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“Se a gente não colocar a casa em ordem, vamos ver o dólar disparar”, admite ministro Joaquim Levy
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Em MG, Pimentel faz Orçamento ‘realista, sem falácias do passado’
Governador de Minas Gerais prevê déficit de R$ 6 bi para 2016, mas garante que haverá reajuste para servidores estaduais; "Fizemos um Orçamento realista em lugar das peças falaciosas que tínhamos antes", disse Fernando Pimentel em referência velada à gestões anterior de Antonio Anastasia/Alberto Pinto Coelho. No segundo Estado mais rico do País, a previsão orçamentária para 2015 previa um superávit primário de R$ 1 bilhão. Para a campanha do então candidato Aécio Neves, do PSDB, o número vistoso era mesmo uma grande peça de propaganda. Mesmo assim, porém, ele perdeu as eleições - e com a entrada do petista Fernando Pimentel, as contas se mostraram bem outras. O 1 bilhão que se dizia existir não estava lá. E nem vai estar tão cedo. Para 2016, o governo de Minas apresentou na segunda-feira 31 uma proposta orçamentária que contempla déficit de R$ 6 bilhões, mas garante reajuste para funcionários públicos. "Fizemos, como é certo, uma peça realista, sem relação com as contas falaciosas do passado". Leia abaixo, notícia da Agência Brasil a respeito: Agência Brasil _ O governo de Minas pediu na manhã desta sexta-feira ao Legislativo a aprovação de um orçamento com déficit de R$ 6 bilhões e sem previsão de investimentos com recursos do Tesouro Estadual. Garantiu, porém, que os aumentos que já haviam sido aprovados para os servidores estão garantidos e não vai haver problemas com o pagamento. Os números do estudo que vai embasar a revisão da proposta na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) da Assembleia foram apresentados pelo governador Fernando Pimentel (PT) e sua equipe econômica. “O governo vai trabalhar com seriedade para no fim do ano chegarmos ao equilíbrio completo ou estarmos próximo dele. Os números não são bons mas isso não nos impede de prestar os serviços necessários à população”, disse Pimentel. Pimentel disse que as mudanças na proposta enviada pelo ex-governador Alberto Pinto Coelho (PP) são necessárias não em razão da crise econômica, mas, em sua maior parte, por causa de erros colocados no texto. Segundo o petista, é “falacioso” dizer que a receita está sendo revista porque a situação do país piorou. “O que estamos fazendo é colocar o orçamento em um patamar realista”. A receita, que era estimada em R$ 72,4 bilhões, será segundo o novo governo R$ 68,3 bilhões. Segundo o estudo entregue ao presidente da FFO, deputado Tiago Ulisses as despesas em R$ 1,988 bilhão. Diante do cenário, o secretário de Planejamento e Gestão Helvécio Magalhães afirmou que os servidores não precisam esperar um reajuste geral este ano. Permanecendo o quadro atual de arrecadação, o estado prevê que vai estourar o limite da lei de responsabilidade fiscal para gastos com pessoal em novembro. O limite prudencial, que já traz restrições como o impedimento de dar reajuste, será atingido em junho. A orientação de Pimentel, segundo ele, é que havendo melhoria financeira, os recursos sejam para melhorar os salários da educação. Os investimentos serão de R$ 3,8 bilhões em créditos de empréstimos previstos e dos recursos vinculados. O governo garantiu a aplicação de 12% da receita corrente para saúde e 25% para educação. Os demais investimentos serão em infraestrutura. A assessoria do governador Alberto Pinto Coelho (PP) informou que a oposição vai responder em coletiva a15h na Assembleia.
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Recado de Barbosa: “Salários de servidores serão estabilizados”
Em português claro, mensagem de ministro do Planejamento é a de que governo não tem plano para reajustar vencimentos de servidores públicos Os servidores públicos federais podem ser os primeiros a pagar o pato pelo rombo nas contas públicas previsto pelo governo no Orçamento de 2016. Ontem, durante entrevista coletiva de apresentação da peça orçamentária, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmou com uma pitada de 'economês' que não há planos, na equipe econômica, para atender as categorias profissionais ligadas à União. "Os salários terão de ser estabilizados", disse ele, que vai ganhando espaço junto à presidente Dilma Rousseff. Por estabilização, entenda-se, ausência de reajuste. Ou congelamento de salários. Categorias irão aquiescer? Leia abaixo, notícia da Agência Brasil com posicionamento do ministro Barbosa na entrevista coletiva da segunda-feira 31: Barbosa diz que governo quer dialogar com o Congresso para aumentar arrecadação Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, disse hoje (31), no Palácio do Planalto, que o governo quer “investir” em um diálogo com o Congresso Nacional para aumentar a arrecadação em 2016. O Projeto de Lei do Orçamento Anual (PLOA) apresentado pelo governo prevê déficit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e riquezas produzidos pelo país). “O déficit primário pode ser eliminado, resolvido de diversas formas, mas envolvem medidas legais, como projetos de lei e emendas constitucionais. O governo quer investir nesse diálogo [com o Congresso]”, disse Barbosa. Semana passada, o governo chegou a cogitar criar um tributo nos moldes da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), mas a iniciativa não foi à frente De acordo com Nelson Barbosa, a previsão de orçamento apresentada é “realista” e é necessário trabalhar para estabilizar os gastos. “Em paralelo ao orçamento realista, também há agenda de construir reforma de longo prazo da política fiscal, controlando o crescimento dos gastos com previdência, folha de pagamento, saúde e educação. É possível controlar o crescimento desses gastos e ainda atender às demandas da população brasileira.” Entre as novas medidas tributárias para aumentar a arrecadação, o governo revisará o PIS/Cofins de computadores, tablets e smartphones e também vai rever a tributação de bebidas quentes (destilados, vinhos e outros) e o imposto de renda sobre direito de imagem. Além disso, o governo vai rever a o Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros (IOF) nas operações de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A arrecadação esperada com essas medidas é de R$ 11,2 bilhões. A revisão do PIS/Cofins precisa ser implantar por medida provisória e depende de aprovação do Congresso Nacional. O governo também espera arrecadar R$ 37,3 bilhões com a venda de imóveis, ampliação das concessões, venda de participação acionária em órgãos da administração direta e indireta, além de leilão em folha de pagamento. Antes de ir ao Planalto, Barbosa, acompanhado do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, esteve no Congresso Nacional. Lá, eles entregaram o PLOA ao senador Renan Calheiros. Levy e Barbosa fizeram a entrega na data-limite, dois dias após a presidenta Dilma Rousseff desistir de criar um tributo similar à CPMF. * Colaboraram Mariana Branco e Luciano Nascimento
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Laconismo e abatimento na postura de Levy
Ministro da Fazenda passa impressão de cansaço e distanciamento ao apresentar proposta de Orçamento para 2016; preparando-se para jogar a toalha? Um quer cortar, os outros dois querem arrecadar. Entre os dois pólos representados, de um lado, pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e, de outro, pelos titulares do Planejamento e da Casa Civil, Nelson Barbosa e Aloizio Mercadante, a presidente Dilma Rousseff ficou com estes últimos. No final de semana, as reuniões com ela, no Palácio da Alvorada, para o fechamento da proposta Orçamentária que foi enviada na segunda-feira 31 ao Congresso, não tiveram a presença de Levy. O ministro foi contra a ideia de recriação da CPMF, mas nem mesmo toda a confusão gerada pela atrapalhada apresentação da iniciativa -- por meio de vazamento para a mídia em lugar de abertura de negociação com políticos, a começar pelo vice-presidente Michel Temer -- fez com que Dilma voltasse a vê-lo com bons olhos. Bem mais à vontade com Barbosa e Mercadante, a presidente vai sendo levada a avaliar, pelos dois auxiliares, que o ajuste fiscal praticado por ordens de Levy não está funcionando. O ministro da Fazenda está na linha de tiro da presidente. O déficit estimado em R$ 30 bilhões para o déficit público do próximo ano, com atividade econômica em declínio e arrecadação também em queda, em nada devem ajudar a elevar o moral de Levy com a presidente. Ao contrário, só faz piorar as coisas. Abaixo, notícia da Agência Brasil sobre a apresentação da proposta orçamentária de 2016 por Joaquim Levy e Nelson Barbosa, na segunda-feira 31: Orçamento de 2016 prevê inflação de 5,4% e alta de 0,2% do PIB Mariana Branco, Marcelo Brandão e Luciano Nascimento Repórteres da Agência Brasi A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 5,4% em 2016. A previsão está no Projeto de Lei do Orçamento Anual (PLOA) entregue hoje (31) pelo Poder Executivo ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Já o Produto Interno Bruto (PIB - soma dos bens e riquezas produzidos em um país) deve crescer 0,2%. De acordo com a proposta orçamentária, inflação só atingirá 4,5%, que é o centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a partir de 2017. Os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, apresentam o Projeto de Lei do Orçamento Anual (PLOA), no Palácio do Planalto Wilson Dia/Agência Brasil"Há uma elevação temporária da inflação este ano, mas, com as ações já tomadas pelo Banco Central, prevê-se convergência para a meta até 2017", afirmou o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa. Para 2015, a estimativa é inflação de 9,25% e retração de 1,8% do PIB. Com relação à atividade econômica, Barbosa disse que a recuperação deve começar, lenta, em 2016. "A nossa expectativa é que ganhe mais velocidade nos anos seguintes. Parte dessa recuperação está sendo puxada pelo aumento do saldo [da balança] comercial. Mas a demanda interna, o consumo, o investimento doméstico, está contribuindo para uma queda. O saldo comercial não será suficiente para contrabalançar a queda [este ano]", disse. O PLOA prevê também que o país encerrará 2016 com déficit primário de R$ 30,5 bilhões, o equivalente a 0,5% do PIB. O salário mínimo para o ano que vem ficará em R$ 865,50. Além da proposta orçamentária para 2016, Nelson Barbosa e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, entregaram a Renan Calheiros o projeto de lei para o Plano Plurianual 2016-2019, que deve ser apresentado a cada início de um novo mandato presidencial. Pelo plano, o salário mínimo atingirá R$ 910,40 em 2017, R$ 957,80 em 2018 e R$ 1.020,80 em 2019. No domingo (30), o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), já havia adiantado que o projeto de lei do Orçamento para 2016 poderia prever déficit.  De acordo com ele, o governo e os parlamentares poderão negociar alternativas para cobrir o resultado negativo durante a tramitação da proposta no Congresso Nacional. “Com a frustração da CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira], se não tiver outra solução, a saída é apresentar o Orçamento com o déficit e depois negociar. Aí, é uma conversa do Congresso com o Executivo”, disse Delcídio.
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“O Levy não está perdendo a queda de braço, ele está precisando é reconhecer a realidade”, diz senador...
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Dilma recua e faz de CPMF ideia natimorta
Acabou-se o que era azedo; em meio a pressões de todos os lados, a presidente Dilma Rousseff desistiu de incluir na proposta de Orçamento para 2016 a recriação da CPMF, o imposto do cheque; Junta Orçamentária composta pelos ministros Joaquim Levy, Nelson Barbosa e Aloizio Mercadante terá de encontrar outras alternativas para cobrir rombo projetado de R$ 130 bilhões nas contas públicas no próximo ano; forte oposição de empresários e políticos fez com que a ideia gestada nos últimos dias praticamente nascesse morta Um passo a frente, dois passos para trás. A para muitos enigmática frase do líder comunista Vladmir Lênin foi praticada neste sábado 29 pela presidente Dilma Rousseff. Depois de deixar correr a informação de que pediria ao Congresso a recriação da CPMF, Dilma concluiu em reunião extraordinária com os ministros Nelson Barbosa, do Planejamento, e Aloizio Mercadante, da Casa Civil, que era preciso desistir. E, quase da mesma maneira como surgiu, o imposto do cheque já voltou para a tumba onde foi lançado em 2007. O governo poderia ter passado o final de semana sem mais esse desgaste. Para citar outro personagem importante, fez-se, como diria o Bardo, muito barulho por nada. Abaixo, notícia anterior de BR: O governo pode parar, na expressão de um assessor especial, caso não consiga recursos adicionais bilionários para atravessar o próximo ano. A saída encontrada até o momento é a recriação da CPMF, o imposto do cheque. Pressões dos presidentes do Senado e da Câmara, além da forte oposição do vice-presidente Michel Temer, estão fazendo o núcleo mais próximo da presidente Dilma Rousseff  divergir quanto a, digamos, oportunidade de apresentar formalmente pedido neste sentido ao Congresso. Isso tem de ser feito até a segunda-feira 31. Para resolver a diferença, a Junta Orçamentária do governo, formada pelos ministros Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento) e Alozio Mercadante (Casa Civil), se reuniria com a presidente no domingo 30, mas a própria Dilma antecipou para a noite deste sábado 29 o início da intrincada conversa decisiva. Estará sob a mesa a decisão de enfrentar o desgaste político pela recriação de um imposto que atingiria todas as movimentações financeiras feitas no País. O risco de ir adiante com a ideia será todo de Dilma. A lembrar que, alertando para os riscos políticos do gesto de recriar a CPMF, auxiliares do vice-presidente Michel Temer fizeram saber que ele classifica a novidade como o verdadeiro 'projeto impeachment', tal a capacidade de colocar o Congresso ainda mais na oposição à presidente.
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Recessão técnica: PIB cai 2,1% no 1º semestre
A economia brasileira teve retração de 1,9% no segundo trimestre; é o segundo período consecutivo de queda no PIB; recuo acumulado no primeiro semestre é de 2,1%; no 2º tri, todos os setores andaram para trás, com destaque negativo para a indústria (-4,3%); com a palavra, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy O Brasil entrou em recessão técnica. Pelo segundo trimestre consecutivo, o PIB andou para trás. No acumulado do ano, a retração é de 2,1%. O IBGE divulgou nesta sexta-feira 28 o resultado do segundo trimestre, que foi de - 1,9%. Ajuste fiscal promovido pelo governo sufoca a atividade econômica. Leia abaixo notícia da Agência Brasil a respeito: Economia brasileira cai 1,9% no segundo trimestre Vinícius Lisboa - repórter da Agência Brasil Nos primeiros seis meses de 2015, a retração acumulada da economia brasileira foi 2,1% Arquivo/Agência Brasil O Produto Interno Bruto do Brasil teve queda de 1,9% no segundo trimestre de 2015, na comparação com o primeiro trimestre, informou hoje (28) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador mostra que a soma das riquezas produzidas no Brasil nos meses de abril, maio e junho foi R$ 1,428 bilhão. Nos primeiros seis meses de 2015, a retração acumulada da economia brasileira foi 2,1%, segundo o IBGE. O Produto Interno Bruto do segundo trimestre de 2015 ficou 2,6% abaixo do que foi registrado no mesmo período do ano passado. A queda do PIB em relação ao trimestre anterior é a maior desde o pimeiro trimestre de 2009. A maior queda foi registrada na indústria, que teve redução de 4,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. A agropecuária teve queda de 2,7% e o setor de serviços recuou 0,7%. O consumo do governo cresceu 0,7%. As exportações de bens e serviços aumentaram 3,4% no segundo trimestre, em relação ao três primeiros meses do ano, e as importações caíram 8,8%. A despesa de consumo das famílias caiu 2,1% ante o trimestre anterior. A retração da indústria foi mais intensa na construção civil, que apresentou desempenho 8,4% menor que no primeiro trimestre. A indústria da transformação teve queda de 3,7%. A indústria da construção e a indústria da transformação respondem juntas por 75% do volume industrial brasileiro. No setor de serviços, o comércio caiu 3,3%, os serviços de transporte, armazenagem e correio recuaram 2% e os serviços de informação, 1,3%. Os serviços de administração, saúde e educação pública tiveram a maior alta, de 1,9%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o setor agropecuário foi o único a apresentar alta, de 1,8%. De acordo com o IBGE, o bom desempenho de alguns produtos com safra no segundo trimestre e a produtividade contribuíram para o resultado. Em um ano, houve crescimento de 11,9% para a soja, 5,2% para o milho e 4,4% para o arroz. A produção de café e feijão caíram 2,2% e 4,1%, respectivamente. A queda da indústria em relação ao ano passado chegou a 5,2%, puxada pela indústria de transformação, que recuou 8,3%. O setor de serviços caiu 1,4% em relação a 2014, com queda de 7,2% no comércio atacadista e varejista. O desempenho das exportações e importações na comparação interanual foi influenciado por uma desvalorização cambial do real de 38% entre o segundo trimestre de 2014 e o deste ano. As exportações de bens e serviços subiram 7,5% e as importações caíram 11,7%. As despesas de consumo das famílias também tiveram queda maior na comparação com 2015 que em relação aos primeiros meses de 2014. De acordo com o IBGE, o indicador recuou 2,7%, a segunda queda consecutiva. Fatores como inflação, juros, crédito emprego e renda pesaram para que o resultado fosse negativo. Edição: José Romildo e Denise Griesinger - Editores da Agência Brasil Leia abaixo: BASF Demarchi: Protesto com paralisação no administrativo 31/07/2015 às 17:37 Os trabalhadores e trabalhadoras do setor administrativo da BASF Demarchi realizaram um protesto com paralisação de uma hora na manhã desta sexta-feira, 30 de julho, devido a vários motivos, em especial à postura da empresa diante da reestruturação produtiva, que transfere a produção para a China, no caso da BASF Anchieta, e serviços (Projeto Américas) para o Uruguai. Além do processo de reestruturação, os trabalhadores(as) estão descontentes com a má gestão no tema equiparação salarial e falta de critérios para pagamento de gratificações, e pelo descumprimento das normas internacionais e do código de conduta da BASF, chamado “Valores e Princípios”.  Os trabalhadores(as) do setor administrativo lutam ainda pelas 40 horas semanais. “Na Alemanha também há reestruturação na BASF, mas os trabalhadores que não optarem em ir para outra localidade não são demitidos, são realocados. Lá o trabalhador é respeitado, aqui não!”, denunciou o coordenador da Regional São Bernardo do Sindicato, Tonhão, observando que os projetos de reestruturação no Brasil começaram há dois anos sem o devido envolvimento do Sindicato e dos representantes dos trabalhadores. “Se essa postura continuar, faremos outros novos e longos protestos”, afirmou. Apesar da situação, o Sindicato e a Comissão de Fábrica usaram do bom humor para realizar o protesto, com  distribuição de pipocas e fantasias de palhaços. “Parabenizamos os companheiros e companheiras da Comissão de Fábrica e os trabalhadores e trabalhadoras que participaram do protesto. Hoje nós mostramos um pouquinho da nossa força, e vamos manter essa mobilização até que haja respeito com o trabalhador e trabalhadora porque aqui ninguém é palhaço!”, disse Tonhão um pouco antes do encerramento do protesto. Projeto Américas O Sindicato e a Comissão de Fábrica da BASF Demarchi estão conjuntamente na luta pela manutenção dos empregos, exigindo que a multinacional alemã respeite também no Brasil o Direito à Informação, esclarecendo as lideranças e representantes dos trabalhadores sobre o cronograma do Projeto Américas e a aceleração no remanejamento para o Uruguai, negociando um pacote de gratificação por tempo de empresa. Confira AQUI as fotos do protesto desta sexta-feira, 31 de julho.
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Projeto digital do Itaú tem custo social de 30 mil vagas
Hoje com 93 mil empregados, banco anuncia a investidores que fechará 15% de suas agências nos próximos três anos; e um total de 50% em dez anos; com 60 mil bancários atuando em sua rede de agências, eliminação de endereços físicos ameaça um efetivo de 9 mil bancários no curto e médio prazos; e um total de 30 mil empregados em uma década;  emblemática agência na Avenida Paulista é a primeira a ter portas baixadas; banqueiro Roberto Setubal não comenta a sangria anunciada Os executivos reunidos dez dias atrás, em São Paulo, em evento da Apimec - Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos no Mercado de Capitais - gostaram do que ouviram. Mas os bancários do lado de fora têm motivos para ficarem muito preocupados com as notícias dadas pelo presidente do banco Itaú, Roberto Setubal, e seu braço direito para a área de varejo, Marco Bonomi. Entre sorrisos, ambos os líderes revelaram os planos do Itaú para o crescimento da área digital de suas atividades - e esses planos passam por profundos cortes em agências, com a consequente exterminação de postos de trabalho. "Em três anos, pretendemos reduzir nosso número de agências em 15%", anunciou Bonomi na Apimec. "E em 10 anos, 50% delas serão fechadas". Traduzindo essa estratégia em empregos, a conta é simples. O Itaú tem, hoje, 93 mil empregados. Destes, 60 mil trabalham em agências físicas. Um corte de 15% nesses endereços, portanto, irá significar, nos próximos três anos, como adiantou o executivo, cerca de 9 mil empregos sob ameaça de extinção pura e simples. Em dez anos, quando metade das agências do Itaú já não existirão mais, 30 mil empregos bancários tendem a desaparecer junto com elas. GERENTES NA LINHA DE TIRO - Os gerentes das agências do Itaú, como se depreende da apresentação feita por Setubal e Bonomia na reunião da Apimec, estão na primeira fila dos cortes potencialmente embutidos na estratégia digital do Itaú. Afinal, como anotou o jornalista Geraldo Samov, que assistiu a exposição, os gerentes estão perdendo a corrida da rentabilidade para os meios eletrônicos. "No primeiro semestre deste ano, 36% do resultado da área de varejo do Itaú foram gerados por operações que aconteceram na plataformas mobile ou pela internet. Há três anos, este número era de apenas 8%", escreveu Samov sobre os números mostrados por Bonomi. "Os gerentes do banco, que geravam 83% do resultado em 2012, agora geram 46%, de acordo com uma apresentação que o banco fez a investidores e está disponível em seu site", completou. Abaixo, texto publicado na página eletrônica da revista Veja, com notícia sobre a apresentação de Setúbal e Bonomi na Apimec: No Itaú Unibanco, menos tijolo, mais algoritmo Banco pode fechar metade das agências em 10 anos Por: Geraldo Samor 24/08/2015 às 7:15 Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe no Google+ Enviar por e-mail Ver comentários (69) Daqui a dez anos, o Itaú Unibanco pode ter apenas metade do número de agências que tem hoje e, nos próximos três anos, o corte já atingirá 15%, disse Marco Bonomi, o executivo que manda em toda a área de varejo do banco, em reunião com acionistas na semana passada. No mesmo evento, o CEO Roberto Setúbal disse aos investidores que o Itaú não foi agressivo na disputa pelo HSBC porque "estamos acreditando muito mais na agência digital do que na agência do tijolo físico." O Bradesco pagou 17,6 bilhões de reais pela operação brasileira do banco inglês. As projeções de Bonomi sobre a rede física do Itaú e o fato do banco estar mais obcecado por algoritmos do que por expandir esta rede mostram que o Itaú começou a colher frutos tangíveis de sua estratégia digital 15 anos depois de abraçar a internet em sua comunicação, quando aninhou seu ‘i’ na @rroba laranja. No primeiro semestre deste ano, 36% do resultado da área de varejo do Itaú foram gerados por operações que aconteceram na plataformas mobile ou pela internet. Há três anos, este número era de apenas 8%. Os gerentes do banco, que geravam 83% do resultado em 2012, agora geram 46%, de acordo com uma apresentação que o banco fez a investidores e está disponível em seu site. O principal pilar da estratégia digital do Itaú é a abertura das chamadas agências digitais, um conceito que vai além do ‘internet banking’ tradicional porque inclui um relacionamento com um gerente e sua equipe de apoio. No segmento Personnalité, por exemplo, os ‘clientes digitais’ têm acesso a seu gerente de 7 da manhã à meia-noite, e se comunicam com ele e sua equipe por telefone, SMS, videconferência, email ou chat. Há dois anos, o Itaú começou a abrir essas agências digitais para os clientes do Personnalité, que exige dos clientes um saldo mínimo de investimentos de 100 mil reais. O segmento tem hoje 44 agências digitais que atendem 254 mil clientes — um número que deve dobrar até o fim do ano que vem. Agora, o banco está estendendo essa proposta digital ao Uniclass, onde espera atender 1,5 milhão de clientes em agências digitais até o fim de 2016. Os esforços do Itaú mostram uma instituição brasileira tentando se reinventar no momento em que, no mundo todo, os bancos são ameaçados pela desintermediação financeira e desafiados por novas tecnologias, que cada vez mais reduzem a tradicional agência bancária a uma armadilha demográfica: um lugar adorado pelos vovôs… e desprezado por seus netos. Setúbal não gosta quando chamam o investimento do banco em tecnologia de ‘aposta.’ "Aposta significa um risco muito elevado…" disse ele. "Dá aquela ideia de [algo] que pode dar certo ou não. Não estamos fazendo uma aposta, e sim um grande investimento, que acreditamos que vai ter um grande retorno. A demanda está lá. O cliente fica mais satisfeito e o banco consegue operar com custos menores." Segundo o Itaú, no segmento Uniclass a rentabilidade da agência digital é 10 vezes maior do que da agência física. Em 2008, o ano da fusão entre o Itaú e o Unibanco, 74% das transações do banco eram feitas por canais tradicionais (caixa, caixa eletrônico, e por telefone) e só 26% por canais digitais (internet e mobile). Hoje, de 65% a 70% das transações já são feitas nos canais digitais — e o banco mais do que dobrou de tamanho de lá para cá. (veja gráfico abaixo) Até o caixa eletrônico, que já foi um altar de alta tecnologia e recebia 43% das transações do banco em 2008, hoje responde por apenas 21%. O esforço de digitalização do Itaú começou quando o CRM do banco — um sistema que acompanha e visualiza as interações dos clientes com a empresa — identificou uma ineficiência que, vista em retrospecto, hoje parecia óbvia: enquanto a agência ficava aberta de 10 da manhã às 4 da tarde, os clientes usavam os canais digitais para fazer transações em dois momentos de pico: antes de sair para o trabalho e à noite, ao voltar para casa. "Estávamos com o tijolo físico aberto, custando dinheiro, e o cliente usando a internet…" diz um executivo do banco. O banco também tem investido em melhorar a experiência de uso do cliente na internet, frequentemente se inspirando em sacadas de empresas como Google e Amazon. Por exemplo, no site do banco, o menu tradicional que lista as possíveis transações está sendo complementado por outro, no qual o cliente vai digitar o que deseja, como se estivesse na barra de busca do Google. O Itaú também tem acelerado as atualizações de seu app mobile. Em 2013, lançou oito atualizações. Ano passado, 35. E só no primeiro semestre deste ano, fez 20 — quase uma a cada 10 dias. Geraldo Samor foi correspondente no Brasil do The Wall Street Journal, da agência Dow Jones e da International Financing Review (IFR). Foi produtor do Podcast Rio Bravo e consultor de hedge funds americanos com investimentos no Brasil. Desde 2014, é responsável pelo VEJA Mercados
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“Se Levy quer mais imposto, ele que vá embora para casa”
Ataque a conquistas trabalhistas, de um lado, e projeção de aumento de impostos, de outro, desgastam ministro da Fazenda junto a empresários e empregados; Joaquim Levy já vai sendo visto como mentor e condutor de um ajuste fiscal apressado e descalibrado; “Levy não vê problemas em terminar o ano com 1,5 milhão de empregos a menos”, atacou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. "E se ele quer criar ou aumentar impostos ele que arrume as malas e vá  embora para casa"; “Nosso diálogo com o governo estará terminado se, como dizem, a equipe econômica partir para cima de direitos e conquistas. Vai ter briga”, disse ao BR: o presidente da Força Sindical, Miguel Torres; Levy perde sustentação no capital e no trabalho Declina rápida e profundamente o moral do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, diante de empresários e trabalhadores. Em São Paulo, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, abriu baterias contra o ministro que, segundo ele, “não vê problemas em terminar o ano com 1,5 milhão de empregos a menos do que havia no início do período”. Hoje, na sede da Fiesp, um jantar em torno do vice-presidente Michel Temer deverá cobrir Levy com novas críticas das classes empresariais. A Junta Orçamentária do governo, que planeja receitas e despesas para 2016, resolveu incluir a volta da CPMF na cartela de impostos aos brasileiros, o que desperta urticária em líderes patronais como o próprio Skaf. Na mesma medida de repulsa, o vazamento da informação de que a equipe de Levy pretende dificultar o acesso dos trabalhadores a benefícios como o auxílio-doença e à aposentadoria por invalidez irritaram profundamente o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, considerado um sindicalista equilibrado e de diálogo. “Se é essa a conversa do governo, então estamos fora desse diálogo e vamos para o pau”, disse Torres, ontem, ao BR:. Na véspera, o ministro Miguel Rosseto, da Secretaria Geral da Presidência da República, visitou a sede da Força e se reuniu com toda a diretoria da entidade. Ele sustentou que o governo estaria decidido a proteger os trabalhadores dos efeitos do ajuste fiscal, mas a notícia de iniciativas nos bastidores do Ministério da Fazenda contra os benefícios trabalhistas obtidos com extremo esforço pelo movimento sindical acendeu a luz da desconfiança entre os sindicalistas. Sem resultados positivos para mostrar, dentro de um cenário de juros nas alturas, inflação resiliente e drástico enxugamento no emprego, Levy já não agrada nem ao capital, nem ao trabalho.
Trabalho Economia
Greve 100% na Mercedes: 10 mil fecharam Anchieta
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