Polí­tica Secretário-geral da Força, Juruna renuncia a acento no Conselhão de Temer O secretário-geral da central Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, renunciou nesta quinta-feira 25 ao posto que ocupava no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão. Criado pelo ex-presidente Lula, o organismo informal de consulta presidencial foi retomado no ano passado por Michel Temer. Abaixo, a íntegra da carta de renúncia: OFSECGERAL Nº […] continua ...
Polí­tica Recuo de Temer em rasgo autoritário devolve Exército aos quartéis O decreto que autorizava o emprego das Forças Armadas para Garantia da Lei e da Ordem na Esplanada dos Ministérios, durante as manifestações nesta quarta-feira, 24, foi revogado pelo presidente Michel Temer (PMDB) nesta quinta-feira. A revogação foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União. Na justificativa, o presidente declara que a revogação […] continua ...
Polí­tica O apresentador Luciano Huck nega ter deletado fotos do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), de quem diz ser amigo há 17 anos, de suas redes sociais. Contraria, assim, a versão que prevalece no 'tribunal da internet', onde foi acusado de tentar apagar os rastros digitais de uma amizade que começou em 2000, "depois que mudei para o Rio a trabalho", como diz o paulista à reportagem, por e-mail. As recentes acusações contra o tucano, distanciado do Senado por ordem do Supremo Tribunal Federal, teriam provocado o "apagão" nos perfis do apresentador da TV Globo -um dos nomes na bolsa de apostas para concorrer à Presidência em 2018. Internautas o provocaram com legendas como "oi @lucianohuck vi que vc apagou todas fotos com o aecio gostaria de saber se está td bem...". "Não haveria razão para deletar quaisquer imagens das minhas páginas. Mas como a internet é um território sem lei, qualquer um pode dizer o que quiser", afirma Huck. Para ele, a confusão pode ter se dado porque muitas fotos com Aécio "são registros antigos, alguns feitos há mais de sete anos, e...
Redes ‘saúdam’ Huck por 17 anos de boa amizade com Aécio
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Polí­tica Reforma trabalhista limita acesso de pobres à Justiça, afirmam 17 ministros do TST; Senado cometerá desatino que Tasso... Uma comissão de ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) entregou hoje (25) ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), um documento de seis páginas com críticas à proposta de reforma trabalhista em tramitação na Casa. Segundo o ministro Maurício Godinho Delgado, o documento, assinado por 17 dos 27 membros do TST, traz considerações jurídicas […] continua ...
Polí­tica A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou hoje (25) na Câmara dos Deputados pedido de impeachment do presidente Michel Temer. No documento, a entidade argumenta que o presidente cometeu crime de responsabilidade e faltou com o decoro ao receber no Palácio do Jaburu o empresário Joesley Batista, dono da JBS, um dos investigados na Operação Lava Jato. O documento foi entregue pessoalmente pelo presidente da OAB, Cláudio Lamachia, que chegou à Câmara acompanhado por outros advogados integrantes do Conselho da Ordem. Lamachia disse que, mesmo sem a comprovação da legitimidade dos áudios gravados por Joesley, o presidente não negou a ocorrência do encontro. “A fita, o áudio da conversa pode até mesmo ter sofrido alguma adaptação ou alguma interferência, mas o fato de o presidente da República, em seus dois pronunciamentos e em entrevista para um jornal de ampla circulação nacional, não ter negado que houve os diálogos, torna estes fatos absolutamente incontroversos. E, portanto, na visão da OAB, nós temos aqui presente o crime de responsabilidade do senhor presidente da República.”, disse Lamachia ao chegar à Câmara. Os áudios gravados por...
E agora, Rodrigo ‘Drive Thru’ Maia? OAB protocola pedido de impeachment de Temer
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Polí­tica A Procuradoria Geral da República estuda pedir a abertura de novo inquérito contra o presidente Michel Temer. A suspeita é a de ter sido detectada em diálogo entre Temer e seu assessor Rodrigo Rocha Loures suspeita de tráfico de influência para beneficar a Rodrimar, empresa com atuação no porto de Santos. Na semana passada, a Rodrimar foi alvo de buscas da Polícia Federal. Temer foi gravado quando informava Loures sobre decreto que assinaria seis dias depois. A medida beneficiaria concessionárias de portos, que tiveram suas concessões renovadas por 35 anos, com possibilidade de chegarem a 70 anos, sem licitação. Após falar com Temer, Loures passou a informação ao diretor da Rodrimar Ricardo Conrado Mesquita. O executivo disse que Loures seria 'o pai da criança'. A interceptação telefônica ocorreu em 4 de maio, quando Loures, com o telefone grampeado com autorização judicial, ligou para Temer. "Aquela coisa lá dos 70 anos para todo mundo parece que está acertado aquilo lá", informou Temer ao assessor. Minutos depois, Loures ligou para o executivo da Rodrimar. "A ideia é que se o...
Por suspeita de tráfico de influência via Rocha Loures no porto de Santos, Temer pode sofrer nova ação...
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Polí­tica
Deu nisso: Aécio trai memória de Tancredo e vive iminência de, a exemplo da irmã Andrea, ser preso
No minuto seguinte à decretação da vitória de Dilma Rousseff na presidencial de 2014, o derrotado Aécio Neves, que liderava a apuração até duas horas antes da contagem final, abriu o discurso da ilegitimidade da eleição e, em seguida, da cassação da eleita. Liderou o impeachment. Agora, já vive a iminência de ser preso por corrupção. Abaixo, notícia do portal R7: O presidente licenciado do PSDB e senador afastado, Aécio Neves (MG), foi gravado combinando o pagamento de propina com o dono da JBS, Joesley Batista. O áudio da conversa foi divulgado nesta sexta-feira (19), pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Na conversa, Aécio agradece ao empresário ter recebido a irmã dele, Andrea Neves da Cunha, e Joesley afirma que ela solicitou o pagamento de R$ 2 milhões. No áudio, Aécio sugere o envio do seu primo Frederico Pacheco de Medeiros, o 'Fred', preso nesta quinta-feira (18) para receber a quantia. “Tem que ver. Você vai lá em casa ou o Fred. [...]. Se for o Fred, eu ponho um menino meu. Se for você, sou eu”, responde Joesley. O senador então diz: “tem que ser um que a gente mata antes de fazer delação”. O tucano dá a palavra final: “vamos combinar o Fred e um cara seu”. De acordo com o inquérito, eles teriam combinado o pagamento em quatro parcelas de R$ 500 mil. O parcelamento não aparece no áudio, mas há um trecho em que o empresário indica que é necessária uma alteração no modo de entrega dos valores. “Não dá para ser isso mais”, diz.
Economia
Custo Temer/JBS: empresas brasileiras perdem R$ 219 bilhões em valor de mercado
Com a forte queda das ações, as empresas listadas na Bolsa tiveram perda de R$ 219 bilhões em seu valor de mercado só ontem, segundo levantamento da Economática. Essa perda é mais do que vale a Petrobras. Para Adeodato Volpi Netto, estrategista-chefe da Eleven Financial, mudou a percepção de risco em relação ao Brasil, já que, com a crise institucional instalada, não há condições de aprovação das reformas. — O mercado está reagindo na proporção do estrago institucional que foi feito. Isso mudou a percepção de risco — disse, acrescentando que, na sua opinião, a situação só voltará ao normal após a saída do presidente Michel Temer. JUROS FUTUROS DISPARAM Sem perspectiva de aprovação de reformas, a previsão do mercado agora é que os juros básicos da economia vão cair mais devagar. Com isso, as taxas futuras negociadas no mercado tiveram fortes ajustes ontem. Os contratos com vencimento em janeiro de 2018 fecharam a 10,075%, ante 9% na véspera. Os de janeiro de 2019 subiram de 8,85% para 10,41% e os de janeiro de 2021, para 11,39%, ante 9,60%. A reviravolta política no Brasil teve impacto nos mercados emergentes, com perdas em fundos globais. Na Argentina, o peso caiu 2,5%, e a província de Buenos Aires cancelou uma emissão de bônus prevista para hoje. As cotações de matérias-primas agrícolas na Bolsa de Chicago também caíram com força, também por causa do Brasil. O presidente da Argentina, Mauricio Macri, estava encerrando uma visita oficial à China e iniciando outra ao Japão quando O GLOBO revelou a delação da JBS. A crise brasileira obrigou o chefe de Estado e sua delegação a ativarem um canal permanente de consultas com o embaixador da Argentina no Brasil, Carlos Magariños, para acompanhar e entender o que está acontecendo no principal sócio estratégico da Casa Rosada. Macri, disseram fontes da comitiva oficial, “ficou preocupado” e discutiu a crise brasileira com seus assessores. Cerca de 40% das exportações argentinas são vendidas para o mercado brasileiro. COTAÇÕES AGRÍCOLAS RECUAM No mercado financeiro argentino, o impacto foi forte: o dólar superou a barreira dos 16 pesos, e a Bolsa de Buenos Aires fechou em queda de 2,95%. — Toda a crise brasileira afetará a chegada de investimentos ao país, o crescimento, e isso impacta a Argentina, porque estamos muito vinculados ao Brasil e à evolução de seu PIB — explicou Alejandro Bianchi, gerente de investimentos da agência InvertirOnline.com. O fundo iShares do banco JPMorgan, o maior dedicado a títulos de países emergentes, desabou na abertura dos mercados e fechou em queda de 0,51%, o maior recuo diário desde dezembro. Na Bolsa de Chicago, as cotações de matérias-primas agrícolas desabaram, já que o Brasil é o maior exportador mundial de soja, açúcar, café e suco de laranja. O preço do suco de laranja caiu ao menor nível em um ano, e o da soja recuou 3,4%, para o menor patamar em um mês.
Polí­tica
Gravação mostra que Temer ouviu crimes de corrupção e obstrução de Justiça e aprovou: ‘ótimo, ótimo’
As gravações feitas por Joesley Batista mostram que o presidente Temer ouviu, sem fazer objeções, o dono da JBS relatar como vinha tentando obstruir investigações contra ele, inclusive com aliciamento de juízes e procuradores. Temer chega a repetir “ótimo, ótimo”, após a revelação do empresário. O presidente escutou, sem repreender o dono de empresas que já foram alvo de cinco operações da PF desde 2016, relatos de pagamentos ao ex-deputado Eduardo Cunha. No documento em que pediu a abertura de inquérito para investigar o presidente, autorizada pelo STF, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, diz que Temer deu “anuência” ao pagamento mensal de propina a Cunha. Antes da divulgação das gravações, em pronunciamento, o presidente afirmou: “Não renunciarei. Sei o que fiz.” Em diversas capitais, houve manifestações pela saída de Temer. Os áudios gravados por Joesley Batista, da JBS, revelam que o presidente Michel Temer (PMDB) ouviu, sem fazer objeção e nem depois reportar aos órgãos competentes, um relato de um empresário — dono de um grupo que foi alvo de cinco operações da Polícia Federal em menos de um ano — com detalhes sobre mecanismos usados por ele para obstruir a Justiça, como a cooptação de juízes e procuradores. Temer também escutou, sem repreender o interlocutor, declaração sobre pagamentos ilegais ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB). No documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), no qual solicitou a abertura de inquérito para investigar Temer, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou: “Joesley fala que segue pagando propina ‘todo mês, também’ a Eduardo Cunha, acerca da qual há a anuência do presidente da República”. Cunha está preso desde outubro do ano passado e, em março deste ano, foi condenado pelo juiz Sergio Moro a mais de 15 anos de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A conversa de Joesley com Temer foi gravada em março, no Palácio do Jaburu. Quando o empresário questionou o presidente sobre a relação com o presidiário Cunha, Temer afirmou que o ex-deputado “resolveu fustigá-lo” ao enviar perguntas, no âmbito de um dos processos que correm na Justiça Federal do Paraná, que relacionavam o presidente com réus e condenados da Lava-Jato. Temer foi arrolado por Cunha como testemunha de defesa, mas o juiz Moro indeferiu 21 das 41 perguntas feitas pelo ex-deputado ao presidente. “ÓTIMO, ÓTIMO” Em outro momento da conversa, o empresário afirmou que “está de bem com o Eduardo”. Temer disse: “Tem que manter isso, viu?”. Após um trecho inaudível, Joesley emendou: “Todo mês, também”. E Temer respondeu: “É”. Há também uma referência ao doleiro Lucio Funaro, outro preso pela Lava-Jato. Na conversa, a menção aos repasses de propina não fica clara, mas a Polícia Federal filmou, em uma “operação controlada”, a irmã de Funaro recebendo R$ 400 mil de um diretor da JBS. Aos procuradores, Joesley afirmou que a mesada a Cunha era entregue a Altair Alves Pinto, homem de confiança do ex-deputado — a PF cumpriu, ontem, um mandado de busca e apreensão na casa do operador. Em um dos trechos mais explosivos da conversa, Joesley relata a Temer que está interferindo nas investigações contra ele, ao que o presidente responde “Ótimo, ótimo”. O diálogo ocorreu da seguinte maneira: após uma fala inaudível de Temer, o empresário disse que é investigado, mas não havia sido denunciado pelo Ministério Público. O presidente Michel Temer reforçou: — Não tem a denúncia. — Isso, isso. Investigado. Eu não tenho ainda a denúncia. Eu dei conta de um lado o juiz. Dá uma segurada. De outro lado, o juiz substituto, que é um cara (inaudível) — contou Joesley. — Tá segurando os dois? — perguntou Temer . O empresário confirmou: — Tá segurando os dois. Ao que o presidente responde: — Ótimo, ótimo. E Joesley segue: — Eu consegui o delator dentro da força-tarefa, que está... também está me dando informação. E lá que eu estou... Dá conta de trocar o procurador que está atrás de mim. Se eu der conta, tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom é que dou uma esfriada até o outro chegar e tal. O lado ruim é que se vem um cara com raiva, com não sei o quê... Após um trecho inaudível do áudio, Joesley insistiu no assunto: — O (procurador) que está me ajudando tá bom. Beleza. Agora o principal é o que está me investigando. Eu consegui (inaudível) um no grupo. Agora “tô” tentando trocar... — O que está (inaudível) — disse Temer. — Isso. Estou nessa. Então, está meio assim. Ele (procurador responsável pelas investigações) saiu de férias. Até nessa semana saiu um burburinho que iam trocar ele. Não sei o quê. Eu fiquei com medo... Mas, tudo bem. Eu estou contando essa história só para falar que... Eu estou me defendendo aí. Estou me segurando e tal... os dois lá, tudo bem. Além de delator da Lava-Jato, Joesley é investigado pela operação Greenfield. O áudio não deixa claro quem é o procurador citado por Joesley, mas, ontem, o procurador Angelo Villela foi preso pela Polícia Federal, suspeito de passar informações sigilosas a Joesley. Agentes da PF fizeram operação de busca e apreensão no gabinete do Ministério Público no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). EDUARDO CUNHA Os áudios fazem parte da delação premiada de Joesley, antecipada com exclusividade pelo colunista Lauro Jardim, do GLOBO. A colaboração foi homologada pelo STF. A gravação tem 38 minutos. No início da conversa, o empresário procurou mostrar apoio em meio ao momento de crise econômica e política e afirmou ao presidente: — Estamos juntos. Em seguida, Joesley levou a conversa em direção a Eduardo Cunha. — Como o senhor “tá” nessa situação toda do Eduardo (Cunha), não sei o quê, Lava-Jato... — indagou. O presidente demonstrou insatisfação com a postura do aliado: — O Eduardo resolveu me fustigar, né. Você viu que... — Eu não sei, como “tá” essa relação? — insistiu Joesley. Temer, então, fez referência a um ato de Cunha em um dos processos da Lava-Jato: — O (Sergio) Moro indeferiu 21 perguntas dele (Cunha) que não tinham nada a ver com a defesa dele, era para me trutar. Eu não fiz nada (inaudível)... No Supremo Tribunal Federal (inaudível). O empresário passou a detalhar a relação com Eduardo Cunha: — Eu queria falar assim... Dentro do possível, eu fiz o máximo que deu ali, zerei tudo. O que tinha de alguma pendência daqui para ali (com Cunha), zerou toda. E ele (Cunha) foi firme em cima. Já tava lá, veio, cobrou, tal tal tal, pronto. Eu acelerei o passo e tirei da frente. O outro menino, companheiro dele que “tá” aqui, que o (ex-ministro) Geddel (Vieira Lima) sempre “tava”... — Lucio Funaro... — interrompeu Temer. —Isso... O Geddel que andava sempre ali, mas o Geddel perguntou, mas com esse negócio eu perdi o contato, porque ele virou investigado — explicou Joesley. — É, é complicado, né, é complicado... — completou Temer. Joesley ponderou que, por Geddel ser investigado, não poderia encontrá-lo. Temer o advertiu: — Isso é obstrução de Justiça, viu? — disse Temer, numa espécie de aconselhamento. Geddel, citado nas delações da Lava-Jato, deixou o governo por um outro escândalo, quando foi revelado que tentou interferir para liberar um empreendimento imobiliário milionário em Salvador, no qual ele tinha comprado um apartamento. —Isso, isso... O negócio dos vazamentos, o telefone lá do Eduardo, do Geddel, volta e meia citava alguma coisa meio tangenciando a nós, a não sei o quê. Eu tô lá me defendendo. Como é que, o que eu mais ou menos dei conta de fazer até agora. Eu tô de bem com o Eduardo... — reforçou Joesley. Temer endossou a posição do empresário. — Tem que manter isso, viu? — diz o presidente, em possível referência à compra de silêncio de Cunha.
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Polí­tica
Temer à Globo: “Vou sair dessa crise mais rápido do que se pensa”
Polí­tica
“Tem de manter isso, viu?”, de Temer para Joesley, fica claro em áudio aberto por Fachin; ouça
Na intimidade do Palácio do Jaburu, depois das 22h30 da noite de 7 de março último, o presidente Michel Temer permitiu-se ouvir o empresário Joesley Batista tratar com ele assuntos absolutamente clandestinos, como 'segurar' o ex-deputado Eduardo Cunha por meio de propina "todo mês", juízes, dirigentes de autarquias como Cade e traçar 'alinhamentos' com o próprio Temer em torno de interesses do grupo JBS. É facilmente audível, apesar da voz de Temer aparecer em segundo plano em relação de Joesley, que tinha um gravador em seu bolso, o trecho em que o presidente diz "tem de manter isso, viu?", após Joesley dizer que está "bem com o Eduardo", acrescentando um "todo mês" dá auxílio financeiro ilegal a Cunha. Após tratar do caso de Cunha, Joesley diz a Temer que está "segurando", pelos mesmos métodos usados com Cunha, dois juízes. Temer repete a afirmação: "Está segurando...". Noutro trecho, Temer diz não Temer o julgamento da chapa Dilma-Temer, no TSE, porque os juízes têm "consciência política". Joesley, adiante, fala em ter "sintonia" com Temer para o tratamento com altos funcionários da Receita Federal e do Cade - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin divulgou o áudio do encontro entre o empresário Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS, e o presidente Michel Temer. A divulgação foi feita após a decisão do ministro, que retirou o sigilo dos depoimentos de delação do empresário. O áudio tem cerca de 40 minutos. Na conversa, Temer e Batista conversam sobre o cenário político, os avanços na economia e também citam a situação do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que foi preso na Operação Lava Jato, por volta dos 11 minutos. Ouça o áudio: Ainda ontem, a Presidência da República divulgou nota na qual informa que o presidente Michel Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha". Em pronunciamento à nação nesta tarde, Temer afimou que não renunciará ao cargo e exigiu uma investigação rápida na denúncia em que é citado, para que seja esclarecida. "Não renunciarei. Repito: 'não renunciarei'", disse.
Polí­tica
Temer agrava crise ao dizer ‘não renunciarei’
O presidente Michel Temer disse hoje (18) que não irá renunciar ao cargo e exigiu uma investigação rápida na denúncia em que é citado, para que seja esclarecida. “Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos, e exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Essa situação de dúvida não pode persistir por muito tempo”, disse Temer, em pronunciamento. "Não renunciarei. Repito não renunciarei", disse. Segundo o presidente, a investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) será território onde surgirão todas as explicações. “No Supremo, demonstrarei não ter nenhum envolvimento com esses fatos”, disse Temer. Na noite de ontem (17), o jornal O Globo divulgou reportagem sobre encontro gravado em áudio pelo empresário Joesley Batista, em que Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio. Cunha está preso em Curitiba. Hoje o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin homologou a delação premiada dos irmãos Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS, e abriu inquérito para investigar o presidente Michel Temer.
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