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Em Mad Men, Betty Draper não é uma mulher à frente de seu tempo; série
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MÚSICA_Gal Costa canta “A Preta do acarajé”; o poeta valoriza a mulher trabalhadora que, defendendo o seu pão,...
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MÚSICA_Bob Dylan canta Like a Rolling Stone; prêmio Nobel espalhou sua poesia ao vento; clip
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Lenda do rock mundial, Bob Dylan leva Prêmio Nobel de Literatura
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MÚSICA_’Tudo vai bem, tudo legal’; é Gonzaguinha em “Comportamento Geral”; clip
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MÚSICA_Vasco Faé canta “Xi, De Pirituba à Santo André”, o dia dia na vida do camelô; Clip
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House of Cards, a política como ela é
No auge do imbróglio estrelado pelo ex-deputado federal, cassado, Eduardo Cunha, a série foi instrumento de análise, parâmetro e comparações, fornecendo imagens e cenas que nos ajudaram a entender o incompreensível na política. Essa associação chegou a tal ponto que algumas pessoas apelidarem o nosso Congresso de "House of Cunha". Considero, entretanto, muito limitada esta comparação. A série, que ironiza a democracia em uma de suas frases mais emblemáticas (“Estou a um passo da presidência e nenhum voto foi recebido em meu nome”) é metáfora da própria política moderna, costurada com uma moral tênue e claudicante. Tanto que ela encontra identidade na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, na Câmara dos Comuns do Reino Unido (a série original, de 1990, é protagonizada por um parlamentar inglês) e na Câmara dos Deputados do Brasil. É, como provoca a série, a democracia supervalorizada? Aperfeiçoamentos institucionais e avanços sociais são possíveis, como afirmou o cientista político e professor do Insper, Carlos Melo, ao analisar a série House of Cards (Estadão 18/06/16)? Passo a passo a série mostra, através de joguetes e articulações escusas, como Frank Underwood se torna presidente dos Estados Unidos da América. Ele é esperto, obstinado, tem traços fortes de psicose e, por outro lado, é cordial, “democrata”, mostra sentimentos quando menos esperamos, e, espantosamente, desperta simpatia. Temo dizer que ele é, no sentido primitivo do termo, um ser humano. E é aí que pode estar a razão do professor Melo. Partindo da ficção como instrumento de análise, parâmetro e comparações, a política, como ela é, construída e aperfeiçoada, ao longo da história, faz parte da condição humana. O avanço social é, enfim, sua razão de ser. E House of Cards, nesses dias tão confusos em que vivemos, entrega o que promete: o lado mais obscuro, viciante e melancólico desta condição. House of Cards EUA, 2013 Criador: Beau Willimon Elenco: Kevin Spacey, Robin Wright, Kate Mara, Corey Stoll Carolina Maria Ruy é coordenadora do Centro de Memória Sindical
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Mississippi em Chamas, Ku Klux Klan e o mal do racismo; filme
Mississippi em Chamas conta, de maneira fictícia, a história verídica da investigação do FBI sobre o brutal assassinato de três ativistas dos direitos humanos (dois brancos e um negro), em 1964. No filme, dois agentes do FBI, Alan Ward e Rupert Anderson, são enviados ao Mississippi para realizar a investigação. Ward e Anderson se infiltram na comunidade e conseguem as informações que precisam para montar o quebra-cabeças que desvendará o crime. Mas a temporada no Mississippi mostra que o problema é mais fundo. O clima de violência e opressão contra os negros domina o local. Mais do que uma postura voluntariosa de uma elite atrasada e preconceituosa, esta violência, como o filme mostra, é organizada através da tenebrosa Ku Klux Klan. Esta seita fascista, criada no Tennessee em 1865, após o final da Guerra Civil americana, oscilou entre momentos de grande atividade e longos períodos de ostracismo. Seu objetivo inicial, e o principal deles, perseguido ao longo de toda sua história, foi o de impedir a integração social dos negros, embora a Ku Klux Klan também fosse contra católicos, judeus, asiáticos e outros imigrantes. A organização, conhecida por ações extremamente violentas, chegou a ter quatro milhões de adeptos na década de 1920, incluindo autoridades. No fim da década de 1960 eles entraram em declínio e não chegaram a ser mais do que grupelhos neonazistas. Segundo a revista Time (1965), “os crimes que a KKK cometeu até sua proibição, sobretudo nos estados do Sul dos Estados Unidos, são tão variados e numerosos, tão cuidadosamente velados, e tão intimamente amalgamados com as singularidades da vida pública naqueles estados que nunca seria possível abranger a todos”. Ambientado na década de 1960, época da insurgência do movimento pelos direitos civis, que tinha Martin Luther King como um de seus principais exponentes, Mississippi em Chamas é um filme que denuncia o vergonhoso e devastador racismo americano. O dogma da supremacia do homem branco protestante sobre os demais permeou, por muito tempo, a organização social, política e cultural daquela região. Contra seus efeitos ainda temos muito a lutar. O filme foi precedido, em 1975, pelo documentário Ataque ao terror: o FBI versus a Ku Klux Klan, que narrou o mesmo episódio. Por Carolina Maria Ruy, jornalista, Coordenadora do Centro de Memória Sindical EUA, 1988 Direção: Alan Parker Elenco: Gene Hackman, Willem Dafoe, Frances McDormand https://youtu.be/5E41USKzJCI
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MÚSICA_Beth Carvalho canta “Despejo na favela”; fato tão real nos dias de hoje; entre a tristeza e a...
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Presença de todas as centrais marca lançamento de ‘1º de Maio – sua origem, seu significado, suas lutas’
Com a presença de dirigentes das seis centrais sindicais do país, o lançamento do livro ‘1º de Maio – sua origem, seu significado, suas lutas’, de José Luis del Roio, transformou-se num evento de forte expressão pela manutenção dos direitos trabalhistas. Além dos sindicalistas, estiveram presentes na sede do Sindicato dos Comerciários de São Paulo o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, e a senadora e candidata a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy. “A proposta em torno da edição do livro é acentuar os pontos em comum nas lutas das centrais sindicais”, assinalou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, idealizador do relançamento do livro ao lado do presidente do Centro de Memória Sindical, Milton Cavalo, e da jornalista e consultora Carolina Maria Ruy. “A adesão foi bastante rápida e espontânea, com todas as centrais entendendo a importância de prestigiarem mais esse resgate da luta dos trabalhadores”, disse Cavalo ao BR. O presidente da central UGT, Ricardo Patah, foi o anfitrião do lançamento, abrindo o salão térreo da entidade para receber os convidados. “Aqui há dirigentes sindicais de todas as colorações ideológicas, que têm como ponto comum o apreço pela história das lutas dos trabalhadores e a preservação dos direitos trabalhistas conquistados pela ação de diferentes gerações”, disse Patah. O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, falou sobre a reforma trabalhista da qual ele é um dos formuladores. “O que posso garantir é que não está na agenda desse governo retirar direitos trabalhistas, ao contrário, queremos impedir retrocessos”, afirmou Nogueira. Senadora e candidata a prefeita, Marta Suplicy firmou posição ao lado dos mais humildes. “Eu saí de um partido e entrei em outro, mas continuo com todos os meus compromissos de vida com os trabalhadores e as populações periféricas da nossa cidade”, sustentou Marta. “O meu lado é este daqui”.