Morreu nesta sexta-feira (5) no Rio de Janeiro o sambista Almir Guineto, aos 70 anos. O cantor estava internado após complicações por problemas renais crônicos, pneumonia e diabetes desde metade do mês de março. Os problemas vinham sendo enfrentados por ele há cerca de 15 meses, quando passou a cancelar shows.

Ouça, no link, Insensato Destino:

Almir é um nome fundamental para se entender a importância do samba carioca contemporâneo. Fundador do Fundo de Quintal ao lado de Bira, Jorge Aragão, Neoci, Sereno, Sombrinha e Ubirany, foi um dos responsáveis pelo surgimento da geração que mudou o ritmo nos últimos 30 anos, como Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz.

E Corda no Pescoço:


Suas composições mais famosas são Caxambu, Conselho, Jibóia, Lama nas Ruas e Mel na Boca.
Almir foi nascido e criado no Morro do Salgueiro. Seu pai Iraci de Souza Serra era violonista e integrava o grupo Fina Flor do Samba. Já sua mãe Nair de Souza, conhecida como Dona Fia, era costureira e uma das principais figuras da Acadêmicos do Salgueiro. Seu irmão Francisco de Souza Serra, mais conhecido como Chiquinho, foi um dos fundadores dos Originais do Samba.
Almir Guineto morreu no mesmo dia do aniversário de Beth Carvalho, uma de suas maiores parceiras na trajetória musical.
No Facebook, a Portela uma das escolas onde o sambista marcava presença, publicou um vídeo em sua homenagem.