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Geraldo Vandré em Canção Nordestina denuncia a seca do sertão, um flagelo que atinge milhões de brasileiros; Clip
A seca, um flagelo que atinge milhões de nordestinos no Brasil, foi tema de peça de teatro, literatura e música grandiosa na voz de Geraldo Vandré.   https://youtu.be/wKVtBfxLgm0   Canção Nordestina Intérprete: Geraldo Vandré (Geraldo Vandré/1964) Que sol quente que tristeza que foi feito da beleza tão bonita de se olhar que é de Deus e a Natureza se esqueceram com certeza da gente deste lugar Olhe o padre com a vela na mão tá chamando pra rezar menino de pé no chão já não sabe nem chorar reza uma reza comprida pra ver se o céu saberá. Mas a chuva não vem não e esta dor no coração Aí quando é que vai se acabar, quando é que vai se acabar?
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A Chave de Sarah; o filme mostra que o pretenso humanismo europeu, em particular o francês, está apoiado...
Apesar do teor dramático, A Chave de Sarah é um filme belo e sensível; Trata de um período que a França certamente prefere esquecer, mas sobre o qual o próprio Jacques Chirac (presidente da França entre maio de 1995 e maio de 2007) rompeu o silêncio, num discurso de julho de 1995. Por Carolina Maria Ruy* Norte-americana radicada em Paris, a jornalista Julia Jarmond reabre um caso ocorrido há setenta anos: a pouco conhecida perseguição antissemita na França e o genocídio, conduzido pelo governo francês de Vichy, em 1942, aliado dos nazistas que ocupavam parte do país. A França de Vichy foi um governo fantoche de influência nazista estabelecido após o país ter se rendido à Alemanha hitlerista em 1940, responsável pela perseguição e morte de milhares de judeus franceses – homens, mulheres e crianças. No episódio em questão cerca de 13 mil deles, arrancados de suas casas, foram amontoados no Velódromo de Inverno, em Paris, sob condições assustadoras. Alguns se suicidaram, outros foram mortos tentando fugir, outros foram enviados a campos de concentração como Drancy e Auschwitz. Poucos voltaram. Aquele foi o maior aprisionamento em massa de judeus realizado na França durante a Segunda Guerra Mundial, e ocorreu em 16 e 17 de junho de 1942. No filme, entre os judeus levados ao Velódromo estava a pequena Sarah Starzynski, com seus pais, mas sem o seu irmão caçula, o qual, com medo da repressão policial, Sarah escondera no armário de casa, trancado com a chave. A história mostra como, no campo de Drancy, as crianças eram separadas de seus pais e depois de suas mães. Chegando a Auschwitz os homens e as mulheres eram levados para trabalhar, enquanto as crianças iam diretamente para as câmaras de gás. Muitas fugiram ainda em Paris e se abrigaram em casas de fazendeiros da região. Meses se passaram até Sarahela conseguir escapar. Mas a chave do esconderijo de seu irmão fora mantida como um bem precioso. Um bem com o qual ela moveria mundos para libertá-lo. No tempo presente do filme Julia Jarmond se sensibiliza com a história da família Starzynski. Sua matéria extrapola o interesse jornalístico e torna-se envolvimento pessoal. Ela sai em busca de peças que restaram daquela história: documentos, fotos e descendentes. Apesar do teor dramático, A Chave de Sarah é um filme belo e sensível. Ele trata de um período que a França certamente prefere esquecer, mas sobre o qual o próprio Jacques Chirac (presidente da França entre maio de 1995 e maio de 2007) rompeu o silêncio, num discurso de julho de 1995. O filme mostra, sobretudo, que o pretenso humanismo europeu, em particular o francês, está apoiado em uma base frágil e vacilante. Isto inclui seu estado de bem estar social, a tutela do Estado, até sua qualidade de vida. São condições conquistadas com suor, lágrimas e muito sangue. Condições que hoje se assentam em um discurso fácil e em um falso moralismo. * Carolina Maria Ruy é coordenadora do Centro de Memória Sindical A Chave de Sarah (Sarah's Key) França, 2010 Direção: Gilles Paquet-Brenner Elenco: Kristin Scott Thomas e Mélusine Mayance           Assista o Trailer: https://youtu.be/-DaWXz2oPL8
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MÚSICA_Zeca Baleiro canta “Eu despedi o meu patrão”; brincadeira com os conceitos de mais valia e valor de...
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MÚSICA_Jorge Ben Jor canta Zumbi; ele surpreende com uma apurada reflexão sobre os escravos e a esperança na...
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Dennis Hopper foi esperto em não fazer de Colors um filme moralista, que opõe bandidos e mocinhos; Filme
O controle de gangues poderia facilmente resultar em um filme que se limita a opor bandidos e mocinhos; Contudo, Dennis Hopper foi esperto o suficiente para não fazer de Colors um filme moralista (mais…)
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Música e trabalho: Chico canta a espera e os sonhos de Pedro Pedreiro; assista o clip
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Sociedade Cultura
Operação Boca Livre prende 14 na área da cultura por fraudes de R$ 180 mi sobre Lei Rouanet
Ação da Polícia Federal investiga 10 empresas responsáveis por mais de 250 projetos beneficiados pela lei de incentivo à Cultura; valores de shows e eventos “já saiam do Ministério da Cultura com preços encarecidos e estratosféricos”, aponta procuradora Karen Louise, da PF; “Fiscalização do dinheiro público tem de ser aprimorada”, fatura ministro da Justiça, Alexandre de Moraes Produtores culturais que integram um grupo ligado a eventos são responsáveis pelo desvio de cerca de R$ 180 milhões de recursos da Lei Rouanet, do governo federal, segundo a Polícia Federal. Foram cumpridos hoje (28), na chamada Operação Boca Livre, 14 mandados de prisão temporária de integrantes desse grupo, que atua desde 2001 em São Paulo. Ao todo, 124 policiais federais e servidores da Controladoria Geral da União cumprem 14 mandados de prisão temporária e 37 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal, todos expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal em São Paulo. A investigação cita as empresas Bellini Eventos Culturais, Scania, KPMG e o escritório de advocacia Demarest. Os mandados de prisão ainda estão sendo cumpridos. Os detidos serão encaminhados para a Superintendência da PF, na região da Lapa, na capital paulista. Em Brasília, policiais cumprem busca e apreensão na sede do Ministério da Cultura. A ação investiga mais de 10 empresas patrocinadoras que trabalharam com o grupo e estima-se que mais de 250 projetos tenham recursos desviados. As empresas recebiam os valores captados com a lei e ainda faturavam com a dedução fiscal do imposto de renda. Com isso, o montante desviado pode ser ainda maior do que R$ 180 milhões, conforme a PF. A organização apresentava iniciativas junto ao Ministério da Cultura e à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo para a aprovação e utilização de verbas de incentivo fiscal previstas na Lei Rouanet. As investigações mostram que os recursos foram usados para custear eventos corporativos, shows com artistas famosos em festas privadas para grandes empresas, livros institucionais e até mesmo festa de casamento. Saiba Mais PF investiga desvios da Lei Rouanet; entenda como funciona a lei Rodrigo de Campos Costa, delegado regional de Combate e Investigação ao Crime Organizado, disse que as irregularidades eram evidentes, com documentos fraudados de forma grosseira. “Houve, no mínimo, uma falha de fiscalização do Ministério da Cultura”, afirmou. Em nota, o Ministério da Cultura informou que as investigações para apuração de uso fraudulento da Lei Rouanet têm o apoio integral do ministério e que “se coloca à disposição para contribuir com todas as iniciativas no sentido de assegurar que a legislação seja efetivamente utilizada para o objetivo a que se presta, qual seja, fomentar a produção cultural do país”. Segunda fase Na segunda fase da Operação Boca Livre, o objetivo será descobrir o porquê da falta de fiscalização das fraudes. “Esses projetos já saíam encarecidos [do Ministério da Cultura] com valores estratosféricos”, disse Karen Louise, procuradora do Ministério Público Federal. “Há um procedimento de fiscalização, do próprio Ministério da Cultura. São fatos relacionados a 2014. Nós temos que aproveitar a operação para punir aqueles que desviaram recursos, mas também melhorar os procedimentos preventivos de fiscalização do dinheiro público”, disse o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. Os presos na operação poderão responder por crimes como organização criminosa, peculato, estelionato contra União, crime contra a ordem tributária e falsidade ideológica, cujas penas podem chegar a até 12 anos de prisão.
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O filme Jean Charles soa como uma reportagem sobre pessoas de países pobres, que migram para países do...
O realismo contemporâneo do filme Jean Charles revela um ar de contracorrente, de contestação e denúncia. Jean Charles soa como uma reportagem sobre pessoas de países pobres ou emergentes, que migram para países do centro nervoso do capitalismo. Entretanto o diretor preferiu não fazer um documentário. Segundo ele a ficção engrandeceu a história e ressaltou o impacto emocional. De fato ele soube captar o lado B do Velho Mundo através do olhar da "mão de obra" estrangeira. Jean Charles Carolina Maria Ruy* Logo no início um dinâmico Jean comenta que os imigrantes não sabem aproveitar a bela cidade de Londres. Eles só trabalham e juntam dinheiro para enviar à família. Em seus 90 minutos o filme esbarra mais algumas vezes neste impasse. Seus colegas de trabalho só pensam em regularizar o visto e trazer a família; sua prima Vivian parece se recusar a se divertir, pois está lá para trabalhar e ajudar sua mãe doente no Brasil. Todo o tempo Jean parece lutar contra a angústia de sua condição de imigrante e tenta, apesar de toda a dificuldade, desfrutar do continente europeu. Ao fim fica a dúvida se isto é possível. Mesmo abrigando as mais diversas raças, os mais diferentes tipos, línguas e culturas, o coração do império parece fechado e hostil àqueles que não são seus filhos natos. Como já se sabe, Jean Charles de Menezes (1978 – 2005) foi mais uma vítima da ofensiva contra o terrorismo iniciada depois dos atentados de 11 de setembro, que ensandeceu Estados Unidos, Inglaterra e Espanha e fomentou a discriminação contra os árabes. O mineiro da cidade de Gonzaga (MG), que vivia em Londres, foi confundido com um terrorista palestino e acabou assassinado no metrô por agentes da Scotland Yard britânica. Nenhuma das pessoas envolvidas na morte foi indiciada até hoje. Mais do que registrar esta tragédia, o filme busca mostrar quem são os brasileiros que estão em Londres. Muitos deles estudando, tentando ganhar um pouco de fluência no inglês. A maioria trabalha muito para poder sobreviver e enviar algumas libras esterlinas às famílias no Brasil. O filme aborda a ilusão sobre as benesses que o continente europeu proporcionaria aos trabalhadores que a alcançassem. Aborda o valor da mão de obra em diferentes economias. Simplesmente isto. Ao fim, o colorido das poucas imagens filmadas no Brasil contrastam propositalmente com a fria e cinzenta Europa. A paisagem viva e verdejante simboliza a integridade e o retorno ao que é essencial. *Carolina Maria Ruy é coordenadora do Centro de Memória Sindical Jean Charles Brasil/Inglaterra, 2009 Direção: Henrique Goldman Elenco: Selton Mello, Vanessa Giácomo, Luís Miranda, Patrícia Armani, Maurício Varlotta Veja o trailer https://youtu.be/K_Go2raghqo
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MÚSICA_Cyro Monteiro interpreta “O Bonde São Januário”, que leva sonhadores atrás de um salário; clipe
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Justified mostra que a demanda para caubóis está em alta no século 21 na América profunda ; Kentucky...
Com uma silhueta altiva de quem lida com animais de grande porte e precisa mostrar dominância, e seu inconfundível chapéu, o policial federal Raylan Givens, do seriado americano Justified, é um homem da lei no estilo faroeste do século 19; Por Carolina Maria Ruy(*) Divulgação Quem está acostumado à imagem moderna e sofisticada dos Estados Unidos da América ficará surpreso ao notar que este enredo representa também o dia a dia de cantos remotos daquele país. Quem está acostumado à imagem moderna e sofisticada dos Estados Unidos da América ficará surpreso ao notar que este enredo representa também o dia a dia de cantos remotos daquele país A série que mistura comédia e ação parece acontecer em outros tempos. Mas, surpreendentemente, se passa nos dias de hoje, fato confirmado por esparsas menções das palavras “google” e “facebook” (não, eles não são típicos usuários das redes sociais. O mundo de Justified é o mundo do “olho por olho, dente por dente”). Devido à sua pretensamente "justificada" forma de lidar com a máfia – seu pavio curto em bom português – Givens é transferido, no primeiro capítulo da primeira temporada, da cosmopolita Miami, para a provinciana Lexington, em seu estado natal, o Kentucky. Na terceira temporada da série, um breve diálogo – porque caubóis e bandidos não são mesmo de muitas palavras – dá a pista de qual é o contexto de Justified. É assim: O policial encontra por acaso o criminoso Fletcher Nix no elevador. Ele ainda não o conhece, mas, prepotente, Fletcher o encara e indaga “Há muita demanda para caubóis hoje em dia?”. Givens responde “Você ficaria surpreso”. Quem está acostumado à imagem moderna e sofisticada dos Estados Unidos da América ficará surpreso ao notar que este enredo representa também o dia a dia de cantos remotos daquele país. As principais atividades econômicas do Harlan de Justified são a mineração, o tráfico de drogas e a prostituição. Jovens nascidos e crescidos nas terras selvagens de um mundo quase esquecido rendem-se às atividades ilícitas como que por um chamado da natureza. A hostil mineração parece nunca ter tido nada a oferecer e o trabalho policial, mesmo que muitas vezes corrompido, não é para qualquer um. Com uma economia cambaleante e fugaz o crime encontra condições para prosperar. Em casos como esses a divisão social do trabalho não é justificada. O isolamento entre montanhas, a briga do norte contra o sul, os confederados, as tradições dos mais longínquos ancestrais, as históricas brigas por terras, o fundamentalismo e fanatismo religioso, racismo, patriotismo exacerbado, organizações criminosas e provincianismos de todo tipo resistem fortemente à passagem dos anos naquele território. Resumindo a atmosfera do que ele chamou de “faroeste psicológico”, o músico e blogueiro brasileiro, Ramon S Nunes afirmou que Justified representa “a literatura regional crítica e um olhar atento na América profunda. Filho de Hemingway, Raymond Chandler e da tradição americana policial, o falecido Elmore (autor do romance que deu origem à série) é uma das vozes da América sobre uma América que não aparece”. Justified EUA, 2010 Graham Yost Com Timothy Olyphant, Nick Searcy, Walton Goggins, Joelle Carter (*)Carolina Maria Ruy,  Coordenadora do Centro de Memória Sindical