Trabalho Depois de sinais contraditórios, as centrais sindicais se uniram outra vez para chamar seus filiados a fazerem greves, manifestações e atos, nacionalmente, na sexta-feira 30. O movimento tem o objetivo de protestar contras as propostas do governo sobre as reformas trabalhista e previdenciária. Nesta quarta-feira 28, as seis centrais - CUT, Força Sindical, CTB, CSB, Nova Central e UGT - divulgaram nota conjunta em convocação à greve. Leia a íntegra: DIA 30 DE JUNHO - VAMOS PARAR O BRASIL CONTRA A REFORMA TRABALHISTA, EM DEFESA DOS DIREITOS E DA APOSENTADORIA As Centrais Sindicais têm acompanhado cotidianamente os desdobramentos da crise econômica, política e social, bem como a mais ampla e profunda tentativa de retirada dos direitos dos trabalhadores, através da tramitação das Reformas Trabalhista e da Previdência no Congresso Nacional. A ação unitária das Centrais Sindicais tem resultado em uma grande mobilização em todos os cantos do país, como vimos nos dias 08 de março, 15 de março, na Greve Geral de 28 de abril e no Ocupa Brasília em 24 de maio. Como resultado do amplo debate com a sociedade e das mobilizações,...
GREVE DO DIA 30: Centrais emitem nota conjunta convocando paralisação nacional
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Poder O Ministério Público Federal rebateu no início da noite desta terça-feira as declarações do presidente Michel Temer de que a denúncia contra ele por corrupção passiva foi feita com base na "ilação". Em nota, o MPF afirma que a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é "baseada em fartos elementos de prova", citando laudos da Polícia Federal, registro de voos, contratos, depoimentos, gravações ambientais, imagens, vídeos, certidões, entre outros documentos, não deixando dúvida quanto à materialidade e a autoria do crime. "O procurador-geral da República pauta-se por uma atuação técnica, no estrito rigor da lei, tanto na esfera judicial quanto na administrativa, e não se furta em cumprir as responsabilidades inerentes ao exercício do ofício", diz a nota. "Rodrigo Janot cumpre à risca o comando constitucional de que ninguém está acima da lei ou fora do seu alcance, cuja transgressão requer o pleno funcionamento das instituições para buscar as devidas punições. Se assim não fosse, não haveria um Estado Democrático de Direito", acrescenta. Temer classificou a denúncia como uma "peça de ficção" que tem por objetivo revanche e vingança. "As regras mais...
Janot rebate Temer em carta: “Fartos elementos de prova”
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Polí­tica Um dia após ser denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, o presidente Michel Temer partiu para o ataque direto ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em pronunciamento ontem no Palácio do Planalto — o terceiro desde que vieram à tona trechos da delação do empresário Joesley Batista, dono da JBS, que gravou conversa com o peemedebista. Em fala de aproximadamente quinze minutos, cercado de aliados, sobretudo parlamentares do chamado baixo clero, Temer classificou a denúncia contra ele de “ficção” e disse que o procurador “reinventou o Código Penal” ao incluir uma “denúncia por ilação”, já que não haveria qualquer prova de que ele tenha recebido dinheiro ilícito. O presidente afirmou não ter preocupações jurídicas com a denúncia, mas ressaltou que precisava se explicar no campo político. — Sob o foco jurídico minha preocupação é mínima — disse Temer, chamando a denúncia de “infâmia de natureza política”. — Os senhores sabem que fui denunciado por corrupção passiva, a esta altura da vida, sem jamais ter recebido valores, nunca vi o dinheiro e não participei de acertos para cometer ilícitos. Afinal,...
‘Jus esperniandis’ de Temer contra Janot repetiu Cunha e só teve aval de baixo claro
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Trabalho Uma semana depois da rejeição da proposta de reforma trabalhista do governo na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), relator do projeto, disse ontem que o texto deve ser aprovado com folga pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, em votação no plenário da Casa. O projeto deve ser votado na CCJ amanhã. Ao participar de evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ontem, Ferraço se mostrou confiante na mobilização da base aliada do governo na CCJ. — Acho que na Comissão de Justiça podemos ter algo como 16 a 10 (votos) — previu o senador tucano. No último dia 20, em apreciação na CAS, dez senadores foram contrários ao parecer de Ferraço, enquanto nove votaram a favor. Na ocasião, após a derrota, o tucano afirmou que o projeto seguiria os trâmites normais. E esses trâmites, assegurou ele ontem, inclui a votação do relatório na CCJ ainda esta semana. — Mesmo nesse ambiente (de grave crise política), temos conseguido dar passos importantes. Acho que vamos conseguir dar um desses passos nesta...
Trabalhista: tucano Ferraço promete passar trator na CCJ, mas não arrisca placar no plenário do Senado
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Economia O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou que a utilização dos recursos do FGTS para quitar as despesas do seguro-desemprego de quem for demitido por justa causa “não deve prosseguir” neste momento. Segundo ele, a medida estava em estudo pelo corpo técnico da equipe econômica e não havia chegado em nível ministerial. — O ponto concreto é que esse estudo nunca chegou a ser apresentado a nível ministerial. Eu não tinha ainda visto essa ideia. Não tinha chegado a mim ainda, esse estudo estava nas áreas técnicas de alguns ministérios e isso, na medida em que chegou a nosso conhecimento, certamente olhamos isso com maior atenção. Tive reunião hoje com o ministro Dyogo (Oliveira, do Planejamento) a respeito. À primeira vista, a avaliação preliminar é que não se justifica de fato esta medida nesse momento. O ministro se reuniu com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Raimundo Carreiro, nesta segunda-feira. O encontro acontece dois dias antes de o tribunal julgar as contas de 2016. Meirelles respondeu ainda ao comentário feito por Carreiro na última semana, quando o ministro...
Fatiamento do FGTS: Meirelles recua de ideia esdrúxula
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Polí­tica Ao jornal O Globo, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), afirmou que usará "critério técnico" para tratar da denúncia do procurador-geral Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer, por corrupção passiva. Acompanhe: Como senhor vai atuar na condução da CCJ neste caso do presidente? Vamos atuar com independência, com critério técnico e seguindo o regimento. Um relator que tenha independência para tratar do assunto e conhecimento jurídico. Não haverá interferência do governo. Esse é um fato. Integrantes da cúpula do PMDB defendem que seja um nome do partido. Poder ser do PMDB, mas pode não ser. O PMDB tem quadros na Comissão de Constituição e Justiça que preenchem esses requisitos. Não vou nominar precocemente. Agora vou ter a denúncia e devo escolher o relator ainda nesta semana. Se houver mais de uma denúncia, poderá haver uma junção com a primeira? Em princípio, terão que ser discussões separadas para cada uma, se houver mais de uma denúncia. Mas pode, sim, ser um único relator. Vai depender do teor das denúncias, se há conexão entre os fatos. O senhor...
O Globo: presidente da CCJ diz que terá postura “independente”; Planalto passa a temer Rodrigo Pacheco
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Polí­tica
Trabalhista: Jucá diz que aprovação vai se dar em 29 de junho; Previdenciária? Sem previsão
O Palácio do Planalto já admite que não conseguirá aprovar a reforma da Previdência na Câmara neste semestre e passou a investir todas as fichas na reforma trabalhista, que começa a ser apreciada hoje na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Ontem, o líder do governo na Casa, senador Romero Jucá (PMDB/RR), entrou em campo para que o cronograma de votações para apreciar o projeto que muda as relações de trabalho em plenário não passe de duas semanas. "Até o dia 29 de junho, a reforma trabalhista será aprovada", afirmou Jucá. Sob pressão dos empresários, os senadores da base aliada não devem oferecer resistência, mesmo aqueles que defendem a saída do presidente Michel Temer do governo. A oposição promete fazer barulho, mas reconhece que será derrotada. Em meio às batalhas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que inicia, também hoje, o julgamento do processo de cassação da chapa presidencial, e no Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga Michel Temer por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça, ministros e assessores que estiveram reunidos com o presidente ontem chegaram à conclusão de que dificilmente esse quadro mudaria, no caso da Previdência. SEM DATA PARA PREVIDÊNCIA Há dias, líderes aliados vêm mandando recados de que o clima para a votação da reforma previdenciária é ruim no Congresso e, além disso, o próprio governo se vê diante de várias frentes urgentes para tratar, como o processo no TSE e a investigação no Supremo. Com isso, auxiliares de Temer e líderes governistas passaram a focar na aprovação da reforma trabalhista no Senado, para reiniciar o mapeamento de votos para a reforma previdenciária na Câmara. Eles admitem que o cronograma inicial do governo de votar as duas matérias até o fim deste mês ficou prejudicado. — O foco do governo é a reforma trabalhista no Senado. Não sabemos quando será aprovada, mas esperamos que o mais rápido possível. Quando concluirmos, vamos voltar a cuidar da reforma da Previdência na Câmara, retomando as conversas com os partidos, o que não significa votar logo depois disso, para ver o que é possível fazer. Então, não tem cronograma definido. Quando avaliarmos que está pronto, vamos votar, seja neste semestre ou no próximo — disse o líder do governo no Congresso, André Moura (PSC-SE). RECESSO EM 17 DE JULHO Segundo um assessor de Temer, o governo tentará aprovar esta semana a reforma trabalhista na CAE, fazer a leitura na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) na quarta-feira, para, na próxima semana, votá-la na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e levá-la ao plenário na semana seguinte. Somente depois disso, ou seja, daqui a duas semanas, na melhor das hipóteses, o governo planeja retomar as negociações pela reforma da Previdência. — "Até o dia 29 de junho, a reforma trabalhista será aprovada — afirmou Jucá. Para os parlamentares, a aprovação se tornou urgente mais como forma de angariar o apoio de empresários do que para sustentar Temer na presidência. Os aliados do governo no Senado, sobretudo do PSDB que tem a relatoria do projeto, têm insistido que a reforma não é mais um projeto de governo e abraçaram a proposta sob o argumento de que a reforma é essencial para a geração de empregos. Muitos deles — inclusive o relator, Ricardo Ferraço (PSDB-ES) — já defenderam publicamente a renúncia de Temer do cargo. Em 17 de julho, o Congresso entra em recesso, o que deixa um espaço de apenas quatro semanas para o governo dar novamente início às articulações pela reforma da Previdência e levá-la ao plenário das duas Casas, em votação em dois turnos. Algo que é visto como pouco provável de se conseguir no Palácio do Planalto.
Trabalho
Metalúrgicos de São Paulo estão em paz – e prontos para a guerra contra as reformas
MARCO DAMIANI/BR: _ Maior categoria profissional industrial de São Paulo, os metalúrgicos deram no início da noite da sexta-feira 2 uma impressionante mostra de unidade, coesão e mobilização. Liderados pelo presidente do sindicato da categoria, Miguel Torres, a mesa da assembleia que lotou o auditório da entidade reuniu dirigentes históricos da agremiação. Lá estavam os ex-presidentes Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força,  e Luiz Antônio de Medeiros, ao lado do ex-secretário-geral da entidade João Carlos Gonçalves, o Juruna. A mesa contou, também, com a tesoureira Elza Costa e o diretor Geraldino Santos. "Nossa categoria está unida, como vemos por essa mesa formada por nossos dirigentes históricos, e na linha de frente contra as reformas do governo", resumiu Miguel Torres. Os trabalhos foram conduzidos pelo secretário-geral do Sindicato, Jorge Carlos de Moraes, o Araken. O auditório ficou lotado, com metalúrgicos vindos de fábricas de todas as regiões de São Paulo, num contigente de pelo menos mil trabalhadores. O tema da reunião foi a participação da categoria nas mobilizações contra as propostas do governo de reformas na Previdência e na legislação trabalhista. Neste período de lutas, os metalúrgicos farão pelo menos uma assembleia geral por mês, de modo a manter a categoria em mobilização permanente. Houve uma avaliação positiva unânime em relação à Marcha à Brasília, realizada no dia 28 de abril. "A repercussão foi grande", reconheceu o ex-presidente Medeiros, que colocou seu nome à disposição da categoria para concorrer a deputado federal, cargo eletivo que já ocupou por dois mandatos. "Naquele contexto, aplaudo até mesmo a ação dos 'black blocs', que manifestaram a indignação que toma conta do país diante das reformas de Michel Temer". O secretário-geral da Força Sindical, Juruna, contestou, falando a seguir, a posição do ex-parlamentar. "Aqui é sindicato, e sindicato não promove baderna", rebateu ele. A diferença entre eles ressaltou uma velha e boa característica da categoria: a discussão é franca, aberta e honesta, assim como os laços de união são fortes o suficiente para impedir que ideias opostas signifiquem  divisões e  rachas. "Divergir faz parte da democracia, e foi isso o que vimos aqui hoje", afirmou ao BR: o ex-presidente Paulinho da Força, titular da Força Sindical e no exercício de seu terceiro mandato como deputado federal. "As avaliações diferentes são positivas para que a categoria forme sua própria opinião". Aos metalúrgicos, Paulinho narrou sua movimentação em Brasília contra as reformas trabalhista e previdenciária. "Estávamos fora do jogo, mas com a ida dos trabalhadores às ruas, realizando uma greve nacional e a marcha à Brasília no dia 28, voltamos às principais mesas de negociação", elogiou o deputado sindicalista.  
Trabalho
Vai ser no dia 30: centrais chamam manifestações e greves em todo o país contra reformas
Uma nova jornada nacional de lutas trabalhistas já tem data marcada. Reunidas nestas segunda-feira 5, na sede da Nova Central, em São Paulo, dirigentes das seis agremiações nacionais de trabalhadores marcaram para o próximo dia 30, que cai numa sexta-feira, um Dia Nacional de Lutas, Manifestações e Greves. Abaixo, nota da central Força Sindical a respeito: As centrais sindicais decidiram, em reunião realizada hoje, 5 de junho, na sede da NCST - Nova Central Sindical de Trabalhadores -, em São Paulo, definir o dia próximo 30, uma sexta-feira, como data indicativa para novas paralisações e greves por todo o País. Os trabalhadores e seus representantes decidiram intensificar a luta por mudanças nas propostas das reformas trabalhista e da Previdência elaboradas pelo governo federal. Sindicatos, federações e confederações irão realizar assembleias com os trabalhadores de suas bases para referendar ou apontar uma nova data para a realização dos atos. Paulo Pereira da Silva, presidente João Carlos Gonçalves, Juruna, secretário-geral
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Polí­tica
Temer treme: medo do TSE, medo de Loures, medo do Senado derrubar a reforma trabalhista
Polí­tica
Bastidores do impeachment: JBS pagou R$ 300 mil a marqueteiro de Temer para derrubar Dilma
“Acusado por Joesley Batista em sua delação premiada de ter recebido R$ 3 milhões em propina da JBS na campanha de 2010 e outros R$ 300 mil em espécie em 2016 a pedido do presidente Michel Temer, o publicitário Elsinho Mouco disse que o empresário o contratou com dois objetivos: eleger o irmão José Batista Júnior em Goiás e ‘derrubar’ a presidente Dilma Rousseff na esteira do movimento pelo impeachment”. O trecho acima é a abertura da reportagem de Pedro Venceslau, no Estado de São Paulo, que liga o dono da JBS, novo homem-bomba da política nacional, ao impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, e com a participação do presidente Michel Temer. Que venham os próximos capítulos…
Polí­tica
Sem autocrítica, Gleisi é eleita presidente do PT, partido com medo de seu passado
Ré na Lava-Jato, a líder do PT no Senado, senadora Gleisi Hoffmann (PR), foi eleita nova presidente do PT, com 60% dos votos. Seu principal concorrente, o senador Lindbergh Farias (RJ), ficou em segundo lugar, com 38% dos votos dos delegados. Gleisi substitui Rui Falcão no cargo e exercerá a função por dois anos. A eleição contou com o voto de 596 delegados e ocorreu no 6° Congresso Nacional do PT, que contou com a presença dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ela será a primeira mulher a presidir o partido. Candidata de Lula, Gleisi afirmou que o partido não fará autocrítica porque não quer fortalecer o discurso de seus adversários. Reunido em seu 6º Congresso, o PT era cobrado, inclusive por setores à esquerda do partido, a reconhecer supostos erros, como o envolvimento em escândalos de corrupção e alianças com partidos como o PMDB. – Não somos organização religiosa, não fazemos profissão de culpa, tampouco nos açoitamos. Não vamos ficar enumerando os erros que achamos para que a burguesia e a direita explorem nossa imagem – disse Gleisi, ao discursar no congresso petista. A senadora, que é líder do PT no Senado, reconheceu, no entanto, que o partido se afastou dos movimentos sociais enquanto comandou o governo federal: – É certo que ficamos com relação mais institucional do que política. Em campanha para a presidência do PT, Gleisi ressaltou êxitos dos governos petistas, como distribuição de renda e geração de empregos: – Não teve na história de 500 anos do Brasil governos melhores do que os do PT. Não foi João Goulart, não foi Getúlio Vargas. Temos que erguer nossa cabeça para defender nosso legado e nosso governo. Ela defendeu bandeiras históricas petistas, como taxação de grandes fortunas e regulação dos meios de comunicação. Para a senadora, um dos desafios da nova direção do PT é nacionalizar o partido, tradicionalmente concentrado em São Paulo. Gleisi também defendeu a candidatura de Lula à Presidência da República e eleições diretas em caso de afastamento do presidente Michel Temer. Ré na Lava-Jato, Gleisi é acusada de receber R$ 1 milhão do esquema de corrupção na Petrobras para sua campanha em 2010. Ela e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, respondem por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas negam as acusações. Gleisi enfrentou o senador Lindbergh Farias (RJ) na disputa pela presidência do partido. Candidato pela corrente Muda PT, Lindbergh adotou o discurso da radicalização. Em sua fala final, para pedir os votos dos filiados, o senador afirmou que o partido precisa se preparar para o “enfrentamento”. Ele defendeu que a militância seja fortalecida para “barrar o avanço” do neoliberalismo e da burguesia. Lindbergh criticou o “afastamento” da atual direção partidária da “realidade”, ao permitir que houvesse o apoiamento a candidaturas de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara e Eunício Oliveira (PMDB-CE) para a presidência do Senado. — Precisamos de um partido preparado para o enfrentamento. Houve um distanciamento da nossa direção da realidade, parecia que não tinha havido um golpe, alguém pensar em apoiar Rodrigo Maia, Eunício Oliveira. Ali eu vi que a gente tinha que dar uma sacudida na burocracia, e encorajar a militância. Petista não vota em golpista — discursou, sendo aplaudido por grande parte da plateia. O senador pregou a candidatura de Lula e afirmou que o partido tem que defender Lula contra as denúncias que recaem sobre ele. O ex-presidente é réu em cinco ações penais e neste domingo o Ministério Público pediu sua condenação. — O que fazem com Lula é a campanha mais infame que já fizeram. Lula não está acima da lei, mas não está abaixo da lei. Temos que fazer uma defesa incansável de Lula. Um ataque a Lula é um ataque ao trabalhador brasileiro. Ele é a única possibilidade que o Brasil tem de deter o avanço neoliberal — afirmou. Para integrantes da CNB, Gleisi errou ao viajar em busca de votos ao lado de Lindbergh, confiando que ele retiraria a candidatura mais à frente. Com isso, a candidatura do senador acabou crescendo no partido. Gleisi intensificou suas articulações e conseguiu, horas antes da votação, contar com a apoio das correntes Movimento PT e Optei, garantindo a ela uma margem segura. Ainda de acordo com integrantes da CNB, Gleisi chegou a se arrepender de ter aceitado o pedido de Lula para concorrer à presidência do partido.
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