Marco Damiani/BR: Pergunte a qualquer estudante da USP: ‘Você conhece o Osmar?’ Sem dúvida com alto índice de respostas afirmativas, a devolução inda virá acentuada por um ‘claro que sim’. É fácil explicar. Tem já uns 40 anos, Osmar Afrisio é o mais popular garçon do Rei das Batidas, um típico boteco paulistano que fica na reta de saída do principal campus da Universidade de São Paulo.

Pensamento veloz, olhos verdes e humor cortante, Osmar é autor de quatro livros, três de prosa e um em versos – “Sem rei nem bar, somente Osmar”, de 1996; “Copos não mão, ideias em vão”, de 2006; “Batidas nossas vidas”, de 2010; “Mulheres: amor versificado”, de 2016 -, nos quais registrou seus pensamentos sobre a vida e suas implicações. Está no prelo, ainda sem título, um romance autobiográfico. Todas as obras foram lançadas pela Editora Com Arte, da Escola de Comunicações e Artes (ECA), da própria USP.

Quer dizer, o homem tem pedigree.

Querido de todos os estudantes que frequentam o lugar, ele gosta de poesia, filosofia, política e economia. Enfrenta qualquer discussão mais acalorada. E está sempre disponível, entre uma pensata e outra, para trazer à mesa a cerveja mais gelada do freezer.
No momento, preparando-se para lançar seu sexto livro, Osmar tem um desejo:

“Quero ser chamado pelo Pedro Bial para mostrar minha história e meu trabalho no programa dele”, contou o autodidata ao BR:.

Registrado está o desejo, que segue com nossa recomendação ao antigo colega Bial: pauta boa, com um sujeito humilde, batalhador e de reconhecida inteligência. É um cara humilde e ainda não ficou rico. Passa no crivo?