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‘Remédio amargo’ é necessário, diz Dilma; Cresce 30% a renegociação de dívidas em bancos, diz BC
'Remédio amargo' é necessário, diz Dilma Cresce 30% a renegociação de dívidas em bancos, diz BC Jânio de Freitas: Conflito entre PT e PSDB tem poucos precedentes no Brasil; é ódio mesmo Polícia apura se freio causou acidente que matou 15 no RJ Europa define abrigo para mais 120 mil refugiados Dificuldade de superar luto afeta mais os idosos, diz estudo   http://www.folha.uol.com.br/
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Balançou mas não caiu: Levy fica na Fazenda
Ministro da Fazenda segue sendo Joaquim Levy. Esta é a conclusão da reunião para "discutir a relação" convocada na tarde da quinta-feira 3 pela presidente Dilma Rousseff com o próprio Levy, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e o ministro chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, encarregado de dar o resultado do encontro "Discutir a relação". Na expressão de um auxiliar direto da presidente Dilma Rousseff, esta foi a pauta da reunião convocada pela presidente Dilma Rousseff, nesta quinta-feira 3, com os ministros Joaquim Levy, da Fazenda, Nelson Barbosa, do Planejamento, e Aloizio Mercadante, da Casa Civil. E o desfecho da conversa foi comunicado ao País por Mercadante, que disse que Levy está mantido à frente da Fazenda. Para a permanência dele, a presidente passou uma espécie de ordem unida ao seus auxiliares diretos, determinando que, a partir de agora, o governo irá firmar novo comprometimento com cortes de despesas, em lugar de somente buscar mais receitas. Em sintonia, o ministro Nelson Barbosa afirmara mais cedo que o governo deverá ter como meta uma economia de gastos equivalente a 2% do PIB no longo prazo. Noutro sinal de pacificação, o próprio Levy teria declarado em entrevista ao jornal El País, segundo a agência Reuters, que não tinha intenção de deixar o governo. A entrevista será publicada no próximo domingo.
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Ministro do Planejamento monta plano de extinção de 15 ministérios; Nelson Barbosa conta com apoio dp PT, tem...
Economista que já ocupou diferentes cargos no governo petista, para o qual entrou logo no primeiro ano do mandato do presidente Lula, em 2003, Nelson Barbosa é o nome de confiança da presidente Dilma Rousseff para o caso de, como se acredita no mercado, substituição do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Aliado nos últimos tempos do ministro chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que segue sendo o principal conselheiro político de Dilma, Barbosa recebeu da presidente a missão de reduzir o número de ministérios. De acordo com o jornal eletrônico Congresso Em Foco, o ministro já desenhou um primeiro escalão administrativo com 15 ministérios a menos. A presidente prometeu apresentar o novo desenho do governo no próximo mês. Antes mesmo da divulgação oficial da proposta de reforma, Barbosa já é visto como o favorito nas apostas do mercado para ocupar o lugar que poderá ficar vago diante da situação política cada vez mais frágil do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Barbosa conserva a qualidade, muito útil dentro do atual governo, de administrar sem rancores todas as variações de humor da presidente.  
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Levy vira ministro que subiu no telhado
Ampliam-se as condições para a queda do ministro da Fazenda. Joaquim Levy procurou ontem a presidente e vice para fazer "um desabafo", no qual reclamou de isolamento. Ele informou a Dilma Rousseff e Michel Temer que não está conseguindo fazer o ajuste das contas públicas como pretendia. Levy não pediu demissão, mas ficou claro que ele se tornou um ministro que subiu no telhado, alcançando um último estágio antes de cair. O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, está presente em todas as apostas para substituir titular da Fazenda O isolamento do ministro Joaquim Levy, da Fazenda, é tanto que o próprio Levy, ontem, procurou a presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer para um "desabafo". Ele disse que não está conseguindo realizar o ajuste fiscal nos termos que pretendia. E que sente falta de respaldo para seguir adiante com sua missão. Levy não pediu demissão do cargo, mas a continuação dele na Fazenda foi atribuída por fontes do Palácio do Planalto ao seu próprio "senso de responsabilidade".  
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Dilma ‘prestigia’ Levy: “O ministro tem o nosso respeito”
Sem empolgação, presidente sustenta Joaquim Levy à frente do ajuste fiscal; "É um desserviço ao País esse processo de dizer que o ministro está isolado, desgastado dentro do governo", criticou Dilma Rousseff a jornalistas, em Brasília, nesta quarta-feira 2; "O ministro tem o respeito de todos nós", enfatizou; presidente afirmou que não gosta da CPMF, mas que igualmente não descarta a necessidade de novas fontes de arrecadação para cobrir déficit projetado de R$ 30 bilhões para o próximo ano; "Mas não estou afastando a necessidade de fontes de receita, não estou"; ficou claro, assim, o quanto a presidente quer mais impostosA presidente Dilma Rousseff admitiu nesta quarta-feira 2 que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foi voto vencido na decisão do governo de enviar ao Congresso uma proposta de Orçamento para 2016 com o déficit de R$ 30 bilhões embutido. "O ministro participou de todas as etapas deste processo, ele tem o respeito de todos nós", enfatizou Dilma, que também não se esquivou de manifestar a importância de novas fontes de receita para o governo. "Não gosto da CPMF, se você quer saber", dirigiu-se ela a um grupo de jornalistas, em Brasília. "Mas não estou afastando a necessidade de novas fontes de receita". Leia abaixo notícia da Agência Brasil a respeito: Dilma diz que não gosta da CPMF, mas não descarta criar novas fontes de receita Luana Lourenço - Repórter da Agência Brasil Governo enviará um adendo à proposta quando tiver mais elementos, diz DilmaMarcelo Camargo/Agência Brasil A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (2) que a decisão do governo de enviar a proposta orçamentária para 2016 com uma previsão de déficit de R$ 30,5 bilhões mostra transparência e não quer dizer que o Executivo vá fugir de suas responsabilidades com as contas públicas. Dilma comentou a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) – que foi cogitada e descartada pelo governo em seguida. Ela disse que não gosta do tributo, mas não descartou a criação de novas fontes de receita para o governo. “Não gosto da CPMF, se você quer saber. Acho que a CPMF tem as suas complicações, mas não estou afastando a necessidade de fontes de receita, não estou. Não estou afastando nenhuma fonte de receita, quero deixar isso claro, para depois, se houver a hipótese de a gente enviar essa fonte, nós enviaremos”, disse a presidenta. Sobre o Orçamento, Dilma afirmou que o governo vai enviar um adendo à proposta do Orçamento, “quando o governo tiver mais elementos”.“Estamos evidenciando que tem um déficit, estamos sendo transparentes e mostrando claramente que tem um problema. Não fugiremos às nossas responsabilidades de propor a solução do problema, o que nós queremos, porque vivemos em um país democrático, é construir essa alternativa. Não estamos transferindo a responsabilidade de ninguém, porque ela sempre será nossa, porém é importante destacar que iremos buscar, estamos avaliando todas as alternativas”, disse a presidenta, em entrevista após a cerimônia de recepção de brasileiros premiados na WorldSkills, no Palácio do Planalto. A presidenta reconheceu que a economia passa por momentos difíceis por causa da queda de receitas, mas disse que o governo aposta na melhoria da situação por meio de investimentos em infraestrutura, energia e aumento das exportações. Segundo Dilma, quando o cenário mudar, o governo poderá enviar ao Congresso uma adendo à proposta orçamentária. “Iremos mandar quando acharmos que a discussão maturou. Quando acharmos que existem as condições para fazer isso, nós iremos mandar mais elementos para o Congresso”, acrescentou a presidenta, sem especificar datas. Ministro da Fazenda A presidenta também fez um desagravo ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e negou que ele esteja isolado ou desgastado dentro do governo. Levy era contra o envio da proposta orçamentária com previsão de déficit de R$ 30,5 bilhões, mas, assim como em outros embates dentro do governo, foi voto vencido. “O ministro Levy não está desgastado dentro do governo – ele participou conosco de todas as etapas da construção desse orçamento, ele tem o respeito de todos nós.” De acordo com a presidenta, muitas informações divulgadas sobre a relação de Levy com outros integrantes da equipe econômica são falsos e não contribuem para o país. “É um desserviço para o país esse processo de falar que o ministro Levy está isolado, desgastado. Não está não. Dentro do governo, ele não está. Nós temos o maior respeito pelo ministro Levy. Aliás, por todos os ministros da área econômica, pelo ministro [do Planejamento] Nelson Barbosa, pela equipe do ministro Nelson, pela equipe do ministro Levy. Agora, somos um governo que debate, debatemos, chegamos a uma posição. A partir do momento em que tomamos a posição, a posição é de todos nós.” Sobre os impactos da reforma administrativa anunciada pelo governo para redução do déficit, Dilma disse que a medida tem mais impactos sobre a gestão que sobre a arrecadação. Até o fim do mês, o governo vai anunciar o corte de dez dos 39 ministérios, além de redução no número de cargos comissionados e de outras medidas de redução de despesas de custeio. “O efeito da reforma é muito mais melhorar a gestão. E melhorar a gestão tem um efeito indireto sobre os recursos, qual seja, torna o governo mais ágil, facilita os investimentos, diminui a burocracia, é isso que queremos”, disse Dilma, sem informar que pastas serão cortadas.
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Com Levy por um fio, colunistas já projetam ‘day after’ na economia
Papa entre cardeais, Elio Gaspari escreve que ministro da Fazenda tem de sair; em O Globo, Miriam Leitão sustenta que, se Levy sair, quadro econômico ficará insustentável; Rosângela Bittar, no Valor Econômico, titula "a casa caiu" e dá três nomes para suceder Joaquim Levy: Henrique Meirelles, ex-BC, Paulo Nogueira Batista, ex-FMI, e o ministro da Indústria e Comércio, Armando Monteiro, atual 'queridinho' da presidente Dilma Rousseff; favorito, porém, é Nelson Barbosa, do Planejamento O fica não fica do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é a inspiração da escrita de alguns dos principais colunistas brasileiros, hoje - assim como tema central entre políticos, mercado, economistas e o Palácio do Planalto. O jornalista Elio Gaspari, papa entre os cardeais da mídia tradicional, escreve na Folha de S. Paulo e em O Globo que Joaquim "mão de tesoura" Levy simplesmente não existe mais. “Levy saiu do prazo de garantia...resta saber qual o prazo que lhe resta para sair do prazo de validade”, afirma o jornalista e historiador. Gaspari observa que se a presidente e seu ministro da Fazenda caminham juntos, as coisas podem funcionar. Mas quando caminham em direções diferentes, como ocorre agora, “não há a menor chance de dar certo". "Todos os ministros vivem um dilema, percebem que chegou a hora de ir embora, mas temem que isso piore a situação do país, o que nem sempre é verdade. A maioria fica, e pioram os dois”, reflete Gaspari. Já a colunista Miriam Leitão, em O Globo, também nesta quarta-feira 2, alerta para os riscos da saída de Joaquim Levy do cargo. Para ela, Levy ainda é e seguirá sendo a solução para a economia brasileira. Miriam escreve que “ter um ministro com a sua sabedoria para transformá-lo em saco de pancada e não ouvir suas ponderações revela a insensatez do governo”. E quem mais critica Levy, segundo ela, é justamente quem mais precisa dele: o PT. Depois de afirmar que quem criou os graves problemas econômicos atuais foi o governo da presidente Dilma Rousseff e suas convicções, Miriam diz que é preciso avaliar o custo para o País da saída de Levy. “Pode ser maior do que o Planalto imagina”, adverte a colunista global. Para a jornalista Rosângela Bittar, no Valor Econômico de hoje, é um mistério que Joaquim Levy tenha topado passar por essa temporada de humilhações com visibilidade nacional e internacional. “Para que manter-se em fritura pública num governo que não aceita suas ideias?”, questiona a colunista. Enquanto o ministro não se decide por sair e vai ficando, a presidente Dilma toca a gestão da economia com os ministros Nelson Barbosa (Planejamento) e Aloizio Mercadante (Casa Civil), surgem nomes substitutos, aponta Rosângela. Nelson Barbosa é o candidato natural, o preferido pelo PT e agradaria ao ex-presidente Lula. Mas o próprio Lula continua preferindo e mencionando em conversas a opção Henrique Meirelles. O nome do economista Paulo Nogueira Batista Junior, ex-diretor do Brasil no FMI e atual vice-presidente do banco dos Brics, o Novo Banco, voltou a circular na cúpula do PT. Mas Rosângela escreve que a presidente Dilma Rousseff vem se encantando cada vez mais com o ministro Armando Monteiro (Indústria e Comércio). O mais provável, segundo a colunista do Valor, é Barbosa assumir o cargo de fato. Resumo da Ópera: o comboio que acompanha a operação descida de Levy não para de crescer.  
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Dilma e Levy pedem ao Congresso saídas para o Orçamento; Com mais tributos no Natal, comércio exalta Black...
Dilma e Levy pedem ao Congresso saídas para o Orçamento Antônio Delfim Netto: Sem admitir falhas, presidente afetou o próprio ajuste fiscal Com mais tributos no Natal, comércio exalta Black Friday Aluno da USP é baleado durante assalto; polícia detém suspeito Investigação da PM expõe testemunha de chacina em SP www.folha.uol.com.br  
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“Se a gente não colocar a casa em ordem, vamos ver o dólar disparar”, admite ministro Joaquim Levy
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Em MG, Pimentel faz Orçamento ‘realista, sem falácias do passado’
Governador de Minas Gerais prevê déficit de R$ 6 bi para 2016, mas garante que haverá reajuste para servidores estaduais; "Fizemos um Orçamento realista em lugar das peças falaciosas que tínhamos antes", disse Fernando Pimentel em referência velada à gestões anterior de Antonio Anastasia/Alberto Pinto Coelho. No segundo Estado mais rico do País, a previsão orçamentária para 2015 previa um superávit primário de R$ 1 bilhão. Para a campanha do então candidato Aécio Neves, do PSDB, o número vistoso era mesmo uma grande peça de propaganda. Mesmo assim, porém, ele perdeu as eleições - e com a entrada do petista Fernando Pimentel, as contas se mostraram bem outras. O 1 bilhão que se dizia existir não estava lá. E nem vai estar tão cedo. Para 2016, o governo de Minas apresentou na segunda-feira 31 uma proposta orçamentária que contempla déficit de R$ 6 bilhões, mas garante reajuste para funcionários públicos. "Fizemos, como é certo, uma peça realista, sem relação com as contas falaciosas do passado". Leia abaixo, notícia da Agência Brasil a respeito: Agência Brasil _ O governo de Minas pediu na manhã desta sexta-feira ao Legislativo a aprovação de um orçamento com déficit de R$ 6 bilhões e sem previsão de investimentos com recursos do Tesouro Estadual. Garantiu, porém, que os aumentos que já haviam sido aprovados para os servidores estão garantidos e não vai haver problemas com o pagamento. Os números do estudo que vai embasar a revisão da proposta na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) da Assembleia foram apresentados pelo governador Fernando Pimentel (PT) e sua equipe econômica. “O governo vai trabalhar com seriedade para no fim do ano chegarmos ao equilíbrio completo ou estarmos próximo dele. Os números não são bons mas isso não nos impede de prestar os serviços necessários à população”, disse Pimentel. Pimentel disse que as mudanças na proposta enviada pelo ex-governador Alberto Pinto Coelho (PP) são necessárias não em razão da crise econômica, mas, em sua maior parte, por causa de erros colocados no texto. Segundo o petista, é “falacioso” dizer que a receita está sendo revista porque a situação do país piorou. “O que estamos fazendo é colocar o orçamento em um patamar realista”. A receita, que era estimada em R$ 72,4 bilhões, será segundo o novo governo R$ 68,3 bilhões. Segundo o estudo entregue ao presidente da FFO, deputado Tiago Ulisses as despesas em R$ 1,988 bilhão. Diante do cenário, o secretário de Planejamento e Gestão Helvécio Magalhães afirmou que os servidores não precisam esperar um reajuste geral este ano. Permanecendo o quadro atual de arrecadação, o estado prevê que vai estourar o limite da lei de responsabilidade fiscal para gastos com pessoal em novembro. O limite prudencial, que já traz restrições como o impedimento de dar reajuste, será atingido em junho. A orientação de Pimentel, segundo ele, é que havendo melhoria financeira, os recursos sejam para melhorar os salários da educação. Os investimentos serão de R$ 3,8 bilhões em créditos de empréstimos previstos e dos recursos vinculados. O governo garantiu a aplicação de 12% da receita corrente para saúde e 25% para educação. Os demais investimentos serão em infraestrutura. A assessoria do governador Alberto Pinto Coelho (PP) informou que a oposição vai responder em coletiva a15h na Assembleia.
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Recado de Barbosa: “Salários de servidores serão estabilizados”
Em português claro, mensagem de ministro do Planejamento é a de que governo não tem plano para reajustar vencimentos de servidores públicos Os servidores públicos federais podem ser os primeiros a pagar o pato pelo rombo nas contas públicas previsto pelo governo no Orçamento de 2016. Ontem, durante entrevista coletiva de apresentação da peça orçamentária, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmou com uma pitada de 'economês' que não há planos, na equipe econômica, para atender as categorias profissionais ligadas à União. "Os salários terão de ser estabilizados", disse ele, que vai ganhando espaço junto à presidente Dilma Rousseff. Por estabilização, entenda-se, ausência de reajuste. Ou congelamento de salários. Categorias irão aquiescer? Leia abaixo, notícia da Agência Brasil com posicionamento do ministro Barbosa na entrevista coletiva da segunda-feira 31: Barbosa diz que governo quer dialogar com o Congresso para aumentar arrecadação Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, disse hoje (31), no Palácio do Planalto, que o governo quer “investir” em um diálogo com o Congresso Nacional para aumentar a arrecadação em 2016. O Projeto de Lei do Orçamento Anual (PLOA) apresentado pelo governo prevê déficit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e riquezas produzidos pelo país). “O déficit primário pode ser eliminado, resolvido de diversas formas, mas envolvem medidas legais, como projetos de lei e emendas constitucionais. O governo quer investir nesse diálogo [com o Congresso]”, disse Barbosa. Semana passada, o governo chegou a cogitar criar um tributo nos moldes da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), mas a iniciativa não foi à frente De acordo com Nelson Barbosa, a previsão de orçamento apresentada é “realista” e é necessário trabalhar para estabilizar os gastos. “Em paralelo ao orçamento realista, também há agenda de construir reforma de longo prazo da política fiscal, controlando o crescimento dos gastos com previdência, folha de pagamento, saúde e educação. É possível controlar o crescimento desses gastos e ainda atender às demandas da população brasileira.” Entre as novas medidas tributárias para aumentar a arrecadação, o governo revisará o PIS/Cofins de computadores, tablets e smartphones e também vai rever a tributação de bebidas quentes (destilados, vinhos e outros) e o imposto de renda sobre direito de imagem. Além disso, o governo vai rever a o Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros (IOF) nas operações de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A arrecadação esperada com essas medidas é de R$ 11,2 bilhões. A revisão do PIS/Cofins precisa ser implantar por medida provisória e depende de aprovação do Congresso Nacional. O governo também espera arrecadar R$ 37,3 bilhões com a venda de imóveis, ampliação das concessões, venda de participação acionária em órgãos da administração direta e indireta, além de leilão em folha de pagamento. Antes de ir ao Planalto, Barbosa, acompanhado do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, esteve no Congresso Nacional. Lá, eles entregaram o PLOA ao senador Renan Calheiros. Levy e Barbosa fizeram a entrega na data-limite, dois dias após a presidenta Dilma Rousseff desistir de criar um tributo similar à CPMF. * Colaboraram Mariana Branco e Luciano Nascimento