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“Se Levy quer mais imposto, ele que vá embora para casa”
Ataque a conquistas trabalhistas, de um lado, e projeção de aumento de impostos, de outro, desgastam ministro da Fazenda junto a empresários e empregados; Joaquim Levy já vai sendo visto como mentor e condutor de um ajuste fiscal apressado e descalibrado; “Levy não vê problemas em terminar o ano com 1,5 milhão de empregos a menos”, atacou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. "E se ele quer criar ou aumentar impostos ele que arrume as malas e vá  embora para casa"; “Nosso diálogo com o governo estará terminado se, como dizem, a equipe econômica partir para cima de direitos e conquistas. Vai ter briga”, disse ao BR: o presidente da Força Sindical, Miguel Torres; Levy perde sustentação no capital e no trabalho Declina rápida e profundamente o moral do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, diante de empresários e trabalhadores. Em São Paulo, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, abriu baterias contra o ministro que, segundo ele, “não vê problemas em terminar o ano com 1,5 milhão de empregos a menos do que havia no início do período”. Hoje, na sede da Fiesp, um jantar em torno do vice-presidente Michel Temer deverá cobrir Levy com novas críticas das classes empresariais. A Junta Orçamentária do governo, que planeja receitas e despesas para 2016, resolveu incluir a volta da CPMF na cartela de impostos aos brasileiros, o que desperta urticária em líderes patronais como o próprio Skaf. Na mesma medida de repulsa, o vazamento da informação de que a equipe de Levy pretende dificultar o acesso dos trabalhadores a benefícios como o auxílio-doença e à aposentadoria por invalidez irritaram profundamente o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, considerado um sindicalista equilibrado e de diálogo. “Se é essa a conversa do governo, então estamos fora desse diálogo e vamos para o pau”, disse Torres, ontem, ao BR:. Na véspera, o ministro Miguel Rosseto, da Secretaria Geral da Presidência da República, visitou a sede da Força e se reuniu com toda a diretoria da entidade. Ele sustentou que o governo estaria decidido a proteger os trabalhadores dos efeitos do ajuste fiscal, mas a notícia de iniciativas nos bastidores do Ministério da Fazenda contra os benefícios trabalhistas obtidos com extremo esforço pelo movimento sindical acendeu a luz da desconfiança entre os sindicalistas. Sem resultados positivos para mostrar, dentro de um cenário de juros nas alturas, inflação resiliente e drástico enxugamento no emprego, Levy já não agrada nem ao capital, nem ao trabalho.
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Dilma recua e faz de CPMF ideia natimorta
Acabou-se o que era azedo; presidente Dilma Rousseff desistiu de incluir na proposta de Orçamento para 2016 a recriação da CPMF, o imposto do cheque Um passo a frente, dois passos para trás. A para muitos enigmática frase do líder comunista Vladmir Lênin foi praticada neste sábado 29 pela presidente Dilma Rousseff. Depois de deixar correr a informação de que pediria ao Congresso a recriação da CPMF, Dilma concluiu em reunião extraordinária com os ministros Nelson Barbosa, do Planejamento, e Aloizio Mercadante, da Casa Civil, que era preciso desistir. E, quase da mesma maneira como surgiu, o imposto do cheque já voltou para a tumba onde foi lançado em 2007. O governo poderia ter passado o final de semana sem mais esse desgaste. Para citar outro personagem importante, fez-se, como diria o Bardo, muito barulho por nada. Abaixo, notícia anterior de BR: O governo pode parar, na expressão de um assessor especial, caso não consiga recursos adicionais bilionários para atravessar o próximo ano. A saída encontrada até o momento é a recriação da CPMF, o imposto do cheque. Pressões dos presidentes do Senado e da Câmara, além da forte oposição do vice-presidente Michel Temer, estão fazendo o núcleo mais próximo da presidente Dilma Rousseff  divergir quanto a, digamos, oportunidade de apresentar formalmente pedido neste sentido ao Congresso. Isso tem de ser feito até a segunda-feira 31. Para resolver a diferença, a Junta Orçamentária do governo, formada pelos ministros Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento) e Alozio Mercadante (Casa Civil), se reuniria com a presidente no domingo 30, mas a própria Dilma antecipou para a noite deste sábado 29 o início da intrincada conversa decisiva. Estará sob a mesa a decisão de enfrentar o desgaste político pela recriação de um imposto que atingiria todas as movimentações financeiras feitas no País. O risco de ir adiante com a ideia será todo de Dilma. A lembrar que, alertando para os riscos políticos do gesto de recriar a CPMF, auxiliares do vice-presidente Michel Temer fizeram saber que ele classifica a novidade como o verdadeiro 'projeto impeachment', tal a capacidade de colocar o Congresso ainda mais na oposição à presidente.