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Meirelles liga bola de cristal oportunista: desemprego começa a cair em agosto
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, comentou em seu Twitter a reversão da trajetória de queda da taxa de desemprego em abril, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) há 13 dias, no fim de maio. Na ocasião, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostrou que a taxa de desemprego ficou em 13,6% em abril, primeiro arrefecimento desde novembro de 2014. O ministro garantiu que, a partir de agosto, a taxa deve começar a cair. Ele afirmou que o país está saindo de uma recessão forte e que os efeitos dessa crise “não desaparecem do dia para a noite”. “Pela primeira vez em três anos, em abril o desemprego parou de subir. E a partir de agosto esta taxa deve começar a cair. Temos que levar em conta que estamos saindo da maior recessão da nossa história, que deixou 14 milhões de brasileiros sem emprego. Os efeitos de uma recessão tão forte quanto a dos últimos anos não desaparecem do dia para a noite”, disse o ministro na rede social.
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Você acredita no fim da recessão? O nosso Gilmar, não
O presidente Michel Temer soltou foguetes com o resultado, divulgado na semana passada, de que o PIB do primeiro trimestre registrou crescimento de 1% sobre o mesmo período imediatamente anterior. "Acabou a recessão", escreveu Temer em sua conta no Twitter. Tecnicamente, a afirmação é contestada por economistas, que não veem firmeza no conjunto dos dados econômicos. Bem humoradamente, Gilmar, que olha a economia pelo ângulo social, também não crê em Temer.
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Economistas contestam Temer e dizem que recessão não acabou
A economia brasileira voltou a ficar no azul após dois anos de resultados negativos consecutivos. O IBGE informou ontem que o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos pelo país) cresceu 1% no primeiro trimestre, na comparação com o quarto trimestre do ano passado. O resultado — sustentado basicamente pelo avanço recorde de 13,4% do setor agropecuário — foi comemorado pelo presidente Michel Temer, que foi às redes sociais para anunciar o fim da crise: “Acabou a recessão!”, disse no Twitter. Economistas, no entanto, são mais cautelosos e destacam que é cedo para decretar que o país encerrou o ciclo recessivo, principalmente considerando as incertezas causadas pelo aprofundamento da crise política, que podem dificultar a aprovação das reformas, atrasar o corte de juros e afetar a economia nos próximos meses. Além disso, a previsão é de que, no próximo trimestre, o resultado do PIB seja menos auspicioso. Segundo dez analistas consultados pelo GLOBO, a economia poderá ficar estagnada ou mesmo voltar a registrar resultado negativo. Uma queda colocaria em xeque o fim do ciclo recessivo, já que um dos conceitos usados por economistas para marcar a saída de uma crise é a repetição de dois resultados positivos seguidos. Economistas destacam ainda que o PIB do primeiro trimestre foi muito influenciado pela forte expansão da agropecuária, graças às safras recordes de soja e milho. O setor respondeu por 70% do crescimento do PIB — sem a produção do campo, a expansão da economia teria sido de só 0,3%. Este resultado não deve se repetir nos próximos trimestres, até porque a colheita dos grãos mais importantes para a economia brasileira ocorre na primeira metade do ano. Para a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, ainda é preciso observar mais dados, antes de concluir que a recessão acabou: — Temos de esperar para ver o que vai acontecer este ano. Tivemos crescimento, só que contra uma base depreciada, de oito trimestres seguidos de queda. Vamos ver o que vem pela frente. No segundo trimestre, teremos efeito positivo da safra agrícola novamente, principalmente de soja e milho, que são bastante exportados. Temos de esperar para ver qual vai ser a conjuntura geral à frente. O presidente Temer atribuiu o resultado do PIB às políticas econômicas do seu governo: “Isso é resultado das medidas que estamos tomando. O Brasil voltou a crescer. E com as reformas, vai crescer mais ainda”, escreveu o peemedebista no Twitter. Em nota, o Ministério da Fazenda classificou o dia como histórico para o país. “Depois de dois anos, o Brasil saiu da pior recessão do século”, disse o texto. Mesmo com a alta do PIB no primeiro trimestre, o atual patamar de produção da economia brasileira está no mesmo nível de dezembro de 2010, num recuo de mais de seis anos. Além da agropecuária, a produção industrial também cresceu, 0,9%, mas graças principalmente a um avanço de 1,7% da indústria extrativa mineral, refletindo o fim do efeito do desastre da Samarco em Mariana. O setor de serviços ficou estagnado. Considerando o lado das despesas — que, assim como os setores produtivos, também determinam o ritmo de crescimento do PIB — o destaque positivo foi o setor externo. As exportações cresceram 4,8%, e as importações, apenas 1,8%. Todos os outros componentes ficaram no negativo: consumo das famílias (-0,1%), consumo do governo (-0,6%) e a chamada formação bruta de capital fixo (-1,6%), que é um indicador de investimentos. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o PIB recuou 0,4%, uma queda menos intensa que as dos trimestres anteriores, mas a 12ª consecutiva nesse tipo de comparação. — Tínhamos uma projeção mais positiva para o PIB e, após a divulgação, fica a impressão de que, mesmo positivo, o número é fraco, pois é totalmente concentrado no desempenho da agropecuária, influenciado por safras recordes no país. Não chegamos ao fim da recessão e não temos qualquer sinalização de recuperação expressiva — analisa o economista Daniel Silva, do Modal Asset. Já Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), destaca que a dependência do setor externo mostra a fraqueza do consumo doméstico: — Alívio dá. Mas é um desempenho que está muito relacionado com o setor externo. A demanda doméstica, por mais que não esteja no seu pior momento, ainda não tem sinal positivo. Para Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, a crise política é a principal fonte de incerteza. — Sim (saímos da recessão), mas não é uma saída consistente, pois, se não vier uma solução política rápida e eficiente, a chance de voltarmos à recessão é muito grande. O PIB do segundo trimestre deve ter queda na margem (frente ao primeiro trimestre) e na comparação interanual de novo, então, infelizmente, não dá para pensar em sequência de números positivos por hora — diz o economista, que prevê queda de 0,8% no segundo trimestre, a projeção mais pessimista. POLÍTICA VAI DITAR RITMO DE RETOMADA Apesar de estar no grupo dos mais otimistas, Rodolfo Margado, economista do Santander, também vê crescimento moderado nos trimestres seguintes e riscos associados à crise política. Para o analista, o PIB ficará estável no segundo trimestre: — A grande pergunta agora é sobre o ritmo da recuperação da atividade. A economia vai mostrar alguma reação nos próximos trimestres, mas a um ritmo bastante moderado. Com os últimos eventos do quadro político, vemos alguns sinais de baixa. Mas podemos afirmar que a economia brasileira atingiu o fundo do poço. E os fundamentos do quadro político vão ditar o ritmo dessa recuperação.
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Temer se diverte com PIB de mais 1%: “Acabou a recessão!”
O presidente Michel Temer comemorou, em sua conta no Twitter, o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que cresceu 1% no primeiro trimestre de 2017, em comparação ao último trimestre de 2016: "Acabou a recessão!". Os dados sobre a economia brasileira foram divulgados hoje (1°) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado anunciado nesta quinta representa a primeira alta do índice, após dois anos consecutivos de queda. Na mensagem publicada na rede social, o presidente cita as medidas já adotadas pelo governo e as reformas em análise no Congresso Nacionalo. “Acabou a recessão! Isso é resultado das medidas que estamos tomando. O Brasil voltou a crescer. E com as reformas vai crescer mais ainda”, diz o twitte do presidente. Os dados relativos ao PIB indicam que, na comparação com o mesmo período de 2016, houve recúo de 0,4%. Já no resultado acumulado nos quatro trimestres terminados em março último (o PIB anualizado) a economia brasileira recuou 2,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Em valores de mercado, o Produto Interno Bruto fechou o primeiro trimestre do ano totalizando R$ 1,595 trilhão. Ainda em valores de mercado, a agropecuária registrou R$ 93,4 bilhões, a indústria R$ 291,1 bilhões e os serviços R$ 996,4 bilhões. Mais cedo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também comentou o resultado: “Hoje é um dia histórico. Depois de dois anos, o Brasil saiu da pior recessão do século". Para o ministro, o forte crescimento da economia neste início de ano é uma comprovação de que esse processo já mudou. “Ainda há um caminho a ser percorrido para alcançarmos a plena recuperação econômica, mas estamos na direção correta”, concluiu.
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Juros caem pela 6ª vez seguida, atingem 10,25% com corte de 1 ponto e dão alívio a Temer
Pela sexta vez seguida, o Banco Central (BC) baixou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu hoje (31) a taxa Selic em 1 ponto percentual, de 11,25% ao ano para 10,25% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros. Com a redução de hoje, a Selic chega ao menor nível desde janeiro de 2014, quando estava em 10% ao ano. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, no menor nível da história, e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia. Em comunicado, o Copom destacou que a inflação continua em queda e que o cenário internacional segue favorável para o Brasil. O Banco Central, no entanto, informou que o aumento das incertezas em relação ao clima político e ao andamento das reformas pode levar à redução do ritmo de corte da taxa Selic nas próximas reuniões. “O Copom ressalta que a extensão do ciclo de flexibilização monetária dependerá, dentre outros fatores, das estimativas da taxa de juros estrutural da economia brasileira. O comitê entende que o aumento recente da incerteza associada à evolução do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira dificulta a queda mais célere das estimativas da taxa de juros estrutural e as torna mais incertas. Essas estimativas continuarão a ser reavaliadas pelo comitê ao longo do tempo”, informou o colegiado em nota. A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 0,14% em abril, no menor nível da história registrado para o mês. Nos 12 meses terminados em abril, o IPCA acumula 4,08%, a menor taxa em 12 meses desde julho de 2007. Até o ano passado, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecia meta de inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Para este ano, o CMN reduziu a margem de tolerância para 1,5 ponto percentual. A inflação, portanto, não poderá superar 6% neste ano. Inflação No Relatório de Inflação, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerrará 2017 em 4%. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,95%. Até agosto do ano passado, o impacto de preços administrados, como a elevação de tarifas públicas, e o de alimentos, como feijão e leite, contribuiu para a manutenção dos índices de preços em níveis altos. De lá para cá, no entanto, a inflação começou a desacelerar por causa da recessão econômica e da queda do dólar. A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores impulsionam a produção e o consumo num cenário de baixa atividade econômica. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de apenas 0,41% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2017. No último Relatório de Inflação, o BC reduziu a estimativa de expansão da economia para 0,5% este ano. A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.
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Juros: mercado espera queda de 1 ponto na Selic esta semana
Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam por corte de 1 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para amanhã (30) e quarta-feira (31). A expectativa consta do boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas pelo BC, com projeções para os principais indicadores econômicos. Atualmente, a Selic está em 11,25% ao ano. Para o fim de 2017 e de 2018, a expectativa do mercado financeiro é que a taxa fique em 8,5% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e consequentemente a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. Inflação A previsão do mercado financeiro para a inflação foi levemente ajustada para cima. Após 11 reduções seguidas, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,92% para 3,95%. A projeção para a inflação este ano está abaixo do centro da meta, que é 4,5%. A meta tem ainda limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2018, a estimativa subiu de 4,34% para 4,40%. PIB A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) passou de 0,50% para 0,49%, este ano e de 2,50% para 2,48%, em 2018. Essas foram as primeiras alterações nas projeções para inflação e para o PIB, após a crise decorrente da divulgação de parte do conteúdo da delação dos empresários Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS, citando o presidente Michel Temer. A projeção para a cotação do dólar ao final de 2017 subiu de R$ 3,23 para R$ 3,25. Para o fim de 2018, passou de R$ 3,36 para R$ 3,37.
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Custo Temer/JBS: empresas brasileiras perdem R$ 219 bilhões em valor de mercado
Com a forte queda das ações, as empresas listadas na Bolsa tiveram perda de R$ 219 bilhões em seu valor de mercado só ontem, segundo levantamento da Economática. Essa perda é mais do que vale a Petrobras. Para Adeodato Volpi Netto, estrategista-chefe da Eleven Financial, mudou a percepção de risco em relação ao Brasil, já que, com a crise institucional instalada, não há condições de aprovação das reformas. — O mercado está reagindo na proporção do estrago institucional que foi feito. Isso mudou a percepção de risco — disse, acrescentando que, na sua opinião, a situação só voltará ao normal após a saída do presidente Michel Temer. JUROS FUTUROS DISPARAM Sem perspectiva de aprovação de reformas, a previsão do mercado agora é que os juros básicos da economia vão cair mais devagar. Com isso, as taxas futuras negociadas no mercado tiveram fortes ajustes ontem. Os contratos com vencimento em janeiro de 2018 fecharam a 10,075%, ante 9% na véspera. Os de janeiro de 2019 subiram de 8,85% para 10,41% e os de janeiro de 2021, para 11,39%, ante 9,60%. A reviravolta política no Brasil teve impacto nos mercados emergentes, com perdas em fundos globais. Na Argentina, o peso caiu 2,5%, e a província de Buenos Aires cancelou uma emissão de bônus prevista para hoje. As cotações de matérias-primas agrícolas na Bolsa de Chicago também caíram com força, também por causa do Brasil. O presidente da Argentina, Mauricio Macri, estava encerrando uma visita oficial à China e iniciando outra ao Japão quando O GLOBO revelou a delação da JBS. A crise brasileira obrigou o chefe de Estado e sua delegação a ativarem um canal permanente de consultas com o embaixador da Argentina no Brasil, Carlos Magariños, para acompanhar e entender o que está acontecendo no principal sócio estratégico da Casa Rosada. Macri, disseram fontes da comitiva oficial, “ficou preocupado” e discutiu a crise brasileira com seus assessores. Cerca de 40% das exportações argentinas são vendidas para o mercado brasileiro. COTAÇÕES AGRÍCOLAS RECUAM No mercado financeiro argentino, o impacto foi forte: o dólar superou a barreira dos 16 pesos, e a Bolsa de Buenos Aires fechou em queda de 2,95%. — Toda a crise brasileira afetará a chegada de investimentos ao país, o crescimento, e isso impacta a Argentina, porque estamos muito vinculados ao Brasil e à evolução de seu PIB — explicou Alejandro Bianchi, gerente de investimentos da agência InvertirOnline.com. O fundo iShares do banco JPMorgan, o maior dedicado a títulos de países emergentes, desabou na abertura dos mercados e fechou em queda de 0,51%, o maior recuo diário desde dezembro. Na Bolsa de Chicago, as cotações de matérias-primas agrícolas desabaram, já que o Brasil é o maior exportador mundial de soja, açúcar, café e suco de laranja. O preço do suco de laranja caiu ao menor nível em um ano, e o da soja recuou 3,4%, para o menor patamar em um mês.
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Voo da galinha: PIB sobe 1,12% no 1º trimestre, mas sem ganho de emprego
A atividade econômica cresceu 1,12% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre de 2016. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), dessazonalizado (ajustado para o período), divulgado hoje (15), em Brasília. O indicador mostra que o país saiu da sua maior recessão econômica, com registro de retração nos dois últimos anos. Em 2015, o Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país), indicador oficial calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), teve queda de 3,8%. No ano passado, o PIB encolheu 3,6%. Em relação ao primeiro trimestre de 2016, houve crescimento do IBC-Br de 0,29%, de acordo com os dados sem ajustes já que a comparação é entre períodos iguais. Queda seguida de crescimento Em março, o índice dessazonalizado apresentou queda de 0,44% em relação a fevereiro. Essa foi a primeira queda mensal neste ano. Em fevereiro, houve crescimento de 1,37% e em janeiro, expansão de 0,37%, em relação aos meses anteriores. Na comparação entre março deste ano e o mesmo período de 2016, houve crescimento de 1,05%. Em 12 meses encerrados em março, o indicador ainda acumula retração de 2,78%. O IBC-Br é um mecanismo que avalia a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o PIB.
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Ilan, em Tóquio, a BCs, assume que corte de juros gera empregos
O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, está em Tóquio, no Japão, onde defendeu que a redução da taxa básica de juros, a Selic, vai contribuir para a retomada do crescimento da economia brasileira. Ele participa desde ontem (7), até amanhã (9), da Reunião Bimestral de Presidentes de Bancos Centrais do Banco de Compensações Internacionais (BIS) e de encontros com investidores institucionais. De acordo com os apontamentos que o presidente do BC apresenta em Tóquio, a redução da Selic, complementada por outros esforços políticos, vai ajudar na recuperação da economia brasileira. Reformas e ajustes geram confiança Para Golfajn, várias reformas e ajustes aumentaram a confiança e reduziram a percepção de risco associada à economia brasileira. Ele citou as reformas da Previdência, a trabalhista e a da educação, além do teto dos gastos públicos. O presidente do BC lembrou que a Selic caiu de 14,25% ao ano, em outubro de 2016, para 11,25% ao ano na última reunião do Comitê de Polícia Monetária (Copom), em abril deste ano. O presidente do Banco Central reforçou que o ritmo de cortes na Selic depende da estimativa de extensão do ciclo de ajustes na Selic e da antecipação dos cortes. Por sua vez, essa antecipação de cortes depende da evolução da atividade econômica, de fatores de risco e das expectativas para a inflação. Na agenda de hoje (8), Goldfajn participa de reunião com executivos da Asset One, da Mizuho Securities e da Teneo Partners.
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Meirelles vai vender ativos do Fundo Soberado: topa tudo por dinheiro
O Tesouro Nacional informou hoje (5) que terão início as operações de venda de ativos do Fundo Soberano. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou a decisão de vender as ações há cerca de um ano, com o objetivo de ajudar a conter o déficit público. Na época do anúncio, o valor estimado dos recursos do fundo era R$ 2 bilhões. Segundo nota do Tesouro, as operações com os ativos serão executadas em um programa prolongado de vendas, sujeito às condições de mercado e a ser realizado ao longo de dois anos. Serão vendidas ações do Banco do Brasil detidas pelo Fundo Fiscal de Investimento e Fiscalização (FFIE). Trata-se de um fundo privado do qual a União é cotista única, com ações do Fundo Soberano do Brasil. “A Secretaria do Tesouro recomendou à BB Gestão de Recursos DTVM S.A. que envide seus melhores esforços para a alienação das ações do Banco do Brasil de forma mais neutra possível em termos de impacto no preço do ativo, com o objetivo de assegurar liquidez em sua carteira compatível com a intenção de resgate de cotas”, informa o comunicado do Tesouro. O Fundo Soberano foi criado após o anúncio do programa de exploração do pré-sal com objetivo de funcionar como uma espécie de poupança com o excedente do superávit primário. Entre as finalidades apresentadas para justificar sua criação estavam a proteção da economia brasileira contra crises, a formação de poupança pública e a promoção de investimentos em ativos no Brasil e no exterior. O fundo foi formado em 2008 com sobras do superávit primário equivalentes a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e riquezas produzidos no país).