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Fim do conteúdo local na Petrobras: Abimaq vê quebra na indústria e menos 1 milhão de empregos
Em documento enviado ontem a cinco ministérios e a outros órgãos, como Receita Federal e BNDES, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) afirma que, se o governo acabar com as regras de conteúdo local nas licitações de novos campos de petróleo e gás, o país poderá acrescentar mais 1 milhão de desempregados aos 12 milhões já existentes. Reportagem do jornal O GLOBO, ontem, informava que o governo estuda adotar regra temporária e mais flexível de conteúdo local na 14ª Rodada de Licitações, prevista para setembro, optando por exigências “locais-globais”, o que favoreceria petroleiras estrangeiras interessadas no leilão, que poderiam trazer equipamentos e materiais do exterior. Desde o ano passado, governo, petroleiras e indústria discutem a possibilidade de mudar regras. Diante do cronograma apertado para o certame, a definição de um nível de exigência para a fase de exploração e outro para produção permitiria a liberação do edital a tempo. Nos últimos anos, as petroleiras fizeram uma série de pedidos de autorização à Agência Nacional do Petróleo (ANP) para serem liberadas de cumprir exigências de conteúdo local. Foram registradas diversas multas por descumprimento. As empresas alegam que a diferença de preços entre fornecedores locais e estrangeiros é significativa. Há casos em que foram registradas diferenças de até 40%. — O custo “do não conteúdo local” poderá ser contabilizado pela perda de aproximadamente 1 milhão de empregos. Vamos fechar as empresas nacionais. Por isso, decidimos enviar esse documento — diz o presidente do Conselho de Óleo e Gás da Abimaq, Cesar Prata. O documento da Abimaq, assinado pelo presidente da entidade, José Velloso, observa que, desde 1999, quando ocorreu o primeiro leilão de blocos exploratórios no país, as exigências de conteúdo local têm sido “empregadas como ferramenta de desenvolvimento nacional por meio da inserção de nossa indústria no mercado”. As regras de conteúdo local preveem percentuais específicos de serviços, máquinas e equipamentos, que podem variar segundo a fase do empreendimento. “Ocorre que a maioria dos serviços já leva um elevado índice de conteúdo local. Se o governo adotar um modelo de conteúdo local-global, considerando exigência mínima de 40% de conteúdo local, esse percentual pode ser alcançado com zero de máquinas provenientes da indústria de transformação, que é a que mais agrega valor e gera empregos no país”, diz o texto. A Abimaq defende que o governo adote uma regra de conteúdo local considerando cinco segmentos individualmente: engenharia, serviços, máquinas e equipamentos, materiais e sistemas. Isso evitaria a “liquidação” da indústria nacional, segundo a entidade, que diz estar pronta para fornecer materiais e equipamentos necessários à exploração de petróleo e gás, depois de ter investido mais de U$ 60 bilhões nos últimos anos. O documento da Abimaq afirma que a indústria nacional não é mais competitiva por causa dos juros e tributos elevados, além do câmbio desfavorável. E destaca que não foi a regra de conteúdo local que levou à corrupção revelada pela Operação Lava-Jato, mas a metodologia usada pela Petrobras, de contratar projetos completos de poucas empresas. “Tal fato (corrupção) aconteceu em empreendimentos onde não havia a exigência de conteúdo nacional, como nas refinarias Abreu e Lima, no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e nas plantas de fertilizantes, que também registraram os maiores atrasos com produtos importados”, cita a entidade. SINALIZAÇÃO NEGATIVA As mudanças em avaliação no governo, segundo a Abimaq, são uma péssima sinalização para as empresas com planos de investir no setor de bens e serviços no Brasil. “Nossos desempregados aceitam exportamos empregos para a China, Coreia e Cingapura? A resposta precisa ser dada pelas autoridades”, diz Veloso no texto. O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, destacou em artigo publicado esta semana que, de 2004 a 2014, “um conjunto de setores industriais fornecedores do setor de petróleo e gás gerou R$ 19 bilhões em investimentos e 65 mil novos postos de trabalho”. Tanto Fiesp como Abimaq têm debatido a questão com entidades trabalhistas, como a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a CUT, para definir ações contra os planos do governo. Ainda não há definição final sobre o assunto.
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IBGE_Inflação em janeiro tem menor variação desde 1994
Índice de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,38% no primeiro mês de 2017 - o mais baixo para janeiro desde 1994, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo mês de 2016, o IPCA havia atingido 1,27%. Em 12 meses, o índice também desacelerou para 5,35%, abaixo dos 6,29% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Já na comparação mensal, de dezembro para janeiro, a variação do IPCA ganhou força, passando de 0,3% para 0,38%.
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DESEMPREGO_Caixa abre PDV hoje e deve atingir até 10 mil funcionários
A Caixa Econômica Federal abrirá programa de demissão voluntária para até 10 mil funcionários nesta terça-feira (7) e planeja economizar R$ 1,8 bilhão em 2018, afirmou o presidente do banco, Gilberto Occhi. Hoje a Caixa tem 95 mil funcionários, sendo que 30 mil têm mais de 15 anos de casa e poderão aderir ao programa para deixar a instituição. Os servidores terão até o dia 20 de fevereiro para decidir se aceitam a oferta do banco público. Para aderir ao programa, será preciso se enquadrar em um dos quatro critérios impostos pelo banco público: ser aposentado pelo INSS, estar apto a se aposentar até o dia 30 de junho, ter pelo menos 15 anos de trabalho na Caixa no atual contrato ou ter adicional de incorporação de função de confiança até a data de desligamento. Quem aceitar a oferta receberá o equivalente a 10 salários pagos em parcela única, sem incidência de Imposto de Renda, recolhimento de encargos sociais e contribuição ao fundo de previdência complementar da Caixa. "O PDV terá boa atratividade e a partir de amanhã [terça] os empregados da Caixa que estão entre os elegíveis, com mínimo de 15 anos na Caixa, terão opção de aderir", afirmou após evento no Palácio do Planalto. A intenção de diminuir o quadro de servidores foi anunciada em novembro do ano passado por Occhi, e a expectativa era de que o plano pudesse ser anunciado ainda em janeiro, mas dependia da aprovação dos ministérios do Planejamento e da Fazenda. Com a medida, a Caixa segue o Banco do Brasil e outras estatais (como Correios e Eletrobras) em um movimento para enxugar despesas com pessoal e aproximar sua estrutura administrativa de seus pares privados. A Caixa tem hoje menos funcionários que Banco do Brasil (99,8 mil) e Bradesco (cujo número de empregados saltou para quase 110 mil após a incorporação do HSBC, em julho de 2016), mas ainda assim, o índice de eficiência é pior que o de seus pares, de 54%. Nos demais grandes bancos, o indicador está abaixo dos 50%. Esse índice mede o quanto a instituição gasta para gerar cada real de receita. Quanto menor, melhor. A Caixa tem também menos agências que Bradesco, Banco do Brasil e Itaú. Mas quando se compara o número de funcionários por agência, o índice da Caixa é muito superior. São quase 28 servidores por unidade, ante cerca de 20 nas demais instituições financeiras. Além de atender correntistas, o banco público é responsável por fazer os pagamentos de benefícios sociais como do INSS, PIS e FGTS. Esse público também é atendido em lotéricas de todo o país. BANCO DO BRASIL O público-alvo do PDV da Caixa é mais abrangente que o atingido pelo programa de aposentadoria lançado pelo Banco do Brasil no final do ano passado. O BB afastou apenas servidores que já poderiam estar aposentados, mas seguiam na ativa. De 18 mil funcionários que poderiam deixar a instituição financeira, 9.409 aceitaram a oferta do banco e se aposentaram. Com isso, o BB desembolsou R$ 1,4 bilhão em incentivos, mas deve economizar R$ 2,3 bilhões em despesas neste ano. O Banco do Brasil reduziu o quadro para aproximadamente 100 mil empregados e também anunciou um programa de enxugamento de 781 agências.
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PREVIDÊNCIA_governo manda recado de que não negocia nem idade mínima nem transição
Quatro pontos são sagrados para o governo na proposta de reforma da Previdência, que começará a ser discutida em comissão especial da Câmara dos Deputados esta semana. Integrantes do governo ouvidos pelo jorna O GLOBO afirmam que uma idade mínima de 65 anos para homens e mulheres; uma regra de transição com pagamento de pedágio de 50%, ou seja, um acréscimo de 50% sobre o tempo que falta para a aposentadoria (somente para homens com 50 anos ou mais e mulheres a partir dos 45 anos); e mudanças no cálculo de pensões e benefícios assistenciais são cruciais para que a reforma cumpra o papel de tornar a Previdência sustentável. Isso não quer dizer que os demais pontos propostos pelo governo na reforma não sejam importantes, como a alteração no cálculo dos benefícios (que passariam a ser de 51% sobre a média das maiores contribuições), mais 1 ponto percentual a cada ano adicional de contribuição, e o aumento do tempo mínimo de recolhimento de 15 anos para 25 anos para requerer aposentadoria. No entanto, é mais fácil negociar esses aspectos com o Legislativo sem trazer perdas significativas para o projeto original. MOBILIZAÇÃO NO PLANALTO O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse ontem que a comissão especial será criada hoje. Já na quinta-feira serão eleitos os membros indicados pelos partidos para compor a comissão. O Executivo já está mobilizando os líderes aliados para indicar parlamentares comprometidos com o ajuste fiscal. Para presidir a comissão, o escolhido é o deputado Carlos Marun (PMDB-MS). Inicialmente cotado para assumir o cargo, o deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) desistiu de ocupar a vaga, de olho na relatoria de uma comissão sobre o pacto federativo, ainda sem data para ser criada. De perfil combativo, Marun foi o principal deputado da tropa de choque de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara cassado pelo plenário no ano passado. Ele foi escolhido para o cargo pelo líder do PMDB, deputado Baleia Rossi (SP). O relator da reforma será o deputado Arthur Maia (PPS-BA). O Palácio do Planalto já começou a se mobilizar para conseguir defender os pontos mais importantes da reforma. A ideia é tentar convencer os parlamentares de que, sem uma alteração significativa do regime de aposentadorias brasileiro, será preciso fazer uma nova reforma já em 2019. A Previdência é o principal problema das contas públicas e encerrou 2016 com um rombo de quase R$ 150 bilhões. — Se o projeto arrefecer no Congresso, vamos chegar a 2019 precisando fazer outra reforma — disse um integrante do governo, lembrando que a proposta também é essencial para a sobrevivência da regra que fixou um teto para os gastos públicos, que começou a vigorar este ano. A orientação dentro do governo é aproveitar a base aliada para assegurar ao máximo a integralidade do texto enviado originalmente. O plano é aprovar na Câmara entre fim de abril e início de maio e, no Senado, até junho. Há uma preocupação, no entanto, com desdobramentos futuros da Operação Lava-Jato, com as delações premiadas da Odebrecht. Dentro do Planalto há um temor de que, se elas atingirem o presidente Michel Temer ou seus auxiliares mais próximos, como o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, ou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, o andamento da reforma ficará prejudicado. Além disso, outras crises também podem surgir, como foi o caso das rebeliões nos presídios. Segundo esse técnico do Executivo, a proposta de emenda constitucional (PEC) enviada ao Congresso pode até trazer regras duras para a Previdência, mas todas são necessárias. Essa fonte lembrou que a regra de transição vai levar 20 anos para ser integralmente colocada em prática. Caso a proposta seja aprovada neste ano, somente em 2038 estará vigorando plenamente a idade mínima de 65 anos. BASE ALIADA PREPARA EMENDAS Já se as regras só valerem para as pessoas que estão ingressando agora no mercado de trabalho, os impactos da reforma levarão 30 anos para serem percebidos. A proposta muda ainda as regras da pensão por morte, que deixa de ser integral e passa a ser vinculada ao reajuste do salário mínimo. A Lei Orgânica da Assistência Social (Loas) também não seguirá o piso, e a idade de acesso subirá para 70 anos. Já a aposentadoria por invalidez passa a ser proporcional. Alguns partidos da base aliada do presidente Temer na Câmara estão finalizando um texto alternativo ao apresentado pelo Executivo, flexibilizando consideravelmente a reforma da Previdência. Na contramão do que quer o governo, a emenda reduz a idade mínima para aposentadoria, mantém o pagamento integral das pensões e acaba com a regra de transição. Encabeçada pelo deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o texto tem o apoio de parlamentares do PSD, PR, PP e PTB, que integram a base de Temer no Congresso, além do PCdoB, que é oposição. O texto reduz a idade mínima de 65 anos para 60 anos, no caso dos homens, e para 58 anos, no das mulheres. O governo avalia, no entanto, que é possível convencer os parlamentares de que essa ideia prejudica a essência da reforma. Outra alternativa que está sendo cogitada é ampliar a regra de transição para incluir mais trabalhadores.
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DESEMPREGO_Ciclo de redução dos juros aumenta otimismo e expectativa de emprego atinge melhor nível desde 2010
O retorno do otimismo da indústria levou o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) a subir 5,6 pontos em janeiro, alcançando 95,6 pontos – o maior nível desde os 98,7 pontos de maio de 2010. A melhora se deu após o indicador recuar 3,1 pontos em dezembro de 2016, frente a novembro. Os dados do IAEmp foram divulgados hoje (6), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) e indicam que, na média móvel dos últimos três meses, o indicador avançou 0,9 ponto. Como reflexo da evolução favorável do Indicador Antecedente de Emprego, o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) também fechou janeiro com evolução favorável, recuando 1 ponto em janeiro, para 103,6 pontos. A queda interrompeu a sequência de quatro altas consecutivas, mas foi, segundo a FGV, insuficiente para alterar a tendência de alta do indicador em médias móveis trimestrais. Para o economista da FGV Fernando de Holanda Barbosa Filho, o retorno do otimismo quanto à situação do emprego no país está diretamente ligado ao ciclo de redução da taxa básica de juros, iniciada pelo Banco Central no fim do ano passado. “Os resultados do IAEmp foram puxados por um retorno do otimismo na indústria quanto ao futuro e devem estar relacionados ao ciclo de redução da taxa de juros iniciado no ano passado pelo Banco Central e que ganhou força neste início de ano”, frisou. Aceleração da economia Para o economista, o retorno do otimismo na indústria “deve contribuir para uma aceleração cíclica da economia mais adiante, ao longo do ano”. Para Barbosa Filho, a queda observada no Índice Coincidente de Desemprego representa uma estabilidade em um nível ainda elevado do indicador, enfatizando a situação difícil do mercado de trabalho atual. “A possível melhora da economia no futuro ainda não parece influenciar a percepção de dificuldade atualmente presente no mercado de trabalho brasileiro”, explica. Os componentes que mais contribuíram para a alta do Indicador Antecedente de Emprego foram os indicadores que medem a expectativa com a situação dos negócios para os próximos seis meses e o ímpeto de contratações nos próximos três meses, ambos da Sondagem da Indústria, com variações de 11,1 e 10,9 pontos, respectivamente. Em relação ao Indicador Coincidente de Desemprego, a classe do consumidor que mais contribuiu para a queda do índice foi o grupo dos consumidores com renda mensal familiar entre R$ 4.800 e R$ 9.600, cujo indicador de percepção de facilidade de se conseguir emprego (invertido) recuou 4,6 pontos.
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ECONOMIA_”Nós precisamos urgentemente gerar empregos”, diz Padilha durante abertura da reunião do Conselhão
O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou hoje (31) que o foco do governo federal é a adoção de medidas para fortalecer a microeconomia e gerar empregos. Na abertura das reuniões dos grupos de trabalho do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), Padilha destacou as ações recentes que foram direcionadas à macroeconomia, como o ajuste fiscal, mas reconheceu que é necessário investir em medidas para geração de empregos a curto prazo. “Nós precisamos urgentemente gerar empregos. E nesta reunião de hoje, a minha palavra mais forte para os conselheiros foi que suas sugestões tivessem como pano de fundo a geração de empregos”, afirmou Padilha depois de dar início aos trabalhos do colegiado, conhecido como Conselhão. O ministro destacou os cinco temas escolhidos como prioritários para os trabalhos deste ano do conselho: ambiente de negócios das empresas, educação, agronegócio, produtividade e competitividade, desburocratização e modernização. Para Padilha, investir nestas áreas é fundamental para a retomada do crescimento econômico brasileiro. “As sugestões deste conselho serão fundamentais para a gente conseguir vivenciar o conjuntural. A conjuntura já foi pior, mas ainda temos muito o que fazer. Nós podemos pensar em ter um desemprego que seja compatível com a história do Brasil ou o que está se vendo nos países em desenvolvimento”, declarou o ministro. O Conselhão é formado por representantes da sociedade civil que tem o objetivo de assessorar o presidente da República em todas as áreas de atuação do Poder Executivo. Os grupos temáticos ainda irão se reunir amanhã (1º) e nos próximos dias 14 e 15 de fevereiro na Escola Nacional de Administração Pública (Enap). As propostas sugeridas pelo Conselhão devem ser apresentadas ao presidente Michel Temer em plenária prevista para 7 de março. João Carlos Gonçalves, Juruna, secretário-geral da Força Sindical é um dos representantes dos trabalhadores como membro do Conselhão. Ele ressalta o papel essencial na formulação de políticas públicas."É nosso papel apontar alternativas para o enfrentamento aos efeitos da crise econômica que o País atravessa e construir políticas para combater as desigualdades sociais", diz Juruna. Além dele, a secretária de Direitos Humanos e Cidadania da Força Sindical, Ruth Coelho Monteiro integra o Conselhão representando os trabalhadores. Ela estará, amanhã (1º), em Brasília, na reunião dos Grupos de Trabalho (GT) do Conselhão - GT Produtividade.
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CNI_Salário médio do trabalhador da indústria cai pela 1ª vez com crise no setor
Um dos símbolos da crise que atingiu a indústria no ano passado não foi visto no balanço das empresas e atingiu o bolso dos trabalhadores do setor. Dados apresentados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelaram que o rendimento médio real dos empregados industriais teve queda de 1,2% em 2016 na comparação com o ano anterior. É a primeira vez na série histórica que esse indicador registrou queda. Segundo a entidade, o rendimento médio real atualizado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) caiu ininterruptamente nos três últimos meses de 2016 e acumulou queda de 4,3% na comparação trimestral. "Mesmo com a grande indexação e os dissídios, esse indicador teve a primeira queda. Isso é fruto do mercado de trabalho bastante desaquecido. Então, algumas negociações de dissídio tiveram recomposição dos salários abaixo da inflação", disse o gerente-executivo de política econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. "Isso mostra que, com o desemprego crescente, os trabalhadores estão dispostos a aceitar correção menores dos salários", completa. Castelo Branco elogiou a indicação de reforma trabalhista do governo Michel Temer que pretende fazer com que o acordado entre categoria e empregador se sobreponha ao legislado. "Isso dará valorização à negociação e significa que você dá margem de manobra para que as partes acertem temas que vão além do salário, como jornada de trabalho ou o intervalo entre turnos", disse.
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DEMISSÃO_Em Taubaté 615 trabalhadores deixam Volkswagen por meio de PDV
Um acordo feito entre a Volkswagen e seus trabalhadores resultou na demissão voluntária de 615 deles na fábrica de Taubaté, no interior de São Paulo, conforme informou nesta quarta-feira, 25, o sindicato dos metalúrgicos da cidade. Como incentivo para deixar a empresa, os funcionários receberam entre 25 e 35 salários, a depender do tempo de casa. O programa de demissão voluntária, que começou no fim de dezembro e terminou em janeiro, foi uma das condições impostas pelo sindicato no início de dezembro para que os trabalhadores aceitassem ficar sem reajuste salarial em 2016 e sem aumentos acima da inflação entre 2017 e 2022. Em contrapartida, a empresa se comprometeu a não demitir ninguém nesse período. Na época, o sindicato considerou o acordo positivo, “já que o País passa por uma turbulência econômica e política”. A 615 demissões voluntárias anunciadas hoje representam uma diminuição de 15% na força de trabalho da fábrica de Taubaté, que contava, até então, com cerca de 4 mil funcionários. A Volkswagen, que tem quatro fábricas espalhadas pelo Brasil e cerca de 18 mil trabalhadores no total, havia informado em novembro que pretendia demitir mais 3 mil funcionários em suas operações no País ao longo de um período de cinco anos, começando em 2016. Mas os desligamentos, ressaltou a empresa à época, já estão previstos nas negociações de acordos coletivos com os sindicatos de cada região. No Brasil, onde a venda de veículos enfrenta uma queda acumulada de quase 50% desde 2013, a Volkswagen foi a que mais perdeu participação de mercado nos segmentos de automóveis e comerciais leves. No fim de 2012, a marca ocupava a segunda posição na preferência dos brasileiros, com 21,1% de participação. Em 2016, a fatia da montadora caiu para 11,5%, ficando na terceira colocação. O setor como um todo terminou o ano passado com queda de 20,2% nas vendas, para 2,05 milhões de unidades, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Para este ano, a expectativa é de crescimento de 4%, para 2,13 milhões de unidades.
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CAGED_País fechou mais de 1 milhão de postos de trabalho só em 2016
Dos 5.562 municípios brasileiros, 55% deles (ou 3.107) fecharam postos de trabalho em 2016, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Os dados divulgados na sexta-feira (20) apontam que o país perdeu 1,32 milhão de vagas no período. Já 41,2% dos municípios – o equivalente a 2.297 – desta lista abriram vagas de emprego com carteira assinada, ao passo que o restante – 4,5% das cidades, ou 255 delas – não tiveram variação no número de postos de trabalho. MAIS: Brasil fecha 1,32 milhão de empregos formais em 2016 O Rio de Janeiro (RJ) foi a cidade que mais demitiu trabalhadores, com uma redução de 138,1 mil vagas. Em seguida, a capital paulista fechou 133,5 mil empregos no ano passado, segundo o levantamento do Caged. As cidades mais bem posicionadas da lista são capitais (veja abaixo). Na outra ponta, o município brasileiro que mais gerou vagas de trabalho foi Três Lagoas (MS), com a criação de 3,5 mil postos, seguido de Campo Redondo (RN), que acrescentou 1,9 mil vagas em seu quadro de trabalhadores. VEJA AS 10 CIDADES QUE MAIS DEMITIRAM: Rio de Janeiro (RJ): -138.168 São Paulo (SP): -133.500 Belo Horizonte (BH): -41.069 Brasília (DF): -28.843 Recife (PE): --26.233 Salvador (BA): -25.000 Curitiba (PR): -20.962 Fortaleza: -17.292 Manaus (AM): -17.292 Porto Alegre (RS): -16.300 VEJA AS 10 CIDADES QUE MAIS CONTRATARAM: Três Lagoas (MS): 3.569 Campo Redondo (RN): 1.990 Juazeiro (BA): 1.956 Nova Serrana (MG): 1.904 Cristalina (GO): 1.528 Goiana (PE): 1.372 Capanema (PR): 1.353 Curionópolis (PA): 1.219 Cruz Alta (RS): 1.085 Santo Estevão (BA): 1.002
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FOCUS_mercado prevê que juros caírão de 13% para 9,5% até o final do ano
O mercado financeiro projeta que a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), terminará 2017 em 4,71%. Para a Selic, taxa básica de juros da economia, a previsão caiu de 9,75% para 9,5% ao ano. As estimativas foram divulgadas hoje (23) no boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC) com instituições financeiras. A projeção para a inflação aproxima-se do centro da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional, que é 4,5% com margem de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. No caso da Selic, o mercado continua confiante de que a taxa básica de juros cairá para um dígito ainda este ano. No início do mês, as instituições financeiras previam Selic de 10,25% ao ano ao fim de 2017. Os bancos passaram a demonstrar mais otimismo após a primeira reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Em lugar da queda de 0,5 ponto percentual projetada pelo mercado, o Copom reduziu a Selic em 0,75 ponto percentual, para 13% ao ano. Durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, na semana passada, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, disse que esse seria o “novo ritmo” da taxa de juros. Ele ressalvou, no entanto, que as decisões do Copom dependeriam da inflação e crescimento. A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) este ano permanece em 0,50%.