considera que o 'novo', hoje, no cenário político, é representado por figuras como o prefeito João Doria, de São Paulo, e o apresentador Luciano Huck, da Rede Globo. Para o ex-presidente, Michel Temer "tem dado sinais" de estar com a mão firme no leme do governo. Citou como exemplo a reforma trabalhista. "Eu sempre achei que seria impossível acabar com o imposto sindical obrigatório. Era algo que parecia inabalável", disse FHC. Ele afirmou que Temer entendeu "que o papel dele ou é histórico, ou é nenhum". "Às vezes, ele (presidente) não tem tempo de se beneficiar dos avanços. Às vezes, tem. Vamos ver". FHC admitiu que "os brasileiros estão inquietos, mas se não fizermos nada, o país vai virar a Grécia, vai virar o Rio de Janeiro". E criticou a proposta do deputado tucano Nilson Leitão, do Mato Grosso, de mexer com as relações trabalhistas rurais. "Aquilo é uma loucura (permitir que o pagamento ao trabalhador não seja feito em dinheiro). Não pode ser assim". Sobre 2018, FHC considerou "um pouco estranho" o crescimento de Lula nas pesquisas eleitorais e acrescentou que o ex-presidente petistas "perdeu a classe média e o pessoal do dinheiro, isso não volta mais". Ao apontar Doria e Huck como 'o novo', FHC justificou que ambos "não estão sendo propelidos pela forças de sempre. Temos de ver como isso se desenrola".
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No contexto da reforma trabalhista, Istoé usa exceções para atacar movimento sindical
Em quatro páginas, a revista Istoé desta semana afirma que, à frente de grandes sindicatos, seus titulares aproveitam da falta de transparência e fiscalização para enriquecer às custas do movimento sindical. Em destaque, os casos do presidente do Sindeepres (Sindicato dos Empresários Terceirizados), que é dono de um hotel e de uma pousada de luxo em Ilhabela, e da presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio de Niterói, Rita de Cácia, que faturava R$ 1 milhão por mês com o desvio de taxas pagas pelos integrantes da categoria. O filho dela é o vice-presidente da entidade. Também aparecem em quadros Orlando Diniz,  presidente da Fecomercio do Rio de Janeiro, entidade patronal, dono de luxuoso apartamento no bairro do Leblon e de uma casa de praia em Mangaratiba, e o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, Fábio Meirelles, acusado de nepotismo. A matéria mostra que a CUT arrecada R$ 59,8 milhões anualmente, enquanto a Força levanta R$ 46,6 milhões, a UGT obtém R$ 15,3 milhões, a CTB apura R$ 15,3 milhões e a CSB, R$ 12,5 milhões. Feita no contexto da reforma trabalhista, que acaba com a contribuição sindical obrigatória, a matéria conclui que o interesse dos trabalhadores se dilui entre os desvios praticados por sindicalistas. Na avaliação de BR:, Istoé capta exceções para forjar uma regra de que todo o movimento sindical é mal administrado e, por isso, merece ser punido com o fim da contribuição obrigatória, como defende o patronato. Triste papel de uma revista que depende do dinheiro estatal para imprimir suas páginas.
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Com brilho, Paulo Henrique Amorim mostra como a Lava-Jato desconstruiu o Brasil e não assentou um tijolo sequer...
O jornalista Paulo Henrique Amorim produziu um comentário, em vídeo, no qual resume, com extrema clareza e, também, profundidade, o principal efeito prático já alcançado pela Operação Lava-Jato, seus procuradores, policiais e o aclamado, por alguns, juiz Sergio Moro: a desconstrução do Brasil soberano, moderno e mais rico, sem que, no lugar, tenha assentado um só tijolo. O que fica é uma terra arrasada. Acompanhe no link: https://mail.google.com/mail/u/0/#inbox/15ba26d508b8dd09
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À Veja, Temer admite: “Não tenho o apoio do povo”
Reveladora a entrevista do presidente Michel Temer ao editor-executivo da revista Veja Policarpo Junior. Temer diz que seu governo "é nota 10" e aposta: "É possível até que já tenhamos um crescimento do PIB a partir deste primeiro trimestre". Bem humorado, o presidente brincou com a imagem do ex-presidente Fernando Henrique, segundo a qual seu governo é uma 'pinguela'. "Mas para atravessar uma pinguela é necessário mais equilíbrio", rebateu o presidente. A melhor parte, pórem, é a que Temer reconhece que não tem todo o apoio que gostaria. "Não tenho o apoio do povo nem da imprensa. Se não tivesse o do Congresso, não estaria aqui", disse ele, em frase colocada em destaque. Na entrevista, Temer contou ainda que não conseguia dormir direito no Palácio da Alvorada. "A energia não era boa. A Marcela sentiu a mesma coisa. Chegamos a pensar: será que aqui tem fantasma? (risos)", questionou o presidente, que voltou a morar no Palácio do Jaburu. Abaixo, texto da Agência Brasil sobre entrevista de Temer à rádio CBN: O presidente Michel Temer disse que quer ser lembrado na história pelo serviço que prestou ao país promovendo as reformas necessárias. Em entrevista à rádio CBN, ele negou se candidatar à reeleição em 2018 mesmo que as mudanças estruturais encaminhadas por ele sejam aprovadas e o Brasil esteja em uma situação melhor. De acordo com o presidente, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso em Curitiba pela Operação Lava Jato, não tem “influência nenhuma” no governo. Ao repetir a promessa de afastar provisoriamente os ministros que forem denunciados por fatos relativos à operação, Temer disse que a saída temporária será “evidentemente sem subsídios”. “Se eu chegar ao fim do governo nessas condições [aprovação das reformas e recuperação econômica], e tenho quase que absoluta certeza que chegarei, a única coisa que quero é ser reconhecido pela história. Quero ser recordado pelo serviço que faço ao meu país, e ser reconhecido como quem prestou um serviço pelo país”, afirmou, negando que será mordido pela “mosca azul” do poder, como indagou o jornalista Jorge Bastos Moreno, na entrevista. Reforma da Previdência Sobre as dificuldades para aprovação da reforma da Previdência, o presidente voltou a defender que ela seja aprovada “tal como está” no Congresso Nacional. Segundo ele, o governo federal encaminhou a proposta que “acha necessário para que o Brasil não se transforme [fique com situação semelhante] em estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais”, que estão com "enormes dificuldades" no orçamento previdenciário. "O Brasil não pode, daqui a quatro, cinco anos, transformar-se numa figura como estão os estados brasileiros", disse. Questionado sobre as críticas do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, segundo quem o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha está ocupando espaço no governo, o presidente negou. “Absolutamente não existe [influência]. Imagine se o Eduardo Cunha, que está distante, pode influenciar alguma coisa aqui? Não tem influência nenhuma”, respondeu. Segundo ele, Renan Calheiros, que comandou o Senado até fevereiro deste ano, tem dialogado permanentemente com o governo. “Tenho certeza de que ele vai continuar nos ajudando. Vai nos ajudar na aprovação das reformas. Tenho certeza que nossa relação vai continuar sólida”, disse.
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ENTREVISTA_Dilma à Al Jazeera: “Temer é um traidor”
Em entrevista à emissora Al Jazeera, do Catar, divulgada nesta quinta-feira, a ex-presidente Dilma Rousseff definiu Michel Temer como “um presidente ilegítimo”, que a traiu politicamente. A petista teve uma conversa com o jornalista Mehdi Hasan, marcada por momentos de irritação, na qual comentou o processo de impeachment e mencionou a participação do “machismo e da misoginia” em sua saída. Ao ser questionada sobre sua confiança declarada em Temer no passado, Dilma afirmou que o atual presidente assumiu o cargo através de “um processo baseado em rasgar a Constituição”, transformando “uma votação do Senado em um mecanismo de chegada ao poder”. “As pessoas fazem maus julgamentos”, disse a petista. “Eu jamais imaginei que ele fosse um traidor e ele é um traidor”. A tensão teve seu ápice na entrevista quando Dilma questionou informações de Hasan, que indicou que seu governo ajudou grandes empresas com o corte de meio bilhão de dólares de impostos, relacionados à Copa do Mundo e à Olimpíada. “Está errado seu dado”, insistiu Dilma. Segundo ela, se tratou de uma política de “incentivo ao investimento”, para que as empresas contratassem mais funcionários ou evitassem demissões. Veja também ⦁ http://veja.abril.com.br/politica/video-dilma-se-irrita-em-entrevista-a-al-jazeera/ Brasil Vídeo: Dilma se irrita em entrevista à ‘Al Jazeera’ ⦁ http://veja.abril.com.br/politica/investigacao-ve-fraude-e-desvio-em-graficas-da-chapa-dilma-temer/ Brasil Investigação vê fraude e desvio em gráficas da chapa Dilma-Temer Acerca do processo de impeachment, Dilma culpou “três forças políticas” por corroborarem para sua queda: “a mídia oligopolista”, “a oposição que nós derrotamos quatro vezes nas urnas” e os “segmentos descontentes do empresariado brasileiro”. Além disso, a ex-presidente disse ter visto um “processo de misoginia e machismo”. “Eu fui transformada em uma mulher dura, extremamente dura”, comentou. “Homem é firme, mulher é dura. Homem é determinado, a mulher é cabeça dura e só faz isso”. Dilma ainda lembrou o episódio em que foi criticada por supostamente “matar” seu cachorro de 14 anos, antes de deixar o Palácio do Planalto. Segundo ela, a decisão de sacrificar o animal de estimação, que tinha uma doença terminal, foi postergada o máximo possível. “Aí foi dito o seguinte: ‘Ela mata cachorro'”, criticou a petista. “Tem um processo de desumanização sobre mim muito forte”.  
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Brasil perde mais um grande: jornalista Villas-Bôas Corrêa morre no Rio aos 93 anos
Luiz Antonio Villas-Bôas Corrêa (Rio de Janeiro, 2 de dezembro de 1923-Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 2016) é um símbolo do jornalismo brasileiro. Até sua morte, nesta quinta-feira 15, no Rio, era o mais antigo analista político em atividade no Brasil. Começou em 1948 e atualmente assinava uma coluna no Jornal do Brasil. Nascido no bairro da Tijuca, no Rio, formou-se em Direito pela Faculdade Nacional de Direito, da antiga Universidade do Brasil, em 1947. Casado com Regina Maria de Sá Corrêa, é pai de Marcos Sá Corrêa, também jornalista, e Marcelo Sá Corrêa, professor. Iniciou sua atividade jornalística, sempre na área política, em 27 de outubro de 1948, no jornal "A Notícia". Trabalhou também no "Diário de Notícias", na Rádio Nacional e em diversas emissoras de televisão, notadamente na Rede Manchete, na qual atuou como comentarista político desde 1991 até o fechamento da emissora de Adolfo Bloch. Durante 23 anos, trabalhou na sucursal do Rio do jornal O Estado de S. Paulo, inicialmente como chefe da seção política e, mais tarde, como diretor da sucursal. Fundador de O Dia, trabalhou nesse jornal até aposentar-se, em 1988. Retornou ao Jornal do Brasil, em 1999, como editor de política. Entre outros livros, escreveu Conversa com a Memória - A História de Meio Século de Jornalismo Público (Ed. Objetiva), onde narra as lembranças de mais de meio século como repórter político, e Casos da Fazenda do Retiro, livro de reminiscências da juventude.
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Na pinguela: em editorial, O Globo admite que Temer pode cair logo
Confira o editorial desta terça-feira 13, do jornal O Globo, da família Marinho, no qual se levanta a hipótese de Michel Temer cair da Presidência da República pela força esperada da delação premiada de Marcelo Odebrecht: Não há alternativa fora da Constituição O conteúdo da pré-delação do primeiro dos 77 executivos da Odebrecht a que a imprensa teve acesso faz jus ao apelido de “fim do mundo” que este grande acordo de contribuição premiada ganhou. Divulgados na sexta à noite pelo “Jornal Nacional”, da Globo, fatos relatados pelo ex-diretor de Relações Institucionais da empreiteira Cláudio Melo Filho, em troca de redução de pena, são mesmo abrangentes e atingem políticos dos partidos mais importantes. Inevitável conjecturar, diante disso, sobre o que poderá trazer o testemunho do próprio Marcelo Odebrecht. O ex-executivo da empresa jogou estilhaços em Michel Temer, ao confirmar gestões do então presidente do PMDB a fim de obter apoio financeiro da empreiteira a campanhas eleitorais do partido. Não ficou configurada alguma retribuição de Temer, nem o presidente pode ser processado por fatos ocorridos antes do mandato. Mas a simples menção do seu nome no contexto da Lava-Jato o enfraquece e a seu governo, na antessala de votações decisivas para o andamento de reformas sem as quais o país não sairá da crise. O PMDB do Senado, o núcleo mais forte do partido, também sai avariado do depoimento de Melo Filho. Estabelecem-se vínculos perniciosos entre a liberação de dinheiro da Odebrecht e o recebimento, em troca, de emendas em MPs e a aprovação de projetos de interesse da empresa. O clássico toma lá, dá cá. Neste ramo, destaca-se o senador Romero Jucá (PMDB-RR), chamado pelo ex-executivo de “o resolvedor da República no Congresso”. Também não escapam o ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil, e o secretário do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), Moreira Franco. Nem os senadores Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Renan Calheiros (AL), o primeiro considerado o sucessor de Renan na presidência do Senado, em fevereiro. Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, também foi citado. A lista é grande, inclui o inevitável Eduardo Cunha, e não livra o PT, representado por Jaques Wagner, Marco Maia (RS) e Antonio Palocci. Por coincidência, na modalidade de compra e venda de emendas a MPs e projetos de lei no Congresso, o ex-presidente Lula e seu filho Luiz Cláudio acabam de ser denunciados pelo MP de Brasília, por atuarem nesse comércio subterrâneo. No lado dos tucanos, fazem parte das delações de Melo Filho o governador Geraldo Alckmin (SP) e o ministro José Serra. O ecletismo é amplo. E também por isso cresceram especulações sobre o futuro, caso o governo Temer continue a se fragilizar. Como no Brasil há, na vida política, uma conhecida tendência ao salvacionismo, têm surgido fórmulas para a substituição de Temer, como se isto já não estivesse previsto na Constituição. Nada há, portanto, a fazer a não ser seguir as regras que lá estão e em leis correlatas. Foi assim no impeachment de Dilma Rousseff, sob o acompanhamento do Supremo, avalizador do processo. Caso a gestão de Temer seja interrompida depois do dia 31, quando chega ao fim a primeira parte do mandato no qual ele foi investido presidente, seu substituto será escolhido em eleição indireta, realizada em até 30 dias após ter sido declarado vago o cargo. Pode concorrer todo brasileiro nato, com mais de 35 anos. Não há, então, motivos para “jeitinhos”. A história brasileira tem exemplos de fracassos no uso desses atalhos. Seguir a Carta é o melhor antídoto contra mais confusões e a defesa eficaz de um mínimo de segurança jurídica, básica em crises desta envergadura.
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Temer diz como se sente sobre seu próprio governo até aqui: “Satisfeitíssimo”
O presidente Michel Temer disse que está estudando uma nova ajuda financeira aos estados com o dinheiro arrecadado com a repatriação. Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o presidente disse que a ideia ainda não está concluída e que vai depender de análises da área econômica do governo, mas a intenção seria fazer uma "reequação" para socorrer as unidades da federação. De acordo com Temer, o objetivo é chegar a uma proposta que auxilie não apenas o Rio de Janeiro, em grave crise econômica, mas também os demais estados. "Com a repatriação nós temos uma verba que vai indo para os estados, outra que vai indo para os municípios. Os prefeitos estão recebendo praticamente mais um FPM [Fundo de Participação dos Municípios], que vai dar basicamente para aquelas despesas finais, como 13º salário. O que está sobrando, está sobrando uma verba, [que] terá dois destinos. Cerca de R$ 20 bilhões. Ou vai para restos a pagar ou vai para uma reequação que nós estamos pensando em fazer com os estados. Como eles estão em uma dificuldade extraordinária, nós podemos, quem sabe, pegar essa verba", disse, repetindo que ainda é necessário verificar com a equipe econômica sobre a viabilidade dessa proposta se concretizar. O presidente Michel Temer disse que está "satisfeitíssimo" com os primeiros seis meses de governoValter Campanato/Agência Brasil Segundo Temer, a possibilidade de intervenção do Rio foi mencionada durante conversa com o governador Luiz Fernando Pezão, mas não chegou a ser aprofundada pelas consequências negativas que traria. "Desde logo, eu ponderei que se nós tivéssemos a intervenção, primeiro, paralisaria o Congresso. As emendas constitucionais não poderiam tramitar, como determina a Constituição. Para nós, para o governo e para o país, seria um desastre absoluto", disse. Durante a entrevista, que durou cerca de uma hora e meia, o presidente disse que está "satisfeitíssimo" com os primeiros seis meses de governo, ressaltando o apoio dos senadores e deputados na aprovação de diversas medidas. Segundo ele, se o teto para os gastos públicos, a mudança nas regras de aposentadoria e as demais reformas forem aprovadas o governo terá feito "uma boa parte do seu trabalho". Ocupações de escolas Michel Temer disse que o prazo médio de sete meses para discutir a reforma do ensino médio no Congresso Nacional é "mais do que suficiente". Ele defendeu, porém, que o objetivo do governo ao enviar uma medida provisória sobre o tema foi estimular o debate e que, se ao final das discussões, a melhor saída for aprovar um projeto de lei que já estava no Legislativo, ele irá "aplaudir". Sobre as ocupações de escolas por estudantes que se opõem à MP e à proposta que cria um teto para os gastos públicos, o presidente disse se tratar de um protesto "físico, não argumentativo". "Os movimentos, eu admito, perfeitamente. Lamento por eles, porque no meu tempo de estudante, era assim: você examinava, discutia, chamava pessoas para dialogar e, às vezes, até protestava fisicamente. O que eu vejo hoje é que há muito protesto físico. Não há protesto argumentativo, oral, intelectual. Eu digo isso, as pessoas acham 'O Temer fez ironia'. Não é isso. Eu estou dizendo a realidade", disse. Temer voltou a dizer que "seguramente" enviará ainda este ano os projetos de reforma da Previdência ao Congresso Nacional, depois de apresentá-la aos representantes dos trabalhadores e da sociedade. "A ideia é uma reforma para perdurar para sempre. Evidentemente quem dá a última palavra é o Congresso Nacional. Hoje temos um apoio muito sólido no Congresso. Não vamos mandar simplesmente sem antes reunir as centrais sindicais. É difícil talvez apoiar, mas pelo menos você vai asfaltando terreno. [Não enviaremos] sem falar com setores da sociedade, com líderes da Câmara e do Senado, sem fazer uma espécie de esclarecimento público, por meio da televisão, dos jornais, da necessidade da reforma da Previdência", disse. Lava Jato Quanto à possibilidade de membros do governo estarem envolvidos nas investigações da Operação Lava Jato, o presidente disse que conversaria com o ministro ou autoridade hipoteticamente denunciada. "Primeira coisa que eu sugiro, vamos deixar a Lava Jato em paz. No TSE eu não tenho preocupação. Tenho sustentado com muita ênfase porque acredito juridicamente que são figuras apartadas, do presidente da do vice-presidente. As contas são julgadas ao mesmo tempo mas são fisicamente prestadas em apartado. Tanto que quando acabei de mencionar o caso do cheque que o PMDB colocou na minha conta é porque tinha uma conta da candidatura do vice-presidente da República", disse, referindo-se à ação movida contra a chapa dele e da ex-presidenta Dilma Rousseff no Tribunal Superior Eleitoral. Especificamente sobre a possibilidade de o senador e ex-ministro Romero Jucá (PMDB-RR) assumir a liderança do governo no Congresso, Temer negou incoerência no fato de ele ser escolhido para o cargo após ter deixado o comando do ministério do Planejamento. O presidente disse que tanto Jucá como os demais ex-ministros não foram demitidos e sim preferiram deixar o governo. "Ele não teve morte política ainda decretada. Nós no Brasil estamos acostumados a este fato: se alguém fala de outrem, estamos acostumados a esta condenação. Ele está no pleno exercício da sua atividade política. É uma figura capaz de uma articulação extraordinária sob o foco legislativo. Quando o senador Jucá vier a assumir, eu estou apenas atento a estas circunstancias. Não vejo razão para ele não poder ocupar a liderança do governo", disse. Ao ser perguntado sobre a hipótese de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser preso, Temer disse que o fato poderia criar problemas para o governo. "O que eu espero, e acho que útil para o governo, é que, se houver, como tem havido acusações contra o ex-presidente, que elas sejam processadas com naturalidade. Se você me perguntar se o Lula for preso, se isso causa problema para o governo? Acho que causa, não é para o governo, é para o país. Acho que haverá movimentos sociais. Toda vez que você tem movimento social de contestação especialmente a uma decisão do Judiciário, isto pode criar uma instabilidade", disse, acrescentando que prefere não comentar as possibilidades de alianças e candidaturas para as próximas eleições presidenciais antes de 2018. Estados Unidos No campo internacional, Temer disse que vai aguardar as primeiras declarações do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, quando assumir, mas defendeu um maior "prestígio" entre as relações entre o país norte-americano e o Brasil. "Os Estados Unidos são um país onde as instituições são fortíssimas. Não vamos imaginar que o presidente chega ao poder e o exerce com autoritarismo. Isso não vai acontecer. Há uma série de condicionantes a partir do Congresso que acho que dimensionarão a atividade do presidente. Vamos aguardar o que ele vai fazer. É um parceiro comercial atuante do Brasil. Eu duvido que ele faça algo que tente afastar o Brasil", disse.
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Até Merval Pereira, do Globo, admite que checão da Andrade a Temer é problema grave
Colunista do jornal O Globo que ajuda a demarcar o campo conservador, o jornalista Merval Pereira admite hoje que o cheque de R$ 1 milhão doado pela empreiteira Andrade Gutierrez ao então vice-presidente Michel Temer, no curso da campanha eleitoral de 2014, está causando "desequilíbrio institucional" em Brasília. O cheque foi entregue ao TSE pela defesa da presidente Dilma Rousseff, que corre o risco de ser cassada sozinha, sem a companha de Temer, a prevalecer a tese da separação de contabilidades eleitorais. "É uma espécie de vingança", registra Merval, em referência aos advogados de Dilma. Em depoimento anterior no TSE, o empreiteiro Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade, afirmou que a doação foi fruto de propina sobre contratos da Petrobras, mas que fora feita ao PT. Agora, ele terá de voltar ao tribunal, na quinta-feira 17. "Se a maioria do TSE considerar que não é possível separar as contas, Temer também terá sua eleição impugnada", assinala Merval, que já aponta para uma eleição presidencial indireta, via Congresso, no próximo ano, para uma presidente de mandato-tampão até as eleições de 2018.