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MÚSICA_”Três apitos”, de Noel Rosa, com Aracy de Almeida, lembra ao operário trabalho e amor; clip
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THE TUDORS DEBATE DIMENSÕES SOCIAL E GEOPOLÍTICA DO RENASCIMENTO; SÉRIE
Por Carolina Maria Ruy Antes de tudo, vale dizer que em 2016 comemoramos os 500 anos do livro A Utopia, de Thomas Morus, um dos grandes ideólogos do Renascimento. Nada menos que meio milênio. A idade do Brasil. Mais do que um livro “A Utopia” é uma ideia brilhantemente definida por Morus através do neologismo ou-topia, “não lugar”, articulando as palavras gregas “où” e topos”. Antes desta definição, o que se imaginava, mas não se podia verificar na realidade, se restringia à ideia de “ilusão”, sem dimensões política, geográfica e social. Em 1516, entretanto, a ideia do “não lugar” – ou de civilizações idealizadas por viajantes, exploradores de terras recém descobertas, estava no ar. Histórias de eldorados, amazonas, serras de prata, lagoas mágicas, fontes da juventude, estudadas por Sérgio Buarque de Holanda e publicadas em seu Visão do Paraíso, de 1959, nasceram naquele momento. E este idealismo geográfico foi a matéria prima para a construção teórica de Morus. Feito este preambulo, vamos ao que nos interessa. Dimensões política, geográfica e social, Renascimento, Thomas Morus e “novo mundo” são alguns dos ingredientes da série britânica The Tudors. Morus, entrou para a corte do Rei da Inglaterra em 1520 e tornou-se um dos seus mais influentes conselheiros, até contestar sua forçosa reforma religiosa. Longe de ser protagonista da série, Morus encarna as contradições ideológicas do Rei que, era devoto do Papa, mas rompe com o Vaticano após ter a anulação de seu casamento com a espanhola Catarina de Aragão contestada pela igreja católica. Em uma das primeiras temporadas, Henrique chega a citar Maquiavel, outro grande ideólogo da época. Ainda jovem, ele diz que prefere ser temido do que ser amado. E é com essa atitude que ele segue no comando absoluto da Inglaterra, sendo amado, quando possível, e temido sempre, impondo sua vontade a todos que o cercam. Com tal “pulso firme” Henrique VIII enfrentou Roma e fundou a igreja anglicana confiscando todas as propriedades que a Igreja Católica possuía na Inglaterra. Sua principal motivação, segundo a série, foi a paixão arrebatadora que sentia por Ana Bolena. Catarina, sua primeira esposa, é retratada como uma mulher mais velha que o Rei, austera, amada pelo povo inglês e extremamente católica. Deste casamento nasceu uma filha, Maria, que mais tarde viria a se tornar Rainha da Inglaterra. A geração de um filho homem, que o substituísse após sua morte, era uma obsessão do Rei, e com Catarina este seu sonho já não apresentava mais sinais de que poderia se realizar. Em sua paixão por Bolena, desta forma, há também o anseio pelo filho homem. Movido por suas paixões carnais e por suas obsessões, por uma aguda desconfiança e, sobretudo, pela absoluta consciência do seu poder, Henrique VIII atravessa 55 anos de vida, 26 de reinado, seis casamentos, inúmeras batalhas e incontáveis sentenças de morte, em quatro temporadas. O rompimento com Roma é empurrado goela abaixo, com o uso indiscriminado da força, execuções em praças públicas, perseguição política, repressão, dissolução de mosteiros, em uma onda de entusiasmo monástica que varreu a Inglaterra. Com excelente caracterização da época, a série mostra uma Inglaterra poderosa e temível, no centro de profundas transformações mundiais entre 1518 e 1540. Ela nos leva a conhecer, e nos convida a pesquisar, sobre a história, de forma instigante e envolvente. Carolina Maria Ruy é coordenadora do Centro de Memória Sindical The Tudors Canadá, Irlanda, 2007 Michael Hirst Com: Jonathan Rhys Meyers, Henry Cavill, Natalie Dormer, Sam Neill, Jeremy Northam Assista o trailer: https://youtu.be/0P_6SOwOook
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Paulinho da Viola canta: “Que trabalho é esse?”, dedicada hoje ao ministro Ronaldo Nogueira, do Trabalho; clip
Se a maré está ruim, qualquer emprego serve. Mas se tem trabalho para todo mundo, dá para recusar e até pedir aumento. Se não der, parto pra outra. Eu escolho. E a alegria do trabalhador também vira samba nas mãos do poeta. (mais…)
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Doce ícone da contracultura, Janis Joplin tem biografia delicada e profunda em ‘Little Girl Blue’; trailer
Por Carolina Maria Ruy No documentário dedicado a uma das maiores cantoras de todos os tempos, conhecemos a história por trás de canções como Another Little Piece Of My Heart, A Woman Left Lonely e Me And Bobby McGee. Com muitas imagens, vídeos e entrevistas o filme apresenta uma Janis Joplin muito mais “normal” e “humana” do que se poderia esperar. Em uma época em que a contestação ao acirramento político da Guerra Fria, sobretudo à guerra do Vietnã, dava o tom da contracultura, a desajustada texana estourou com uma temática romântica e existencial. Janis Joplin cantou como ninguém as angustias de ser uma garota rejeitada pela sociedade. Antecipou a denúncia do “bullying” e fez dele matéria prima para uma arte autêntica, que renovou estilos tradicionais como o e o folk e o rhythm & blues. Ao cantar o amor e a rejeição com tanta clareza e verdade, Janis transcendeu o sentido individual de sua dor, alçando um caráter político, já que a origem de sua dor era justamente os dogmas que regem a sociedade. Ela rompeu com todos os padrões de estética e de comportamento encarnando um modelo de liberdade da mulher e da juventude. Sua personalidade radical se sobrepôs contrastante com a realidade religiosa e conservadora do Texas da década de 1960. Mas ela não negou sua raiz. Misturada à atmosfera do blues, Janis levou ao palco a rusticidade caipira texana. Mais do que falar para uma geração de jovens nascidos e crescidos sob as rédeas de uma educação rigorosa, Janis Joplin foi a voz desta juventude. A cantora pagou caro por ter se tornado o mito que ainda hoje é, falecendo precocemente aos 27 anos, em 1970. Sua vida e sua obra, entretanto, que encorajou tantos que vieram depois, permanecerão como peças fundamentais da cultura mundial. Carolina Maria Ruy, coordenadora do Centro de Memória Sindical Assista o trailer https://youtu.be/84X3kqdxhaE Janis: Little Girl Blue EUA, 2016 Amy Berg
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Gilberto Gil canta “Domingo no Parque”; um dia de lazer de dois trabalhadores; Clip
Gilberto Gil, nessa música que disputou Festival de 1967, cheia de metáforas, retrata um dia de lazer de dois trabalhadores que se encontram num domingo em um parque, com final trágico, que vemos estampados nas páginas policiais dos jornais populares da segunda feira. (mais…)
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Skank canta “É Uma Partida De Futebol”; o sonho de jovens buscando ser artista das quatro linhas; Clip
BANDA MINEIRA TEM VOCAÇÃO POPULAR; FUTEBOL É ELEMENTO PRESENTE EM MUITOS DOS TRABALHOS DE SAMUEL ROSA E SUA TURMA; BANDA SE DIVIDE, EM MINAS, ENTRE TORCEDORES DO CRUZEIRO E DO ATLÉTICO MINEIRO; NA HORA DE FAZER O SOM, SÃO AFINADOS https://youtu.be/-tNdX6_4ros Os  campeonatos de futebol, principalmente o Taça Brasil, nos dá a noção de quantos times existem em nosso país, que nem conhecemos, com trabalhadores da bola correndo atrás dela e de seu salário, e com Sindicato para cobrar o atrasado. E realizando o sonho de jovens buscando ser artista das quatro linhas, sonho juvenil, como o de muitos em outras profissões, que muitas vezes não se realiza É Uma Partida De Futebol Intérprete: Skank Samuel Rosa e Nando Reis/1995 Bola na trave não altera o placar Bola na área sem ninguém pra cabecear Bola na rede pra fazer o gol Quem não sonhou em ser um jogador de futebol? A bandeira no estádio é um estandarte A flâmula pendurada na parede do quarto O distintivo na camisa do uniforme Que coisa linda é uma partida de futebol Posso morrer pelo meu time Se ele perder, que dor, imenso crime Posso chorar, se ele não ganhar Mas se ele ganha, não adianta Não há garganta que não pare de berrar A chuteira veste o pé descalço O tapete da realeza é verde Olhando para bola eu vejo o sol Está rolando agora, é uma partida de futebol O meio-campo é lugar dos craques Que vão levando o time todo pro ataque O centroavante, o mais importante Que emocionante, é uma partida de futebol O meu goleiro é um homem de elástico Os dois zagueiros tem a chave do cadeado Os laterais fecham a defesa Mas que beleza é uma partida de futebol Bola na trave não altera o placar Bola na área sem ninguém pra cabecear Bola na rede pra fazer o gol Quem não sonhou em ser um jogador de futebol? O meio-campo é lugar dos craques Que vão levando o time todo pro ataque O centroavante, o mais importante, Que emocionante é uma partida de futebol ! Utêrêrêrê, utêrêrêrê, utêrêrêrê, utêrêrêrê
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MÚSICA_Caetano canta “No dia em que eu vi-me embora”; Salta aos olhos a atualidade desse tema: migrantes e...
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Stranger Things: Quem viveu na década de 1980 sabe que foram anos com cara de fim de festa;...
Stranger Things resgata o que há de pior da cultura e da política da década de 1980, passando ao largo das melhores produções juvenis da época como: A garota de rosa shocking (1986), Clube dos cinco (1985) e O primeiro ano do resto de nossas vidas (1985) Por Carolina Maria Ruy* Quem viveu na década de 1980 sabe que foram anos com cara de fim de festa. Foi a década do “pós”, pós psicodelia, pós hippie, pós punk, pós engajamento. O desajuste econômico, a crise social e o limbo cultural deram o tom deste período estrelado por Margareth Thatcher e Ronald Reagan. Deste contexto emergiu uma arte especialmente sombria, com traços de confusão e esoterismo. As ideias de desajustamento, rejeição, solidão e abandono, resgatadas dos românticos, foram reeditadas com uma roupagem pop, “pós-moderna”. The Cure, Joy Division, Siouxie & The Banshees, Echo & The Bunnymen, são bons exemplos de como isso funcionou na música, não apenas nas letras e nas melodias, mas também no jogo de cena dos seus atores (os músicos). Nos filmes, já citados, vemos personagens abatidos pelo tédio e pela limitação de perspectivas, jovens desamparados, acometidos por crises existenciais. São filmes com mensagens certeiras para a juventude da época. Por outro lado, houve também aqueles que, indiferentes aos novos românticos, expressaram os ideais triunfantes da família tradicional e do sucesso profissional em uma sociedade, feita para poucos, onde o “normal” era ditado pelos padrões norte-americanos. Stranger Things tenta trazer para a cena o underground daqueles anos, pincelando aqui e acolá, um traço de Atmosphere (Joy Division), um punhado de Nocturnal Me (Echo & the Bunnymen) e um bom tanto de Should I Stay or Should I Go (The Clash), mas se confunde nas referências e apresenta uma história boba, frouxa, que termina com o triunfo do padrão ditado pelo mainstream. Até sua principal citação, o filme Os Goonies (1985), aparece de forma empobrecida, limitando-se ao ímpeto dos três garotos frente ao desconhecido. Mesmo em Os Goonies as crianças tinham um semblante mais pesado e desolador, típico da época. Parece que os criadores da série não viveram ou não tão conhecem bem a década de 1980 como o criador de Mad Men (2007) conhece a década de 1960. O mote central, que é a presença de um ser de outro mundo em uma cidade pacata, resgata a metáfora da ameaça comunista, marcante nos filmes hollywoodianos feitos durante a guerra fria. Esta paranoia estadunidense, que se reinventa de acordo com o cenário político, alimentando a indústria cultural e a indústria bélica, pode, com facilidade, ser ironizada em obras mais inteligentes, como foi nos excelentes filmes O retorno dos tomates assassinos, de 1988, e Blues Brothers, de 1980. Mas Strangers Things não apresenta sinal desta crítica. No universo das séries falta ainda quem entenderá a dança dos erros, a dinâmica das transformações, os excessos e a profundidade que marcaram a década de 1980, a década perdida. *Carolina Maria Ruy é coordenadora do Centro de Memória Sindical https://youtu.be/AyxZeUZOZbM Trailer Legendado Stranger Things Estados Unidos, 2016 Criadores: Matt e Ross Duffer Elenco: Winona Ryder, David Harbour, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown
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Novos Baianos: Nesta música bem humorada o sambista desafia o Tio Sam (EUA) a tocar pandeiro; Clip
Por um determinado tempo na história nós brasileiros vivíamos o complexo de "vira lata", dizia Nelson Rodrigues. Nesta música bem humorada o sambista desafia o Tio Sam (EUA) a tocar pandeiro, como que querendo demonstrar nossa capacidade. As várias conquistas na Taça do Mundo de Futebol deram autoestima ao povo brasileiro. E hoje o Brasil se encontra entre grandes potências mundiais, buscando espaço junto ao Conselho de Segurança da ONU e dirigindo a FAO, eleito na presidência da OMC. De qualquer maneira o samba busca demonstrar o quanto o nosso povo tem de cultura, ginga e acúmulo de experiências ao longo de sua história, como qualquer outra nação. https://youtu.be/yvQzvlLIjL0 Brasil Pandeiro Intérprete: Os Novos Baianos (Assis Valente/1940) Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor Eu fui na Penha, fui pedir à Padroeira para me ajudar Salve o Morro do Vintém, Pendura a saia eu quero ver Eu quero ver o Tio Sam tocar pandeiro para o mundo sambar O Tio Sam está querendo conhecer a nossa batucada Anda dizendo que o molho da baiana melhorou seu prato Vai entrar no cuzcuz, acarajé e abará. Na Casa Branca já dançou a batucada de ioiô, iaiá Brasil, esquentai vossos pandeiros Iluminai os terreiros que nós queremos sambar Há quem sambe diferente noutras terras, outra gente Num batuque de matar Batucada, reunir vossos valores Pastorinhas e cantores Expressão que não tem par, ó meu Brasil Brasil, esquentai vossos pandeiros Iluminai os terreiros que nós queremos sambar Ô, ô, sambar, ô,ô, sambar...
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Cássia Eller canta “Queremos saber”; perguntas simples sobre o caminho da humanidade; as conquistas serão para todos?
Letra e música de Gilberto Gil, onde o poeta faz perguntas simples sobre o caminho da humanidade: as conquistas serão para todos? Quem decide o futuro? Queremos saber. Isso tudo na época da ditadura. Letra simples com teor explosivo. https://youtu.be/XFWwQxLSbJY Queremos saber Intérprete: Cássia Eller (Gilberto Gil/1976) Queremos saber, O que vão fazer Com as novas invenções Queremos notícia mais séria Sobre a descoberta da antimatéria e suas implicações Na emancipação do homem Das grandes populações Homens pobres das cidades Das estepes dos sertões Queremos saber, Quando vamos ter Raio laser mais barato Queremos, de fato, um relato Retrato mais sério do mistério da luz Luz do disco voador Pra iluminação do homem Tão carente, sofredor Tão perdido na distância Da morada do senhor Queremos saber, Queremos viver Confiantes no futuro Por isso se faz necessário prever Qual o itinerário da ilusão A ilusão do poder Pois se foi permitido ao homem Tantas coisas conhecer É melhor que todos saibam O que pode acontecer Queremos saber, queremos saber Queremos saber, todos queremos saber