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Cultura
Cultura
Exposta pela UGT, imagem de Chico Buarque é atacada por vândalos na Av. Paulista
Compositor de grandes clássicos do samba nacional, Chico Buarque não poderia deixar de figurar entre os expoentes do ritmo que fazem parte da exposição fotográfica 'Os Trabalhadores e os 100 Anos do Samba', em cartaz na Avenida Paulista, promovida pela União Geral dos Trabalhadores (UGT). O problema é que seu posicionamento político – que não tem nada a ver com a exposição – despertou a ira dos que não concordam com sua opinião: na última sexta-feira, 6, jogaram tinta na sua foto, danificando a imagem e no painel explicativo instalado abaixo da fotografia. “A exposição nada tem a ver com política ou com o posicionamento de cada um. É uma mostra que retrata os trabalhadores dentro do samba. A foto do Chico Buarque, clicado por Evandro Teixeira, mostra sua alegria, sua contribuição para o samba brasileiro. Estamos tristes com o ocorrido e esperamos que as pessoas entendam que nosso propósito é enaltecer o ritmo que contribuiu para traçar novos caminhos para os trabalhadores”, diz Ricardo Patah, presidente da UGT e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo. Mas Chico Buarque continuará cantando o cotidiano, a situação política, os amores, a feminilidade e sua imagem será substituída ainda esta semana. A mostra fica em cartaz até dia 30 de maio.
Polí­tica Cultura
Trio de ferro da MPB, Chico, Caetano e Gil atuam contra o impeachment
  Três dos grandes nomes da música popular brasileira se posicionam em momento crucial da política brasileira; Gil e Caetano puxaram o coro "Não vai ter golpe", em Salvador neste sábado. Chico Buarque discursou durante protesto pela democracia no Rio. Confira os vídeos no final da matéria. (mais…)
Mídia Cultura
Netflix, a TV global, sustenta mudanças de comportamento pelo mundo todo, escreve Carolina Maria Ruy; artigo
  Netflix: a TV global Por Carolina Maria Ruy   Logo na primeira semana de 2016, no dia 6 de janeiro, Reed Hastings, CEO e fundador da Netflix, anunciou, em evento da Consumer Electronics Show, em Las Vegas, EUA, maior feira mundial de eletroeletrônicos, que a empresa está presente em 190 países. Para “conquistar o mundo” falta pouco. Entre os países que ainda não tem o serviço de filmes e séries sob demanda estão Coréia do Norte, Síria, a região da Criméia e a China, com seus mais de 1 bilhão de habitantes. No evento Hastings, afirmou que o público testemunhava "um momento histórico”, “uma revolução televisiva”, concluindo que se tratava do “nascimento de uma nova rede mundial de TV por internet". Criada em 1997, por ele e por Marc Randolph, na cidade de Scotts Valley, Califórnia, a Netflix surgiu nos primórdios do DVD, como um serviço de aluguel de filmes pelo correio. O mundo do streaming, ou, veiculação de vídeos na internet sob demanda, foi adentrado dez anos depois. Embora a maior parte do conteúdo ainda seja de estúdios como Fox, AMC e BBC, desde fevereiro de 2013, quando estreou House of cards, a empresa tem investido em produções próprias. Baseada em uma série britânica de mesmo nome, House of cards fez tanto sucesso que abriu caminho para produções de novas séries como: Orange is the new black, Sense8 e Jessica Jones. Sim. As séries são o grande filão da empresa. Isso porque, entre outras coisas, enquanto os canais de TV lançam um episódio por semana e com pausa no meio das temporadas, a Netflix deixa todos os capítulos disponíveis de uma só vez. O que leva a muitos expectadores consumirem as histórias de maneira muito mais apressada e viciante. Ameaça à TV A emergência de fenômenos como a Netflix, com a internet invadindo a sala de estar, tem levado à maior mudança comportamental, em relação à televisão e sua hegemonia no ramo do entretenimento, em toda a história. “Pense no aparelho de TV de um futuro não muito distante como um grande iPad pendurado na parede”, disse Hastings à revista EXAME. O ataque à TV tradicional vem de vários lados e formas. Mas quem atualmente lidera a concorrência, operando esta transformação radical é a Netflix. Seu sistema é feito para “queimar etapas” e facilitar a vida do usuário: o site registra o que, e como, cada um assistiu. Assim, ao invés de criar programações, a empresa faz indicações de programas, com base no cruzamento de dados de perfis individuais. E isso parece muito mais atraente do que a programação estática, pensada de acordo com horários e perfis demográficos, da televisão. No Brasil isso se reflete, por exemplo, nas novelas, programa de maior audiência da TV Globo. Desde a novela das 9 “Em família”, de 2014, do consagrado autor Manoel Carlos, a Globo vem registrando consecutivas quedas de audiência no gênero. “A regra do jogo”, no ar desde 31/08/205, pode acabar, na próxima sexta feira (11), com o segundo pior índice de audiência, ganhando apenas da fracassada “Babilônia”, sua antecessora. Se por um lado essa quebra de paradigma liberta o espectador, por outro, a “TV global” festejada por Hastings implica em algo mais do que deixar de se guiar pelo horário da TV. Implica em uma mudança cultural, na disseminação de conteúdos de determinadas nacionalidades e na massificação de culturas regionais, ora incorporando-a, ora digerindo-a com novos padrões e novos valores. Implica em entrar agressivamente no mercado de comunicação e entretenimento de cada país, passando por cima da empregabilidade e dos contratos sociais locais. Mas se a expansão da Netflix, na esteira da expansão da internet , é fato, não cabe aqui juízo de valores. A questão, Sartre já dizia é: o que fazer com o que fizeram com você. ____________________________________ Carolina Maria Ruy é jornalista e coordenadora do Centro de Memória Sindical
Cultura
Tempos Modernos, 80: clássico do cinema é cada vez mais atual
Lançado em 5 de fevereiro de 1936, a obra prima de Charles Chaplin usa o humor para criticar a exploração do trabalhador na linha de produção e chega aos 80 atual e “moderno” /// Na década de 1930 a produção em série industrial era a imagem da modernidade. Essa associação já está desgastada e hoje a linha de produção, que exige do operário movimentos repetitivos, não é mais símbolo de progresso. (mais…)
Cultura Sociedade
Defesa Civil mantém interdição da Estação da Luz, em São Paulo, após incêndio em museu
A Defesa Civil de São Paulo decidiu hoje (23) manter a interdição da Estação da Luz até que sejam feitas obras para garantir a segurança do edifício. O terminal de trens e metrô, na região central da capital, fica no mesmo edifício do Museu da Língua Portuguesa, parcialmente destruído por um incêndio na segunda-feira (21). A decisão do órgão municipal foi tomada com base no relatório do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), encomendado pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), além da avaliação feita por engenheiros da prefeitura. Com a decisão, continua interrompido o tráfego de trens pela estação, que é ponto final da Linha 11 (Coral), que interliga os municípios a leste da Grande São Paulo, e da Linha 7 (Rubi), que vai na direção noroeste da metrópole. Saiba Mais Após incêndio em museu, Estação da Luz deve permanecer fechada Técnicos fazem vistoria em museu para descobrir causa de incêndio As linhas 1 (Azul) e 4 (Amarela) do metrô, que passam pela estação, funcionam normalmente. No entanto, para fazer a interligação entre o trem e o metrô, os usuários agora devem usar as estações Barra Funda ou Brás e seguir pela Linha 3 (Vermelha). Entre as exigências acordadas entre a Defesa Civil e a Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos está a retirada dos escombros do incêndio do interior da estação. Também deve ser feito o escoramento da parede interna, contígua à plataforma, e retirada das estruturas de madeira que fazem pressão em outras paredes que estão em risco. O tráfego de veículos na via que passa em frente a estação também está proibido. Ontem (22), chegaram a ser feitos testes com trens sem passageiros passando pelos trilhos do terminal. Estava sendo avaliada a possibilidade de que, em um primeiro momento, os trens com passageiros apenas passassem pela estação, sem parar. As causas do incêndio estão sendo investigadas pelo 3º Distrito Polícial da capital.
Cultura
Artista mais perseguido pela ditadura, Geraldo Vandré tem biografia não autorizada
Autor de Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores, a mais emblemática canção de resistência ao regime militar (1964-1985), tem vida e obra contada por jornalista Vitor Nuzzi; Geraldo Vandré, Uma Canção Interrompida, lançado agora pela Editora Kuarup, remete o leitor aos turbulentos - e sonhadores - anos 1960;  Com casa cheia, o jornalista Vitor Nuzzi lança Geraldo Vandré, Uma canção interrompida, um livro sobre a vida e a obra do autor de Pra não Dizer que não Falei das Flores, hino da luta contra a ditadura militar brasileira. Por Carolina Maria Ruy Há uns dois ou três anos ouço falar desse livro sobre o Geraldo Vandré. A ideia de publicá-lo à revelia do cantor biografado ficou no ar até o jornalista Vítor Nuzzi, brasileiro e guerreiro, através de seus próprios esforços e recursos, surgir, em 2015, com a obra pronta: Geraldo Vandré, Uma canção interrompida. Só 100 cópias, em uma época em que biografias não autorizadas ainda estavam vetadas. A queda da Lei das Biografias, quando os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram derrubar a necessidade de autorização prévia do biografado para a publicação de obras sobre sua vida, foi a deixa para que o jornalista fosse amplamente procurado para, enfim, realizar um grande lançamento, pela Editora Kuarup, ainda no limiar do ano, em 11 de dezembro de 2015. A sociedade brasileira é quem sai ganhando. Em sua escrita Nuzzi tem ao mesmo tempo elegância e personalidade. A paixão que ele imprime pela arte de Vandré, bem como pela música popular brasileira, sobretudo das décadas de 1960 e 70, desperta o interesse até mesmo de quem não compartilha deste mesmo entusiasmo. “Fui um estudante curioso que, em 1985, resolveu procurar o artista desaparecido. Fui conhece-lo na penumbra de seu apartamento, sem saber direito o que dizer e como agir”, confessa logo no prefácio. Como falar de música brasileira daquela época é quase uma forma poética de falar de política, o livro nos brinda com uma rica contextualização histórica, que dá um sentido ainda mais grandioso às canções. Geraldo Vandré, Uma canção interrompida se aprofunda na era de ouro dos festivais, aquele programa pujante que consagrou a nossa música e que até hoje vive em nosso imaginário político e cultural. Sobre o maior sucesso do cantor, o livro traz histórias curiosas: “Outro amigo garante que Caminhando tem data exata de nascimento: 26 de junho de 1968, dia da passeata dos 100 mil. Em texto para o CD Nação Nordestina, lançado em 2000 pelo também paraibano Zé Ramalho o jornalista e pesquisador Assis Ângelo reforça: essa canção foi feita em cinco dias, logo após a realização da passeata dos cem mil, em junho de 68, no antigo Estado da Guanabara. O autor inspirou-se no alto de um edifício da Cinelândia, quando observava o movimento.'Somos todos iguais, braços dados ou não'. A Tárik de Souza e Paulo Cotrim (o fundador do Juão Sebastião Bar), em um encontro num bar da Rua Major Sertório, centro de São Paulo, Vandré chegou a dizer: Acabei de fazer uma música para cantar sozinho. Não sei se vai dar pé. A canção escrita naqueles dias turbulentos ganhou um nome comprido: Pra não Dizer que não Falei das Flores”. Segundo reportagem do Estadão (29/05/2015) Nuzzi procurou Vandré para colher depoimentos e foi hostilizado: "Não tenho interesse nas coisas que você está fazendo". De Geraldo, se pode esperar tudo, alerta Nuzzi no prefácio de seu livro. O lançamento, nesta sexta feria, dia 11, que lotou a Livraria Vila da Rua Fradique Coutinho, contou com um bate papo com o jornalista Assis Ângelo, amigo do biografado. Na conversa descontraída Nuzzi mostrou a todos que é um grande especialista do tema! Confira um trecho desta conversa: https://youtu.be/k1TdkBhmLak Ficha técnica: Nuzzi, Vitor Geraldo Vandré, Uma canção interrompida Editora Kuarup São Paulo, 2015 360 páginas       Ouça aqui a música Pra não Dizer que não Falei das Flores cantada no 3º Festival da Canção Popular, Maracanãzinho, em 1968 _____________________________ Carolina Maria Ruy é jornalista e coordenadora do Centro de Memória Sindical
Cultura
Muito obrigado por tudo e tanto, grande Marília. Atriz foi sepultada sob aplausos, no Rio de Janeiro
Mais versátil e talentosa atriz de uma grande geração do teatro, cinema e televisão do País, Marília Pêra morreu neste sábado 5, aos 72 anos, no Rio de Janeiro; completa e intensa, deixa como marca a seriedade profissional e a multiplicidade de talentos, tendo sido cantora, bailarina, coreógrafa, produtora e diretora; deixou sua marca /// Dezenas de amigos, em grande parte colegas de profissão, estiveram na tarde de hoje (5) no velório da atriz Marilia Pêra, que morreu na manhã deste sábado, aos 72 anos, de um câncer no pulmão. O velório ocorreu na casa de espetáculos que leva o nome da atriz, a Sala Marília Pêra do Teatro do Leblon, na zona sul do Rio. O acesso ao teatro foi restrito até às 15h30 a familiares e amigos. Somente a partir desse horário é que foi permitida a entrada de fãs e de jornalistas, antecedendo a saída do corpo para o sepultamento, marcado para às 17h no Cemitério São João Batista, em Botafogo, também na zona sul carioca. No ano passado, já enfraquecida pela doença, Marília Pera dirigiu a atriz Cláudia Ohana numa remontagem da peça Callas, que a própria Marília havia interpretado em 1996, sobre a vida da célebre cantora lírica Maria Callas. Ao chegar para o velório, Claudia Ohana lembrou que, mesmo doente, Marília não perdeu a firmeza. “Ela estava bem fraca, mas era muito exigente, com o horário, com a fala, com o texto. Ela era muito firme, mas com a voz calma, sempre doce. Por causa dela, eu ganhei coragem para fazer um monólogo”, contou a atriz. Outra atriz, Joana Fomm, não conseguiu conter a emoção ao falar da colega, com quem chegou a contracenar em um especial da TV Globo. “A Marília foi uma das maiores atrizes do mundo”, disse Joana, com a voz embargada. “Ela foi muito bacana comigo quando atuamos juntas. Também foi muito generosa comigo quando eu estive doente. Marília era uma pessoa especial”. A atriz Nicette Bruno chegou de braços dados com as filhas, as também atrizes Beth Goulart e Bárbara Bruno. “Marília merece a nossa homenagem por tudo que fez pelo teatro, pela arte e pelo Brasil”, declarou Beth Goulart, ao entrar para o teatro onde o corpo foi velado. Estiveram também no velório os atores Miguel Falabella, Marcos Caruso e Gracindo Júnior e as atrizes Arlette Salles, Cássia Kiss e Marieta Severo. “Estou pasma com a perda de uma das maiores atrizes brasileiras, quando ainda se esperava muito dela”, disse a ex-ministra da Cultura Ana de Hollanda, em declaração postada em seu perfil no Facebook. “Acompanhei a carreira de Marília Pera desde, praticamente, o início e sempre notei nela uma atriz única, inimitável, com humor, leveza, força e intensidade, com total domínio do personagem e de tudo que se passava em cena. Era absolutamente sensacional assisti-la atuando”, afirmou. Uma das últimas participações de Marília Pera foi no programa Kinoscope, da Rádio MEC FM, da EBC no Rio de Janeiro. A entrevista foi feita pelo produtor e apresentador Fabiano Canosa, em setembro passado na casa da atriz, em Ipanema, e foi ao ar em 15 de outubro último. Marília revelou detalhes de sua trajetória ao apresentador do programa, dedicado à música feita para o cinema. Canosa abriu o programa com um sucesso de Carmen Miranda na voz de Marília, que também relembrou as outras cantoras que reviveu no teatro, como Dalva de Oliveira, Ellis Regina e Maria Callas. Ainda no programa, que vai ao ar às quintas-feiras, às 22h, Marilia Pêra falou do filme Pixote, de Hector Babenco, que lhe valeu em 1981 o prêmio da Sociedade Nacional de Críticos dos Estados Unidos. Na película, a atriz interpretou a prostituta Sueli. "Um radialista perguntou se eu era prostituta mesmo. Fui fazer uma entrevista na rádio e ele perguntou. E eu falei: que elogio!", lembrou. Abaixo o link com o áudio do programa. http://radios.ebc.com.br/kinoscope/edicao/2015-10/marilia-pera-revisita-... Abaixo, notícia anterior publicada por BR: A atriz Marilia Pêra, de 72 anos, morreu às 6h da manhã de hoje (5), em sua residência, no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada, mas há cerca de um ano ela estava afastada do trabalho por problemas de saúde. Uma das mais completas atrizes do Brasil, Marília Pêra teve intensa atuação no teatro, televisão e cinema e também era cantora, bailarina, coreógrafa, produtora e diretora de espetáculos teatrais e musicais. A atriz nasceu no Rio em 22 de janeiro de 1943 e era filha de um casal de atores, Manuel Pêra e Dinorah Marzullo. Aos quatro anos de idade, ela já pisava no palco, levada pelos pais, que faziam parte do elenco da companhia de Henriette Morineau. Na adolescência, passou a atuar como bailarina e intérprete em musicais como Minha Querida Lady, estrelado por Bibi Ferreira. Nas primeiras décadas da carreira, entre seus inúmeros sucessos teatrais, destacam-se a peça Fala baixo senão eu grito (1969), de Leilah Assumpção, pela qual Marilia recebeu os prêmios Moliére e da Associação Paulista de Críticos de Arte, e os musicais O teu cabelo não nega (1963) e A pequena notável (1966), nos quais interpretou Carmen Miranda. Ainda nos anos 60, chegou a ser presa durante uma apresentação do musical Roda Viva (1968), de Chico Buarque, considerado de contestação à ditadura militar. Na televisão, atuou em novelas desde os tempos da extinta TV Tupi (Beto Rockfeller) e depois na TV Globo, em sucessos como Uma Rosa com Amor, Malu Mulher, Brega & Chique, Primo Basílio, Rainha da Sucata, Meu Bem Querer e a série Os Maias. Sa última aparição foi no seriado Pé na Cova, lançado em 2013. No cinema, foi brilhante sua atuação no papel de uma prostituta no filme Pixote, a lei do mais fraco, de Hector Babenco (1980). Também foram marcantes em sua carreira os filmes Tieta do Agreste, de Cacá Diegues; Central do Brasil, de Walter Salles, e Bar Esperança, de Hugo Carvana. A carreira de Marília Pêra soma números impressionantes. No teatro, como atriz e diretora, ela atuou em 55 peças. No cinema, foram 27 filmes e na televisão 26 participações em novelas e seriados. Marília coleciona um total de 37 prêmios de melhor atriz, entre 1969 e 2009.
Cultura
Documentário ‘Osvaldão’, sobre comandante da Guerrilha do Araguaia, estreia em SP; confira resenha de Carolina Maria Ruy
Documentário independente, dirigido por Ana Petta, atriz da Companhia do Latão, e pelos cineastas Vandré Fernandes, Fábio Bardella e Andre Michiles, “Osvaldão” conta a história do comandante negro da Guerrilha do Araguaia   Por Carolina Maria Ruy Documentário independente, dirigido por Ana Petta, atriz da Companhia do Latão, e pelos cineastas Vandré Fernandes, Fábio Bardella e Andre Michiles, “Osvaldão” conta a história do comandante negro da Guerrilha do Araguaia. Um financiamento coletivo permitiu que o filme chegasse ao circuito comercial de cinema em sete capitais, começando por São Paulo (SP). Sua pré-estreia ocorreu última segunda feira, 30/11, no Espaço Itaú de Cinema, e ele passa a ser exibido regularmente no dia 10/12/2015. Segundo Ana Petta a equipe que criou o documentário pediu contribuição financeira “de todos os que gostariam de levar o Osvaldão para os cinemas”. Idealista, formada na nata do movimento estudantil, Petta afirma que o desejo da equipe é que, “a juventude e o país possam conhecer a história de um brasileiro que lutou bravamente pela nossa democracia”. Entre “os que gostariam de levar o Osvaldão para o cinema” a Força Sindical se destaca como uma das maiores colaboradoras. Para o presidente da central, Miguel Torres, “Apoiar a viabilidade deste filme nas salas de cinemas é muito importante porque, ao mesmo tempo, valoriza a cultura nacional, promove o resgate da história sob um viés dos movimentos sociais e, ao mesmo tempo, traz para o senso comum o importante debate sobre a construção da nossa democracia”. Após assistir ao filme, na pré-estreia, o secretário geral da Força Sindical, João Carlos Juruna, afirmou que “Esse debate ainda está em aberto: hoje se fala muito sobre guerrilha no campo e na cidade, e isso é importante, como mostra o filme, mas o processo democrático também veio graças à luta daqueles que souberam ocupar instituições, como sindicatos, imprensa, igreja e o MDB”. O documentário, que passou a integrar a agenda das salas no último dia de novembro, aproveitando o “mês da Consciência Negra”, já foi exibido na 39º Mostra Internacional de Cinema e nas Escolas Estaduais Caetano de Campos da Consolação e Caetano de Campos da Aclimação, SP, em solidariedade ao movimento de ocupação das escolas de São Paulo. Seus pontos mais interessantes são as imagens raras, e em boa qualidade do Osvaldão na Tchecoslováquia e, principalmente, a grande quantidade de depoimentos de camponeses que tiveram a chance de conviver com ele. Mas afinal, por que Osvaldão? A história deste icônico militante está ligada à história da Guerrilha do Araguaia, que começou em 1966, quando os primeiros militantes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), entre eles Maurício Grabois, João Carlos Haas Sobrinho e o negro, engenheiro e campeão de boxe, Osvaldo Orlando da Costa, o “Osvaldão”, começaram a chegar na região amazônica, ao longo do rio Araguaia, onde hoje é o Bico do Papagaio. Área isolada do resto do País, habitada por um povo humilde, migrantes, agricultores ou garimpeiros, a mata também servia para esconder opositores políticos, e foi palco de um dos mais sangrentos embates entre ditadura militar e guerrilha. O objetivo daquele grupo, animado pelas Revoluções Chinesa e Cubana, era se infiltrar nos entornos do Rio Araguaia, interagir com o povo, fomentar um levante popular, derrubar a ditadura iniciada em 1964 e estabelecer a revolução socialista a partir do campo. A Guerrilha foi aniquilada através da Operação Marajoara (1973), a penúltima dentre tantas, após anos de investidas militares frustradas, sucedida apenas pela operação voltada a apagar os rastros criminosos dos militares. Poucos fatos na história brasileira são tão cobertos de sigilo quanto a Operação Marajoara. Mais de cinquenta militantes do PCdoB ainda são considerados desaparecidos políticos. Osvaldão, tema do filme, foi, entre aqueles jovens, um dos que mais se sobressaiu, tornando-se figura mítica, dada a força de sua liderança, a altivez de seu porte de boxeador e, sobretudo, ao seu carisma. Até hoje ele é lembrado com carinho e é uma lenda no local. Ele é descrito pelo jornalista Hugo Stuart, em seu livro Lei da Selva (Geração Editorial), como uma lenda insuperável, “gigante de ébano, campeão de boxe pelo Vasco da Gama, tenente do Exército brasileiro, coronel da patente conquistada no curso partisans do Exército da Tchecoslováquia”, e ainda, “o mais conhecido e carismático entre os guerrilheiros” cuja memória é hoje disputada pelos homens com quem caçou, mulheres que amou e filhos que deixou. Em todo o filme, da infância à morte do personagem principal (em 1974), a presença da floresta se faz imponente e exuberante. A mata selvagem corrobora a aura de misticismo que envolve o comunista e sua lembrança. ____________________________________ Carolina Maria Ruy, jornalista e coordenadora do Centro de Memória Sindical FICHA TÉCNICA Osvaldão Lançamento: 2014. Direção: Vandré Fernandes, Ana Petta, Fabio Bardella e André Michiles. Roteiro: Vandré Fernandes Fotografia e Montagem: André Michiles e Fabio Bardella Trilha Original: Daniel Altman Vocais Especiais: Criolo, Antonio Pitanga, Leci Brandão, Renegado e Fernando Szegeri Produção Executiva: Renata Petta, Ana Petta, Adalberto Monteiro e Leocir Costa Rosa Realização: Fundação Maurício Grabois Produção: Clementina Filmes Coprodutora: Estrangeira Filmes
Cultura Trabalho
O Mundo do Trabalho no Cinema premia público com olhar profundo sobre filmes
Organizado pela jornalista Carolina Maria Ruy, lançamento marcado para a terça-feira 24, em São Paulo, esquadrinha películas famosas, documentários e raridades, sob traço comum das complexas relações entre capital e trabalho, riqueza e exclusão; livro traz resenhas de clássicos como O Encouraçado Potemkin e A Classe Operária Vai ao Paraíso, mas descobre aspectos inusitados em fitas como a animação Ratatouille e o ícone da luxúria O Diabo Veste Prada; obra de 400 páginas editada pela central Força Sindical e o Centro de Memória Sindical destinada a leitura, consulta e reflexão contribui para formação de pensamento crítico; resenha /// Para usar uma expressão ao gosto do jornalista Elio Gaspari, é certo que acaba de sair um grande livro. O Mundo do Trabalho no Cinema (Organização de Carolina Maria Ruy, 400 páginas, edição Força Sindical/Centro de Memória Sindical) é formado por resenhas de 149 filmes feitos a partir do marco inaugural O Encouraçado Potemkin (Serguei Eisenstein, 1925) . Em textos rápidos que não pecam pela falta de profundidade, ao contrário, têm na reflexão abaixo da superfície visível um grande mérito, a autora conduz o leitor por lembranças de filmes vistos, outros perdidos e muitos somente agora apresentados. O traço de unidade se verifica na seleção e destaque, a cada resenha, da abordagem sobre as relações entre capital e trabalho, inserção e exclusão, riqueza e exploração nas películas analisadas. Os clássicos todos lá estão - Tempos Modernos (Charles Chaplin, 1930), As Vinhas da Ira (John Ford, 1940), Ladrões de Bicicleta (Vittorio de Sica, 1948) e A Classe Operária Vai ao Paraíso (Elio Petri, 1971), entre outros -, mas o trabalho de fôlego de Carolina Maria Ruy inclui títulos que, à primeira vista, pouco ou nada têm a ver com o tema proposto. À medida da leitura, porém,  logo a autora nos mostra o acerto de suas definições. Escolhas como as comédias M.A.S.H. (Robert Altman, 1970), A Vida de Brian (Terry Jones, 1979) e Sex and the City (Michael Patrick King, 2008) mescladas com os dramas O Poderoso Chefão 2 (Francis Ford Coppola, 1972), Taxi Driver (Martin Scorcese, 1976), Mississippi em Chamas (Alan Parker, 1988) e as presenças dos nacionais São Paulo Sociedade Anônima (Luís Sérgio Person, 1965), Eles não Usam Black-Tie (Leon Hirszman, 1981) e O Homem que Virou Suco (João Batista de Andrade, 1981) dão valor documental e, ao mesmo tempo, amplitude à obra. Compromissada com a abertura de horizontes, em relação às compilações tradicionais de filmes sobre trabalho e trabalhadores, a autora resenha a animação aparentemente pueril Ratatouille (Brad Bird, 2007), extraindo do exercício uma pensata em tudo atual. "Merece atenção as dificuldades enfrentadas na travessia dos ratos e a consequente busca de sobrevivência", escreve Carolina Maria Ruy à página 291. "A situação é análoga ao despejo e a migração", assinala, para completar: "Em contrapartida, a trajetória do rato protagonista Remy mostra a ousadia e o ímpeto da juventude em buscar novos caminhos e tornar possível o impossível". O mesmo tipo de olhar cortante sobre as aparências se faz perceber na resenha de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (Christopher Nolan, 2012). "A Bolsa de Valores aparece como um dos principais alvos dos bandidos", conta a organizadora à altura da página 384 de O Mundo do Trabalho no Cinema. "O crime é manipular os dados, extraviar os ativos, tomar o poder e criar um tribunal, que eles chamam de 'popular'. É uma forma de anarquismo, o outro lado da moeda do liberalismo", extrai. "Em Batman, o mundo é representado por uma combinação sofisticada de modernidade e obscuro medievalismo (...). Gotham City é a metáfora das metrópoles caóticas e contraditórias. Ao sair do cinema, entende-se que os símbolos estão todos aí". Com apresentação dos sindicalistas Miguel Torres, João Carlos Gonçalves (Juruna), e Milton Baptista de Souza (Cavalo), respectivamente presidente e secretário-geral da Força Sindical e presidente do Centro de Memória Sindical, o livro conta com abertura do professor Giovanni Alves, da Unesp. "A disseminação das novas mídias permite que possamos nos reapropriar delas (as obras cinematográficas retratadas no livro) para promover exercícios de reflexão crítica sobre o drama humano da proletariedade exposto no cinema", registra ele. "Trabalho e cinema é um tema fundante (e fundamental) do cinema como experiência crítica capaz de nos redimir da barbárie social que aflige, hoje, a civilização do capital nos marcos do capitalismo global". Vale o grifo altamente positivo, ainda, para a garimpagem bem sucedida sobre documentários feitos por cineastas brasileiros em torno da saga dos trabalhadores e personagens referenciais da história nacional. É nesse contexto que se incluem em destaque, Braços Cruzados, Máquinas Paradas (Roberto Gervitz e Sérgio Toledo, 1978), João Saldanha, Uma Vida em Jogo (André Iki Siqueira e Beto Macedo, 2008) e Dossiê Jango (Paulo Henrique Fontenelle, 2013), que fecha o livro. Jornalista que atualmente coordena o Centro de Memória Sindical, Carolina Maria Ruy apresenta em O Mundo do Trabalho no Cinema uma edição atraente e em tudo ilustrada, repleta de pontos de entrada e mergulho para a leitura. Um trabalho para ter, consultar e pensar. (Marco Damiani)  
Cultura
“E o dia amanheceu assim, triste e lindo ao mesmo tempo”. Patty Lago, filha da atriz Betty Lago,...
Da Agência Brasil Morre vítima de câncer, a atriz Betty Lago, aos 60 anos (Arquivo/Oncoguia) A atriz Betty Lago morreu aos 60 anos, de câncer na vesícula, em sua casa, no Rio de JaneiroArquivo/Oncoguia A ariz Betty Lago morreu hoje (13), aos 60 anos, de câncer na vesícula, em sua casa, no Rio de Janeiro. A artista lutava contra a doença desde 2012. Betty deixa dois filhos. Em uma rede social, a filha mais velha, Patty Lago, postou uma foto do mar com uma legenda de despedida da mãe. “E o dia amanheceu assim, triste e lindo ao mesmo tempo”, diz o texto. Betty Lago nasceu no Rio, em 1955, e começou a carreira como modelo nos anos 1970. Em 1992, estreou na TV na minissérie Anos Rebeldes, de Gilberto Braga, na TV Globo. Na mesma emissora, participou de novelas como Quatro por Quatro; Uga Uga; Bang Bang e Pé na Jaca. Na TV fechada, Betty apresentou os programas Saia Justa e GNT Fashion, do canal GNT, onde atualmente estava no ar com o programa Desafio da Beleza.